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Posts tagged Editoras Brasileiras

Autores revelados pelo Wattpad, rede social literária, atraem a atenção de editoras brasileiras

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Nomes como Anna Todd, de ‘After’, chegam às livrarias do país após alcançarem até um bilhão de visualizações

Livros publicados na rede social Wattpad ganham páginas impressas - Arte: André Mello

Livros publicados na rede social Wattpad ganham páginas impressas – Arte: André Mello

Liv Brandão em O Globo

RIO – Anna Todd era uma pós-adolescente recém-casada, que não sabia bem o que queria da vida. Ávida leitora, a americana descobriu numa rede social gratuita com foco em celulares e tablets a solução para o tédio atrás do balcão da loja em que trabalhava. Com o Wattpad, pegou gosto pelas histórias escritas pelos próprios usuários, publicadas em pequenos capítulos, geralmente semanais, formatadas para serem lidas em pequenas telas. Um belo dia, começou ela mesma a escrever e dali saiu uma fan fiction cujos personagens eram os integrantes da boy band One Direction transportados para uma universidade, com um leve toque erótico, formatado para adolescentes. De repente, boom. “After”, sua primeira trilogia, teve mais de um bilhão de visualizações e seis milhões de comentários no aplicativo, arrebanhando uma legião de fãs (outra de detratores) e, claro, chamando a atenção de grandes editoras do mundo todo e dos estúdios de cinema — a trama será adaptada pela Paramount.

No Brasil, “After” acaba de sair assim, com o título em inglês mesmo (a pedido das fãs de Anna), pelo selo Paralela, da Companhia das Letras. Chega às livrarias com 50 mil cópias, tiragem de best-seller, e a marca do Wattpad na capa. A versão impressa foi revisada, reformatada e ganhou trechos exclusivos, que apimentam a relação do protagonista (no papel, ele deixou de ser uma ficcionalização do cantor Harry Styles, rebatizado de Hardin Scott, como será no filme). A segunda parte será lançada em janeiro, a terceira em fevereiro e a quarta em março, seguindo a estratégia do mercado internacional.

A americana Anna Todd, autora de 'After' - Divulgação

A americana Anna Todd, autora de ‘After’ – Divulgação

Mercado esse que está atento para absorver outros talentos surgidos na plataforma. A galesa Beth Reekles, que publicou “The kissing booth” na rede social quando tinha apenas 15 anos, entrou na lista de adolescentes mais influentes de 2013 da “Time”. Por aqui, já foram lançadas a paulistana Lilian Carmine (“Lost boys”, Leya), a sul-mato-grossense Camila Moreira (“O amor não tem leis”, Objetiva) e a americana Laurelin Paige (“Por você”, Rocco). Em 2015, é a vez da carioca Nana Pauvolih (“A redenção do cafajeste”, Rocco), em fevereiro; da pernambucana Mila Wander (“O safado do 105”, Planeta), em março; e do inglês Taran Matharu (“The summoner”, ainda sem título em português, Galera Record), em maio. Os gêneros vão da ficção adolescente à ficção erótica, passando pela fantasia.

— Comecei a escrever fan fiction porque amava ler isso. Ser escritora era um sonho que eu nem sabia que tinha até começar. Quando publiquei o primeiro capítulo, nem fazia ideia de que alguém iria lê-lo, muito menos esperar que a coisa toda ficaria tão grande — conta Anna Todd, hoje com 25 anos, que escreveu “After” pelo diminuto teclado do celular pela facilidade de poder fazê-lo em qualquer lugar, e chegou às editoras tradicionais graças à equipe do Wattpad, que funcionou como um agente literário. — Quando vi as contas falsas nas redes sociais se comunicando como se fossem os personagens do livro pensei: “uau, os fãs realmente amam esses caras!”.

VERSÃO “BAUNILHA” DE “50 TONS”

A devoção dos fãs é fator essencial nessa onda. Graças ao empenho dos leitores em acompanhar as histórias, comentando e sugerindo modificações, os autores do Wattpad acabam ganhando edição gratuita, feita pelo principal alvo da indústria de best-sellers. A participação, por sua vez, faz com que os leitores se sintam responsáveis por aquela obra.

— De certa forma, estou surpresa por ver tantos fãs comprando um livro que já leram, mas eles sempre foram tão apaixonados pela história que me parece que querem ter uma peça sólida para poder pegar com as mãos — justifica Anna, que recebe, diariamente, uma enxurrada de vídeos e fotos dos fãs posando com o livro, uma versão “baunilha” de “50 tons de cinza”, como a própria autora define.

O escritor inglês Taran Matharu, autor de 'The summoner' - Divulgação

O escritor inglês Taran Matharu, autor de ‘The summoner’ – Divulgação

Acessível a qualquer pessoa com um computador (ou smartphone, ou tablet…) com conexão com a internet, o Wattpad é uma rede social como qualquer outra, reunindo autores com trajetórias diversas. Um dos mais aclamados é o inglês Taran Matharu, filho de um indiano e de uma brasileira. Bem diferente de Anna, que caiu nessa de paraquedas, o jovem de 23 anos sempre escreveu, mas guardava suas histórias para si. Quando começou a publicar “The summoner”, saga fantástica com elementos de “Harry Potter”, “Pókemon”, “O Senhor dos Anéis” e videogames como “Skyrim”, prometeu publicar um capítulo por dia e, no fim de um mês, já tinha cem mil leitores. No único dia em que resolveu tirar folga (era seu aniversário), levou bronca dos fãs. Isso o encorajou a dar passos maiores. Na época, Matharu estagiava no departamento de vendas digitais da Penguin Random House, uma das principais editoras do mundo.

— Perguntei para o meu então chefe quem eram os melhores agentes do Reino Unido. Mandei mensagem para seis deles pelo Facebook mostrando meus números no Wattpad e três horas depois um deles me ofereceu representação. O livro nem estava pronto quando fechamos o contrato — conta Matharu, arranhando o português, e frisando que, apesar da boa relação que mantém com o Wattpad, o aplicativo não intermediou sua publicação por editoras tradicionais. — Minha primeira oferta veio do Brasil, e meu livro foi para leilão em Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, além de ser vendido na Espanha, na França e na Polônia. Até agora, foram mais de cinco milhões de visualizações.

Para agradecer aos leitores pelo apoio, Matharu está publicando no Wattpad um adendo à sua trilogia, contando a história anterior à de seu primeiro livro.

A carioca Nana Pauvolih escrevia há 25 anos, mas só começou a tornar suas histórias públicas há três, quando ficou viciada em autopublicação. Professora de História e Filosofia, chegou a reduzir sua carga horária para se dedicar à escrita, publicando sua literatura erótica em blogs e grupos do Facebook.

CONEXÕES E CONCURSO

Nana começou a tirar uns trocados com a venda de e-books na Amazon, e chegou ao Wattpad em busca de mais visibilidade.

— No começo, não entendia os métodos de divulgação, mas a própria comunidade me ensinou as técnicas. Em menos de um mês, tive 700 mil acessos — explica Nana, que costuma remover os capítulos do Wattpad depois de um tempo para estimular a venda dos e-books. Mesmo assim, a série “Redenção” teve mais de um milhão de acessos na plataforma, e o terceiro livro ainda está na metade. Atualmente, ela está licenciada do magistério e se dedica apenas a escrever.

Para Allen Lau, CEO do Wattpad, o alcance dos autores em outras mídias é benéfico para todos, inclusive para a rede.

— O Wattpad nasceu como um meio de dar às pessoas a chance de ler em qualquer lugar, bem como de permitir com que qualquer um compartilhasse conteúdo original. É um espaço em que escritores podem se expressar, testar ideias e se conectar com outros escritores e leitores — explica Lau. — Estamos orgulhosos de ter wattpadders reconhecidos dentro e fora da plataforma. Temos projetos que ajudam editores a conectar seus autores aos fãs, além de descobrir novos autores como o concurso que fizemos com a (editora) Harlequin, “So you think you can write” (“então você acha que pode escrever”, paródia de um reality show popular no Reino Unido).

Editoras mais populares no Facebook (8)

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facebook-logo

Sérgio Pavarini

‘Eu ainda estou aqui.’ Esse foi o texto que Anna Stoehr datilografou em uma máquina antiga e enviou para Mark Zuckerberg. A americana completou 114 anos no domingo (12) e precisou mentir a idade para criar sua conta no Facebook. A opção de ano de nascimento mais antiga na rede é “1905” e ela nasceu em 1900.

Esse caso curioso ilustra como o público das redes sociais alcança todas as faixas etárias. A inclusão digital crescente vai ampliar ainda mais o contingente gigante de pessoas.

Novidade no Facebook. Depois de testar por quase dois meses o uso de “stickers” nos comentários, a rede anunciou nesta semana a adoção em definitivo das imagens animadas que já são utilizadas no serviço de mensagens instantâneas. Para quem estava com saudades da poluição animação do Orkut, fica a dica.

A nova edição do ranking das editoras no Facebook não traz nenhuma alteração nas posições. O grande destaque é a Chiado ter cruzado a marca de 2 milhões de likes, dançando um fado no pódio. 🙂

Mês que vem tem mais. Sucesso a todos.

 

#1:   2.003.000 Chiado

#2:      783.000 Intrínseca

#3:      680.000 Saraiva

#4:      609.000 Record

#5:      454.000 Arqueiro

#6:      422.000 Rocco

#7:      396.000 Cia das Letras

#8:      309.000 Novo Conceito

#9:      204.000 Darkside Books

#10:    193.000 Sextante

#11:    175.000 CPAD

#12:    166.000 Casa Publicadora

#13:    163.000 Leya Brasil

#14:    160.000 Impetus

#15:    153.000 Universo dos Livros

#16:    144.000 Suma de Letras

#17:    137.000 Mundo Cristão

#18:    126.000 L&PM Editores

#19:    118.000 Galera Record

#20:    114.000 Hagnos

Não ficção para jovens é um dos destaques da Feira de Frankfurt

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Visitantes chegam à feira de Frankfurt, que foi aberta com discursos dos presidentes da Alemanha e da Finlãndia, cujo país é homenageado deste ano (Foto: Daniel Roland/AFP)

Visitantes chegam à feira de Frankfurt, que foi aberta com discursos dos presidentes da Alemanha e da Finlãndia, cujo país é homenageado deste ano (Foto: Daniel Roland/AFP)

Roberta Campassi, na Folha de S.Paulo

Uma tendência notada na Feira do Livro de Frankfurt, maior evento editorial do mundo, que acabou no domingo (12), foi o aumento no número de obras de não ficção para jovens –público que já abocanha enorme fatia do mercado com livros de ficção.

Muitas dessas obras são adaptações de livros adultos –biografias, autoajuda, história– para os leitores jovens.

Nos EUA, alguns exemplos são a versão juvenil de “Invencível”, de Laura Hillenbrand, e de “O Poder dos Quietos”, de Susan Cain.

No Brasil, um sinal do interesse dos jovens adultos na não ficção foi a volta de “O Diário de Anne Frank” às listas de livros mais vendidos —tudo porque no romance “A Culpa É das Estrelas”, de John Green, os personagens vão ao museu Casa de Anne Frank.

“Quem compra o Diário’ é o mesmo jovem que lê ficção. É um público voraz”, afirma Bruno Zolotar, diretor de marketing da Record.

Na feira, a Record adquiriu o infantil “Malala, a Brave Girl from Pakistan/Iqbal, a Brave Boy from Pakistan”, de Jeanette Winter. A Companhia das Letras tem a versão juvenil de “Eu Sou Malala”, da Nobel Malala Yousafzai.

Para o público adulto, houve disputa maior por literatura de qualidade, na avaliação de Otávio Marques da Costa, publisher da Companhia. Provam isso as negociações concorridas de “The Girls”, de Emma Cline, e “Fates and Furies”, de Lauren Groff. Ambos ficaram com a Intrínseca.

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Frankfurt em números

270 mil
foi o número de visitantes, ante 275 mil no ano passado, a menor visitação em seis anos; para editores, a comunicação via internet reduz ano a ano a importância de encontro

58 editoras brasileiras
participaram do evento, ante cerca de 170 em 2013, quando o Brasil foi o país convidado da feira

US$ 2 milhões
é, segundo especulações do mercado, o valor pelo qual a Random House adquiriu a trilogia literária “The Girls”, da estreante Emma Cline, que aqui ficou com a Intrínseca

Catálogo digital de editoras mais que dobrou em 2012

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Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

O ano que está acabando vai entrar para a história como aquele em que as grandes editoras brasileiras enfim descobriram o livro digital.

Foi um longo percurso desde 2009, quando a Zahar se tornou a pioneira entre as grandes no segmento –àquela altura só com títulos em PDF, formato simples que hoje as empresas rejeitam.

Com a iminência da estreia das lojas da Amazon, do Google e da Apple, concretizada neste mês, as editoras trataram de multiplicar seus catálogos digitais em 2012.

A Saraiva, que em dezembro de 2011 vendia 6.500 e-books nacionais, agora oferece 15 mil, média similar à de suas novas concorrentes.

Folha consultou 12 das maiores editoras do país sobre a evolução de seus catálogos. Sete delas (Globo, Sextante, LeYa, Companhia das Letras, Intrínseca, Objetiva e Novo Conceito) mais que dobraram seu número de títulos digitais em 2012 –a Companhia triplicou, de 200 para 600.

A Zahar, que começou antes, é a editora com maior parcela de títulos convertida, 547 de um total de 849 (64%). A LeYa vem em seguida, com 150 de seus 280 títulos (54%).

Será mais difícil para casas de catálogo rechonchudo como a Record, que, apesar do bom número bruto –388 obras em e-books–, só converteu 5% dos 7.500 que compõem seu portfólio.

Outra novidade foi que em 2012 as editoras passaram a lançar títulos nos dois formatos sempre que o contrato permite, em vez de reservar o digital para casos isolados.

O faturamento com o digital não costuma passar de 2% do total, mas há exceções. Com só um quarto de seu catálogo convertido (293 de 1.200 títulos), a Objetiva diz que os e-books já rendem 4% de seu faturamento total.

Esse número foi impulsionado por obras como “O Poder do Hábito”, de Charles Duhigg. Em dez semanas, foram 1.435 e-books -número que não faria feio nem se se referisse a livros impressos.

No mesmo período, o título teve 13.958 cópias vendidas na versão em papel. Ou seja, a comercialização do e-book equivaleu a mais de 10% da impressa, um caso raro.

O desafio agora é lidar com preços. Na estreia da Amazon no Brasil, predominaram entre os mais vendidos editoras independentes, com e-books a menos de R$ 5 –a KBR pôs todos a R$ 1,99. A maioria dos e-books das grandes editoras custa de R$ 20 a R$ 30.

Editoria de Arte/Folhapress

Grupo Editorial Record compra a editora Paz e Terra

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Publicado originalmente na Folha de S.Paulo

O Grupo Editorial Record anunciou na noite desta quinta (20) a compra da editora Paz e Terra.

A nova editora se junta aos 14 selos e editoras que já compõem o grupo: Record, Civilização Brasileira, José Olympio, Bertrand Brasil, Difel, Galera, Galera Record e Galerinha, Verus, Best Seller, Best Business, Nova Era, Best Bolso e Viva Livros.

A Paz e Terra é conhecida principalmente pelas edições de ciências humanas e sociais. Seu catálogo inclui mais de 1.200 títulos e de 500 autores, entre eles Paulo Freire, Norberto Bobbio, Eric Hobsbawm, Celso Furtado e Kenneth Maxwell.

“A Paz e Terra faz parte da tradição das grandes editoras brasileiras e é uma importante instituição da história e da cultura nacionais, como a José Olympio e a Civilização Brasileira, que já integram o nosso grupo”, divulgou Sergio Machado, presidente do Grupo Editorial Record, em nota à imprensa.

Segundo ele, era um desejo antigo seu e de Fernando Gasparian, fundador da Paz e Terra, unir os catálogos.

“Meu pai estaria muito feliz em saber que a Paz e Terra se incorporou ao Grupo Record, um grupo editorial brasileiro independente que investe na cultura nacional”, disse Marcus Gasparian, diretor da Paz e Terra.

A Record, que completou 70 anos neste mês, é o maior grupo brasileiro entre as editoras que publicam livros de interesse geral. Tem hoje mais de 6.500 títulos e 4.000 autores nacionais e estrangeiros em catálogo.

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