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Bienal do Livro de São Paulo atrai 684 mil visitantes em dez dias

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Público da 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo passa pelo Pavilhão de Exposições Anhembi neste sábado (3) (Foto: Divulgação)

Público da 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo passa pelo Pavilhão de Exposições Anhembi neste sábado (3) (Foto: Divulgação)

 

Evento terminou no domingo com público menor que nas últimas edições.
Organização esperava receber 700 mil pessoas no Anhembi.

Publicado no G1

A 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo terminou neste domingo (4) com público de 684 mil visitantes em dez dias, sendo 118 mil alunos de 1,71 mil escolas.

O número total está abaixo das 700 mil pessoas esperadas pela organização no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Também é inferior ao registrado nas duas últimas edições: 750 mil em 2012 e 720 mil em 2014.

O investimento da Bienal do Livro de SP 2016 foi de R$ 34 milhões, o mesmo de 2014, informa em nota a organização. Ao todo, participaram 388 autores: 370 brasileiros e 18 estrangeiros. Os destaques foram os best-sellers internacionais e os youtubers brasileiros (como Kéfera Buchmann e Jout Jout).

Com o tema “Histórias em todos os sentidos” e extensa variedade de debates (sessões de autógrafos, apresentações de música e teatro, exposições, programa para crianças e atividades que iam da gastronomia ao rap e ao repente), a Bienal do segiu a proposta de 2014: ser mais que feira de livros para comprar obras com desconto.

O evento teve ainda 280 expositores, representando 650 selos. Desses, 35 eram internacionais, vindos de Alemanha, China, Portugal e Itália.

Confira a programação completa da 24ª Bienal Internacional do Livro de SP

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Publicado na Exponews Brasil

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), chega à sua 24ª edição, com atrações multiculturais voltadas para celebrar a leitura. O evento que ocorre entre 26 de agosto e 4 de setembro de 2016, no Anhembi, reunirá as principais editoras, livrarias e distribuidoras, e trará ao público atrações exclusivas, com presença de autores nacionais e internacionais, lançamentos de livros, tardes de autógrafos, oficinas, brincadeiras e debates.

Em sua última edição, em 2014, a Bienal do Livro se reinventou, trazendo para o público um evento democrático, diverso e multicultural, indo muito além da “feira de livros”. Com o tema “Histórias em Todos os Sentidos”, este ano o evento reafirma esse posicionamento e convida o visitante a vivenciar as muitas histórias que a Bienal do Livro pode contar, de acordo com seus interesses.

“Existem várias Bienais dentro da Bienal do Livro e queremos que cada visitante descubra a sua. Para os mais cults, conversas com autores conceituados no Salão de Ideias, para os mais jovens, presença de best-sellers de literatura Young Adults na Arena Cultural; para os fãs de gastronomia, oficinas no Cozinhando com Palavras; para as crianças, muita diversão e literatura infantil no Espaço Mauricio de Sousa e BiblioSesc, e por aí vai” afirma Luiz Antônio Torelli, presidente da CBL.

Para a criação da programação cultural, além da própria Câmara Brasileira do Livro, o evento contará novamente com a curadoria do SESC São Paulo e do Itaú Cultural. Juntas, as instituições serão responsáveis pela programação do Salão de Ideias, que contemplará discussões atuais e de amplo interesse com escritores, pensadores e artistas, abordando temas de relevância social e cultural.

Na Arena Cultural, os visitantes terão o contato com autores de best-sellers, nacionais e internacionais, em bate-papos e palestras exclusivas. Nomes como Lucinda Riley, Ava Dellaira, Jennifer Niven, Amy Ewing, Tarryn Fisher e Marian Keyes estarão presentes nesse que é o maior espaço do evento.

Focado no público infantil, o Espaço Mauricio de Sousa trará diversas atividades interativas, com brincadeiras, teatro de fantoches, pinturas e desenho, além de uma exposição sobre os 80 anos do criador da Turma da Mônica.

O Auditório Edições Sesc São Paulo traz uma programação ligada ao universo do livro e conta com atividades interativas para crianças e adultos, encontros com youtubers, profissionais da área de edição, e apresentações de teatro e música. O SESC São Paulo também trará para o evento duas unidades móveis do BiblioSesc: Praça da Palavra e Praça da História, caminhões-biblioteca com uma programação que vai de contação de histórias a espetáculos de música e literatura, sempre buscando o prazer de ler e de ouvir uma boa narrativa.

Para os amantes da gastronomia, o Cozinhando com Palavras chega à sua 4ª edição na Bienal do Livro. Com curadoria do chef André Boccato, o espaço une culinária, literatura e cultura, em uma verdadeira gourmet experience, estilo sarau.

Para discussões sobre o setor editorial, o Espaço Ignácio de Loyola Brandão trará debates institucionais sobre temas como, direitos autorais, políticas públicas, lei brasileira de inclusão, produção e vendas no setor e a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. O espaço foi pensado e criado especialmente para homenagear o escritor que completa 80 anos esse ano, vencedor de vários Prêmios Jabuti e que recentemente foi agraciado com o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras.

Em parceria com a Câmara Cearense do Livro, o Espaço Cordel e Repente dá visibilidade a rica literatura regional, trazendo dois dos principais movimentos artísticos culturais do Nordeste, que também servem de inspiração para outras artes. O Espaço apresentará cordelistas e repentistas para debates e apresentações.

Os fãs também terão a chance de conhecer e pegar autógrafos de seus autores preferidos. Serão três espaços: a Arena de Autógrafos, que receberá os escritores da Arena Cultural, e a Área de Autógrafos 1 e 2 com autores convidados pelos expositores do evento. Para maior conforto do público, as senhas para autógrafos da Arena e da Área de Autógrafos serão distribuídas gradualmente pelo site da Bienal do Livro, dias antes do evento começar.

Além da programação multicultural, a Bienal do Livro quer trazer aos seus visitantes mais conforto e segurança. Este ano, a área de circulação será maior, com ruas mais largas de até 10 metros. Para receber as sessões de autógrafos, foram criados mais dois espaços, além da Arena de Autógrafos, que havia na última edição.

Marian Keyes

Marian Keyes

 

O evento será completamente acessível, com rampas de acesso em todo o pavilhão. A área de alimentação aumentou em 30%, além de carrinhos volantes e vending machines.

O evento conta ainda com 280 expositores, autores e editoras independentes. Entre os nomes confirmados estão: Grupo Autêntica, Companhia das Letras, Editora Cortez, Distribuidora e Edições Loyola, Editora Melhoramentos, Editora Moderna, Editora Novo Século, Panini, Grupo Record, Editora Rocco, Saraiva e Sextante.

Programação:

Arena Cultural BNDES
Participação de autores best-sellers, nacionais e internacionais, para bate-papos e palestras.

Entre os destaques internacionais da programação, estão a romancista Lucinda Riley, as autoras para Young Adults, Ava Dellaira e Jennifer Niven, Amy Ewing e Tarryn Fisher, a best-seller de “Melancia”, Marian Keyes e o autor de literatura infanto-juvenil Mac Barnet. Grandes nomes nacionais como Mauricio de Sousa, o historiador Leandro Karnal e o filósofo Mário Sérgio Cortella, além de youtubers que passaram para o universo literário como Kéfera, Jout Jout e Lucas Rangel.

Também estão confirmadas as presenças de: Leonardo Boff, Luiz Felipe Pondé, Iberê Thenório, Mariana Fulfaro, Jen Sterling, Isabela Freitas, Carina Rissi, Pam Gonçalves, Francisco Cuoco, Bruno Gouveia, Maju Trindade, Becky Albertalli, Bel e Fran, Megam Mawell, Raphael Draccon, Carolina Munhoz, ManyCandy, Chris Melo, PC Siqueira, Alexandre Matias, Thalita Rebouças, Paula Pimenta, Bruna Vieira, Babi Dewet e RezendeEvil.

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Cozinhando com Palavras
Com curadoria do chef André Boccato o espaço une gastronomia, literatura e cultura.

A programação trará o colombiano Dagoberto Torres, do restaurante Suri; Mauricio Schuartz, criador da Feirinha Gastronômica de São Paulo e apresentador do programa Chefs de Rua, do Canal Sony, o chef Jefferson Rueda, do tradicional A Casa do Porco e a chef Morena Leite, do renomado Capim Santo.

O espaço também trará: Angelo Sabatino Perrella, Myriam Castanheira Perrella, Luiz Farias, Patrícia Souto Maior, Raul Lody, Stevan Paul, Carlos Ribeiro, Tereza Paim, Paulo Machado, Ana Rita Dantas Suassuna, Alexandre Staut e Arcelia Gallardo.

Salão de Ideias SESC São Paulo e Itaú Cultural
Com curadoria CBL, SESC São Paulo e Itaú Cultural, o espaço trará discussões atuais com questões de relevância social e literatura.

Entre os destaques da programação estão: a ilustradora alemã Stefanie Harjes, trazendo uma conversa sobre imagem e texto na literatura; o economista Ladislaw Dowbor, refletindo sobre a economia brasileira atual; a historiadora e feminista Margareth Rago, abordando o feminino na literatura; e, o antropólogo Roberto Damatta e o filósofo Oswaldo Giacoia Junior, para discutir os referenciais éticos dos dias atuais.

O espaço também receberá para debates: Ignácio de Loyola Brandão, Kim Doria, Braulio Tavares, Martinho da Vila, Julio Medaglia, Angela Lago, Miriam Leitão, Sergio Amadeu de Oliveira, Conceição Evaristo, Jessé de Souza, Oswaldo Giacoia Junior, Wharrysson Lacerda, Luiz Bagolin, Tarcila Lucena, Vitor Caffagi, Alexandre Martins Fontes, Isabel Gretel María Eres Fernández, Dolores Prades, Paulo Markun, Arlene Clemesha, Reginaldo Nasser, Heródoto Barbeiro, Stefan Cunha Ujvari, Denise Bernizzi de Sant´Anna, Mary del Priore e Bruno Paes Manso.

Espaço Infantil Mauricio de Sousa e BIC – Programação dedicada ao público infantil.
As crianças poderão se divertir com atividades interativas no Espaço Infantil Mauricio de Sousa e BIC.

A área temática “No Mundo das Histórias em Quadrinhos” conta com 500 m² de atrações sobre o autor.
Os pequenos serão recebidos por uma Mônica de três metros de altura, além de um globo terrestre apontando a presença da Turminha no mundo. As crianças também poderão brincar no famoso escorregador de rolinhos, que marcou gerações no Parque da Mônica, parede de escalada, teatro de fantoches e espaço para colorir.

O espaço também terá uma atividade inovadora: o processo de personalização e produção de uma publicação. Os participantes poderão optar pela produção de um livro no valor de R$39,90 ou um pôster gratuito. Por meio de um toten interativo, o público poderá customizar um avatar que fará parte de uma história com a Turma da Mônica e imprimir a publicação. Para completar, a Exposição Mauricio 80’ trará uma linha do tempo com os melhores momentos da vida do ilustrador. Os fãs poderão comprar os lançamentos do autor e acompanhar o trabalho de artistas da Maurício de Sousa Produções em um estúdio montado especialmente para o evento.

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Historiador Leandro Karnal

 

BiblioSescs (Praça da Palavra e Praça da História)
Com curadoria do Sesc, os espaços foram especialmente pensados para valorizar o livro e incentivar a leitura com espetáculos de música, literatura e contação de histórias.

Entre os destaques na programação estão os Cordelíricos – um duelo de MC’s que mistura rap com embolada comandado por Lirinha, do grupo Cordel do Fogo Encantando, e Gaspar, poeta e integrante do grupo Z’África Brasil, Pequenos Sambistas com o ator e compositor Cristiano Gouveia, que apresentará histórias inspiradas na obra de grandes sambistas brasileiros, e Contação de Histórias – Brincando com Pessoas ao comando do ator e contador de histórias William Gama, com brincadeiras e histórias de tradição oral com as obras de Fernando Pessoa.

O espaço contará também com Intervenção artística – Nas abas do meu cordel, da Cia. da Matilde, uma intervenção em que os artistas se misturam ao público com (mais…)

Editoras apostam em biografias e diários de jovens celebridades para atrair novos leitores

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'O diário de Larissa Manoela' se transformou em um verdadeiro best-seller (foto: Reprodução/Instagram)

‘O diário de Larissa Manoela’ se transformou em um verdadeiro best-seller (foto: Reprodução/Instagram)

 

Livros que contam a trajetória de artistas como Larissa Manoela, Kéfera Buchmann e Luan Santana estão entre os mais vendidos do país

Ana Clara Brant, no UAI

O cantor sertanejo Luan Santana tem 25 anos. A vlogueira e apresentadora Kéfera Buchmann tem 23. O astro teen norte-americano Justin Bieber completou 22 anos. Já a atriz e cantora Larissa Manoela, revelação do SBT/Alterosa, tem apenas 15 aninhos.

Mesmo com pouca idade, esses artistas já lançaram biografias ou diários em que relatam suas trajetórias de vida. E o mais curioso é que essas obras se tornaram verdadeiros best-sellers.

O diário de Larissa Manoela, por exemplo, publicado há menos de um mês e que apresenta a história da atriz, as dificuldades pelas quais passou até chegar ao estrelato e seu cotidiano de celebridade, já é um dos livros mais vendidos do país. Até o fim da semana passada, ele tinha alcançado o número de 46.685 exemplares.

Luan Santana – A biografia, do jornalista Ricardo Marques, chegou ao mercado há pouco menos de um ano e já soma 40 mil livros vendidos.

Muito mais que 5incominutos, sobre a sensação da internet Kéfera, foi a publicação mais vendida da Bienal do Rio de 2015, com cerca de 400 mil exemplares, e chegou a ganhar elogios de Paulo Coelho e Gregório Duvivier.

“Há hoje, como nunca antes no Brasil, um público jovem leitor e consumidor. É natural que o mercado editorial tente a atender a esse gosto. E isso é um fenômeno não só daqui, mas de vários países. Livros sobre artistas jovens fazem sucesso no mundo todo. A novidade brasileira é que hoje temos um público para esses lançamentos. Isso, sim, um fenômeno: a garotada, entre 14 e 17 anos, que tem na leitura o principal entretenimento. É mercado novo que se abre. E é também uma chance para que tenhamos, nos próximos anos, um novo público leitor adulto”, comenta Carlos Andreazza, editor executivo de não ficção e ficção nacional da Editora Record, responsável pela biografia de Luan Santana.

Editora da Gutenberg, Silvia Tocci Masini também defende essa tendência e acredita que essas obras aproximam o artista do público.

“Ainda que todas as informações estejam nas redes sociais, você tem bastante informação em um lugar só. O livro meio que eterniza o autor. Ele deixa a sua marca, sua história registrada. As redes sociais permitiram a aproximação dos fãs como ‘amigos’ desses popstars e um movimento de aquisição de qualquer produto ou informação que seja da personalidade em questão. Quando existe o livro, você reúne em um só lugar essas informações e até mesmo de maneira mais aprofundada, eternizando essa personalidade”, opina.

A grande maioria dos leitores dessas publicações é formada por fãs das celebridades, mas isso não impede que outras pessoas possam se interessar ou mesmo estimular a leitura entre essas pessoas. É o que defende Carlos Andreazza.

“É um público composto basicamente de fãs. Mas daí pode surgir interesse em outros livros, daí pode surgir um leitor. Temos de apostar nisso, no óbvio: leitor só se forma com leitura. Se há um jovem lendo, não importa o que, há esperança. Todo mundo tem biografia, eu, você. A questão é saber se essa biografia interessa a alguém”, defende.

Boa parte das jovens celebridades que tem publicado livros é formada pelos youtubers. Muitos deles vão “invadir” a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que ocorre no fim de agosto, para participar de lançamentos, sessões de autógrafos e debates.

A própria Kéfera Buchmann se prepara para lançar no evento sua segunda obra, Tá gravando. E agora?, novamente pela Editora Paralela, do Grupo Companhia das Letras. Nele, a estrela da web conta como surgiu seu canal 5incominutos, atualmente com mais de 8 milhões de assinantes, e revela detalhes até então inéditos.

Outros astros da internet – Lucas Rangel, Jout Jout e PC Siqueira –, também vão marcar presença na grande feira. Fenômeno de público, o mineiro Marco Túlio Matos Vieira, de 20 anos, é criador do AuthenticGames, canal no YouTube com 6 milhões de seguidores, em que ele mostra seus gameplays de Minecraft, jogo eletrônico que permite a construção usando blocos (cubos) dos quais o mundo é feito.

Em março, Marco fez sua estreia nas letras e lançou Authentic Games – Vivendo uma vida autêntica, em que os leitores ficam sabendo como surgiu o projeto do canal, quem são os amigos da internet que o Authentic levou para a vida real e um pouco da sua trajetória.

O youtuber também estará na bienal paulista lançando seu segundo livro, Authentic games – A batalha da torre, que dará início a uma trilogia. O segundo sairá em novembro, e o terceiro em fevereiro do ano que vem.

Entre os youtubers brasileiros, o primeiro a se aventurar na literatura foi o carioca Felipe Neto (foto: Reprodução/Facebook)

Entre os youtubers brasileiros, o primeiro a se aventurar na literatura foi o carioca Felipe Neto (foto: Reprodução/Facebook)

 

Mudança no consumo
Entre os youtubers, o primeiro a se aventurar na literatura foi o carioca Felipe Neto, de 28 anos, com o livro Não faz sentido – Por trás das câmeras, que chegou às livrarias em 2013.

A publicação conta a história do garoto que saiu do anonimato até sua exposição meteórica, os bastidores envolvendo seus vídeos, os desentendimentos com as celebridades, o processo de criação do Não faz sentido, considerado o primeiro canal em língua portuguesa a atingir a marca de 1 milhão de assinantes.

Felipe faz questão de deixar claro que seu livro não se trata de uma biografia, apesar de dar detalhes de sua vida e de seu dia a dia.

“Meu canal tinha explodido e desde 2011 eu passei a escrever como o cenário do entretenimento tinha mudado, de que maneira as pessoas estavam consumindo o YouTube. Sempre quis mostrar essa história e não necessariamente a minha história. Ela só serviu de pano de fundo porque mostro a origem do meu personagem, do próprio canal”, explica ele, que também descreve como a internet vai moldar uma nova geração.

Felipe Neto é apaixonado por literatura e conta que começou a escrever aos 8 anos. Criava historinhas de ficção que foram se tornando um verdadeiro vício.

“Por isso, acho muito sério essa banalização do livro. A pessoa pega o que publica ou fala na internet e adapta para um livro. O que mais se vê hoje são jovens de 15, 16 anos publicando diários, biografias, sendo que nem conteúdo para isso eles têm”, alfineta.

O vlogueiro ainda lamenta que essas iniciativas partam das própria editoras, que oferecem rios de dinheiro para que as webcelebridades possam escrever suas trajetórias.

“Eu mesmo já passei por isso e não aceitei. Tem livro sendo escrito da noite para o dia, literalmente. E, muitas vezes, como alguns youtubers não sabem escrever direito, a editora contrata um ghost writer (escritor fantasma) para escrever no lugar deles. É uma vergonha e, sinceramente, acho muito triste”, desabafa.

MAÍSA
Outra jovem atriz que está brilhando nas novelas do SBT/Alterosa vai ganhar seu próprio livro. Maísa Silva, de 14 anos, ficou conhecida do grande público com suas hilárias participações quando criança no Programa Silvio Santos.

Ela também estará na Bienal Internacional do Livro de São Paulo. A obra sairá pela Editora Gutenberg, do Grupo Autêntica, mas não será uma biografia. De acordo com o selo, o livro traz muito da visão e das posições de Maísa, permitindo que o público a conheça a partir desses pontos de vista.

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Também não vão faltar trechos com algumas experiências de sua vida. “O que o livro propõe é apresentar discussões mais aprofundadas da atriz como formadora de opinião, que atualmente se posiciona diariamente nas redes sociais. Ela cita algumas experiências vividas para debater ou levantar um assunto, mas não necessariamente conta sua vida no livro”, esclarece a editora da Gutenberg, Silvia Masini.

Editoras brasileiras disputam livro sobre ‘Pokémon Go’

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Pokémon Go já é febre no mundo todo. O game demorou mas chegou ao Brasil na última semana.

Publicado no Noticias ao Minuto

A novidade agora é que o sucesso do jogo deve dar origem a um livro. Nos próximos dias, sete editoras brasileiras vão disputar em leilão o livro “Pokémon Go! – The Ultimate, Unauthorized Guide” (“Pokémon Go” – o guia definitivo e não autorizado), de Cara J. Stevens.

A coluna Painel das Letras, da Folha de S. Paulo, explica que as editoras fizeram ofertas pelo título sem nem mesmo ler o manuscrito, por isso a obra foi a leilão.

Espera-se que o volume tenha o mesmo sucesso de livros sobre jogos como Minecraft. O livro será um guia que vai explicar truques conseguir um Pikachu como pokémon inicial.

Dificuldades de ser escritor no Brasil incentivam projetos de publicação coletiva

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Escritor Cristiano Deveras: “Escritores precisam apostar em estratégias de economia criativa para não depender apenas dos editais públicos”

Escritor Cristiano Deveras: “Escritores precisam apostar em estratégias de economia criativa para não depender apenas dos editais públicos”

 

Antologias e coletâneas têm sido a saída para várias pessoas que pretendem fazer arte escrita no País, mas não têm acesso ao grande mercado editorial

Marcos Nunes Carreiro, no Jornal Opção

Ser escritor no Brasil não é fácil, sobretudo no interior do País, naqueles estados que estão longe das grandes editoras do eixo Rio-São Paulo. Ser escritor não é só escrever, mas se preocupar também com a qualidade da publicação e com a distribuição de seus livros, para ficarmos em dois exemplos.

Acontece que na maioria dos estados — Goiás, por exemplo — existem pequenas editoras e gráficas que fazem vias de editoras, imprimem o livro, mas não conseguem arcar com a distribuição correta das publicações. Isso faz com que a literatura, muitas vezes de qualidade, não saia do estado. Isso quando os autores conseguem recursos para chegar até essas pequenas editoras.

Para tentar superar esses problemas — o financeiro e o de distribuição —, muitos autores, sobretudo os iniciantes, se juntam em projetos co­letivos de publicação. Assim, os custos ficam bem menores para cada au­tor e, com escritores de vá­rios can­tos do País, a literatura “viaja mais”.

É o que tem feito o coletivo “Bar do Escritor”, que reúne escritores do país inteiro e tem atraído, inclusive, estrangeiros. O goiano Cristiano De­ve­ras é quem tem encabeçado o coletivo. Ele conta que o projeto já lançou cinco livros, publicando mais de cem autores iniciantes, vendendo cerca de 15 mil livros.

Cristiano explica que o “Bar do Escritor” abriu, no dia 30 de março, o chamamento para a sexta edição, que será publicada neste ano e já conta com escritores brasileiros e europeus e africanos. “Além dos autores brasileiros”, relata, “já temos confirmada a presença de um português, um angolano e cinco moçambicanos. Queremos incentivar cada vez mais esse intercâmbio literário entre os países lusófonos.”

Para diminuir os custos, o próprio Cristiano, junto com colegas de trabalho, faz a diagramação, revisão e o projeto gráfico. “Quando entrego o material para a editora é só publicar, porque tem editora que cobra pesado para fazer isso”, argumenta. Para ele, antologias são importantes, pois dão a chance de publicação de maneira mais econômica a autores iniciantes. “Além disso, podemos conhecer muitos autores de uma só vez”, afirma.

Desde 2010, o pré-lançamento da coletânea é feita no Rio de Ja­nei­ro, durante a Festa Literária In­ter­nacional de Paraty. “Nosso sarau já é conhecido na feira. Fazemos tudo na praia, em parceira com um francês, que tem um bar no local. Usamos a estrutura para atrair as pessoas e mostrar a elas nosso trabalho, promovendo debates e oficinas”, relata.

Bolsa Hugo de Carvalho Ramos

Cristiano Deveras conta que é “fruto” da Bolsa de Publicação Hugo de Carvalho Ramos, prêmio da União Brasileira dos Escritores Seção Goiás (UBE-GO). Seu primeiro livro, “Jantar das 11”, foi publicado quando venceu o prêmio. “Esse é um dos prêmios mais importantes do Brasil”, afirma.

A partir disso, Cristiano decidiu investir na carreira de escritor. Em 2008, recebeu menção honrosa no Prêmio Literário Cidade do Recife e foi finalista no Prêmio Sesc de Literatura com seu segundo livro: “O etéreo ser de carbono”, publicado em 2013, também por meio da Bolsa da UBE-GO.

Por esse livro, publicado pelo selo editorial goiano R&F, Cristiano foi convidado para participar da Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha. Um dos poucos goianos. Ele relata:

“O país homenageado pela feira daquele ano foi o Brasil e o Mi­nis­tério da Cultura levou 70 autores. Nenhum era goiano. Aliás, a maioria dos escritores levados pelo ministério era do eixo Rio-São Paulo; metade do País não estava representado. Eu fui convidado pela R&F e pude levar a literatura de Goiás para aquela feira, que é a maior do mundo”.

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