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Posts tagged Ebook

Leitores ainda preferem livros físicos a e-books, revela pesquisa

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Publicado no Canal Tech

Um novo estudo conduzido pelo Pew Research Center – que fornece informações sobre atitudes e tendências que moldam os Estados Unidos e, consequentemente, o mundo – revelou que, apesar do crescimento dos e-books graças à popularização de leitores de livros digitais como o Kobo ou o Kindle, a população ainda prefere consumir obras literárias em livros físicos. Quando novas tecnologias surgem, é comum que a primeira reação seja pensar que a tecnologia ou hábito mais antigo seja aposentado. A internet já foi acusada de “matar” jornais e revistas impressas, canais de televisão e rádios musicais, por exemplo, mas a verdade é que essas mídias continuam por aí, firmes e fortes, bastando se ajustar aos tempos modernos para continuar na ativa.

De acordo com o estudo, 65% dos adultos dos EUA disseram ter lido pelo menos um livro físico em 2015, e essa porcentagem é exatamente a mesma obtida em 2012. Ao perguntar o mesmo para quem gosta de e-books ou audiobooks, os entrevistados que alegaram terem lido ao menos um livro físico no ano passado subiu para 73%, apenas 1% a menos do que a mesma pesquisa feita há quatro anos. Isso mostrou não somente que o público norte-americano continua lendo livros impressos, como quem ainda aderiu à tendência dos livros digitais não abandonou a leitura física.

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Lee Rainie, diretor de internet, ciência e tecnologia do instituto, disse que a pesquisa demonstrou que os livros físicos não estão indo a lugar algum – pelo contrário, eles estão aqui para ficar e não perderão terreno com as obras digitais. “Eu acho que se olhar uma década atrás, certamente há cinco ou seis anos quando os e-books estavam deslanchando, havia pessoas que acreditavam que os dias dos livros impressos estavam contados, e isso não está nos nossos dados”, disse Rainie.

O estudo ouviu 1.520 pessoas adultas que vivem nos Estados Unidos em entrevistas feitas entre 07 de março e 04 de abril. Apesar da revelação de que os livros físicos ainda têm um lugar no coração das pessoas, a pesquisa mostrou também que a população está sim aderindo à leitura em smartphones e tablets. 33% dos entrevistados disseram ler em seus smartphones, sendo que a pesquisa de 2011 mostrou que esse índice era de somente 5%. Apenas 6% dos leitores contaram que já trocaram definitivamente os livros impressos pelos digitais, enquanto 38% ainda leem apenas livros físicos, contra 28% que gostam tanto de ler que combinam tanto a leitura tradicional quanto a digital em momentos diferentes do dia a dia.

Fontes: Pew Research Center, NY Times

Booktrack, a startup que faz trilhas sonoras para eBooks

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Publicado no Blog do Galeno

A startup neo-zelandesa Booktrack, que cria trilhas sonoras para ebooks, conseguiu mais 5 milhões de dólares de investimento. A empresa já havia recebido o mesmo valor anteriormente, de investidores como a Valar Ventures, de Peter Thiel (um dos fundadores do PayPal), e a Park Road Post Productions, do cineasta Peter Jackson.

A Booktrack começou com um aplicativo de duas músicas há quatro anos e, hoje, conta com uma discoteca de 15 mil títulos para seus 2,5 milhões de usuários. Além de músicas, as trilhas têm áudio ambiente e efeitos sonoros que sincronizam automaticamente com o ritmo da leitura, conforme se avança pelas páginas do ebooks.

De acordo com o fundador da Booktrack, Paul Cameron, cerca de 50 editoras usam os serviços da empresa, entre elas a HarperCollins e a Random House. “Há muitos ebooks acumulando poeira virtual em prateleiras digitais. Somos capazes de fazer a geração Xbox, Netflix e Spotify se interessar pela leitura novamente ao pareá-la com outra forma de entretenimento”, afirma Cameron.

Segundo Christine Magee, do site TechCrunch, é cedo para dizer se a empresa veio para ficar: “ainda está para ser determinado se a Booktrack está construindo o futuro ou meramente se aproveitando de uma geração obcecada por tecnologia”.

Em sua defesa, Cameron garante que as trilhas da Booktrack fazem estudantes lerem, em média, até 30% mais e terem um desempenho 17% mais alto em testes de compreensão de leitura.

Bruno Moraes, via EbookNews

Principais passos para um ebook de sucesso

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Publicado por Escolha Sua Vida

Preparei para o Widbook um passo-a-passo sobre como planejar e escrever um ebook de sucesso, e eles transformaram em um infográfico bem lindo pra vocês.

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Ebooks podem ser usados para monitorizar estudo dos alunos

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Publicado originalmente no Ler Ebooks

É uma tecnologia não isenta de polémica, a lembrar cenários do 1984 de Orwell. A CourseSmart, uma empresa especializada na edição digital de livros escolares, desenvolveu uma tecnologia integrada nos ebooks que envia para o professor ou instituição de ensino informações como o tempo despendido pelo aluno a ler livro, o número de páginas visualizadas, quantas anotações e marcações foram feitas.

No fundo, não é muito diferente do que já é oferecido por algumas plataformas LMS (por exemplo o Moodle) e, de acordo com a CourseSmart, o próprio ebook fica integrado num sistema de LMS, com os dados obtidos a serem reunidos na plataforma da escola. Existe também a possibilidade de o alunos desativar o sistema no ebook.

dica do Chicco Sal

‘E-books são primeiro passo de uma grande revolução’

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(Thinkstock)

Publicado originalmente na Veja.com

Garret Kiely comanda a maior editora universitária dos Estados Unidos, a da Universidade de Chicago, que publica em média 300 títulos por ano, edita 60 periódicos especializados e emprega 250 pessoas. À frente de seus concorrentes, Kiely aceitou prontamente o desafio de incorporar aos negócios os avanços tecnológicos dos últimos anos. Praticamente todos os lançamentos da editora podem ser adquiridos no formato tradicional, o papel, ou no digital, o e-book. Além disso, a comunidade da editora nas redes sociais é fiel e ativa. “Hoje, esse é o meio mais eficaz de alcançar nossos consumidores”, diz Kiely. Ele compara a atual mudança à revolução protagonizada pelos tipos móveis de Gutenberg, que no século XV permitiram que os livros fossem produzidos em larga escala, ampliando o acesso de homens e mulheres à cultura escrita. “O desenvolvimento dos e-books é apenas o primeiro passo desse processo. O público consumidor está sedento por novas formas de descobrir e empregar conhecimento.” Nesta semana, Kiely visita o Brasil pela primeira vez. Ele participa em São Paulo do Simpósio Internacional de Livros e Universidades, organizado pela Editora da Universidade de São Paulo (Edusp) para celebrar os 50 anos da instituição, a maior do gênero no país. Confira a entrevista que o americano concedeu ao site de VEJA:

A digitalização reduz os custos de produção dos livros, tornando-os mais acessíveis aos leitores. Isso também acontece com os livros das editoras universitárias? De certo modo, não. Diferentemente das outras editoras, as universitárias têm um foco muito claro na qualidade do material que é editado. Aqui em Chicago, por exemplo, todos os nossos livros são revisados pelo corpo docente da universidade. Esse tipo de investimento em qualidade custa muito caro e ele não ficará mais barato com as novas tecnologias porque, de certo modo, não dependente delas. De qualquer forma, nossa meta é oferecer preços que possam ampliar o acesso aos nossos livros.

Kiely: abraçado à tecnologia
PROSE Awards

De que forma, então, o livro digital e as novas tecnologias afetam a sua editora?Desde o surgimento das novas tecnologias, a Editora da Universidade de Chicago abraçou as inovações em todas as áreas do nosso trabalho. Por exemplo: quase todos os nossos novos livros estão disponíveis no formato digital. Apenas os livros que contêm muitas ilustrações ainda não estão na plataforma digital, mas já estamos trabalhando para que isso também seja possível. Todos os nossos periódicos já estão no formato digital e trabalhamos em parceria com uma livraria digital. Além disso, nossos perfis nas redes sociais (Twitter, Facebook e Tumblr) têm centenas de seguidores devotos. Acreditamos que esse é o meio mais eficaz de alcançar nossos consumidores.

Os tipos móveis de Gutenberg permitiram, no século XV, que um livro fosse reproduzido em larga escala, revolucionando o acesso à informação e ao conhecimento. É possível estabelecer um paralelo entre aquele evento e a popularização do livro digital hoje? Eu acredito que estamos perto de uma nova revolução. O desenvolvimento dos e-books é apenas o primeiro passo desse processo. O público consumidor está sedento por novas formas de descobrir e empregar conhecimento. Apesar de todas as recentes invenções e descobertas, ainda fazemos algumas coisas da mesma maneira que fazíamos há 500 anos. Nós, enquanto editoras, precisamos olhar além do livro e do periódico tradicional para que nosso produto tenha mais valor para os consumidores. Se não fizermos isso, outras empresas o farão e perderemos nosso público para a concorrência.

As universidades estão transformando sua maneira de ensinar com a ajuda da internet. Plataformas on-line permitem que estudantes de diversos países tenham acesso a aulas ministradas em Harvard ou Yale. Como essa mudança afeta as editoras universitárias? Concordo que existe uma grande mudança em curso. Essas plataformas são um desafio para a ideia tradicional de universidade que construímos ao longo dos anos. Apesar de ainda ser muito cedo para prever aonde essas mudanças nos levarão, é um bom momento para as editoras identificarem como elas podem usar toda a sua experiência para desenvolver e organizar conteúdos para esse novo meio. É onde temos que focar nossos esforços agora.

Os livros digitais e as publicações on-line incomodam autores pela facilidade com que esses conteúdos podem ser reproduzidos ou modificados. Como os autores acadêmicos têm reagido ao avanço dos meios digitais? Essa é uma questão interessante. Se, por um lado, a internet permitiu que periódicos e livros estivessem mais disponíveis do que nunca, por outro, os direitos autorais são muitas vezes desprezados. Andamos sob uma linha muito tênue porque queremos que nossos livros sejam mais e mais lidos, mas mantemos nossa patrulha para evitar abusos que o meio digital proporciona. Com o tempo, tanto as editoras como os leitores estarão mais educados sobre o que pode e o que não pode na internet. Mas, sem dúvida, vejo grandes desafios – e oportunidades – pela frente.

Com todas essas transformações acontecendo, o papel da editora universidade universitária se altera? As novas mídias permitem que o conhecimento produzido na universidade seja cada vez mais compartilhado e assim alcance mais e mais pessoas. Acredito que o papel das editoras universitárias seja fazer com que, de fato, o conhecimento chegue a essas pessoas.

O senhor trabalha há quase três décadas com a publicação de livros. O que o prende a essa profissão? Para mim, trabalhar em uma editora é mais que uma profissão. É a oportunidade de se conectar ao que está acontecendo no mundo. Eu gosto de pensar que, seja lá o que estiver se passando, nós sempre teremos um livro sobre isso ou veremos o acontecimento como uma oportunidade de publicar um novo livro. Especificamente sobre editoras universitárias, temos a chance de oferecer conhecimento e influenciar estudantes e pesquisadores de diferentes gerações. Isso é algo realmente extraordinário.

Dica do Jarbas Aragão

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