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Posts tagged Edgar Allan Poe

Conheça a casa de escritores clássicos pelo Google Street View

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Edgar Allan Poe

Fábio Mourão no Dito pelo Maldito

Se você tem um livro dentro de si esperando para sair, mas fica bloqueado toda vez que senta em frente ao computador para escrever, talvez o que você precisa é fazer uma visita a casa de algum grande escritor da história. Quem sabe assim você consigue absorver toda a ‘energia cósmica’ de um lugar especial onde mentes brilhantes já trabalharam. Pelo menos, mesmo não sendo supersticioso, foi o que tentei fazer em relação a Fernando Pessoa, quando estive em Portugal.

Mas caso esteja complicado para você viajar no momento, não tem problema. Nós demos um giro pelo mundo usando o Google Stret View, e descobrimos as casas onde viveram autores clássicos. Mas só os mortos, afinal, não somos stalkers.

Edgar Allan Poe

Edgar Allan Poe
Localização:  203 N. Amity Street, Baltimore

Ernest Hemingway

Ernest Hemingway
Localização:  907 Whitehead Street, Key West, Florida

F. Scott Fitzgerald

F. Scott Fitzgerald

Localização:  481 Laurel Street, St. Paul, Minnesota

HP Lovecraft

HP Lovecraft

Localização:  10 Barnes Street, Providence, Long Island

Jack Kerouac

Jack Kerouac

Localização:  1478 Clouser Avenue, Orlando, Florida

Mark Twain

Mark Twain

Localização: 351 Farmington Avenue, Hartford, Connecticut 

Truman Capote

Truman Capote

Localização: 73 Willow Street, Brooklyn, New York

15 livros proibidos que você precisa ler

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Diego Santos, no Literatortura

“Basta esta ideia. O impulso converte-se em desejo, o desejo em vontade, a vontade numa ânsia incontrolável, e a ânsia ( para profundo remorso e mortificação de quem fala e num desafio a todas as conseqüências) é satisfeita.” [O Demônio da Perversidade – Edgar Allan Poe]

No século XIX, Edgar Allan Poe escreveu o conto “O Demônio da Perversidade”.

O demônio em questão é uma espécie de sensação responsável por causar certos impulsos autodestrutivos. Em suma, é o desejo incontrolável de fazer algo que não deve, simplesmente por saber que é proibido.

Quando o site Jovem Ig realizou a lista que você verá a seguir, o conto de Poe imediatamente me veio a mente, principalmente pela imensa necessidade que senti em ler cada um deles!

É claro que nenhuma dessas obras continua sendo censurada, mas de qualquer forma, o fato de um dia terem sido consideradas uma ameaça à ordem vigente e ter causado preocupação nas autoridades já é um impulso a mais.

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Alice no País das Maravilhas” – Os personagens absurdos e adoráveis do autor britânico Lewis Carroll, que chegaram às prateleiras das livrarias em 1865, estão no imaginário das crianças de todo o mundo, com a possível exceção da China. Lá do outro lado do mundo, o livro do matemático que narra os encontros e diálogos da protagonista Alice com o coelho apressado, o gato de Cheshire, a lagarta fumante e toda sorte de personagens fantásticos, foi banido por dar aos animais as mesmas qualidades que os homens e colocá-los no mesmo nível.

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Admirável Mundo Novo” – Aldous Huxley lançou, em 1932, uma ficção científica passada em um hipotético futuro onde as pessoas têm seus destinos definidos biologicamente, não há o conceito de família e o sexo é algo amplamente encorajado. Clássico ou não, este tipo de sinopse não agrada alguns pais dos EUA, que fizeram o livro ser banido de bibliotecas municipais por “dar a impressão de que o sexo promíscuo é legal.”

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Caçadas de Pedrinho” – As aventuras da turma do Sítio do Pica-pau Amarelo sempre foram usadas na escola para despertar o interesse dos alunos pela leitura, pelo folclore e pela história do Brasil. Recentemente, no entanto, o Conselho Nacional de Educação tentou boicotar o livro “Caçadas de Pedrinho”, lançado em 1933, por ter passagens racistas. O processo ainda não deu em nada, mas alguns professores não desistiram de censurar esta e outras obras de Monteiro Lobato.

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A Revolução dos Bichos” – O escritor britânico George Orwell mostrou a sua decepção com a antiga União Soviética de forma cômica neste livro lançado em1945. Alguns anos depois, a obra do autor foi banida das bibliotecas na década de 60 e voltou a ser protestada em 1980, sob a acusação de ser pró-comunista. E a perseguição prossegue: em 2002, o livro foi retirado das escolas dos Emirados Árabes sob a acusação de conter elementos que vão contra os valores islâmicos e árabes.

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O Diário de Anne Frank” – Em um diário mantido no esconderijo, a menina judia de 13 anos relata seu cotidiano, suas dúvidas e descobertas adolescentes enquanto tenta escapar, com a família e amigos, da perseguição nazista em Amsterdã, na Holanda. O documento é das maneiras mais sensíveis e autênticas de retratar o sofrimento dos judeus perseguidos pelo Holocausto. Mesmo assim, teve gente que conseguiu implicar com “O Diário de Anne Frank”, lançado pelo pai de Anne, Otto,- o único da família que escapou dos campos de concentração – em 1947. O título está entre os livros protestados nos EUA por tratar de temas como sexualidade e homossexualidade.

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1984” – George Orwell é mestre em ser mal interpretado. Em 1948, quando foi lançado, o romance mais famoso do autor foi retirado das livrarias nos EUA por ser considerado pró-comunismo, enquanto, na Rússia comunista, o livro foi visto como uma obra anti-regime vigente. Enquanto isso, no resto do mundo, Orwell foi considerado um gênio ao mostrar um mundo distópico em que os cidadãos eram amplamente vigiados por seu governador.

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O Apanhador no Campo de Centeio” – O clássico de J. D. Salinger foi lançado em 1951 e se tornou o queridinho dos adolescentes. A história de Holden Caulfield, o garoto rebelde que foge do colégio interno para passar alguns dias fazendo o que bem entende em Nova York, no entanto, não agradou tanto os pais e logo se tornou alvo de protestos. As acusações? Linguagem chula, prostituição e, supostamente, incitar a rebeldia. Algumas bibliotecas do interior dos EUA tiveram que retirar as cópias de “O Apanhador” de suas prateleiras. Se tornou leitura obrigatória e transformou o recluso autor, que desde o sucesso do livro se escondeu do público – até sua morte, em janeiro de 2012 – em uma lenda.

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Fahrenheit 451” – Ray Bradbury publicou o romance, em 1953, narrando uma sociedade em que um governo totalitário mandava queimar todos os livros do mundo. Ironicamente, esse foi mesmo o destino de alguns exemplares de “Fahrenheit 451”. Desde a época do lançamento até hoje, o título figura na lista de livros banidos em algumas bibliotecas do mundo por fazer referência ao consumo de drogas e violência.

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Lolita” – O russo Vladimir Nabokov não teve medo de ousar ao lançar este livro em1955. A história de um professor que se apaixona pela enteada, de apenas 12 anos, fez o clássico ser considerado na época uma obra obscena em países como a França, Inglaterra, Argentina e Nova Zelândia. Ainda assim, ganhou duas adaptações cinematográficas. Uma delas, de 1962, foi dirigida por Stanley Kubrick. A outra, de 1997, tem o ator Jeremy Irons no papel do professor e foi dirigida por Adrian Lyne.

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Lorax” – Lançada em1971, a história da criatura fofinha protetora do meio ambiente criada por Dr. Seuss não caiu no gosto de algumas pessoas, e aparentemente o motivo do desagrado seria puramente comercial. A história infantil foi censurada em uma cidade na Califórnia por dar uma visão negativa sobre o desmatamento. Isto não estaria de acordo com os interesses dos empresários do estado, o principal dos EUA na indústria madeireira.

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Harry Potter” – A série de livros do “Harry Potter”, publicados no ritmo de um por ano a partir de 1997, foi o maior fenômeno moderno da literatura entre os adolescentes – e até entre gente mais crescidinha. No total, os sete títulos de J.K. Rowling venderam 400 milhões de exemplares no mundo todo. Mas não é unanimidade a afeição pelo mundo mágico de Rowling: nos Emirados Árabes Unidos, a coleção foi censurada por, supostamente, incentivar a bruxaria. No ocidente, a história dos alunos de Hogwarts foi alvo de protestos de líderes religiosos do Brasil e, nos EUA, entrou na lista das obras que receberam vetos. Algumas escolas mais conservadoras dos Estados Unidos baniram a leitura dos livros em seus domínios. Mas o sucesso seguiu o seu curso e os sete livros resultaram em oito filmes campeões de bilheteria e arrecadação.

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As Vantagens de Ser Invisível” – Lançada em 1999, a obra do autor americano Stephen Chbosky, de 42 anos, está há cinco anos consecutivos na lista de livros que foram banidos ou protestados em bibliotecas americanas. O pecado de “As Vantagens” é tratar abertamente de sexualidade e drogas. Ainda assim, o título se tornou um best-seller, marcou a geração do fim dos anos 1990 e ganhou, neste ano, um filme comEmma Watson, de “Harry Potter”, em seu elenco.

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Gossip Girl – Vai Sonhando” – Cecily Von Ziegesar fez sucesso ao contar em volumes lançados a partir de 2002 a rotina dos adolescente ricos e glamurosos de Nova York. O nono volume da coleção “Gossip Girl” não foi considerado, no entanto, uma obra voltada para o público jovem. Alguns pais pediram para o título ser banido das bibliotecas por fazer referências a elementos como drogas e álcool, que, segundo eles, são coisa de adulto.

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Crepúsculo” – A romântica – e sangrenta – história de amor entre a mortal Bella e o vampiro Edwardnão escapou do julgamento de pais americanos mais tradicionais. A série de livros de Stephanie Meyers, lançada a partir de 2005, está na quinta posição do relatório anual de livros proibidos nos EUA. Os romances da autora causam desconforto por, supostamente, terem apelo sexual forte e por tratarem de assuntos sobrenaturais.

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Jogos Vorazes” – Os best-sellers de Suzanne Collins, lançados a partir de 2008, estão entre os desafetos de pais mais tradicionais dos EUA. A trilogia foi alvo de muitos protestos por conter elementos como violência, insensibilidade e linguagem ofensiva. Ignorando o coro dos descontentes, a paixão pela história de Katniss continua forte. Até a estreia da adaptação para o cinema do primeiro livro, “Jogos Vorazes”, estrelada por Jennifer Lawrence, 13 milhões de livros haviam sido vendidos. Depois da estreia, em março de 2012, especula-se que tenham sido vendidos 23 milhões de exemplares da trilogia no mundo todo. O filme já faturou R$ 1,3 bilhão no mundo todo. A versão cinematográfica da segunda parte, “Em Chamas”, estreia em novembro de 2013.

10 Fantásticos bonecos inspirados em grandes escritores…

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Douglas Eralldo, no Listas Literárias

Natal, final de ano, amigo secreto, ou seja grandes oportunidades de presentear. E certamente apaixonados por livros se renderiam com esta seleção de bonecos inspirados em grandes nomes da literatura, confiram:

01 – J. K. Rowling
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02 – Ernest Hemingway
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03 – Hunter S. Thompson
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04 – J. R. R. Tolkien
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05 – James Joyce
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06 – Kurt Vonnegut
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07 – Oscar Wilde
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08 – Mark Twain
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09 – Edgar Allan Poe
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10 – Stephen King
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8 capítulos deletados que mudariam radicalmente o desfecho de grandes obras

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Guilherme Carmona, no Literatortura

Às vezes não é necessário mais que uma frase para mudar drasticamente o desfecho de um livro. Tirar um trecho do contexto geral de uma obra literária pode danificá-la de forma radical, de certa forma desvirtuando o significado original com que a obra foi concebida. Mas também é possível imaginar que, se alguns capítulos de algumas obras não houvessem sido omitidos, talvez certos livros nunca tivessem chegado às mãos do público. Segue abaixo uma lista de obras famosas que, de uma maneira ou de outra, não são a idealização original de seus criadores.

8 – O Drácula de Bram Stoker

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Se há um livro que influenciou radicalmente o gênero de terror e tornou-se referência para gerações de escritores e leitores, muito provavelmente este livro é O Drácula de Bram Stoker. O livro conta a história da tentativa de Drácula de se mudar da Transilvânia para a Inglaterra e sua batalha com um grupo liderado por Abraham Van Helsing. Bram Stoker pode não ter sido o idealizador dos vampiros, mas definitivamente definiu o estilo de vampiro moderno.

O capítulo deletado:

O castelo do Drácula desmorona e ele morre, de modo a esconder o fato de que algum dia um vampiro viveu ali. Mas, talvez na intenção de escrever uma sequência para o livro ou estar preocupado em fazer um final muito semelhante ao de A Queda da Casa de Usher, de Edgar Allan Poe, Stoker cortou a cena.

Se não fosse deletado…

É muito provável que perdesse o caráter original e toda a importância da obra passasse despercebida por seu capítulo final ser demasiado semelhante ao de A Queda da Casa de Usher. Ou seja, Stoker seria mais um escritor que copiou Poe e jamais teria entrado para a história.

7 – O Retrato de Dorian Gray

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O Retrato de Dorian Gray é a obra mais conhecida do escritor irlandês Oscar Wilde e é considerada um dos clássicos modernos da Literatura Ocidental. O livro conta a história de um jovem de rara beleza que tem seu retrato pintado e se deslumbra com a própria imagem. Apavorado com a efemeridade de sua beleza e seduzido pela possibilidade de uma vida guiada pelo prazer, Dorian então “vende” a alma para que o quadro possa envelhecer em seu lugar. Além de uma reflexão magistral sobre a juventude, o prazer e a suposta oposição entre beleza e inteligência, o livro é uma crítica mordaz aos costumes da Inglaterra Vitoriana do fim do séc. XIX.

O capítulo deletado:

A publicação do livro, em 1890, causou rebuliço entre os editores devido às diversas passagens onde eram descritas cenas sensuais entre homens. A homossexualidade estava longe de ser uma prática aceitável entre os ingleses da era Vitoriana, e a sugestão que Wilde recebeu de seu editor foi “diluir” o conteúdo homossexual em sete novos capítulos. Passagens com conteúdo mais explícito foram cortadas de vez e o livro foi um estouro. Wilde, porém, foi mandado para a prisão por sua preferência sexual.

Se não fosse deletado…

O mérito de O Retrato de Dorian Gray é ter sido o primeiro livro a falar de homossexualidade, ainda que não explicitamente, e ter uma repercussão gigantesca. Levando em conta que mesmo após a edição do livro Wilde foi acusado de pederastia, talvez fosse esse o caso de ignorar algumas sugestões do editor. Se o livro não houvesse sido tão brutalmente editado, poderia ter pavimentado o caminho para tolerância e aceitação mais cedo na história.

6 – Grandes Esperanças

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Grandes Esperanças é um clássico da literatura Vitoriana que descreve, em primeira pessoa, a trajetória pessoal de Pip, um rapaz órfão que vive na primeira metade do século XIX. Pip recebe o privilégio de uma fortuna e torna-se membro da aristocracia sem, por um momento sequer, passar por trabalho duro. Ele conhece e liberta o fugitivo Abel Magwitch, que lhe retribui em dinheiro após ser deportado, porém sem que Pip tome conhecimento do fato. A realidade de Magwitch, marginalizado, preso e doente, vai em sentido contrario à de Pip. Grandes Esperanças é considerado por Dickens o seu melhor trabalho, e se foca na relação entre a sociedade e os homens.

O capítulo deletado:

O autor havia originalmente imaginado um final onde Pip encontra-se com sua amada, exausta e deprimida. Ela havia perdido o marido recentemente, e Pip estava sem um tostão. Pip diz que nunca poderia tê-la para si e que ele sabe que ambos têm corações imersos em trevas. A separação, nessa versão, não é nada amigável.

Se não fosse deletado…

Ao mostrar essa versão a alguns amigos, Dickens obteve a resposta de que ela era demasiado deprimente, de modo que acabou trocando-a por algo mais alegre. Enquanto alguns vêem o final feliz como uma recompensa pelo crescimento do caráter de Pip, outros, como o escritor George Bernard Shaw, apontaram o final original como mais coerente com a ideia geral do livro. Atualmente a crítica é dividida neste aspecto.

5 – Harry Potter e as Relíquias da Morte

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A famosa saga escrita por J.K. Rowling entre 1997 e 2007 conta as aventuras do bruxo Harry Potter e seus amigos Rony Weasley e Hermione Granger na escola de Hogwarts, assim como sua missão de derrotar o bruxo das trevas Lorde Voldemort. Trata-se simplesmente da saga que mais vendeu na história, tendo vendido cerca de 450 milhões de exemplares e sido traduzida para 67 línguas diferentes, sendo que os últimos 4 livros estabeleceram recordes como livros mais rapidamente vendidos na história. Indiscutivelmente foi a série de literatura infanto-juvenil que mais marcou a geração de leitores nascidos nos anos 90.

O capítulo deletado:

Um jornalista, único amigo da autora que sabia do final alternativo, vazou a informação. Dois finais foram considerados pela autora J.K. Rowling para Harry Potter e as Relíquias da Morte. Ela escolheu a versão hoje conhecida: Voldemort morre e Harry salva a todos. O final alternativo não foi tão feliz. Na verdade, ele dá a entender que Voldemort passou a viver como uma estátua em Hogwarts.

Se não fosse deletado…

Rowling não queria que a informação fosse a público, mas podemos agradecer a seu amigo por fornecer uma alternativa a quem não se contentou com o final “felizes para sempre”. Além do fato de Voldemort poder ser uma estátua nos arredores de Hogwarts, Harry, agora o diretor e um homem velho, apaga as memórias de todos sobre Voldemort. Também é dado a entender que o próprio bisneto haveria de se tornar o próximo bruxo das trevas. Um final controverso, mas também prato cheio para quem ansiava por uma sequência para a saga.

4 – A Máquina do Tempo

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Um dos primeiros romances de ficção científica e responsável pela popularização do conceito de viagem no tempo, a Máquina do Tempo, de H.G. Wells, conta a história de um inglês da era Vitoriana que inventa uma máquina do tempo e viaja 800.000 anos no futuro. Lá, ele conhece a realidade distópica onde convivem dois tipos diferentes de homens: os Eloi, hominídeos medrosos e frágeis que vivem na superfície, e os Morlocks, uma assustadora população relegada a desenvolver-se nas profundezas da terra, produzindo toda a infraestrutura necessária à vida dos Eloi ao longo de centenas de milhares de anos. O autor dá a entender que essas duas evoluções distintas da espécie humana resultam de uma divisão de classes.

O capítulo deletado:

O que poucos sabem é que, durante o estágio de edição do livro, com a intenção de demonstrar “a total degeneração” do homem, o editor de Wells pediu um capítulo extra. Nesta versão, o viajante conhece o futuro ainda mais distante dos Eloi e dos Morlocks. Ele descobre uma forma evoluída dos Eloi, que acaba matando por não tê-la reconhecido.

Se não fosse deletado…

Talvez, se não houvesse sido deletado, este capítulo teria feito o público odiar o livro e, por consequência, todo o gênero de ficção científica que seguiria depois.

3 – Alice através do Espelho

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Nesta sequência de Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll decidiu fazer um livro ainda melhor que o primeiro. O novo livro se focava no jogo de xadrez que ajudou a popularizar Alice no País das Maravilhas, e os obstáculos são colocados como etapas de um jogo de xadrez, com a aparição de personagens marcantes ao longo da trama. Trata-se, em última análise, de uma ode à esperteza infantil e uma crítica à literatura moralista dirigida às crianças da época, desde cedo submissas à lógica aprisionante dos adultos.

O capítulo deletado:

Devido à falta de uma ilustração, um capítulo inteiro da obra foi cortado. O capítulo A wasp in a wig, ou A vespa de peruca, não entrou porque o ilustrador dos livros de Carroll afirmou não ser capaz de desenhá-la, por mais que tentasse.

Se não fosse deletado…

Possivelmente, seria mais um personagem fascinante para o livro, e que, infelizmente, não veio a público. Muitos dos personagens influenciaram a cultura popular (http://en.wikipedia.org/wiki/Category:Music_based_on_Alice_in_Wonderland), a exemplo da música “I am the Walrus”, dos Beatles.

2 – A Autobiografia de Malcolm X

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A autobiografia de Malcolm X foi um dos livros mais importantes do século XX. Lançado em 1965 a partir de um trabalho conjunto de Malcolm X e o jornalista Alex Haley, o livro tem como base uma série de entrevistas conduzidas por Haley entre 1963 e o assassinato de Malcolm X, em 1965. Além do idealismo do orgulho negro e nacionalismo negro e das filosofias pessoais de Malcolm X, o livro se refere também a um processo de amadurecimento espiritual.

O capítulo deletado:

No entanto, curiosamente, três capítulos foram cortados do livro. Justamente estes três capítulos eram considerados os mais impactantes. Foram escritos durante os últimos meses de vida de Malcolm X e mostravam sua desilusão com a luta pelos direitos civis assim como sua batalha pessoal com a depressão. Haley também censurou prontamente material com teor antissemita que se encontrava na obra. Ele também demonstrava estar ciente de que sua própria morte se aproximava.

Se não fosse deletado…

Os capítulos foram removidos, mas, talvez, se houvessem permanecido, o sucesso comercial do livro certamente seria menor. Por consequência, talvez a causa de Malcolm X talvez não tivesse produzido um impacto tão grande na sociedade.

1 – A Fantástica Fábrica de Chocolate

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O livro, do escritor britânico Roald Dahl, retrata as aventuras do jovem Charlie Bucket na fábrica de chocolate do excêntrico Willy Wonka. O livro nasceu com base nas experiências de Dahl em seus dias de escola, quando uma grande fábrica de chocolate enviava pacotes para testar a aprovação das crianças durante a década de 1920. A existência de uma fábrica rival e a possibilidade de espionagem da fabricação de produtos criou um sistema de segurança em ambas as fábricas, o que colaborou com o surgimento do mistério envolvendo a produção dos chocolates.

O capítulo deletado:

A versão original de A Fantástica Fábrica de Chocolate tinha um número maior de crianças em sua trama (na versão atual, são apenas cinco ganhadores), e um capítulo destinado ao último personagem deletado. O capítulo apresenta a filha de um diretor de escola que é muito dedicada aos estudos. A garota e seus pais ficam sabendo da existência de uma máquina que mistura cereais cuja ingestão causa pontos vermelhos no rosto da criança por uma hora, de modo que ela possa faltar à aula. A revolta é tanta que os personagens tentam sabotar a máquina.

Se não fosse deletado…

Talvez Dahl tenha considerado o desfecho sombrio demais para um livro infantil. Após descobrir o plano da família, Wonka diz, com seu humor característico, que eles próprios farão parte da mistura. Ele logo emenda dizendo que é apenas uma brincadeira, e que os Oompa-Loompas acompanharão a família para a saída. Mas pouco tempo depois os Oompa-Loompas voltam cantando sobre como os amigos de Miranda vão apreciar seu sabor lá na escola…

dica do Sidnei Carvalho de Souza

Você é um amante carnal ou um amante cortês?

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Roberta Fraga, no Livros e Afins

Vi essa expressão e proposital descrição no livro “Ex-libris Confissões de uma leitora comum” de Anne Fadiman. Lá, em um de seus capítulos, ela discorre sobre como diferentes pessoas de diferentes maneiras marcam as suas leituras. Ambas, sempre leitoras apaixonadas, têm maneiras peculiares de marcar as pausas nas leituras. Para tanto, ela difere os tipos de leitores como carnais e corteses.

Pinçando uns trechos que julguei bem interessantes, destaco:

Amantes carnais

“Confesso que marco o lugar onde parei de maneira promíscua, ora dobrando o livro, ora cometendo o pecado ainda mais grave de virar o canto da página. (Aqui consigo ser ao mesmo tempo corrputora e compulsiva: dobro o canto superior para marcar a página em que parei e o inferior para identificar passagens que desejo xerocar para o meu livro de citações)”.

“Uma crítica de livros que conheço levou Antologia de contos e poemas de Edgar Allan Poe numa viagem de mochila pelo Iucatã, e toda vez que um besouro interessante pousava nele, ela o fechava com um glope rápido. Reuniu uma coleção de insetos tão volumosa que ficou com medo de que Poe pudesse não passar pela alfândega. (Passou)”.

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Amantes corteses

“Minha tia Carol – que vai provavelmente alegar que não é da família ao descobrir como trato meu livros – coloca reproduções dos quadros de Audubon horizontalmente para marcar o parágrafo exato onde parou. Se o lado colorido estiver para cima, ela estava lendo a página da esquerda; se estiver para baixo, a da direita”.

“Outro colega, historiador de arte, prefere bilhetes do metrô de Paris ou “aqueles comprovantes de cartão de crédito impressos a jato de tinta – mas só para livros de crítica de arte, cuja pretensão tenho vontade de profanar com alguma coisa bem estúpida e financeira”. Jamais usaria esses para ficção ou poesia, que são realmente sagradas”.

Há diferenças mais do que óbvias entre os carnais e os corteses, unidos, ambos, apenas pela veneração aos livros. Os corteses sempre removem seus marcadores quando o encontro termina; os carnais deixam lembranças, marcas, sensações impressas nas páginas para, talvez, revivê-las, ou, quem sabe, por um impulso qualquer. Os corteses veem os livros como um objeto sagrado, ritualístico e mítico. Os carnais sorvem a história contida neles, cada palavra, extraem dela o que podem.

Sou do tipo mais cortês, mas escolho aqueles em que me permito um amor para lá de carnal. Marco trechos, escrevo pensamentos, substituo trechos, interajo. E estes, trancafio-os nas prateleiras.

Enfim, seja você um tipo ou outro, ou ainda um novo tipo totalmente original, apenas tenha em mente que os livros estão lá esperando que você os acaricie, mais educadamente ou não.

Ah, e nenhum leitor pode ser comum, como sugere a autora no título, razão pela qual achei uma extrema soberba ela falar assim, mas isso é assunto para outro post…

Já amou seu livro hoje?

Marcadores de páginas legais

Marcadores de páginas geométricos;
Marcadores de páginas para os corujistas;
20 marcadores de livro incríveis;
Marcador de páginas: afogado em palavras;
Marcadores de páginas expressivos;
11 marcadores para você mesmo fazer.

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