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Editoras estrangeiras ajudam autora brasileira na batalha contra a invisibilidade

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O romance “A vida invisível de Eurídice Gusmão” , de Martha Batalha, foi vendido para dez países e para cinema antes de ser publicado no Brasil

Ruan de Sousa Gabriel, na Época

Eurídice Gusmão, uma dona de casa do bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, combatia o tédio com as panelas. O marido ia para o trabalho, os filhos iam para a escola e Eurídice se enfiava na cozinha. Abria o livro de receitas, matava aves, escolhia especiarias e preparava banquetes. Mas o marido e os filhos só gostavam de bife e macarrão – uns ingratos! Eurídice anotou num caderno todas as receitas que inventara e mostrou-o ao marido: “Você acha que posso publicar?”. Antenor caiu na gargalhada e respondeu: “Deixe de besteiras, mulher. Quem compraria um livro feito por uma dona de casa?”. Eurídice é uma personagem de ficção. Ela habita as páginas de A vida invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha.

Quando Martha Batalha, uma jornalista e escritora criada no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, quis publicar um livro, quem a impediu não foi um marido antiquado. Foi a crise. No ano passado, a recessão bateu às portas do mercado editorial. Os governos, às voltas com o ajuste fiscal, diminuíram as compras de livros e atrasaram os pagamentos às editoras. Apostar em novos autores ficou mais arriscado. “Eu tive a má sorte de tentar publicar meu livro no Brasil num momento de crise”, diz Martha, que vive em Los Angeles, nos Estados Unidos, ao lado do marido e dos dois filhos pequenos. Luciana Villas-Boas, a agente literária de Martha, apresentou A vida invisível de Eurídice Gusmão para todas as grandes editoras brasileiras: Globo Livros, Record, Intrínseca, L&PM… Nem a Companhia das Letras, que publica o livro neste mês, quis apostar na história de Eurídice, a invisível. “Os editores estavam naturalmente paralisados”, afirma Luciana. “As editoras estão bastante fechadas à contratação de obras de ficção por causa do momento econômico”.

Martha começou a vencer a batalha contra a invisibilidade quando Luciana levou o manuscrito para a Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha. Eurídice começou a ser cortejada por editoras estrangeiras. A primeira a comprar os direitos da obra foi a alemã Sührkamp, que fez uma proposta acima do valor de mercado para evitar que o livro fosse a leilão. “Há muito tempo não víamos um livro de autor iniciante tão forte”, escreveu Sabine Erbrich, editora da Sührkamp, num elogioso e-mail para Martha. “Estamos apaixonados por este romance engraçado e tocante”. Martha leu o e-mail debulhada em lágrimas. “Foi um choro de alívio”, diz. Outros e-mails vieram. Da Holanda, da França, da Noruega… O livro foi comprado por dez editoras estrangeiras, como a Porto (Portugal), a Nieuw Amsterdam (Holanda), a Feltrinelli (Itália), a Seix Barral (Espanha e América Latina) e a francesa Denoel, que negociou uma edição de bolso com a Le Livre de Poche. “Não sei de outro caso de livro inédito em seu país que tenha sido contratado por uma editora de primeira linha no exterior”, afirma Luciana. Eurídice Gusmão não era mais invisível

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Os encantos de Eurídice também chamaram a atenção de um rapaz que tem raízes tijucanas: o produtor Rodrigo Teixeira, da RT Features, que recebeu o manuscrito de Luciana. Teixeira comprou os direitos cinematográficos do livro, que será transposto para as telas pelo diretor Karim Ainouz, de Praia do futuro. “Karim e eu sempre discutimos a possibilidade de fazer um filme sobre o universo feminino”, afirma Teixeira. “Quando li o livro, percebi que conhecia todos aqueles personagens. A minha avó nasceu na Tijuca”. Ele espera que o filme repita a exitosa carreira internacional do livro. As filmagens começam em 2017. A carreira internacional do livro e o flerte com o cinema impressionaram a Companhia das Letras, que decidiu publicá-lo. “O livro foi editado, por mim, um milhão de vezes antes de chegar à Companhia das Letras, mas eles o tornaram ainda melhor”, diz Martha.

A vida invisível de Eurídice Gusmão narra os dramas de duas irmãs no Rio de Janeiro de meados do século XX, uma época em que os homens davam as cartas na sala e as mulheres eram aconselhadas a permanecer na cozinha. O livro dialoga com Razão e sensibilidade, de Jane Austen; mas, em vez dos campos ingleses, o cenário é a Tijuca, bairro de classe média da Zona Norte do Rio de Janeiro. Eurídice, como a Elinor Dashwood do romance inglês, era racional, respeitava as convenções sociais e fazia tudo o que esperavam dela. Guida, a irmã mais velha, era sensível como Marianne Dashwood. Pintava os lábios de vermelho, sabia imitar os penteados das estrelas de cinema e sonhava com um grande amor. Eurídice e Guida ilustram as duas opções que as mulheres tinham nos anos 1950: submeter-se ou se rebelar. “Quis escrever sobre essas mulheres que foram impedidas de se realizar porque nasceram no lugar e na época errados”, afirma Martha. “É um livro sobre esse machismo cotidiano que passa despercebido.”

Ao redor de Eurídice e Guida, orbitam um punhado de personagens igualmente invisíveis: vizinha fofoqueira, o quarentão que não sai da barra da saia da mãe, o marido burocrata que não entende as aspirações da mulher, o moço rico sem caráter, a empregada que tem sempre uma bandeja nas mãos. “Era para ser só a história da Eurídice e da Guida”, diz Martha. “Mas, quando eu comecei a ler sobre aquele tempo, descobri outras histórias e foi impossível não incluí-las no livro”. Ela fez uma rigorosa pesquisa histórica para reconstituir a vida da classe média carioca em meados do século XX. Leu Gilberto Freyre, cronistas do cotidiano carioca, como João do Rio e Luís Edmundo, e debruçou-se sobre os jornais da época. Uma funcionária da Biblioteca Nacional, no Rio, ficou emocionada quando Martha apareceu por lá em busca de jornais antigos. Os acervos digitalizados permitiram que Martha continuasse as pesquisas na Califórnia. Passeando pelo acervo do Jornal do Commercio, ela encontrou o obituário de uma poeta obscura que virou a falecida sogra de Eurídice.

Martha nasceu no Recife, mas cresceu na Tijuca, onde uma de suas avós ainda mora. Nos tempos de repórter, Martha cobriu enterro de traficante, pagode e dengue. Fundou a própria editora, a Desiderata, que foi vendida à Ediouro em 2008. Seguiu para os Estados Unidos, onde fez mestrado em edição de livros e trabalhou em algumas editoras. Largou tudo para virar escritora. É disciplinada e encara a escrita como trabalho. Leva os filhos para a escola, corre e se tranca no quarto para escrever. Não tem faxineira, mas conta com a ajuda de uma babá que cuida das crianças enquanto ela escreve. “Se eu fico mais de dois dias sem escrever, fico mal humorada, porque não sei mais para onde estão indo meus personagens!”, diz.

Martha vai trocar a Zona Norte pela Zona Sul em sua próxima incursão literária. O romance que ela está escrevendo acompanha, durante cem anos, a trajetória de uma família que vive num castelinho em Ipanema. “É uma metáfora para a classe média brasileira”, afirma. “Eu não quis fazer literatura para vender no exterior. O meu sonho é ter leitores no Brasil”.

Editoras mais populares no Instagram (12)

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Sérgio Pavarini

Há duas semanas o Instagram avisou que iria promover mudança no feed. Traduzindo: seriam exibidas primeiramente as imagens de perfis com que os usuários mais interagem, em lugar da ordem cronológica usada desde o início da rede. Os internautas chiaram bastante e eles adiaram a mudança para daqui a alguns meses.

Para deixar os usuários mais satisfeitos, o Instagram anunciou a liberação da publicação de vídeos mais longos, de até 1 minuto. O novo recurso também permitirá usar vários clipes na edição de um único vídeo.

Depois de uma pausa, estamos de volta com o ranking de popularidade das editoras no Instagram. Vejam o que aconteceu nos últimos meses. Panelinha, Intrínseca e Rocco permaneceram nas primeiras posições. A Arqueiro ganhou duas posições e agora está no 4º lugar. A Cia das Letras também subiu dois degraus e está na 7ª posição. A Editorial Record subiu 3 lugares e está em 9º. Zahar ganhou duas posições e está em 13º. A Globo Livros deu o maior salto: de 19º para 14º. A Universo dos Livros também ascendeu duas posições. Por fim, a Nemo estreou em 18º lugar.

Em abril tem mais. 🙂

 

Ranking de março

1.   225.000     Panelinha                  @editorapanelinha
2.   186.000     Intrínseca                  @intrínseca
3.   115.000     Rocco                        @editorarocco
4.   104.000     Arqueiro                    @editoraarqueiro
5.     86.900     Novo Conceito          @novo_conceito
6.     78.500     Casa dos Espíritos     @casadosespiritos
7.     78.000     Cia das Letras            @companhiadasletras
8.     66.800     Gutenberg                 @editoragutenberg
9.     64.300     Editorial Record         @grupoeditorialrecord
10.   63.000     Mundo Cristão           @mundocristao
11.   62.500     Sextante                    @editorasextante
12.   42.830     Galera Record            @galerarecord
13.   39.000     Editorazahar              @editorazahar
14.   28.600     Globo Livros              @globolivros
15.   27.600     Univdoslivros             @universodoslivros
16.   22.700     Central Gospel           @editora_centralgospel
17.   16.100     WMF Martins Fontes  @editorawmfmartinsfontes
18.   10.500     Editora Nemo             @editoranemo
19.   10.200     CPAD                          @editora_cpad
20.     6.900     Editora Saraiva           @editora_saraiva

(atualizado em 29/3/2016)

5 Vantagens de Publicar um Livro Independente

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Publicado na Exame

Confira as vantagens de publicar seu livro independente via financiamento coletivo e contar com a contribuição de milhares de pessoas para lançar seu livro!

1. SEU PROJETO SÓ PRECISA SER APROVADO PELOS FÃS

Escritores independentes nem sempre conseguem chamar a atenção das editoras, que sempre preferem fazer apostas seguras em autores já consagrados. Além disso, dos manuscritos que chegam até os editores, só alguns são aprovados. Ao optar por tornar o processo de publicação independente, o autor não precisa dessa aprovação (mas é sempre legal pedir a opinião dos amigos, mãe, tio, cachorro para saber como vai ser a aceitação do livro pelo público).

2. VOCÊ TEM LIBERDADE CRIATIVA

Escreva sobre o que te interessa: moda, gastronomia, história, ficção ou não ficção. Seguindo nessa linha, você mesmo faz a edição, diagramação, arte e todo o resto exatamente como desejar.

Renato Caleffi, chef de cozinha, e Alexandre Carvalho, publicitário, sentiram a necessidade de escrever um livro sobre gastronomia funcional e orgânica para crianças , para educá-las desde cedo sobre a importância de se alimentar com saúde.

O livro “Achaz no Sítio da Banana Verde” precisava de 10 mil reais para ser publicado e, assim que os autores conseguiram o valor, estenderam a meta para continuar o projeto. Com 40 mil reais podem fazer a série toda com 4 livros, com 80 mil reais, abrir um portal de receitas e, com 150 mil reais, conseguiriam lançar um aplicativo para smartphone. Portanto, o projeto é adaptável para se adequar às necessidades do autor.

3. O DINHEIRO ARRECADADO PODE SER USADO PARA VÁRIAS COISAS

Escritores independentes, em sua maioria, não tem grana para bancar o processo inteiro. A campanha de financiamento coletivo pode ser para qualquer etapa, desde a produção e impressão dos livros até um lançamento bacana.

Com financiamento coletivo , arrecadar verba para lançar seu livro independente pode ser mais fácil do que imagina!

4. VOCÊ PODE VENDER SEU LIVRO ANTES MESMO DELE ESTAR PRONTO

Sim, você pode! Isso chama-se pré-venda. As pessoas contribuem com a campanha adquirindo o produto antes de ser lançado no mercado, então quando sua obra estiver pronta, alguns exemplares já estarão vendidos.

O economista e colunista brasileiro Rodrigo Constantino criou uma campanha para a pré-venda de seu novo livro digital Panaceia , onde as pessoas podem adquiri-lo em primeira mão. Além disso, você mesmo define as recompensas que os contribuidores recebem ao apoiar seu projeto (pode ser agradecimento, um exemplar do livro autografado, convites para o lançamento, etc!).

5. ARRECADAR VERBA É MUITO RÁPIDO E SIMPLES

– Você cria uma campanha de financiamento coletivo , explica sobre o seu projeto literário e porque você merece receber cada contribuição;
– Define as recompensas para cada valor de contribuição recebida;
– Usa suas redes sociais e outros canais para divulgar a campanha para o maior número de pessoas;

E pronto, você pode arrecadar no mesmo dia!

Geração Wattpad: Autores que saltaram das redes sociais às grandes editoras

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André Bernardo, em UOL

A ilustradora de livros infanto-juvenis Bruna Brito, 37, perdeu a conta de quantos “nãos” ouviu de editores brasileiros. Com uma gaveta cheia de originais recusados, resolveu, em fevereiro de 2010, adotar um pseudônimo, escrever em inglês e seguir um caminho diferente do habitual: postar o primeiro capítulo de “Lost Boys” (“Garotos Perdidos”, em tradução literal) na Wattpad, uma rede social de literatura.

A estratégia deu certo. Dois anos depois, seu romance de estreia atingiria a marca de 34 milhões de visualizações. “Quando totalizei 1 milhão de leituras, tive a certeza de que a minha história tinha potencial para ser publicada de verdade”, recorda Bruna Brito, ou melhor Lilian Carmine –o pseudônimo autoral que ela usa–, que diz ter aprendido a escrever em inglês lendo os livros de Terry Pratchett e os quadrinhos de Neil Gaiman.

Pouco depois, Lilian Carmine recebeu uma ligação de Londres. Do outro lado da linha, Gillian Green, diretora de ficção da Random House, a convidava para lançar o livro em papel. No Brasil, “Lost Boys” saiu pela editora LeYa e teve tiragem inicial de 50 mil exemplares. “O fato de o livro ter sido aparentemente escrito por uma autora estrangeira não é um fator definitivo. O que ajuda nas vendas é termos uma boa história”, afirma Tainã Bispo, editora da LeYa.

Ainda neste ano, Lilian lança seu mais novo trabalho, “Bad Luck” (“Má Sorte”, em tradução livre), que mistura um garoto cigano, um gato negro e uma garota apaixonada por livros. “Não aconselho ninguém a escrever para ficar rico ou virar celebridade. O importante é escrever porque ama escrever ou porque a literatura faz de você uma pessoa feliz”, afirma.

“YouTube dos escritores”

Lilian integra a seleta lista de autores revelados por plataformas virtuais de autopublicação, como a americana Amazon, a chinesa Cloudary e a polonesa Booklines De todas, a mais popular é a canadense Wattpad, que já contabiliza 40 milhões de usuários –800 mil deles brasileiros.

A startup, fundada em 2006 pelos amigos Allen Lau e Ivan Yuen, contabiliza 175 milhões de histórias –5,3 milhões em português–, disponíveis em 50 idiomas. “Mais do que uma plataforma de autopublicação, somos uma comunidade virtual de leitores e escritores. Os editores podem não apenas descobrir novos talentos, como divulgar títulos futuros, compartilhar conteúdos exclusivos e promover concursos literários”, diz Ashleigh Gardner, diretora de conteúdo da empresa.

Ana Lima, diretora-executiva do selo Galera, da Record, afirma que as redes sociais literárias se tornaram uma ótima fonte de prospecção de futuros best-sellers. Como o britânico Taran Matharu, 26. Dele, o selo já lançou “O Aprendiz”, o primeiro livro da série “Conjurador”. “Ajuda saber que 6 milhões de leitores gostaram do livro dele e acompanharam sua publicação no Wattpad. É uma chancela, mas, não uma garantia de sucesso”, pondera.

Márcia Pereira, editora de ficção da Planeta, cita o exemplo da pedagoga pernambucana Mila Wander, 26, contratada após ter 4 milhões de visualizações em dois meses. “A audiência das redes sociais é uma informação relevante a ser considerada quando avaliamos uma obra. Afinal, publicar livros é um negócio e, como tal, precisa ter sucesso”, afirma.

Filão romântico-erótico

Um dos casos mais curiosos (e bem-sucedidos) de jovem talento que migrou das redes sociais para as grandes editoras é Anna Todd. Um ano e quatro meses depois de postar o primeiro capítulo de “After” (“Depois”, em tradução literal) na Wattpad, essa americana de 25 anos já tinha alcançado a marca de 1 bilhão de visualizações.

Em pouco tempo, teve seu passe comprado pela Simon & Schuster, que teria desembolsado valor em torno de seis dígitos para transformar os quatro volumes do romance em livro físico. Por aqui, “After” foi lançada pelo selo Paralela, da Companhia das Letras. “Ser escritora era um sonho que eu mesma não sabia que tinha até postar o primeiro capítulo”, recorda Anna, ex-garçonete do Texas que digitava a história entre um pedido e outro. “No começo, escrevia só para me divertir mesmo!”

No Brasil, o primeiro selo a lançar uma autora nacional autopublicada foi a Suma de Letras, da Objetiva. “O Amor Não Tem Leis”, da mato-grossense Camila Moreira, 27, chegou às livrarias em agosto de 2014.

A estudante de direito começou a postar o romance em novembro de 2013, após sofrer uma desilusão amorosa. Com apenas três capítulos postados, alcançou 20 mil visualizações. “Essa boa receptividade só comprova o quanto o mercado estava carente de histórias romântico-eróticas”, analisa Roberta Pantoja, responsável pelo Marketing Digital dos e-books da Objetiva.

Mas o que leva o leitor a comprar a versão impressa de uma história que já leu na web? “Nem todo mundo se familiarizou com a leitura de e-books”, arrisca Mila Wander, autora de “O Safado do 105” e “Diário de Uma Cúmplice”. “Tenho fãs que simplesmente não curtem livros digitais.”

Mudando o ato de escrever

A ideia de fundar uma plataforma de produção e compartilhamento literário também chegou ao Brasil. Em junho de 2012, três amigos de Campinas (SP) –Flávio Aguiar, André Campelo e Joseph Henri Bregeiro– fundaram a Widbook. A companhia já abriu escritório na Califórnia, atingiu a marca de 250 mil membros e publicou 8 mil livros. Outros 45 mil estão no forno.

A Widbook oferece um serviço que permite ao usuário conhecer melhor o perfil de seu público. “Por R$ 7,99 mensais, o escritor fica sabendo quanto tempo o leitor permaneceu em cada capítulo, quais os fãs mais assíduos e em que trecho da obra abandonou a leitura”, detalha. Com essas e outras informações, pode alterar o rumo da trama, mudar perfil de personagens e deletar tramas paralelas.

Os autores que usam as plataformas virtuais dizem que elas estão mudando o jeito de fazer literatura. O ofício de escritor deixou de ser solitário –hoje, mais do que leitores, os “wattpadders” têm seguidores. “Minutos depois de postar um capítulo, já recebo os primeiros posts. A interação é em tempo real”, afirma Camila Moreira.

De tão íntimas, as leitoras da carioca Nana Pauvolih, 40, já ganharam apelido. Segundo a autora de “Redenção de um Cafajeste”, lançada pelo selo Fábrica 231, da Rocco, as “nanetes” chegam a pedir conselhos para apimentar seus relacionamentos.

“Nunca mudei rumo de história para agradar minhas fãs. Mesmo assim, gosto de sortear canecas e almofadas temáticas para deixá-las felizes”, confessa Nana, ex-professora de História que não se arrepende de ter trocado 18 anos de magistério pela vida de escritora.

Festa do Livro da USP começa nesta quarta-feira com desconto mínimo de 50%

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Publicado em UOL

A 17ª edição da Festa do Livro da USP (Universidade de São Paulo) acontece entre hoje (9) e sexta-feira (11), das 9h às 21h, na travessa C da avenida Professor Mello Moraes, entre a Raia Olímpica e praça do Relógio Solar, na Cidade Universitária, na zona oeste de São Paulo. Segundo a organização do evento, os descontos mínimos são de 50%.

Para o evento, foi montada uma estrutura de galpões e tendas, que somam 3.600 m² e comportam as cerca de 150 editoras.

Os livros vendidos durante o evento têm desconto mínimo de 50%. A feira é organizada anualmente pela Edusp (Editora da USP) e tem entrada é gratuita.

Na página do evento, é possível baixar o catálogo das editoras participantes e a localização delas dentro dos prédios.

Confira dicas para aproveitar a Festa do Livro da USP

  • Veja o mapa com a localização das editoras antes de sair de casa: E já faça um roteiro com os lugares em que deseja passar.
  • Leve uma lista com os livros que quer comprar: A maioria das editoras disponibiliza um catálogo com os livros que serão vendidos na feira, assim fica mais fácil decidir e você ainda economiza tempo.
  • Leve a quantia que pretende gastar em dinheiro: Para não cometer excessos, é bom levar a quantidade de dinheiro que você deseja gastar na feira. Sem contar que algumas editoras podem não aceitar cartões no dia.
  • Passe primeiro nas editoras que você tem mais interesse: Elas podem estar mais cheias, mas se você deixar para passar nelas depois, corre o risco de não encontrar mais os livros que procura. Então encare a fila!
  • Vá com roupas e calçados confortáveis: Dependendo do horário, alguns estandes ficam bem cheios – na aglomeração, tênis são bem melhores que salto alto.
  • Leve uma mala ou bolsa para carregar suas compras: Pode parecer exagero, mas mala de rodinha é uma boa pedida para a feira a livro. Fácil, fácil, você sai da USP com mais de dez livros e carregá-los na sacola não é muito agradável.
  • Paciência: Afinal, não é só você que quer aproveitar os descontos. O primeiro dia costuma ser mais cheio, mas os outros dias também são bem movimentados.
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