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Biografia “Coração Assombrado” retrata medos do escritor Stephen King

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O escritor Stephen King fala durante palestra para alunos de escrita criativa na Universidade de Massachusetts (Foto: Elise Amendola - 7.dez.2012/Associated Press)

O escritor Stephen King fala durante palestra para alunos de escrita criativa na Universidade de Massachusetts (Foto: Elise Amendola – 7.dez.2012/Associated Press)

Rodolfo Lucena, na Folha de S.Paulo

Depois de mais uma noite em que dormira sozinha, Tabitha desceu a escadaria de mogno de sua mansão vitoriana de 24 aposentos para encontrar uma cena que já não lhe era novidade: o marido desmaiado em uma poça de vômito, caído no chão de seu escritório.

O gigante de 1,90 m tinha sido novamente derrubado por uma bebedeira monumental. Era Stephen King, um dos autores de maior sucesso na história.

Apesar de sua fortuna miliardária, dos mais de 300 milhões de livros vendidos e dos mais de 50 prêmios, King vivia assombrado por monstros e demônios muito mais poderosos que os habitantes de sua fileira de livros de horror, suspense e fantasia.

Seus medos podem parecer triviais –de escuro, cobras, ratos, aranhas e coisas gosmentas– ou mais poderosos: de terapeutas, deformidades, lugares fechados, da morte, de voar ou de ser incapaz de escrever. Certa vez afirmou que vivia na República Popular da Paranoia; em rara visita a uma analista, confidenciou: “O medo é a minha vida”.

Com riqueza de detalhes, os casos são contados em “Stephen King, a Biografia – Coração Assombrado”, que chega agora ao Brasil, três anos após seu lançamento nos EUA.

Apesar de ser uma biografia não autorizada, não se trata de um amontado de fofocas, mas sim do resultado de pesquisas que procuram mostrar quem é King e de onde saem as ideias para seus best-sellers.

O fato de não ter entrevistado King nem sua mulher não foi um grande problema para a autora, segundo ela disse à Folha, por e-mail.

“Stephen King sempre foi um livro aberto, escrevendo sobre seus vícios e pontos fracos de forma muito franca e sincera”, contou Lisa Rogak, especialista em biografias e autora de mais de 40 livros sobre temas diversos, da vida de Dan Brown (autor de “O Código Da Vinci”) às aventuras dos cães que trabalham no Exército dos EUA.

Seu texto claro e sem firulas não foge de eventuais adjetivos nem de frases de efeito, como a que abre o primeiro capítulo: “Diz-se que Stephen King nunca deveria ter nascido”.

Segundo os médicos, a mãe não seria capaz de engravidar; no entanto, dois anos depois de a família ter adotado um bebê, King nasceu no dia 21 de setembro de 1947. Passados outros dois anos, o pai saiu para comprar cigarros e nunca mais voltou.

Da miséria à opulência, o livro acompanha a trajetória de King em ordem cronológica. Lembra suas primeiras histórias, ainda na infância, o primeiro texto publicado, o encontro com Tabitha, a gênese de “Carrie, a Estranha” e sua sequência de sucessos.

Sem analisar a obra, deixa evidente o que os leitores fiéis de King há muito já descobriram: ele tira suas ideias da vida real, dos medos cotidianos e de dramas até pueris.

Além de prolixo, é profícuo e multidisciplinar: sua obra se estende para o cinema, a música e a política, em que tem se revelado militante de causas como o controle de armas e o aumento de impostos sobre grandes fortunas.

Em suma, resume a biógrafa, “é um cara muito simples, que apenas quer continuar a contar suas histórias”.

“Coração Assombrado” traz ainda uma útil linha de tempo, índice remissivo, lista de obras de King em português e dicas de sites de referência sobre a vida e obra do mestre do suspense.

Vendas de “1984” crescem quase 7.000% após escândalo de monitoramento nos EUA

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Publicado por Folha de S.Paulo

As vendas de “1984”, de George Orwell, aumentaram quase 7.000% em apenas um dia na Amazon, a maior varejista on-line de livros do mundo.

O aumento se segue à revelação, feita na última quinta (6) pelos jornais “The Guardian” e “Washington Post”, do gigantesco esquema de monitoramento de dados de telefone e internet realizado ilegalmente pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos –tratado por analistas como uma versão real do Big Brother, o Grande Irmão que tudo vê do livro de Orwell.

Na seção “movers & shakers” do site, que dá a lista dos títulos que tiveram o maior aumento de vendas nas últimas 24 horas, o livro está em quarto lugar, com alta de 6.888%. A obra, cuja primeira edição foi publicada em 8 de junho de 1949, saltou da 12.859ª posição para a 184ª no ranking de mais vendidos do site.

Uma outra edição, de 2003, que reúne as duas obras mais famosas de Orwell (“1984” e “A Revolução dos Bichos”) também entrou para o ranking, na 11ª posição, com alta de 290% nas vendas.

Britânica posa para foto com exemplar de "1984", de George Orwell - Toby Melville/Reuters

Britânica posa para foto com exemplar de “1984”, de George Orwell – Toby Melville/Reuters

Em “1984”, Orwell (1903-1950) cria um futuro distópico em que a sociedade é permanentemente vigiada e controlada pela figura do Grande Irmão.

Na ficção, a vida de cada pessoa é filmada 24 horas por dia, para monitoramento de qualquer ação que possa significar risco ao governo totalitário.

No real e atual esquema para vigiar a vida alheia, o serviço de inteligência do governo americano tem acesso aos servidores das grandes empresas de tecnologia, como Google e Facebook.

Ele está lendo os e-mails?

Barack Obama está lendo seus e-mails? Na dúvida, o site "Obama Is Checking Your Email" (Obama está vendo seu e-mail) reuniu imagens do mandatário americano "comendo tela" dos outros

Barack Obama está lendo seus e-mails? Na dúvida, o site “Obama Is Checking Your Email” (Obama está vendo seu e-mail) reuniu imagens do mandatário americano “comendo tela” dos outros

Há seis anos, agências de segurança e espionagem dos EUA vasculham mensagens eletrônicas, conversas na rede, arquivos, videoconferências, conexões a computadores de civis –incluindo estrangeiros que não moram no país– além de rastrearem as ligações telefônicas internas.

O esquema foi revelado no último dia 6, em reportagens publicadas nos jornais “Washington Post” e “Guardian”. Após a revelação, o presidente americano, Barack Obama, admitiu e defendeu o monitoramento de dados e telefonemas. A justificativa é o combate ao terrorismo.

Fã de Mia Couto expõe projeto que une fotografia e poesia em SP

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Tatiana Mendonça, na Folha de S.Paulo

A experiência começou com papel, tesoura e cola. Há cerca de dois anos, a jornalista e fotógrafa Mariana Caldas, 24, escreveu à mão o trecho de uma música que não saía de sua cabeça –“Graças a Deus, um passarinho /Vem me acompanhar/ Cantando bem baixinho/ E eu já não me sinto só/ Tão só, tão só”– e colou a declaração numa das fotos que tinha feito, para dar de presente.

Gostou tanto do resultado que resolveu explorar a ideia, mas de uma maneira mais simples, com a ajudinha do computador. Despretensiosamente, nascia, em julho de 2011, o Tumblr “Poeme-se“, que reúne cerca de 200 fotos de Mariana acompanhadas por trechos de poemas e letras de música.

Algumas das imagens voltaram à origem analógica para integrar a primeira exposição individual do projeto, que fica em cartaz até quinta-feira (6) no bar Kabul, na Consolação (centro de São Paulo). Os vinte e cinco quadros com fotos ampliadas estão à venda por R$ 80.

Criada em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, Mariana mora em São Paulo desde os 17 anos. Ela também faz quadrinhos e cartões postais com as fotos que estão no site. O e-mail para encomendas é [email protected] Os quadros custam R$ 35 (pequeno -15×23), R$ 45 (médio – 17×25) e R$ 65 (grande – 20×30) e os postais saem por R$ 7 cada um.

ABAIXO, LEIA ENTREVISTA COM A FOTÓGRAFA MARIANA CALDAS:

sãopaulo – Quando você fez o blog, já pensava numa exposição?
Mariana Caldas
– Não, tudo aconteceu meio do nada. Uma amiga com quem já trabalhei está fazendo a produção para o Kabul e aí me mandou um e-mail propondo a exposição, há cerca de um mês. Foi uma surpresa. Eu mesma selecionei as fotos. São cerca de 25 imagens, ampliadas no formato A3.

E o projeto, como nasceu?
Também foi de repente. Comecei a fotografar em 2010 e foi algo a que eu me entreguei totalmente. Foi uma coisa muito forte. Fiquei pensando em um jeito de mostrar isso. Um dia fiz uma colagem à mão mesmo, peguei uma foto minha e escrevi uma frase, depois colei na imagem e dei de presente. Ficou lindo, amei. Depois de duas semanas, estava em casa no domingo, sozinha, já eram 11h da noite e aí pensei: por que eu não faço isso no computador? Por que nunca tentei? Desde sempre anoto frases e já tinha muitas, fui resgatando umas coisas antigas… Aí fiz vários de uma vez.

Qual foi o primeiro?
Esse que eu dei de presente era: “Graças a Deus, um passarinho /Vem me acompanhar/ Cantando bem baixinho/ E eu já não me sinto só/ Tão só, tão só” [da música “Universo Ao Meu Redor”, de Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes]. E o primeiro que eu fiz digitalmente ainda está lá no site: “O silêncio não é a ausência da fala, é o dizer-se tudo sem nenhuma palavra”, de Mia Couto.

Como você costuma unir as fotos aos poemas?
Cada um é de um jeito. Às vezes fico anos sem fazer nada com uma foto e de repente vejo uma frase e lembro dela, sabe? E tem frases que tento colocar em várias fotos e não funciona… Aí revelo um filme novo e acabo achando a foto [para a frase]. É uma coisa muito doida. Elas se escolhem, também… Mas é principalmente essa coisa de lembrar. Anoto as frases em caderninhos espalhados pela vida e aquilo fica na minha cabeça.

Existe poesia em São Paulo?
Existe muita poesia. As pessoas estão cada vez mais querendo dar amor a São Paulo e assim as coisas vão ficando mais possíveis. A gente é muito castigada aqui, é muito difícil para todo mundo, mas, ao mesmo tempo, tem muita gente incrível fazendo um monte de coisa. Essa energia está no ar de alguma forma. Isso é o mais louco.

A cidade te inspira?
Acho que sim, por tudo que a gente pode viver aqui… É um lugar onde você consegue ter experiências muito fortes. A inspiração é correr atrás do que você quer. Minhas fotos têm um pouco da coisa da cidade, mas também estão meio fora disso. Muitas são ligadas à natureza, como se fosse uma fuga desse turbilhão. É um portal que leva para outro lugar por alguns segundos.

Quais são seus autores favoritos?
Meu autor preferido é Mia Couto, sem dúvida. Ele mudou minha vida, tem o antes e o depois. Mas têm outros autores muito importantes, como Paulinho da Viola. E daqui de São Paulo gosto muito de Paulo Vanzolini.

Autora de ‘Bridget Jones’ revela título e data de lançamento do novo livro da série

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‘Mad about the boy’ estará nas prateleiras britânicas em outubro

A escritora Helen Fielding ficou 14 anos sem lançar um novo livro da série 'Bridget Jones' Divulgação

A escritora Helen Fielding ficou 14 anos sem lançar um novo livro da série ‘Bridget Jones’ Divulgação

Publicado por The Independent (via O Globo)

LONDRES – Faz muito tempo, mas Bridget Jones está de volta, e ainda está furiosa com garotos. Pelo menos segundo o título do novo romance de Helen Fielding, “Bridget Jones: Mad about the boy” (“Bridget Jones: Furiosa com o garoto”, em tradução livre), revelado nesta terça-feira.

O primeiro livro de Fielding, “O diário de Bridget Jones”, se tornou um bestseller internacional em 1996 e gerou a continuação “Bridget Jones: No limite da razão” três anos depois. Os livros, juntos, venderam 15 milhões de cópias e inspiraram dois filmes de Hollywood estrelados por Renée Zellweger.

A história por trás do terceiro romance com a mulher de 30 e poucos anos à procura do amor está sendo mantida sob sigilo. Quando perguntada com que garoto Bridget estava furiosa, Fielding franziu as sobrancelhas enigmaticamente, mas disse: “A vida de Bridget seguiu em frente”.

O editor Jonathan Capa revelou, no entanto, que Bridget está mais velha e ainda escrevendo um diário, e que a personagem está agora “imersa em mandar mensagem e experimentar as redes sociais, com ênfase em ‘sociais'”, enquanto ela navega pelos perigos dos encontros online.

Sobre o hiato de 14 anos entre o último romance e o atual, Fielding, de 54 anos, disse: “Eu meio que perdi minha voz com Bridget por um bom tempo depois do sucesso inesperado do primeiro. Foi bem fácil escrever, e, para ser honesta, depois eu me tornei autoconsciente.”

Em dezembro, ela disse ao programa de rádio “Woman’s hour”: “Achei que na última primavera eu tinha novas coisas para contar. Coisas que não existiam quando eu escrevi pela última vez, como e-mail e mensagens de celular. A forma com que a vida é vivida através do Twitter.”

Daniel Cleaver e Mark Darcy, os pretendentes de Bridget, interpretados no cinema por Hugh Grant e Colin Firth, serão uma “presença” nos novos livros, Fielding confirmou.

“Bridget Jones: Mad about the boy” será lançado em 10 de outubro deste ano.

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