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Editora lança coleção de livros “Antiprincesas” com histórias reais de mulheres inspiradoras

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Publicado no Hypeness

As meninas de hoje conhecem tantas histórias de princesas que muitas vezes acabam pensando que são uma delas. Mas não seria genial se essas pequenas mulheres também fossem apresentadas às histórias de vida de mulheres inspiradoras e pioneiras? Essa é a proposta de uma nova coleção de livros infantis.

Com o nome de “Antiprincesas“, a coleção já conta com dois livros publicados. O primeiro deles conta a história da artista Frida Kahlo, enquanto o segundo foi dedicado à chilena Violeta Parra. A proposta é continuar apresentando mais histórias sobre a vida de mulheres latino-americanas que foram protagonistas em suas áreas. Por isso, o terceiro livro será dedicado a Juana Azurduy, militar que participou nas lutas pela independência da América espanhola.

As publicações são da editora Chirimbote e os dois livros publicados são de autoria de Nadia Fink. Inspirar as meninas e mostrar que elas podem ser muito mais do que princesas é um dos motes da coleção, que busca mostrar um modelo de mulher bem diferente do que é estereotipado pelas princesas da Disney. O único porém é que os livros ainda não estão disponíveis em português.

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Todas as fotos: Chirimbote.

Preso envia carta à editora com pedido de exemplar de livro

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Anthony Steffen, ator brasileiro, cuja biografia foi solicitada pelo preso à editora. Wikimedia Commons

Anthony Steffen, ator brasileiro, cuja biografia foi solicitada pelo preso à editora. Wikimedia Commons

 

Cristina Luckner, no Quem Inova

Uma boa história de bangue-bangue é capaz de nos fazer viajar para os cenários do velho oeste com seus duelos entre pistoleiros, saloons e a imagem dos rolos de feno dançando com o vento sobre o chão de terra. Era nesse cenário que um detento da penitenciária de Araraquara entrava quando abria o exemplar do livro “Anthony Steffen, a saga do brasileiro que se tornou astro do bangue-bangue à italiana”. O livro é a biografia do brasileiro Antonio Luiz de Teffé, ator de filmes westerns spaghetti, sucesso no Brasil e no mundo.

O detento, porém, não sabe como termina a história de seu ídolo. O exemplar havia sido emprestado por um companheiro de cela que foi transferido de presídio e levou a obra na bagagem, sem que ele pudesse terminar a leitura. Foi então que o rapaz, condenado a sete anos de prisão por tráfico de drogas (e que fazia isso por conta do vício, como ele narra), resolveu enviar uma carta à Matrix Editora com a solicitação de doação de um exemplar do livro. Na carta, o detento pede também “Bem-vindo ao inferno”, porque ficou sabendo do livro, e muitos presos se interessam em conhecer mais detalhes da luta de Vana Lopes – essa “mulher de fibra” nas palavras do remetente – para prender Roger Abdelmassih.

“Estou enviando a doação. O rapaz ainda tem dois anos de pena a cumprir. Já livre do vício, como ele conta, e com muita leitura, sei que será uma pessoa a mais para construir uma sociedade melhor”, diz Paulo Tadeu, editor da Matrix. Obrigada, Paulo. A gente também concorda que, com muita leitura, ele poderá contribuir para essa sociedade melhor, que todos desejamos.

Arquivo pessoal/Paulo Tadeu

Arquivo pessoal/Paulo Tadeu

 

Arquivo pessoal/Paulo Tadeu

Arquivo pessoal/Paulo Tadeu

Cosac Naify terá parte de catálogo de livros publicado pela Cia. das Letras

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Acordo entre editoras foi anunciado nesta segunda-feira (21).
Cosac Naify anunciou fim de atividades no fim de novembro.

Publicado no G1

'Barroco de lírios', 1º livro da Cosac Naify (Foto: Divulgação/Cosac Naify)

‘Barroco de lírios’, 1º livro da Cosac Naify
(Foto: Divulgação/Cosac Naify)

A editora Companhia das Letras anunciou nesta segunda-feira (21) que entrou em um acordo para publicar parte do catálogo de livros da Cosac Naify, que revelou no fim de novembro que irá encerrar suas atividades.

A parceria será focada em títulos nas áreas da ficção literária, clássicos, antropologia e literatura infanto-juvenil, de acordo com nota publicada no site da Companhia das Letras.

A lista final de livros, no entanto, não foi divulgada ainda porque depende de acordos entre autores e detentores de direitos autorais, “processo este ainda em curso”, segundo a Companhia.

A nota diz ainda que o nome Cosac Naify será usado até dezembro de 2016 para a edição de cinco livros de artes.

Fim da Cosac
A editora Cosac Naify, conhecida por livros de arte, clássicos da literatura e pelo design e acabamento sofisticados, anunciou no começo de dezembro que irá encerrar as atividades. Ainda não está definida uma data para o fechamento da Cosac Naify, fundada em 1997 por Charles em sociedade com o empresário americano Michael Naify.

Em comunicado enviado a funcionários, Cosac afirmou: “A editora não está falindo, mas encerrando, e esse é um direito que me cabe”. Em outro trecho, ele escreveu: “Todas as medidas possíveis foram tomadas, mas elas não foram suficientes”.

Catálogo
O primeiro livro da Cosac Naify foi “Barroco de lírios”, do artista plástico Tunga. Lançada em 1997, a obra tinha 200 ilustrações e mais de dez tipos de papel. Havia ainda “recursos como uma a fotografia de uma trança que, desdobrada, chegava a um metro de comprimento”, descreve o site da editora.

A partir dali, a casa virou referência em livros de artes plásticas, com mais de cem títulos no segmento. Editou ainda obras sobre cinema, dança, moda, fotografia e arquitetura.

Livros infantis e clássicos da literatura também fazem parte do catálogo da Cosac, que publicou “Os miseráveis”, “Anna Kariênina” e “Moby Dick”, por exemplo.

Prêmio
O anúncio do encerramento das atividades da Cosac Naify aconteceu no mesmo dia em que um autor da casa ganhou o Prêmio São Paulo de Literatura 2015, o que distribui o maior valor em premiação no país.

No dia 30 de novembro, na Biblioteca do Parque Villa-Lobos, em São Paulo, o escritor potiguar Estevão Azevedo ganhou R$ 200 mil pelo romance “Tempo de espalhar pedras”, lançado em 2014.

Detalhe do livro 'Barroco de lírios', de Tunga, primeiro título editado pela Cosac Naify, que saiu em 1996 (Foto: Divulgação/Cosacnaify)

Detalhe do livro ‘Barroco de lírios’, de Tunga, primeiro título editado pela Cosac Naify, que saiu em 1996 (Foto: Divulgação/Cosacnaify)

27 livros da Cosac Naify que toda criança merece conhecer

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Imagem do livro Onda (Foto: Divulgação)

Imagem do livro Onda (Foto: Divulgação)

Aryane Cararo, na Crescer

A notícia de que a editora Cosac Naify vai fechar em dezembro me deixou muito triste esta semana. Ela me fez pensar sobre tudo o que a editora representou e representa para a literatura infantil e a falta que vai fazer, com seus livros lindos e ótimos autores. Por isso, decidi fazer a minha lista de livros fundamentais da editora, com aqueles que mais gosto, e que as crianças certamente vão gostar. Muitos ficaram de fora, por esquecimento ou porque eles não tocam tanto meu coração. Você pode dar aqui sua contribuição também!

Espelho, Onda e Sombra: são três livros-imagem da coreana Suzy Lee, que merecem ser lidos juntos porque brincam com o formato da obra. E são recheados de poesia, imaginação e fantasia.

Onde Vivem os Monstros: obra-prima do americano Maurice Sendak, que lida com a imaginação, a rebeldia infantil e a liberdade tão desejada. A editora tem ainda outros livros muito bons do autor.

Parque de Diversões em Pijamarama: neste livro, a magia acontece! Basta movimentar a lâmina plástica de tiras pretas sobre as ilustrações para um parque inteiro começar a se mexer. Essa ilusão de movimento é um resgate de uma técnica antiga conhecida como ombro-cinéma, que foi resgatada pelos autores Michaël Leblond e Frédérique Bertrand. É de cair o queixo das crianças.

Ter um Patinho é Útil: a argentina Isol apresenta não só um formato diferente neste livro-sanfona, mas uma proposta que desafia o leitor a se colocar no lugar de um pato de um menino e também do pato de borracha – cada lado traz um ponto de vista dessa relação.

Contos de Lugares Distantes: o australiano Shaun Tan sabe como poucos brincar com o realismo fantástico em suas obras – e despertar a imaginação e a fantasia em quem lê. Nelas, máquinas malucas e criaturas estranhas parecem naturais.

Imitabichos: este livro tem uma proposta muito ousada: suas ilustrações são as esculturas em papel feitas pelo construtivista russo Aleksandr Ródtchenko. O artista atendeu ao pedido do amigo, o autor Serguéi Tretiakóv, que escreveu poemas sobre como recriar os bichos, depois de ver os próprios filhos brincando de imitar os animais.

Pato! Coelho!: tire suas próprias conclusões sobre o bicho que está ilustrado nesta obra da americana Amy Krouse Rosenthal.

Ah, se a Gente Não Precisasse Dormir! e O Livro da Nina Para Guardar Pequenas Coisas:
duas obras-primas do americano Keith Haring. Na primeira, as crianças comentam os quadros do artista, e as respostas são de uma criatividade ímpar, na segunda, que mais parece um diário, a criança pode interagir a cada página de acordo com a proposta do autor – desenhando, pintando, colando, escrevendo…

Meu Vizinho é um Cão: não bastasse a beleza do visual com as ilustrações da portuguesa Madalena Matoso, a história de Isabel Minhós Martins, também portuguesa, é muito boa. Trata das diferenças entre as pessoas, o que compõe a individualidade e a estranheza que isso pode provocar.

Alice no País das Maravilhas: em versão integral, este clássico de Lewis Carroll tem um dos mais diferentes e belos visuais dentre todas as obras dedicadas a Alice: o artista paulista Luiz Zerbini criou cenários com cartas de baralho, que depois foram fotografados.

O Pato, a Morte e a Tulipa: um dos livros mais sensíveis e lindos que falam sobre a morte e as coisas boas (e simples) da vida. Não tem como se manter indiferente com essa maravilha do alemão Wolf Erlbruch.

O Dariz: a história de um nariz entupido, inspirada no conto (mais…)

Referência no mercado por livros de arte de luxo, Cosac Naify fecha as portas

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Antonio Gonçalves Filho, no Estadão

Quase 20 anos após seu nascimento, a editora Cosac Naify chega ao fim por decisão de seu fundador, o editor Charles Cosac. Ele comunicou seu fechamento em entrevista exclusiva ao Estado, nesta segunda-feira, 30, à tarde, em sua casa, justificando-o não por causa da crise econômica atual – que também pesou, mas nem tanto como as dificuldades em seguir adiante no caminho traçado por ele em 1996. “Só o meu desejo de que ela existisse não justificaria a manutenção da editora, cujos projetos culturais se encontram ameaçados neste momento”, resume. Com 1.600 títulos no catálogo, de clássicos como Tolstoi a monografias de artistas, passando por romancistas estrangeiros como Enrique Vila-Matas e Valter Hugo Mãe, a Cosac Naify surgiu como editora com o livro Barroco de Lírios, de Tunga, e vai encerrar sua história também com um livro do artista pernambucano, ainda em preparo.

Cosac comunicou nesta segunda-feira, 30, sua decisão aos funcionários da empresa, após conversar com seu sócio, o empresário norte-americano Michael Naify, que apoiou sua iniciativa. Em situação deficitária pelo alto investimento que demandam seus projetos editoriais, alguns com produção gráfica sofisticada e sem garantia de retorno financeiro, a Cosac Naify tentou, segundo seu fundador, criar fórmulas que cobrissem os prejuízos dessas edições especiais, mas a situação do mercado não ajudou. “Somos uma editora cult, cujos livros são destinados a professores acadêmicos e estudantes de arte, e não gostaria de ver nossa linha editorial desvirtuada”, justificou.

Uma dessas fórmulas foi criar coleções de literatura com obras que estão em domínio público, como as de Tolstoi, até hoje um dos best-sellers da editora. “Mas não queria fazer o que outras editoras já fazem.” Seu interesse inicial, como um editor que estudou e coleciona obras de arte, era produzir monografias para divulgar a produção contemporânea brasileira, como a mais recente, dedicada à artista carioca Elizabeth Jobim, lançada há um mês, cuja produção foi pessoalmente cuidada pelo editor.

“Eu vejo a editora se descaracterizando, se afastando daquilo que fez dela tão querida, e prefiro encerrar as atividades a buscar uma solução que possa comprometer seu passado”, diz, referindo-se a uma possível fusão com grupos editoriais poderosos, como tem sido frequente no mercado. Como exemplo de uma coleção difícil de ser considerada por editoras mais comerciais, ele cita a dedicada ao crítico Mário Pedrosa, que só teve três volumes lançados dos sete planejados com a obra crítica e ensaística daquele que é considerado uma referência da arte brasileira.

Cosac lembra que teve dificuldades para manter outras coleções, como as de Murilo Mendes e Jorge de Lima. Para publicar títulos de difícil consumo, ele tentou investir ainda mais nos clássicos de literatura, lançando recentemente as Novelas Exemplares de Cervantes, obras que, a exemplo dessa, poderiam, eventualmente, permitir a publicação de outras, de interesse restrito. “Como disse, não criei a editora para recauchutar obras em domínio público”, observa. “Quero que ela termine como começou, não gostaria que ela entrasse em decadência.”

Desde os primeiros anos da Cosac Naify, o editor valorizava a reimpressão de obras que considerava de interesse acadêmico, mesmo sem retorno financeiro. Publicou, por exemplo, os principais títulos de Lévi-Strauss e do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, mantendo-os em catálogo. No momento em que declara o fechamento da editora, ele afirma que pretende “perpetuar” de forma generosa essa tradição. “Não podemos deixar que esse legado morra e, naturalmente, vamos fazer o possível para que esses livros sejam publicados por outras casas editoriais.” Será como uma contribuição pessoal sua. “Não vou tentar dizer que essas séries são minhas”, adverte. “Não estou vendendo aquilo que a gente construiu.”

Quando Cosac fala no plural, ele está se referindo aos editores e colaboradores que contribuíram para o êxito da editora, cujos autores aparecem sempre nas listas dos principais prêmios literários do Brasil, entre eles o São Paulo de Literatura, que premiou ontem como melhor romance de 2014 o livro de Estevão Azevedo, Tempo de Espalhar Pedras, desbancando autores veteranos como Chico Buarque (leia mais na página C7). “Esse esforço não morre com o fechamento da editora, que não consegue viver da literatura que publica, apesar dos nomes que estão em nosso catálogo, como Zambra, Tabucchi e tantos outros.” Há exceções que, chegam a ser considerados best-sellers diante do fraco desempenho dos títulos de arte e arquitetura no mercado, edições luxuosas dirigidas a estudantes ou especialistas. Dois autores dos quais a editora lançou quase toda a obra são o espanhol Vila-Matas e o português Valter Hugo Mãe, amigo pessoal do editor, ambos com público cativo no Brasil

Cosac esclarece que pretende tratar cada caso individualmente ao encerrar as atividades da editora. “Cada livro é um livro e falaremos com cada autor”, adianta, valendo o mesmo para fornecedores e demais pessoas envolvidas no processo. A editora, que mantinha 110 pessoas em sua equipe no começo do ano, foi reduzida à metade com os cortes realizados por causa do ajuste à realidade do mercado. “Tínhamos uma estrutura caseira e a editora cresceu demais.” Ele diz que sempre deu liberdade aos editores, que não concordava com todos os títulos publicados, mas que incentiva projetos mesmo nesses casos. “Ela deixou essa estrutura caseira e se tornou acadêmica, sobretudo após a entrada do Augusto Massi, que criou escola.”

A editora não está em processo de falência, garante Cosac. “Do capital investido, cerca de R$ 70 milhões, nunca recebi um tostão de volta”, revela. Ao contrário. As perdas, diz, somam o dobro disso. “Mas não estou culpando ninguém, nem a Dilma nem a alta do dólar”, acrescenta. Apenas não se pode manter uma editora, segundo ele, vendendo meia dúzia de títulos como foi o caso da coleção de arte da Yale University, que lançou logo no início, quando não tinha experiência como editor, ou as edições experimentais, múltiplos de luxo numerados que não deram certo num país sem essa tradição.

“Para mim, o balanço foi positivo, pois conheci autores que não conhecia, publiquei outros que amava, como Goncharov, mas lamento não ter editado a obra de Bataille a Artaud.” Quem sabe alguém ainda o convença a fazer isso.

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