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Posts tagged Editora Objetiva

Companhia das Letras compra editora Objetiva

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Editoras são as que mais vendem no país

Editoras são as que mais vendem no país

Os grupos se uniram após décadas disputando leitores em todo o Brasil.

Tadeu Goulart, no Blasting News Brasil

Parece que um dos maiores grupos editoriais do país está conquistando a posição que tanto desejava há alguns anos. Com autores consagrados em seu casting como: Raphael Montes, Laurentino Gomes e Jô Soares, a Companhia das Letras comprou na última quarta-feira (1) 55% das ações da Editora Objetiva. Quem detinha do total da editora era a Penguim Random House, que hoje está apenas com 45% de participação no grande grupo formado agora pela Companhia e Objetiva.

Com a mudança, a Companhia leva 19 opções de selos, com uma média de 45 títulos lançados mensalmente e 5 mil títulos no catálogo. Juntas, as duas editoras foram as que mais venderam no ano passado: 7,5 milhões de exemplares e 59 títulos dos mais vendidos, segundo o site Publish News.

Um dos fenômenos de público e venda, a Companhia das Letras pertence a dois sócios: a Editora Schwarcz e a Penguim Random House. A Penguim é conhecida por ser o maior mundo editoral do mundo, onde foi publicado na Inglaterra a primeira edição de Harry Potter, ainda nos anos 1990. Dessa forma, quem passa a deter o controle da Objetiva é a Editora Schwarcz. Assim formou-se o grande Grupo Companhia das Letras. O presidente da organização, Luiz Schwarcz, disse ao jornal ‘O Globo’ que a aquisição faz parte de uma “solução de gestão”. Schwarcz disse: “Podemos investir numa distribuição mais eficiente. Podemos ter promotores regionais escolares fortes, abrir escritórios de distribuição pelo país. Como você faria isso com empresas de controle acionário separado? Como você faz isso com uma editora que era 100% do seu sócio?”, disse ele.

Com a mudança, a competição entre as duas casas irá cessar. Os leitores provavelmente não sentirão transformações visíveis na forma das editoras se comunicarem com eles, já que ambas não usavam estratégias de “marketing de guerrilha” para vender livros. Também não foi levantada a possibilidade de mudança de endereços ou demissões de funcionários das duas casas para “enxugar” o quadro.

“Estamos adotando na Objetiva a gestão participativa que já adotávamos na Companhia das Letras. É a forma de cobrir a saída de uma pessoa como o Roberto Feith do dia a dia da editora”, conclui Schwarcz.

Após acordo confidencial com Luciana Gimenez, editora suprime trechos de biografia de Jagger

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Autor protesta contra ‘censura’ no livro ‘Mick — A vida selvagem e o gênio louco de Jagger’

Livro deveria ter chegado às livrarias brasileiras em 2013, mas teve lançamento adiado depois que a Objetiva resolveu submeter o texto aos advogados da apresentadora de TV - AFP PHOTO/ANDREW COWIE / AFP PHOTO/ANDREW COWIE

Livro deveria ter chegado às livrarias brasileiras em 2013, mas teve lançamento adiado depois que a Objetiva resolveu submeter o texto aos advogados da apresentadora de TV – AFP PHOTO/ANDREW COWIE / AFP PHOTO/ANDREW COWIE

Maurício Meireles, em O Globo

A novela das biografias ganha mais um capítulo — até agora sem final feliz para quem é favorável à publicação de obras sem autorização dos biografados. O livro “Mick — A vida selvagem e o gênio louco de Jagger”, escrito pelo jornalista americano Christopher Andersen e que a editora Objetiva planeja lançar no Brasil em janeiro, vai chegar às prateleiras com algo a menos que a versão em inglês, lançada em 2012: após negociação com a apresentadora Luciana Gimenez e seus advogados, a editora suprimiu partes da obra que se referem à ex-modelo. O motivo, naturalmente, foi o medo de um processo.

Procurada, Luciana afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que só vai se manifestar quando o livro sair. Ela ainda não leu a versão com os cortes, como prevê o acordo. Em nota, a Objetiva diz que, durante todo o processo de edição do livro, “encaminhou ponderações do advogado de Luciana ao autor.” A editora afirma ainda que os “ajustes” aceitos pelo biógrafo “foram poucos”, mas que “não pode abrir os detalhes dessa negociação, até porque o acordo foi feito sob a premissa de confidencialidade”.

“Censura é censura”

Apesar de a editora informar que as alterações foram poucas, Andersen, autor também de “Jagger: unauthorized” (1993), diz-se indignado. Ele também não revela o que foi suprimido.

— Fiquei chocado ao saber que o Brasil proíbe biografias não autorizadas. Como o país pode ser uma sociedade livre sem saber a verdade sobre suas figuras públicas? — protesta o autor. — Depois de 45 anos de carreira e 33 livros, aprendi que a maioria das celebridades mentiu por tanto tempo sobre a própria vida que esqueceu o que é real. Em nenhuma edição estrangeira de meus livros trechos foram suprimidos. A verdade é a verdade. Censura é censura. Qual é o próximo passo, fogueiras de livros? Essas celebridades que defendem causas liberais e depois tentam controlar tudo o que é escrito sobre elas são muito hipócritas. Cada sílaba da biografia é real.

O motivo da polêmica é a relação que Luciana Gimenez manteve com o cantor enquanto ele ainda era casado com a modelo e atriz Jerry Hall. Do caso dos dois, nasceu Lucas Jagger, hoje com 15 anos.

O nome de Luciana é citado 55 vezes na versão original. A primeira é para descrever a noite em que os dois se conheceram, numa festa do empresário Olavo Monteiro de Carvalho, em abril de 1998. O biógrafo escreve que Jagger passou a noite “sussurrando” no ouvido de Luciana, até os dois saírem para o jardim da casa para “meditar”.

Andersen menciona uma entrevista que fez com Lars Albert, citado como amigo de Luciana. Albert diz que ela parou de tomar anticoncepcionais porque “sonhava em ser mãe” e por achar que assim Jagger deixaria a mulher. A biografia afirma que, após mais de um ano de briga judicial, Luciana e Jagger assinaram um acordo pelo qual o roqueiro pagou a ela US$ 5 milhões, mais US$ 25 mil mensais de pensão alimentícia.

A base de dados do site “Publisher’s Lunch”, com negociações editoriais do mundo inteiro, mostra que os direitos da biografia foram comprados pela Objetiva em 2012, após um “pre-empt”. Isso significa que, apostando no potencial da obra, foi oferecido um valor para impedir que o livro fosse a leilão. A ideia inicial era publicá-lo em janeiro de 2013, mas o imbróglio atrasou o lançamento.

Os cortes no texto original começaram no mesmo ano da compra, quando o biógrafo publicou um artigo no jornal “Daily Mail” em que dizia que Luciana havia sido atriz pornô, o que não é verdade. A afirmação circulou amplamente nos sites de fofoca brasileiros, culminando em uma retratação do “Daily Mail” e do próprio autor.

A biografia original, na verdade, não se refere à apresentadora como atriz pornô, mas à sua mãe, Vera Gimenez, como atriz de soft porn, expressão que define filmes com cenas eróticas, mas sem sexo explícito. Vera protestou na época. Segundo a base de dados da Cinemateca Brasileira, a mãe da ex-modelo esteve em filmes como “Por que as mulheres devoram os machos?” (1980) e “Marido que volta deve avisar” (1976), classificados pela instituição sob o gênero “erotismo”.

A supressão de trechos do livro vem à tona num momento em que tramita no Brasil a Lei das Biografias, que permite a produção e publicação de biografias sem autorização dos biografados e que aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O relator do projeto, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), resolveu recentemente adiar a votação em busca de maioria, por acreditar que o PL não seria aprovado. Ele propôs a supressão de uma emenda feita na Câmara que entrega aos juizados especiais cíveis a competência para julgar casos de biografados ofendidos. Ao mesmo tempo, o mercado aguarda o voto da ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia, relatora da ação direta de inconstitucionalidade movida por editoras para derrubar os artigos do Código Civil que, na prática, impedem a publicação de biografias não autorizadas.

Na cama com Kennedy

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Aos 69 anos, Mimi Alford, que na juventude foi estagiária na Casa Branca, conta nos moldes de literatura erótica a sua relação com o ex-presidente dos EUA

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Antonio Carlos Prado e Ivan Claudio, na Isto É

SEM ROMANTISMO
Kennedy e sua amante Mimi: quando ela foi embora, uma semana antes
do assassinato do presidente, ele a presenteou com broches e colares

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Mimi Alford é uma senhora americana de 69 anos e sete netos. Acaba de lançar o seu primeiro livro no qual se lê em um de seus trechos: “Notei que ele se aproximava cada vez mais. Podia sentir a sua respiração no meu pescoço (…)
Ele estava bem na minha frente (…) colocou suas mãos nos meus ombros e me guiou em direção à beira da cama. Lentamente, desabotoou a parte de cima de meu vestido (…) ele pressentiu que era a minha primeira vez (…).” A escrita segue por esse caminho, e dá para o leitor imaginar por onde vai e para onde vai. Há, no entanto, uma dobra no lençol da história que põe a nu o motivo do sucesso que o livro vem fazendo junto ao público e à crítica de todos os EUA. Mimi não é uma autora que descobriu, somente agora, septuagenária, o seu talento para a ficção erótica, nem se trata de uma velhinha assanhada. Ela é o arquivo, em primeira pessoa, daquilo que até recentemente era o mais enterrado segredo de alcova do ex-presidente americano John Kennedy, assassinado em 1963 aos 46 anos. Durante 18 meses ela foi amante do presidente, e na maioria das vezes ele se relacionou sexualmente com ela, durante o dia, sob os lençóis que na noite anterior dividira com a então primeira-dama Jackie Kennedy. Detalhe da obra: “o presidente nunca beijou na boca”.

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NA CASA BRANCA
Kennedy despacha com sua equipe de imprensa, da qual Mimi (à dir.) fazia parte:
estresse curado com natação e amantes na piscina da sede do governo

O livro se chama “Era uma Vez um Segredo – Meu Caso com o Presidente John F. Kennedy” (no Brasil, editora Objetiva).
Mimi conta que tinha 19 anos e era virgem quando se relacionou pela primeira vez com o chefe de Estado que publicamente apontava mísseis para a Baía dos Porcos e secretamente disparava seus hormônios pela Casa Branca – e dizia a seus assessores “ela dorme feito um bebê”, enquanto traçava planos bélicos ou de paz. Nessa época Mimi acabara de ser contratada como estagiária do Departamento de Assessoria de Imprensa da sede do governo, era inexperiente profissional e sexualmente e, no quesito beleza, não chegava aos pés de outra famosa amante do presidente, a atriz Marilyn Monroe. Mas a Casa Branca tem lá os seus mistérios, vai saber, tem sua química própria, e o certo é que Kennedy olhou para ela e daí por diante, quase todos os dias, caiu na piscina da ala residencial para relaxar. Era ele cair, e a assessora “foca” caía também. O primeiro mergulho começou assim: o “assessor especial para assuntos de alcova”, que, segundo a autora, se chamava Dave Powers, disse-lhe uma tarde ao pé do ouvido: “O presidente vai à piscina. Aceita lhe fazer companhia?” Sim, Mimi aceitou, era o seu quarto dia de trabalho. Nos vestiários, um detalhe chamou-lhe a atenção: a coleção de maiôs dos mais diversos tamanhos, o que a fez concluir que, não só na política mas também nas dimensões das mulheres, o presidente era sim democrata.

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ESTADO E ALCOVA
Mimi revela no livro que o presidente apontava mísseis para a Baía dos Porcos
e disparava hormônios na Casa Branca ao mesmo tempo

A água da piscina era mantida a 32 graus (prescrição médica para as dores nas costas de Kennedy), e quando eles emergiram desse mergulho de estreia ele a convidou para uma “visita guiada” pelo segundo andar da Casa Branca.
Dois daiquiris, e então veio o mergulho sem água, no quarto de Jacqueline “decorado em azul-claro”.

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LIVRO BOMBA
Mimi conta em seu livro todo o envolvimento que teve com Kennedy:
“Foi tudo sexual”

Kennedy gostava da água, e Mimi lembra que foi numa sessão de hidromassagem que veio à tona a porção voyeur do presidente com quem se relacionou até uma semana antes de ele ser assassinado: Kennedy ordenou-lhe que fizesse sexo oral em Powers (o alcoviteiro da piscina, lembra?) porque “ele estava um pouco tenso”. Detalhe: o presidente fez questão de ficar olhando a felação. Mimi decidiu contar agora toda a sua história porque fora citada em uma biografia de Kennedy publicada há dez anos. Não conta quanto recebeu para pôr na tela do computador e imprimir as suas memórias, mas dá para se ter uma ideia, já que um produtor de filmes lhe ofereceu US$ 1 milhão pelos direitos. “Não me arrependo de nada que fiz”, escreve Mimi. “Nosso relacionamento foi sexual.” Quando a coisa esfriou, ela decidiu se casar com um amigo do interior americano e disse adeus ao presidente, que a presenteou com dois broches de ouro e diamante, colares e um bilhete no qual dizia: “Calorosa consideração e profunda gratidão.” Tudo protocolar. Como já foi dito, o presidente não beijava na boca.

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Editora suspende distribuição de livro de psiquiatra acusada de plágio

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Juliana Gragnani e Laura Capriglione, na Folha de S.Paulo

O selo Fontanar, da Editora Objetiva, decidiu suspender a comercialização e a distribuição do livro “Corações Descontrolados”, da psiquiatra de Ana Beatriz Barbosa Silva. Autora de livros de autoajuda psiquiátrica que são campeões de vendas, ela é acusada de plágio.

A médica psiquiatra Ana Carolina Barcelos Cavalcante Vieira, que trabalhou na clínica Medicina do Comportamento, de Ana Beatriz, alega que “Corações Descontrolados” tem trechos que são cópias de textos de sua autoria. Ela diz que entrará na Justiça contra Ana Beatriz e a Objetiva com ação de indenização por danos morais e materiais na próxima semana.

A psiquiatra e escritora Ana Beatriz Barbosa Silva (esq.) e a autora de novelas Gloria Perez

A psiquiatra e escritora Ana Beatriz Barbosa Silva (esq.) e a autora de novelas Gloria Perez (Divulgação)

A acusação de Ana Carolina soma-se à do médico Tito Paes de Barros Neto, pesquisador do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, autor do livro “Sem Medo de Ter Medo” (Casa do Psicólogo, 2000). Segundo Barros Neto, no início de 2012, uma amiga procurou-o para dizer que tinha lido um livro “igual” ao dele.

Em nota, a Editora Objetiva afirmou estar consultando advogados a respeito da questão. “Diante da natureza das questões levantadas sobre essas duas obras, vamos iniciar uma avaliação interna da eficácia de nossos processos de análise de originais recebidos.”

“Corações Descontrolados” vendeu 50 mil exemplares. Em novembro, sofreu alterações nos trechos onde foi detectado plágio. “Mentes Ansiosas”, cujas vendas foram suspensas em outubro, chegou a vender 200 mil exemplares.

Procurada, a psiquiatra não foi localizada nem em sua clínica nem por intermédio da assessoria de imprensa, que não respondeu aos recados deixados pela Folha.

O advogado Sydney Limeira Sanches, que representa Ana Beatriz, declarou nesta sexta (1º) que a decisão da Objetiva não tem fundamento. “Hoje está sendo comercializada uma versão que não tem nenhuma referência com o que está sendo reivindicado pela dra. Ana Carolina Barcelos Cavalcante Vieira”. Ainda segundo ele, Ana Beatriz não dará entrevistas sobre o assunto. (mais…)

Livros de Elio Gaspari sobre a ditadura militar serão relançados por nova editora

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Publicado por Portal Imprensa

Os quatro livros sobre a ditadura militar produzidos pelo jornalista Elio Gaspari vão mudar de editora, informou a Folha de S.Paulo, nesta quinta-feira (10/1). Publicados pela Companhia das Letras entre 2002 e 2004, as obras “A Ditadura Envergonhada”, “A Ditadura Escancarada”, “A Ditadura Derrotada” e “A Ditadura Encurralada” foram comprados pela Intrínseca.

Jornalista ainda escreve o último livro da série sobre a ditadura (Crédito:Divulgação)

Jornalista ainda escreve o último livro da série sobre a ditadura (Crédito:Divulgação)

A negociação foi anunciada pelo jornal O Globo, na última quarta (9/1), e envolve também o quinto volume da série, uma das mais prestigiadas sobre a história recente do Brasil. A obra, que deve se chamar “A Ditadura Acabada”, mas ainda está sendo escrita e não tem previsão de lançamento.

Ele começará com a queda do então ministro do Exército Sylvio Frota, em outubro de 1977, e abordará essencialmente o último ano do governo de Ernesto Geisel. O governo de João Figueiredo, que encerra o regime militar, será descrito com menos detalhes do que os anteriores.

Mudança
Segundo a Folha, Gaspari tomou a iniciativa por conta de desentendimentos recentes com a direção de sua atual editora. O editor da Companhia das Letras, Luiz Schwarcz, afirmou que foi uma decisão do autor. “Não houve nenhum problema digno de nota. Lamentamos a sua saída”, disse.

Com a mudança, o jornalista também deixará a coleção “Perfis Brasileiros”, que ele coordenava com a antropóloga e historiadora Lilia Moritz Schwarcz, mulher de Luiz e sócia da editora.

Além da Intrínseca, a editora Objetiva também concorria pela série, negociada pela agente literária Lucia Riff. Os valores envolvidos na negociação não foram divulgados.

Os quatro volumes iniciais da série, que atingiram os 350 mil exemplares vendidos, serão reeditados em 2014. Poucos trechos deverão ser alterados de maneira significativa. O autor incluirá, por exemplo, descobertas dos últimos anos sobre a Guerrilha do Araguaia, no sul do Pará.

Todos os títulos da série ganharão sua primeira versão eletrônica, com reprodução de documentos não incluídos na edição impressa. “Gaspari tem grande preocupação com o digital. O nosso projeto de e-books foi determinante para a negociação”, disse Jorge Oakim, publisher da Intrínseca.

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