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Tom Hanks vai estrear como escritor com sua primeira coleção de contos

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Pedro Prado, no Pipoca Moderna

O ator Tom Hanks vai iniciar uma nova carreira, aos 60 anos. Ele vai estrear como escritor de livros com o lançamento da coleção de contos “Uncommon Type: Some Stories”. A obra será lançada nos Estados Unidos e na Inglaterra em outubro, com 17 histórias escritas pelo astro de Hollywood.

O livro está em produção desde que Hanks publicou uma crônica na revista New Yorker em 2014. A história chamou a atenção do editor-chefe da editora Alfred A Knopf, Sonny Mehta. “Fiquei impressionado com sua voz notável e seu comando como escritor. Eu esperava que pudesse haver mais histórias. Felizmente, para os leitores, havia”, ele explicou ao jornal inglês The Guardian.

Estimulado pelo editor, Hanks começou a escrever o livro em 2015. “Nos dois anos de trabalho, eu fiz filmes em Nova York, Berlim, Budapeste e Atlanta e escrevi nos sets de todos eles. Escrevi nas férias, em aviões, em casa e no escritório”, disse o ator em um comunicado oficial.

Apesar de independentes entre si, os contos compartilham um tema que reflete uma paixão pessoal do ator: máquinas de escrever. Cada história do livro envolve de alguma maneira uma dessas máquinas, hoje em dia cada vez mais raras e menos utilizadas.

Segundo o editor adiantou, as páginas de “Uncommon Type” incluirão “uma história sobre um imigrante que chega em Nova York depois que sua família e sua vida foram destruídas pela guerra civil de seu país; outro sobre um homem que faz um jogo perfeito, se tornando a mais nova celebridade da ESPN; outro sobre um bilionário excêntrico e seu fiel assistente executivo em busca de algo maior na América; e a vida imprudente de um ator.”

Livro explora capacidade narrativa das HQs com adaptações de clássicos

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Imagem da adaptação de 'A Divina Comédia', de Seymor Chwast, no livro 'Cânone Gráfico'

Imagem da adaptação de ‘A Divina Comédia’, de Seymor Chwast, no livro ‘Cânone Gráfico’

Fabio Marra, na Folha de S.Paulo

O editor e escritor norte-americano Russ Kick teve uma ideia que lhe pareceu óbvia. Criar “um livro com a espessura de um tijolo que abrangesse séculos, países, línguas e gêneros” e que incluísse “romances, contos, poemas, peças, autobiografias, discursos e cartas”.

Assim produziu a coletânea “Cânone Gráfico – Clássicos da Literatura Universal em Quadrinhos”, cujo primeiro volume acaba de ser lançado pela editora Barricada. Em três volumes, a obra reúne releituras visuais de clássicos desenhadas por importantes quadrinistas.

Este primeiro volume traz 51 trabalhos –da obra literária mais antiga do mundo a peças do século 18– em adaptações com impressionante variedade de estilos e traços.

Estão presentes no livro desenhistas e cartunistas como Will Eisner, um dos pais dos romances gráficos, com “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes; Hunt Emerson, que consegue ver humor no “Inferno”, de Dante Alighieri; Peter Kuper e a versão para “Uma Proposta Modesta”, de Jonathan Swift; e até o lendário Robert Crumb.

Kick pediu aos artistas que fossem fiéis aos originais, sem deslocar as histórias a tempos futuros ou criar novas aventuras, mas lhes deu total liberdade para a abordagem e o estilo gráfico.

“A Epopeia de Gilgamesh”, mais antiga obra literária do mundo, abre o volume. Foi escrita em 12 tábuas de argila na Babilônia, por volta de 1000 a.C. e ficou soterrada por cerca de 2.500 anos.

Nelas estão as histórias do tirano e arrogante semideus Gilgamesh, rei de Uruk, atual Iraque. O cartunista Kevin Dixon já tinha adaptado a íntegra da epopeia e, neste livro, narra o episódio do Touro Celeste, quando Gil é levado depois de uma batalha.

A versão em inglês foi feita pelo escritor Kent Dixon, pai de Kevin, que precisou estudar escrita cuneiforme e o silabário assírio para realizar o trabalho. É um excelente começo para as viagens visuais que seguem: “Eneida”, de Virgílio; “Sonho de uma Noite de Verão” e “Rei Lear”, de Shakespeare; “Viagens de Gulliver”, de Jonathan Swift.

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SEXO E JOGOS
O traço marcante de Crumb aparece na parte final do livro com “Diário Londrino”, de James Boswell. A história remete ao próprio escritor –um advogado, intelectual e libertino, que passou a vida toda cometendo excessos com bebidas, sexo e jogos.

Na contramão da vida de Boswell, a antologia traz também adaptações de obras religiosas: “O Livro de Daniel”, da Bíblia hebraica, e “Apocalipse”, do Novo Testamento, além de poemas sufistas de Rumi, do “Mahabharata” hindu e “Popol Vuh”, livro sagrado dos maias.

Como escreve o organizador na apresentação, “cada peça vale por si, mas juntas formam um vasto caleidoscópio de arte e literatura”.

Para os não familiarizados com os textos, o editor faz um breve comentário explicativo sobre o conteúdo, seu autor e o recorte dado à releitura.

Além da fascinante experiência pelo mundo da narrativa dos quadrinhos, o livro é um incentivo à leitura das versões originais das obras.

O editor tem razão, a ideia pode parecer óbvia. Mas tem profundidade. O livro reúne os maiores clássicos da literatura mundial com a qualidade e genialidade dos principais cartunistas e artistas gráficos da atualidade.

Após disputa, Sherlock Holmes permanece em domínio público

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Publicado por Folha de S.Paulo

A história de “Sherlock Holmes” permanecerá em domínio público, apesar das tentativas de manter os diretos autorais sobra a obra, levadas à justiça pelos administradores do espólio do escritor Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930).

A corte americana decidiu nesta segunda (4) em favor de um editor que brigava na justiça pelo livre uso da história do famoso detetive britânico, criado por Doyle no final do século 19.

A disputa entre o editor de livros Leslie Klinger e os atuais administradores da herança de Doyle teve início no ano passado. Na ocasião, os herdeiros exigiram que Klinger pagasse uma licença para publicar uma nova antologia do detetive, o que levou o editor a abrir um processo na justiça contra os gestores.

Os atores Benedict Cumberbatch (à esq., como Sherlock Holmes) e Martin Freeman (como John Watson), na série de TV 'Sherlock', da BBC/ Robert Viglasky/BBC

Os atores Benedict Cumberbatch (à esq., como Sherlock Holmes) e Martin Freeman (como John Watson), na série de TV ‘Sherlock’, da BBC/ Robert Viglasky/BBC

Na época, a corte decretou que todas as histórias de Holmes publicadas antes de 1923, ou há mais de 90 anos, pertencem agora ao domínio público. Ou seja, não é necessário uma licença para utilizá-las.

Insatisfeitos, os administradores recorreram a decisão, alegando que a personalidade ficcional do personagem não pode ser dividida em aspectos protegidos ou não por copyrights.

Com esta divisão, aspectos mencionados pela primeira vez em livros publicados após 1923 não podem ser utilizados em reinterpretações da obra, sem que se pague uma licença por elas. Cerca de dez histórias sobre o detetive foram publicadas depois de 1923.

Mesmo assim, a corte decidiu novamente a favor do editor, alegando que vai contra as leis dos Estados Unidos conceder 135 anos de proteção dos direitos autorais, tal como é exigido pelos herdeiro. Em sua decisão, o juiz do caso considerou a demanda uma “forma de extorsão”, e a atuação de Klinger, um “serviço público”.

Grandes empresas que realizaram adaptações da história do detetive, como a Warner Bros e a HBO, pagaram a licença requerida pelos donos do espólio.

No Brasil e no Reino Unido, o prazo para uma obra entrar em domínio público é de 70 anos após a morte de seu autor, o que significa que todos os livros de Conan Doyle podem ser reeditados e adaptados livremente nos dois países.

6 passos para escrever um bom livro

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Seu sonho é publicar uma história? Veja 6 passos para escrever um bom livro

Publicado no Universia Brasil

(Crédito: Shutterstock.com)     Levar o texto até um profissional é algo que terá um impacto extremamente positivo na publicação

(Crédito: Shutterstock.com)
Levar o texto até um profissional é algo que terá um impacto extremamente positivo na publicação

Escrever um livro é algo que muitas pessoas sentem vontade de fazer, entretanto que demanda bastante atenção e cuidado do autor para que esse objetivo seja alcançado com êxito. Se você pretende publicar um livro seu, veja os 6 passos que precisa seguir:

1 – Escolha um tema do qual você goste

Não basta escolher um tema qualquer: a ideia é que você escolha um assunto do seu interesse, afinal é bem mais fácil escrever sobre algo que você gosta do que sobre qualquer outra coisa.

2 – Planeje-se

Aqui, o planejamento deve ser feito tanto para a organização do livro quanto para um cronograma de atividades. Criar listas de tarefas e prazos é crucial para o bom andamento do projeto.

3 – Rascunhe

Agora que você já tem o planejamento, faça um primeiro rascunho do seu livro. Divida-o em capítulos, escreva as informações essenciais, personagens, tramas, fatos… Enfim, tudo o que puder guiá-lo dentro da história.

4 – Edite o seu rascunho

Muitas pessoas costumam rascunhar e depois desprezar o material feito. Não siga esse exemplo. É muito importante reler o seu rascunho para que você possa filtrar as informações importantes das demais, verificar e corrigir erros de português e aprimorar a sua futura publicação.

5 – Chame um editor

Levar o texto até um profissional é algo que terá um impacto extremamente positivo na publicação. Muitas vezes o editor pode enxergar errosque leigos jamais veriam. Caso você não tenha dinheiro para pagar um bom profissional, chame algum amigo ou pessoa de confiança.

6 – Publique!

Depois de passar por todas essas fases, chegou a hora de publicar o seu livro! O melhor de tudo é que graças à tecnologia você não precisa pagar se não quiser, mas sim colocá-lo online. Escolha a melhor forma para você e publique!

“Não deixe que suba à cabeça”, aconselha McEwan a jovens escritores

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Ian McEwan
Divulgação

Publicado originalmente no Primeira Edição

O escritor inglês Ian McEwan, um dos principais nomes da décima edição da Flip, disse ontem, durante entrevista em Paraty, que os jovens escritores brasileiros selecionados pela revista literária “Granta” não deveriam deixar a fama subir a cabeça.

Em 1983, McEwan foi ele próprio selecionado para uma edição da “Granta” com os melhores jovens romancistas britânicos.

“Não deixe que isso suba à cabeça”, disse, em resposta a que conselho daria aos jovens colegas.

“É importante o que você continuará a fazer na manhã de quarta-feira. Elimine o barulho de prêmios, entrevistas, listas. O mundo moderno adora listas.”

“Tenho um conselho de duas palavras: compareça, esteja lá todo dia, não importa se estiver mal, você tem que estar na sua mesa de trabalho todo dia às dez da manhã”, declarou.

McEwan –que neste sábado (7) participa de um debate na Flip com a americana Jennifer Egan– esteve, na última quinta-feira, no coquetel de lançamento da edição brasileira da “Granta” em Paraty.

“Senti-me fora de lugar e com inveja. Adoraria estar nos meus vinte e tantos, trinta e poucos anos. Lembro que, em 83, eu tinha publicado quatro ou cinco livros, não era um novato completo. E foi muito interessante, porque muitos dos 20 escolhidos já eram meus amigos.”

Além dele, nomes como Salman Rushdie e Martin Amis ampliaram sua projeção ao publicar na “Granta”, uma das mais influentes revistas literárias do mundo, que no Brasil é editada pela Alfaguara.

Indagado sobre a importância de cursos de escrita criativa, ele declarou que “é muito difícil ensinar literatura”.

“Você pode ensinar técnicas, mas é importante dar às pessoas a moldura, o contexto. A maioria dos bons escritores que fizeram esses cursos normalmente já chegaram bons escritores.”

O autor inglês está lançando o romance “Serena” (Companhia das Letras) mundialmente no Brasil –só depois sairá nos países de língua inglesa.

McEwan explicou que se tratou de uma “grande sorte e maravilhosa oportunidade”. Como havia a Flip em julho, o seu editor brasileiro pediu que ele corresse e ele diz ter ficado feliz.

O romancista contou que está próximo do Brasil desde que seu filho o acompanhou à Flip em 2004, se encantou com o país e, ao voltar para a Inglaterra, arranjou uma namorada brasileira e aprendeu português.

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