Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged economia

Lista mostra o que 10 CEOs de grandes empresas estão lendo no momento

1

8lol8h7f5atzc2podc3zg6uz0

Elaborada pela McKinsey and Company, pergunta foi respondida por gestores da Microsoft, Vale, Royal Bank of Canada, entre outros; confira

Publicado no IG

Inspiração pode não ser nada sem transpiração, mas que ela ajuda nos negócios não se pode negar. Muitos desses insights veem de livros e a consultoria McKinsey and Company perguntou a alguns dos maiores CEOs do mundo quais livros os têm mantido ocupados ao longo das últimas semanas. A pergunta foi respondida por 10 grandes nomes do mundo dos negócios – CEOs – e você pode saber os livros que têm acompanhado os gestores de grandes players; confira:

Maria Ramos, Barclays Africa

022abpysqwu33ygfhdj8fpjn5

Maria Ramos, CEO da Barclays Africa

The Gene: An Intimate History—Siddhartha Mukherjee (Scribner, 2016)

Superintelligence: Paths, Dangers, Strategies—Nick Bostrom (Oxford University Press, 2014)

The Ministry of Utmost Happiness—Arundhati Roy (Knopf, June 2017)

Fabio Schvartsman, Vale

dbccb3731k0npb1o9p8d9g9rz

Fabio Schvartsman, CEO da Vale

Sapiens: A Brief History of Humankind—Yuval Noah Harari (Harper, 2015)

Shoe Dog: A Memoir by the Creator of Nike—Phil Knight (Scribner, 2016)

Sigmund Freud en son temps et dans le nôtre—Élisabeth Roudinesco (Seuil, 2014)

Satya Nadella, Microsoft

06ktgjz1556rc12fcbqsj7lho

Satya Nadella, CEO da Microsoft

Divulgação

Satya Nadella, CEO da Microsoft

Leonardo da Vinci—Walter Isaacson (Simon & Schuster, 2017)

Dawn of the New Everything: Encounters with Reality and Virtual Reality—Jaron Lanier (Henry Holt and Co., 2017; )

Exit West—Mohsin Hamid (Riverhead Books, 2017)

Evicted: Poverty and Profit in the American City—Matthew Desmond (Broadway Books, 2017)

Francisco Pérez Mackenna, Quiñenco

1ap730uqq6k9gdane9zzgv076

Divulgação

Francisco Pérez Mackenna, CEO da Quiñenco

The Undoing Project: A Friendship That Changed Our Minds—Michael Lewis (W. W. Norton & Company, 2016)

Why They Do It: Inside the Mind of the White-Collar Criminal—Eugene Soltes (PublicAffairs, 2016)

Life After Life—Kate Atkinson (Reagan Arthur Books, 2013)

Life on the Edge: The Coming of Age of Quantum Biology—Jim Al-Khalili & Johnjoe McFadden (Crown, 2014)

Boom Towns: Restoring the Urban American Dream—Stephen J. K. Walters (Stanford University Press, 2014)

David McKay, Royal Bank of Canada

1m8lcgnsef21b2rv4mhnxkvpb

Divulgação

David McKay, CEO do Royal Bank of Canada

Hillbilly Elegy: A Memoir of a Family and Culture in Crisis—J. D. Vance (Harper, 2016)

Only Humans Need Apply: Winners and Losers in the Age of Smart Machines—Thomas H. Davenport and Julia Kirby (Harper Business, 2016)

Sapiens: A Brief History of Humankind—Yuval Noah Harari (Harper, 2015)

Wild Ride: Inside Uber’s Quest for World Domination—Adam Lashinsky (Portfolio, May 2017)

Sir Martin Sorrell, WPP

5ebtooaxyo1t9160vbte53mno

Divulgação

Sir Martin Sorrell, CEO da WPP

Powerhouse: The Untold Story of Hollywood’s Creative Artists Agency—James Andrew Miller (Custom House, 2016)

Universal Man: The Seven Lives of John Maynard Keynes—Richard Davenport-Hines (HarperCollins, 2015)

Elon Musk: Tesla, SpaceX, and the Quest for a Fantastic Future—Ashlee Vance (Ecco, 2015)

Leia também: IBGE: Produção industrial de maio tem o melhor resultado desde 2010

Dominic Barton, líder global da McKinsey & Company

915gpxbc284880znj28w1uvav

Divulgação

Dominic Barton, líder global da McKinsey & Company

The Inevitable: Understanding the 12 Technological Forces That Will Shape Our Future—Kevin Kelly (Viking, 2016)

Easternization: Asia’s Rise and America’s Decline from Obama to Trump and Beyond—Gideon Rachman (Other Press, 2017)

Homo Deus: A Brief History of Tomorrow—Yuval Noah Harari (Harper, 2017)

Andrew Liveris, da Dow Chemical Company

Andrew Liveris, da Dow Chemical Company

Divulgação

Andrew Liveris, da Dow Chemical Company

Thrive: The Third Metric to Redefining Success and Creating a Life of Well-Being, Wisdom, and Wonder—Arianna Huffington (Harmony, 2015)

The Sympathizer—Viet Thanh Nguyen (Grove Press, 2016)

The Quantum Spy—David Ignatius (W. W. Norton & Company, 2017)

Gail Kelly, membro do G30 e ex-CEO da Westpac

Gail Kelly, membro do G30 e ex-CEO da Westpac

Divulgação

Gail Kelly, membro do G30 e ex-CEO da Westpac

Lab Girl—Hope Jahren (Vintage, 2017)

Pachinko—Min Jin Lee (Grand Central Publishing, 2017)

The Boys in the Boat: Nine Americans and Their Epic Quest for Gold at the 1936 Berlin Olympics—Daniel James Brown (Penguin Books, 2014)

General sir Nick Carter, chefe do Estado-Maior do Exército britânico

General sir Nick Carter, chefe do Estado-Maior do Exército britânico

Divulgação

General sir Nick Carter, chefe do Estado-Maior do Exército britânico

Churchill: The Power of Words—Martin Gilbert (Da Capo Press, 2012)

Fighting Talk: Forty Maxims on War, Peace, and Strategy—Colin S. Gray (Potomac Books, 2009)

Sun Tzu: The Art of War for Managers: 50 Strategic Rules Updated for Today’s Business—Gerald A. Michaelson and Steven W. Michaelson (Adams Media, 2010)

Agora é só seguir a dica desses CEOs e encontrar um livro para inspirar ou simplesmente distrair a mente.

Estudantes de classe média vão à escola pública por economia e para sair da “bolha” social

0
 Pedro Nakagawa, de 15 anos, sempre estudou em escolas particulares, mas mudou para um colégio público neste ano. Fernando Cavalcanti

Pedro Nakagawa, de 15 anos, sempre estudou em escolas particulares, mas mudou para um colégio público neste ano. Fernando Cavalcanti

 

Busca por ambiente mais diverso faz famílias de classe média desistirem da rede privada. Em SP, o número de alunos que migrou para a rede pública aumentou em 25% em 5 anos

Publicado no El País

“É preciso diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, até que num dado momento a tua fala seja a tua prática”. Foi a frase do educador Paulo Freire que guiou a escolha da artista plástica Anne Rammi, de 37 anos, em meados do ano passado. Ativista, militante pela educação e defensora da democracia e da igualdade, como se define, ela se pegou vivendo uma incoerência: seus filhos viviam na “bolha da escola particular”, onde não conviviam com qualquer diversidade, num ambiente completamente desigual ao da maioria das crianças brasileiras. “Como posso ter um discurso de somos todos iguais enquanto estou comprando o acesso dos meus filhos à educação?”, questionou-se. E o pagamento não era barato: cerca de 2.000 reais por cabeça.

Em meio a essa reflexão, a família matriculou Joaquim, 7 anos, e Tomás, de 5, na rede pública de ensino. E aguarda uma vaga desde setembro para a pequena Iolanda, de um ano. O mesmo fez a renomada chef de cozinha Bel Coelho, 37 anos. Dona de um restaurante na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo, ela matriculou o filho Francisco, de três anos, em uma escola municipal por acreditar que lá ele seria educado em um ambiente mais diverso e inclusivo, mais próximo da realidade do país. “Eu queria que meu filho tivesse uma exposição à sociedade diferente da que as escolas particulares promovem. Queria que ele convivesse com negros, brancos e com pessoas de distintas classes sociais”, explica ela, que se diz chocada ao lembrar que ao longo da sua vida escolar em tradicionais instituições privadas nunca teve um colega negro na sala.

 A chef de cozinha Bel Coelho e o filho Francisco. Arquivo Pessoal

A chef de cozinha Bel Coelho e o filho Francisco. Arquivo Pessoal

 

Nos corredores da rede pública, essas famílias têm encontrado mais pais de classe média que tomaram a mesma decisão. Do final do ano passado para o início deste ano, 220.767 estudantes matriculados na rede estadual de São Paulo vieram da rede privada, um número 25,8% maior do que os que fizeram a mudança há cinco anos (175.404). Alguns saíram por pura ideologia. Outros, também pela dificuldade de, em plena crise econômica, pagar mensalidades que podem beirar os 5.000 reais, especialmente quando a escola aparece no topo das melhores do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

Foi o que aconteceu com a empresária Gabriela Nakagawa, que no ano passado se viu obrigada a mudar radicalmente o estilo de vida da família. Em meio à maior recessão econômica das últimas décadas, a empresária teve que fechar as portas de uma consultoria de negócios que empregava mais de cem funcionários e rever as contas de casa. A mensalidade da instituição de ensino progressista de São Paulo, na zona sul da cidade, em que estudava o filho do filho Pedro, 15, era um dos gastos que mais pesava: 3.500 reais. Gabriela começou então a procurar opções de escolas mais baratas, que se adequassem a seu orçamento. “Foi quando percebi que muitas delas ensinam de forma desconectada com o mundo que vivemos. Por isso comecei a pensar na opção de uma escola pública, onde meu filho estaria mais em contato com a realidade”, explica.

Assim, Pedro saiu da Escola Móbile e foi para o colégio estadual Aristides Castro. A decisão foi bem aceita pelo garoto, mas causou estranhamento em algumas amigas da empresária, principalmente mães de alunos de escolas particulares. “Muita gente ficou com medo da questão da violência e das drogas, mas isso é um preconceito, já que essas questões também estão inseridas nos colégios particulares”. Ela ressalta que a escola em que o filho estuda fica localizada em um bairro nobre da capital paulista, o que a tranquiliza em relação às questões de segurança. Ressalta, no entanto, que acredita que se ele estudasse em um colégio estadual da periferia, a segurança poderia ser um problema.

 Helena Monteleone migrou para um colégio público neste ano. Fernando Cavalcanti

Helena Monteleone migrou para um colégio público neste ano. Fernando Cavalcanti

 

Outras pessoas também a questionaram sobre a qualidade de ensino das instituições públicas. Após seis meses, entretanto, Gabriela está contente com a escolha, mas admite que tanto ela como o filho precisam lidar com uma estrutura escolar muito diferente da que estavam acostumados. “A turma tem um nivelamento muito heterogêneo, há uma discrepância entre os alunos, alguns têm um desempenho bem fraco. Existe uma deficiência grande em termos de leitura. Até agora, a escola não pediu a leitura de nenhum livro. Se fosse no colégio anterior, o Pedro já teria obrigatoriamente lido uns cinco livros”, conta a empresária que se surpreendeu negativamente com o tamanho da biblioteca da escola. Além disso, outros pais também relatam problemas com os banheiros que, em muitos casos, estão mal cuidados sem o assento das privadas e papel higiênico. Pedro está indo muito bem na escola e os professores o escolheram como monitor de sala nas aulas de matemática, português e inglês. Com isso, ele ajuda outros colegas com mais dificuldades nas matérias.

Preconceito

Luciano Mendes de Faria Filho, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e coordenador do projeto Pensar a Educação, Pensar o Brasil, acredita que há um estigma de má qualidade que acompanha a rede pública há décadas e que essa imagem não reflete, necessariamente, a realidade. “Quando a imprensa falava de escola pública na década passada, falava de violência”, afirma ele, que ressalta que a rede melhorou significativamente nas últimas duas décadas, com melhor qualidade no material didático e na formação média dos professores. “A grande questão não é a qualidade da escola pública, mas a desigualdade social. É a origem social dos alunos da rede pública que faz a diferença no aprendizado. Não é a escola privada que é melhor, mas o fato de que ela trabalha com os 10% mais ricos, com famílias escolarizadas há gerações”, ressalta o professor.

“Boa parte dos alunos da rede pública que hoje estão no ensino médio, não tiveram pais que frequentaram essa etapa do ensino e fica mais difícil para eles discutirem e negociarem com os professores. Por isso é fundamental que as camadas médias estejam na rede pública. Estes pais estão escolarizados há mais tempo, dominam o discurso da escola e podem interagir com mais qualidade com os próprios professores e exigir mais”, diz o especialista.

Maior participação

A escolha da classe média pela rede pública, ainda que não seja representada por números massivos nos Censos Escolar, geralmente vem acompanhada de um impulso por uma maior participação. A chef Bel Coelho, por exemplo, passou a acompanhar o que Francisco comia na hora do almoço e resolveu dar algumas sugestões para melhorar o cardápio da merenda. “Dei aula de culinária às merendeiras utilizando os produtos que elas já costumam usar e acrescentei peixe também. A sugestão de peixe já era da própria prefeitura, mas consegui voltar nesta escola com a prática de servi-lo pelo menos uma vez por semana”, conta. Ela também chegou a doar papel higiênico e material escolar para a instituição. “Não tem como melhorar o sistema público se a gente não usar. A militância também precisa ser um papel da classe média”, diz.

A jornalista e empreendedora social Cintia Rodrigues, de 36 anos, decidiu, mesmo antes de engravidar, que matricularia os futuros filhos na rede pública. Em sua trajetória como repórter, cobriu por muitos anos a área e via essa melhoria citada pelo professor da UFMG acontecendo. “Os espaços de muitas escolas infantis públicas são enormes, com pátios com árvores, parquinhos. E isso tem muito a ver com a concepção pedagógica na qual acredito: nessa idade, pra mim, é mais importante para a criança correr, ter movimento, brincar. E nas particulares é muito comum a alfabetização precoce, com aulas de inglês desde cedo”, explica. Os gêmeos Heitor e Léo, de quatro anos, já passaram por três escolas municipais e, em todas, Cintia se envolveu no dia a dia da escola, fazendo parte do conselho escolar, formado por professores e pais, em paridade. Também criou um projeto, o Quero na Escola!, que une voluntários a pedidos de estudantes da rede pública, como palestras sobre racismo e feminismo e aulas de física quântica.

Anne e os filhos Joaquim, 7, Tomás, 5, Iolanda, 1 ano.

Anne e os filhos Joaquim, 7, Tomás, 5, Iolanda, 1 ano.

 

A opção de migrar para a escola pública também pode partir de um pedido dos próprios alunos. Após anos estudando em uma mesma escola particular, Helena Monteleone, de 15 anos, sentiu a necessidade de vivenciar um novo ambiente escolar. “Ela queria um colégio grande, com pessoas diferentes. Quando houve o movimento de ocupação dos secundaristas, ela chegou a visitar uma escola que estava ocupada. Acho que a semente da mudança aconteceu nessa época”, conta a mãe de Helena, a historiadora Joana Monteleone. As duas conversaram bastante sobre o tema até chegar à conclusão que um colégio estadual seria a melhor opção. Sem o peso da mensalidade, a mãe vai investir o dinheiro em um intercâmbio que Helena fará no próximo ano para a Inglaterra. “Claro que tive que me despir de mil preconceitos e rever meus pensamentos sobre escola e sobre aprender. Mas me surpreendi positivamente com o material didático. Era muito melhor do que ela estava acostumada e os professores parecem mais empenhados”, explica. Na visão da historiadora, a relação com o próprio corpo docente é diferente, já que o professor não é visto como um funcionário do aluno ou dos pais. Helena saiu do colégio particular São Domingos e foi para a escola estadual Zuleika de Barros Martins Ferreira, ambos na zona oeste da capital.

Ainda que a escola pública esteja longe de um padrão de qualidade exemplar e que a realidade enfrentada pela classe média na rede pública seja bastante distinta da dos alunos de periferia, na visão do professor da UFMG a diversidade nas escolas é fundamental. “É um cenário em que ambos ganham, pois se retira o aluno de classe média de uma socialização de shopping, de um gueto em que ele só convive com seu umbigo, com seu próximo. O Brasil é um país muito diverso. É fundamental que a gente possa fazer um país em que cada vez menos a diversidade se desdobre em desigualdade”.

Estes passos podem ajudar quem morre de medo de apresentar trabalho em aula

0

medo-de-falar-em-publico-1482946614219_615x300

 

Reinaldo Polito, no UOL

Se você fica desesperado quando precisa falar diante dos colegas em sala de aula, pode se animar porque essa insegurança tem cura. E o melhor da história é que o remédio é você mesmo. Sim, tudo depende de você. As suas melhores armas para combater o receio de fazer apresentações são sua boa vontade, disciplina e iniciativa.

Pratique bastante

Em primeiro lugar – não fuja das oportunidades para fazer apresentações de trabalhos em sala de aula. Por mais difícil que seja, não caia na tentação de “terceirizar” as apresentações que você poderia fazer. Praticar para ter experiência no uso da palavra em público é uma das atitudes mais importantes para combater o medo.

Quanto mais praticar, exercitar e se familiarizar com a condição de falar para um grupo de pessoas, mais experiência irá adquirir, e esse é um requisito fundamental para que comece a se sentir à vontade para falar em público. Por isso, mesmo que esteja bastante nervoso, enfrente a situação. No futuro você agradecerá a “você mesmo” por essa iniciativa.

Conheça o assunto

Reflita – como você poderá se sentir tranquilo diante dos colegas e do professor se não souber o que vai falar. Estude muito. Saiba muito mais do que for preciso para a exposição que deverá fazer. Se for uma apresentação de meia hora, tenha conteúdo para pelo menos uma hora. Quanto mais dominar o tema, mais seguro irá se sentir.

Para que você tenha domínio do seu conhecimento, para fazer a apresentação é preciso que ele seja antes verbalizado. Pensar é uma coisa. Escrever é outra. Falar é outra, completamente distinta. Quando você escreve, utiliza determinados termos, determinada pontuação, determinado ritmo, determinada sequência.

Quando você fala, os termos não são necessariamente os mesmos, a pontuação obedece outra dinâmica, surge um novo ritmo, até a sequência das ideias sofre transformações. Se você apenas pensar e escrever, não terá exercitado a atividade que desenvolverá ao se apresentar diante da classe – a verbalização.

Por esse motivo, encontre uma forma de verbalizar o que sabe sobre o tema. Só assim o conhecimento será seu para a apresentação. Reúna os colegas de grupo e converse bastante sobre o assunto. Não se preocupe em fazer a apresentação para eles, apenas verbalize as informações.

Se não puder contar com a ajuda de alguém que possa ouvi-lo, fale sozinho em voz alta olhando para a parede. De vez em quando grave um pouco dessa conversa de você com você mesmo. Pegue o celular, ponha no fundo da sala e fale em voz alta. Assim saberá se aqueles que ficarão no fundo da sala durante a apresentação também irão ouvi-lo.

Atenção – nada de tentar decorar palavra por palavra. Tenha apenas a sequência das ideias e fale como se estivesse conversando de maneira animada com um grupo de amigos. As palavras surgirão normalmente, como acontece quando está batendo um papo com as pessoas conhecidas.

Durante esse ensaio fale com voz bem audível, pronunciando corretamente as palavras. Capriche na postura deixando o corpo bem distribuído sobre as duas pernas. Gesticule de forma moderada, sem ficar apertando as mãos, nem com elas nos bolsos ou nas costas. Fale com a cabeça levantada e olhe para os ouvintes hipotéticos que estão à sua frente. Precisará agir assim diante dos colegas.

Organize as ideias

Você só se sentirá seguro se souber o caminho que irá percorrer durante a exposição. Planeje bem os passos que irá dar desde o início até a conclusão. Divida a apresentação em cinco ou seis partes e memorize bem essa sequência. Se ficar com receio de se esquecer, escreva o roteiro em uma folha de papel e a leve com você.

É incrível, mas só pelo fato de saber que se a memória falhar poderá recorrer às suas anotações, você dificilmente se esquecerá. Não caia na tentação de escrever no roteiro palavra por palavra o que irá dizer, mas sim em uma ou duas linhas as ideias que serão apresentadas em cada uma das etapas.

Eleja um tema de apoio

De maneira geral, discorrer apenas sobre o tema deixa a apresentação cansativa e desinteressante. É preciso ter um assunto de apoio para tornar a fala mais atraente. Esse recurso fará com que você se sinta mais à vontade para desenvolver a mensagem. Escolha um assunto de apoio sobre o qual tenha muito domínio.

Você poderá usar a história de um livro, de um filme, da vida de um artista, enfim qualquer assunto que conheça muito bem e que esteja perfeitamente dentro do contexto da apresentação. E essa ação deve ser empreendida de tal forma que nem pareça que você está contando uma história, mas sim ilustrando e reforçando seus argumentos.

Dê uma sequência lógica

Comece cumprimentando. Atenção, você vai falar para colegas de classe e para o professor, pessoas com as quais convive no dia a dia. Portanto, nada de formalidade. Um simples “olá”, ou “pessoal” pode ser suficiente para dirigir respeitosamente a palavra aos ouvintes e chamar a atenção para sua presença na frente do grupo.

Em seguida esclareça em uma ou duas frases, três no máximo, qual o assunto que irá apresentar. Na sequência, apresente o problema que pretende solucionar, ou faça um histórico mostrando como os fatos foram se sucedendo até chegar ao momento atual. Esta é a oportunidade em que irá instruir os ouvintes para que entendam bem sua mensagem.

Chegou o momento de apresentar a mensagem principal. Tudo o que foi preparado você irá aplicar neste instante. Se levantou um problema, agora dará a solução. Se fez um histórico, agora falará do presente. É nesta fase também que lançara mão dos exemplos, fará as comparações, usará as estatísticas e pesquisas, enfim, toda a linha de argumentação de que puder dispor.

Para expor o assunto central do seu trabalho, você poderá organizar as informações no tempo, mostrando as diversas etapas de desenvolvimento do assunto em diferentes momentos. Poderá ainda fazer uma divisão no espaço, dizendo como o tema se apresenta ou se apresentou em distintas localidades.

Por exemplo, no nosso país e em outras nações, ou no nosso estado e em estados diferentes, ou na nossa cidade e em diversas localidades. Para cada uma dessas etapas faça comentários sobre questões econômicas, sociais, políticas, de acordo com a conveniência do assunto. Esses comentários complementares irão arejar a apresentação e torná-la mais interessante.

Finalmente chegou a hora de concluir. Depois de ter contado qual o assunto, apresentado o problema ou feito o histórico, dado a solução ou falado do presente com todos os argumentos é o instante de fazer o fechamento. Para isso, será simples, por exemplo, pedir que reflitam ou aceitem a mensagem que apresentou.

Antes de ficar desesperado porque tem de fazer uma apresentação em sala de aula, reflita sobre essas orientações simples e se prepare com afinco. Seu desempenho será melhor. E à medida que for se apresentando, passará a se sentir cada vez mais confiante e seguro.

Superdicas da semana

*Sua voz precisará ter volume suficiente para ser ouvida pelos ouvintes no fundo da sala
*Cuidado para não falar com voz monótona. Alterne sempre o volume da voz e a velocidade da fala
*Olhe para todos os ouvintes, girando a cabeça e o tronco de um lado para o outro da sala
*A naturalidade deve estar sempre presente nas apresentações
*Diante dos colegas de classe, entretanto, esse cuidado deve ser redobrado

Livros de minha autoria que ajudam a refletir sobre esse tema: “29 Minutos para Falar Bem em Público”, publicado pela Editora Sextante. “Assim é que se Fala”, “Conquistar e Influenciar para se Dar Bem com as Pessoas”, “As Melhores Decisões não Seguem a Maioria” e “Como Falar Corretamente e sem Inibições”, publicados pela Editora Saraiva. “Oratória para líderes religiosos”, publicado pela Editora Planeta.

Bons professores fazem alunos ganhar mais

0

jonah-rockoff-abre

Doutor em economia pela universidade Harvard cruzou notas de alunos com dados de imposto de renda e estimou quanto um bom profissional de ensino contribui para aumentar a renda futura dos estudantes

Felipe Machado na Veja

Jonah Rockoff, de 41 anos, sempre quis descobrir qual a real diferença que um bom professor faz na vida de um aluno. Em 2004, o professor de finanças e economia da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, publicou um artigo sobre o tema, mas sentiu que algo faltava: era preciso medir não apenas o impacto sobre as notas, mas o sucesso financeiro dos estudantes orientados por bons profissionais de ensino. Rockoff, doutor em Economia por Harvard, uniu-se aos pesquisadores Raj Chetty e John Friedman, que trabalhavam com dados do Tesouro americano. Dessa forma, pôde cruzar as notas de milhões de alunos com as informações do imposto de renda. A conclusão é que não apenas há impacto como ele pode ser medido: a simples troca, por um ano, de um professor ruim por um mediano adicionaria 250.000 dólares aos salários que uma turma de 28 alunos de ensino fundamental ganharia ao longo de sua futura vida profissional. “A conclusão desses dados não vale apenas para os Estados Unidos. O raciocínio é o mesmo para outras realidades, inclusive o Brasil”, diz. Rockoff falou ao site de VEJA.

O estudo analisa o papel de professores no aumento da nota dos alunos em matemática e inglês. A diferença entre um bom profissional de ensino e um ruim é realmente significativa? Professores que melhoram o desempenho de seus alunos em matemática e inglês afetam positivamente a vida de seus alunos não apenas com o aumento das notas, mas também em outros aspectos, como no acesso à faculdade ou mesmo no aumento dos salários que os estudantes receberão quando entrarem no mercado de trabalho. Basta substituir um professor do ensino fundamental que está entre os 5% piores – de acordo com a média das notas de seus alunos – por um com desempenho mediano, durante um ano, para que, ao longo de suas vidas profissionais, esses estudantes ganhem, somados, 250.000 dólares a mais do que ganhariam se tivesse continuado com o professor ruim.

Pode-se creditar esse aumento exclusivamente a essa troca de professor? É possível que isso ocorra tanto porque matemática e inglês sejam valiosos no mercado de trabalho como porque esses professores sejam bons nessas disciplinas, mas também em outros aspectos que não medimos. Mas, no longo prazo, o que observamos foi que professores que estão melhorando as realizações nessas disciplinas estão também melhorando os resultados para esses alunos no mercado de trabalho. Em outras palavras: professores que conseguem elevar essas notas podem também ser bons em melhorar outras habilidades dos alunos.

Como foi possível definir a influência do professor, já que uma sala tem vários alunos e eles seguem rumos diferentes depois que saem da escola? Raj Chetty e John Friedman, meus colegas nessa pesquisa, são parte de um programa que está trabalhando com dados do Tesouro americano. Isso nos deu acesso a registros de imposto de renda. É possível identificar os estudantes de acordo dados como nome, data de nascimento e local em que vivem. Utilizamos informações de quase 2 milhões de pessoas. Foi possível acompanhar os registros dos indivíduos desde a infância até a vida adulta. Essas pessoas estavam na escola primária na década de 1990 e hoje estão no mercado de trabalho. O cruzamento de tanta informação permitiu ter um retrato bastante preciso.

Como foi possível fazer esse tipo de acompanhamento detalhado? Tivemos a felicidade de encontrar dados relacionados a alunos e professores que iam até a década de 1980. Na maior parte do mundo, essa coleta por um período mais longo de tempo não existia até recentemente, mesmo em países desenvolvidos. Medir o impacto de professores sobre os alunos no curto prazo não é novidade. Isso tem sido feito em muitos lugares, incluindo países emergentes. O que as pessoas não tinham feito era seguir a trajetória dos alunos desde a infância até a vida adulta.

Esse trabalho analisa o futuro profissional de alunos de um país rico, em uma cidade rica. É possível pensar que o haveria resultados semelhantes em locais com uma realidade diferente, como o Brasil? Nosso estudo considerou informações sobre pessoas de Nova York. A maior parte dos alunos de escolas públicas da cidade, em torno de 85%, é pobre. Quando se pensa em Nova York, as pessoas lembram do Empire State Building ou da ilha de Manhattan, mas a maioria dos moradores da cidade não está nessas áreas. Eles vivem em bairros como Brooklyn, Bronx e Queens e em partes ao norte de Manhattan, como o Harlem. Sim, há áreas de Nova York que são extremamente ricas, mas há centenas de milhares de crianças vivendo na pobreza. Não acho que temos o nível de pobreza de uma favela de São Paulo, por exemplo, mas muitas áreas são comparáveis. Assim, a conclusão desses dados não vale apenas para os Estados Unidos. O raciocínio é o mesmo para outras realidades, inclusive o Brasil.

“Professores que conseguem elevar as notas podem também ser bons em melhorar outras habilidades dos alunos”

O Brasil tem um teste anual padronizado, o Enem, para alunos que estão concluindo o ensino médio. Esse tipo de exame poderia ser usado? Eu não vejo como usar apenas um teste final de uma maneira muito precisa para avaliar professores. Nosso estudo, como muitos outros do tipo, é baseado em exames anuais. Para avaliar alguém que ensina na quarta série, por exemplo, temos notas dos exames no final do terceiro ano. Isso é muito importante porque os alunos chegam ao início do ano escolar com diferentes níveis de preparação e conhecimentos e sob influência da qualidade da educação que tiveram anteriormente. Depende muito dos recursos que eles têm fora da escola: o nível de escolaridade dos pais, o acesso a bens, o dinheiro disponível para se manter e para comprar livros e outros materiais de aprendizado. É necessário um teste de alta qualidade anual para fazer este tipo de trabalho.

Na prática, como um bom sistema de avaliação de desempenho de professor pode ser feito? Um exemplo aqui nos Estados Unidos é o de Washington, que tem um dos sistemas mais avançados do país. Nele, é usada uma análise estatística com base em testes padronizados para um grupo dos professores. Cerca de 20% dos professores passam por esse processo. Para os demais, eles se baseiam em avaliações das classes. São estabelecidas metas individualizadas para os alunos de cada um no início do ano escolar, com a aprovação do diretor da escola, administradores e de outros agentes. Em seguida, ao fim do ano escolar, avalia-se com cuidado os alunos para ver se eles as atingiram. Os professores recebem uma pontuação de acordo com o desempenho. Em Washington, tenta-se abordar a questão da qualidade do professor usando várias avaliações, e não depender apenas de um teste padronizado.

E como esses resultados são usados? Se os professores vão muito mal, perdem o emprego. E se vão muito bem, podem obter aumentos realmente grandes em seus salários. Usam-se os resultados como uma ferramenta que serve também como um plano de carreira para os professores.

Como esse sistema gera impacto na qualidade do ensino? A possibilidade de ganhar um aumento serve como incentivo para trabalhar duro e melhorar. E o trabalho também muda, com aumento de responsabilidades. Além disso, quem está no topo ajuda os colegas e age como “treinador” para os novos professores. Em muitas partes do mundo, o ensino não funciona dessa forma. O professor faz o mesmo trabalho todo ano, não evolui. Em Washington, tentaram quebrar esse modelo e fazer com que seu trabalho, seu status e suas responsabilidades mudem com o tempo. E, claro, se você muito mal, será demitido. Um ano com um desempenho muito ruim e você está automaticamente fora.

Existe outro fator além da possibilidade de progredir na carreira? Sim. Esse sistema acaba atraindo para o ensino pessoas que querem trabalhar duro, que sabem que o esforço será recompensado com ganhos expressivos nos salários. Pessoas ambiciosas, trabalhadoras e talentosas são um ganho para as crianças e sua comunidade. Esses profissionais têm muitas outras oportunidades para ganhar dinheiro. Se o ensino não lhes oferecer a oportunidade de ser bem-sucedido financeiramente, elas vão optar por outra carreira.

E tem funcionado? Em muitos critérios, o nível dos alunos melhorou bastante. É difícil provar que o sistema é o principal fator. Houve outras mudanças. De qualquer forma, ocorreram avanços que não se limitaram à melhora das notas. O governo teve sucesso no trabalho com o sindicato dos professores, que inicialmente era contra o sistema. Mas, nos últimos anos, as discussões para a tomada de decisões sobre como fazer avaliações e promoções evoluíram muito.

Qual seria o caminho para que um país comece a avaliar seus professores? Diferentes países têm diferentes problemas e diferentes pontos de partida. Uma coisa muito importante é ter um processo para medir a aprendizagem dos alunos. Meu palpite é que o tipo de exame (Enem) que o Brasil tem não daria conta dessa avaliação sozinho. Se há informações sobre onde os alunos estão, o que eles sabem e quanto aprendem, todos podem tomar melhores decisões. Pais podem escolher para qual escola enviar seus filhos e os professores enxergam melhor quais crianças precisam de mais atenção e ajuda – e o governo tem uma noção mais clara sobre quais as escolas e professores estão fazendo um bom trabalho.

Foto Divulgação

Filho de ex-diarista se forma em Yale e trabalha pela educação do Brasil

0
Daniel na Universidade Yale, nos EUA, onde concluiu o mestrado (Foto: Arquivo pessoal)

Daniel na Universidade Yale, nos EUA, onde concluiu o mestrado (Foto: Arquivo pessoal)

 

Daniel Oliveira estudou nos EUA, Suíça e ajudou refugiados na Jordânia.
Nascido no interior de SP, voltou ao Brasil para ‘fazer grandes coisas.’

Vanessa Fajardo, no G1

Uma bolsa de estudos em um colégio católico conseguida pela tia, que era freira, e a cobrança da mãe por boas notas foram determinantes na história de Daniel José da Silva Oliveira, de 27 anos. Ele diz que, além das oportunidades, teve sorte. Mas não teria saído de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, e estudado na Suíça, ajudado refugiados de guerra na Jordânia, trabalhado no mercado financeiro no Brasil, e concluído o mestrado em Yale, uma das universidades mais importantes do mundo, se tivesse deixado de lado seu sonho de “fazer grandes coisas e mudar o mundo”.

Daniel voltou ao Brasil em junho deste ano, depois de várias temporadas no exterior, para realizar a vontade de trabalhar com algo que ajude a transformar o país. Daniel atua em uma consultoria, em São Paulo, que auxilia estados e municípios a melhorarem a educação pública.

“Agora é hora de impactar, tenho as ferramentas na mão. Penso na educação por causa da igualdade de oportunidade. Talento e esforço devem ser determinantes. O lema da minha empresa é transformar a educação para a educação transformar o Brasil. Eu acredito muito nisso. Boa parte da minha vida fui bolsista. Antes de comida, eu precisava de bolsa. Tive muita oportunidade que gente com mais talento que eu não tem”, afirma ele ao G1.

Daniel tem 11 irmãos. Durante sua infância e adolescência em Bragança Paulista, a mãe trabalhava como diarista – ela largou o trabalho dois anos atrás. O pai, hoje com 92 anos, era auxiliar em uma agência bancária. Lá, servia café e fazia o que mais precisasse.

A mãe sempre valorizou a educação e cobrava que os filhos tivessem bom desempenho na escola. Pediu à irmã, que era freira, que conseguisse uma bolsa de estudo em um colégio. Foi assim que Daniel e o irmão gêmeo trocaram a rede pública pela privada, onde concluíram toda a educação básica.

“Se alguém quer aumentar a chance de alguém ter sucesso, precisa ter uma mãe que cobre e valorize a educação. Eu era bom aluno, mas não tinha destaque. Foi no ensino médio que comecei a estudar de verdade. Sempre tive o sonho de fazer coisas grandes, de gerar impacto, e mudar o mundo”, diz Daniel.

Daniel fez mestrado de relações internacionais em Yale (Foto: Arquivo pessoal)

Daniel fez mestrado de relações internacionais em Yale (Foto: Arquivo pessoal)

 

Rumo a São Paulo
Não foi difícil chegar à faculdade. Daniel ganhou bolsa de estudos para cursar economia no Insper, escola renomada no ramo de negócios, localizada em São Paulo. A transição, no entanto, foi dura.

“Antes eu vivia em Bragança, só andava de chinelo, não tinha celular e nunca tinha dinheiro no bolso. No Insper, estudava com filhos de grandes empresários, meus colegas chegavam de carro importado. Eles tinham vindo das melhores escolas”, afirma.

Ele lembra que teve de se deparar com uma realidade totalmente diferente da de seus colegas. “Saía de casa às 5h30 da manhã, pegava ônibus lotado, tinha R$ 10 por dia para me manter. Às vezes, passava um dia com um salgado, uma bolacha. Por um bom tempo foi bastante difícil. Passei por uma situação pela qual nenhum aluno deveria passar”, complementa.

O estudante diz que optou por estudar economia porque via na profissão uma possibilidade de pode gerar grandes transformações na vida das pessoas. “Se um economista fizer um trabalho bem feito, pode curar a vida das pessoas. Isso sempre me atraiu. Queria encontrar uma plataforma para fazer algo pelas pessoas.”

Rumo à Suíça
Depois de um ano na faculdade, Daniel conseguiu uma bolsa na Fundação Estudar, ONG que apoia alunos de excelente desempenho acadêmico e baixa renda. A vida começou a tomar rumo quando ele resolveu partir para um novo desafio. Em agosto de 2007, quando estava no segundo ano da graduação, conseguiu uma bolsa para fazer intercâmbio na Suíça.

Foi para um centro de estudos de resolução de conflitos, organizado por uma (mais…)

Go to Top