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Flica 2016 terá Milton Hatoum, Conceição Evaristo e Ana Maria Machado

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O escritor amazonense Milton Hatoum, autor de livros como Dois Irmãos e Relato de um Certo Oriente, participa, na sexta, da mesa A Voz do Autor, junto com o escritor baiano João Filho (Foto: Divulgação)

O escritor amazonense Milton Hatoum, autor de livros como Dois Irmãos e Relato de um Certo Oriente, participa, na sexta, da mesa A Voz do Autor, junto com o escritor baiano João Filho (Foto: Divulgação)

 

Em sua sexta edição, a Flica chega à sexta edição entre os dias 13 e 16 de outubro, em Cachoeira

Publicado no Correio 24Horas

A mesa de abertura da Flica – Festa Literária Internacional de Cachoeira, no dia 13 de outubro, às 15h, terá a participação de Mary Del Priore. A historiadora carioca vai falar sobre o seu mais recente livro, Histórias da Gente Brasileira, que, em vez de se concentrar nas grandes personalidades brasileiras, registra os hábitos do brasileiro comum, mostrando como as pessoas se vestiam, onde moravam e o que comiam.

Pela primeira vez, a Flica vai dedicar uma mesa, exclusivamente, a um autor e a um livro. O mediador da conversa é Jorge Portugal, professor e secretário estadual da Cultura. Outros autores nacionais, como Milton Hatoum e Ana Maria Machado, a homenageada deste ano, também participarão da Flica 2016.

Hatoum, autor de livros como Dois Irmãos e Relato de um Certo Oriente, participa, na sexta, da mesa A Voz do Autor, junto com o escritor baiano João Filho. Ana Maria Machado, conhecida também por sua produção dedicada às crianças, falará sobre seus romances voltados para o público adulto.

A literatura fantástica também terá espaço, com Eduardo Spohr, de A Batalha do Apocalipse, e a baiana Scarlet Rose, de Finlândia. A poesia e a prosa de ficção são destaques na mesa com a mineira Conceição Evaristo e a baiana Lívia Natália.

Os destaques internacionais são o colombiano Juan Gabriel Vásquez e congolês Kabengele Munanga. A Flica, que chega à sexta edição, segue até dia 16. O evento é uma realização da iContent e da Cali – Cachoeira Literária, com patrocínio da Coelba, Oi e governo do estado.

PROGRAMAÇÃO FLICA 2016

Quinta 13/10

Mesa 1 – 15h
“Histórias da gente brasileira”
Mary Del Priore
Mediação: Jorge Portugal

Mesa 2 – 19h
A confirmar

Sexta 14/10

Mesa 3 – 10h
“Do Éden à Finlândia”
Eduardo Spohr e Scarlet Rose
Mediação: Suzane Lima Costa

Mesa 4 – 15h
“A voz do autor”
Miltom Hatoum e João Filho
Mediação: Mirella Márcia

Mesa 5 – 19h
“O mar, um mapa, a audácia”
Ana Maria Machado conversa com Mônica Menezes

Sábado 15/10
Mesa 6 – 10h
“Histórias de humor sutil, micromundos familiares e fratura generalizada”
Juan Gabriel Vásquez (Colômbia) e Antonio Prata
Mediação: Zulu Araújo

Mesa 7 – 14h
“Exílios interiores”
Ana Martins Marques e Ângela Vilma
Mediação: Mônica Menezes

Mesa 8 – 17h
“As águas dos contrassonetos e os olhos da vândala insubmissão”
Conceição Evaristo e Alex Simões
Mediação: Lívia Natália

Mesa 9 – 20h
“Entre cidades atlânticas”
Kabengele Munanga (Congo) e Goli Guerreiro
Mediação: Zulu Araújo

Domingo 16/10

Mesa 10 – 10h
Caruru dos 7 Poetas na Flica

Do Brasil para o mundo : não enfiar ‘brasilidades’ nas narrativas não significa negar nossa identidade

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Raphael Montes, em O Globo

Alguns dias atrás, enquanto me distraía em uma rede social, encontrei uma interessante matéria jornalística sobre a literatura brasileira produzida pela nova geração de escritores. Endossada por trechos destacados de escritores prestigiados como Carola Saavedra e Luiz Ruffato e por críticos como Manuel da Costa Pinto e Beatriz Resende, a reportagem defendia que as histórias em ambientes rurais e tropicais, com cenários tipicamente brasileiros, foram substituídas na literatura contemporânea por histórias em que a voz subjetiva do escritor ganha maior evidência (vide tantos textos em primeira pessoa e a moda da “autoficção”), situadas num ambiente mais urbano e universal.

Para minha surpresa, o link da matéria estava postado em uma comunidade de leitores e, nos comentários, a larga maioria criticava essa ausência de identidade nacional nas narrativas — as acusações iam de “por isso que não leio autor brasileiro” a “é ridículo que esses autores atuais fiquem tentando copiar os norte-americanos”. Ainda que eu não fizesse parte da discussão, me pus a pensar no assunto.

Pessoalmente, ao escrever, nunca tive preocupação em acrescentar este ou aquele detalhe ao livro para soar mais brasileiro — ou, falando como gringo, soar mais exótico. Acredito que, na medida em que um escritor é brasileiro, antenado a sua cultura, a seus costumes e às particularidades do país, os elementos típicos vão entrando naturalmente, sem que haja a necessidade de se preocupar com isso. Vale dizer: um livro tem nuances brasileiras simplesmente ao ser escrito por um brasileiro — e basta!

É importante dizer que a opção de não enfiar “brasilidades” goela abaixo das narrativas não significa negar nossa identidade, mas sim tratá-la como algo natural, que nasce sem grande esforço. Por muito tempo, a própria expectativa do mercado internacional em relação às narrativas produzidas no Brasil (seja na literatura ou no audiovisual) passava necessariamente por elementos como favela, miséria no Nordeste, corrupção, carnaval, caipirinha e futebol.

A mim, tudo isso sempre pareceu meio absurdo — para não dizer ridículo. Afinal, muito além da nacionalidade, somos todos humanos — e o maior mérito da boa literatura é retratar a alma humana na sua complexidade, independentemente da localização geográfica das personagens. É também isso que permite a crescente profissionalização do escritor brasileiro — outro ponto abordado pela reportagem e criticado nos comentários na rede social.

Nos últimos anos, cresceu o número de pessoas no país que se dedicam apenas a escrever. Nesta seara, um aspecto fundamental que a matéria deixa de abordar é o crescimento da literatura de gênero no Brasil. Qualquer país com uma literatura efetivamente sólida tem uma grande variedade de obras de gênero. Nos Estados Unidos, por exemplo, a seção de livros policiais é subdividida em outras tantas como: crime de espionagem, whodunit, thriller médico, crimes reais, suspense romântico, suspense psicológico, suspense histórico. E, claro, cada um desses subgêneros é explorado por centenas de autores, o que cria um ambiente competitivo, variado e profissional, com um público-leitor fiel e muitas feiras e prêmios voltados ao segmento.

Enquanto isso, a literatura brasileira de gênero — romance, terror, policial, fantasia — sempre enfrentou percalços. Para começo de conversa, encontrava barreiras nos acadêmicos e nos críticos — como esperado de um país subdesenvolvido, só se podia escrever literatura de vanguarda, com elucubrações linguísticas; a literatura de gênero era algo menor. Com isso, as editoras não buscavam esse tipo de livro nos autores nacionais e muitos escritores com vontade de contar boas histórias de gênero se “moldavam” ao sistema para conseguir publicar. No fim das contas, quem saía perdendo era o público, com as livrarias invadidas por best-sellers norte-americanos ou europeus, mas sem chance de ler essas histórias escritas por brasileiros.

Felizmente, nos últimos anos, o cenário mudou. A literatura fantástica teve seu estouro com autores como Eduardo Spohr, Raphael Draccon e Carolina Munhóz, o juvenil se viu representado por fenômenos como Thalita Rebouças e Paula Pimenta e o mesmo vem acontecendo com autores de erótico, de terror e de policial. Com isso, as editoras brasileiras têm buscado autores nacionais de gênero para integrar seus catálogos e todo um novo mercado se sedimenta nesse sentido. Por chegar ao grande público, o autor brasileiro de literatura de gênero é um dos que mais consegue viver “apenas dos livros” hoje em dia e, sem dúvida, contribui fortemente para a internacionalização da nossa literatura. Apesar disso, não havia sequer um autor de literatura de gênero entrevistado ou citado na referida matéria. Prova cabal de que o caminho pela frente ainda é longo…

Começa amanhã o maior evento literário do país, a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro 2015

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Publicado no Meu Guru

Em uma época em que tudo o que se fala e se faz gira em torno da tecnologia, internet e games, há quem diga que livro é considerado ultrapassado. Mas as inscrições já feitas por escolas da rede pública só provam o contrário, pois em apenas uma hora, 145 mil alunos do ensino fundamental preencheram as vagas de inscrições da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro 2015.

A maior feira literária do Brasil está marcada para começar amanhã (3) e segue até o dia 13 (domingo), no Riocentro. Para preencher a programação desses 10 dias de evento, estão confirmados cerca de 200 autores de diversos estilos literários e de diferentes partes do mundo.

Entre os destaques internacionais da 17ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro está David Nicholls, autor de Um dia, esse livro teve grande repercussão no Brasil, chegando a marca de 450 mil exemplares vendidos somente aqui, essa edição também contará com a presença de Jeff Kinney, autor da saga Diário de um banana.

O Brasil estará muito bem representado pelos grandes nomes da literatura contemporânea, marcarão presença os autores: Ferreira Gullar, Antônio Prata, Pedro Gabriel, Ruy Castro, Gregório Duvivier e Ignácio Loyola Brandão.

Já para o público teen, o Encontro com Autores e o Conexão Jovem abrem espaço para nomes celebrados pelos adolescentes. Os participantes nacionais confirmados são: Thalita Rebouças, Eduardo Spohr, Carina Rissi, Carolina Munhóz, Sophia Abraão, Bruna Vieira, Paula Pimenta e Babi Dewet.

Além dos muitos autores consagrados, a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro prestará homenagem ao pai da Mônica, o desenhista Mauricio de Sousa que receberá merecidamente o prêmio José Olympio, do Sindicato Nacional dos Editores de Livros.

Para completar a vasta programação da 17ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, a Argentina foi o país escolhido para ser homenageado e vem sendo grande destaque nas feiras literárias do mundo. Entre os 14 autores argentinos convidados, está Eduardo Sacheri, autor do romance A Pergunta dos Seus Olhos (2005) deu origem a O Segredo dos Seus Olhos, Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010, e Noé Jitrik, um dos críticos literários mais importantes do mundo.

“A Argentina tem o maior número de leitores da América Latina e Buenos Aires é a cidade com maior quantidade de livrarias no mundo. O Brasil é um dos principais destinos das obras que têm tradução apoiada pelo governo”, ressalta o diplomata Gonzalo Entenza, encarregado da programação de seu país na Bienal.

Além das sessões com os autores, a programação oficial da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro 2015 continua com o Café Literário, palco de debates sobre aspectos culturais. O espaço terá uma área especial para autógrafos. Também estão na programação os grupos de saraus, atividades dinâmicas, como o Cubovoxes e o Bamboleio.

A Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro é resultado de uma parceria de mais de três décadas entre o SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros) e a Fagga | GL events Exhibitions.

A feira conta ainda com a realização do Ministério da Cultura através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e com o patrocínio do Governo do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura, pela Lei estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro.

Para mais informações e programação completa, acesse  www.bienaldolivro.com.br
Serviço:

17ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro

Data: 09 a 13 de setembro de 2015
Local: Riocentro
Horário: Dias de semana: 9h00 às 22h00 e aos Fins de semana: 10h00 às 22h00

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