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Posts tagged educação de meninas

Michelle Obama denuncia obstáculo das “crenças culturais” na educação de meninas

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Publicado em UOL

Doha, 2 Nov 2015 (AFP) – No início de sua viagem ao Oriente Médio, Michelle Obama pediu que se questionem as várias “crenças culturais” que constituem obstáculos para o acesso das meninas à educação.

A primeira-dama chegou na noite (pelo horário local) desta segunda-feira a Doha, capital do Catar, onde na terça-feira discusará na Cúpula Mundial sobre a Inovação na Educação (WISE).

“Não podemos responder à crise da educação das meninas se não abordaRmos a questão mais ampla das crenças culturais e práticas que contribuem para perpetuá-la”, escreveu Michelle Obama em um artigo publicado no The Atlantic.

Michelle pede que se questionem as “leis e costumes que silenciam as mulheres, as rebaixam e as brutalizaM; desde as mutilações genitais passando pelos casamentos forçados e leis que autorizam a violação conjugal, até sua discriminação no trabalho”.

Embora considere “compreensível” que esse assunto seja tratado pela perspectiva econômica, Michelle acredita que o investimento não é suficiente para solucioná-lo.

Durante sua estadia no Catar, a primeira-dama visitará os militares americanos na base aérea de Al Udeid, utilizada para lançar ataques contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque.

Na Jordânia, ela visitará uma escola construída com o apoio técnico e financeiro da Agência americana de Ajuda (USAID) e as ruínas de Petra.

Educação mundial para meninas será avaliada por novo índice anual

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Cerca de 62 milhões de meninas estão fora da escola no mundo inteiro

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Publicado em O Globo

Um grupo criado pela ganhadora do Prêmio Nobel da Paz Malala Yousafzai e pela revista “Foreign Policy” está lançando um índice anual para avaliar a disponibilidade e a qualidade da educação para meninas ao redor do mundo, anunciaram os organizadores nesta segunda-feira.

O índice vai compilar dados para destacar as lacunas na educação secundária, assim como nos recursos doados por financiadores, afirmou a revista em comunicado.

“Este novo índice é um ‘cartão de dados’ para os nossos líderes, um passo importante em direção a ajudar a garantir que as minhas irmãs em todos os lugares possam ter uma educação secundária de qualidade, segura e livre”, disse Malala, de 18 anos, em comunicado.

Malala foi baleado na cabeça no Paquistão em 2012 pelo Taliban por defender os direitos das meninas à educação.

Cerca de 62 milhões de meninas estão fora da escola no mundo inteiro e têm enfrentado violência para tentar ir à escola em 70 países, de acordo com o Fundo Malala, que ela criou com o pai para incentivar a educação para garotas.

O índice anual usará dados de organizações não governamentais, instituições educacionais, governos nacionais e outros grupos, afirmou a revista com sede em Washington, sem dizer quando o primeiro índice será publicado.

Malala pede que líderes mundiais provejam 12 anos de escola a todas as meninas

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‘Elas querem ser as melhores que puderem, isso significa que precisam receber educação’, disse Malala no Fórum Mundial de Educação

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Publicado em O Globo

A adolescente paquistanesa Malala Yousafzai, que ganhou um Prêmio Nobel da Paz por sua campanha pela educação, pediu aos líderes mundiais, nesta quinta-feira, que deem 12 anos de educação gratuita para todas as crianças, durante uma grande cúpula sobre educação, defendendo que isso é fundamental para “empoderar” as meninas.

O Fórum Mundial de Educação, que terminou nesta quinta-feira na Coreia do Sul, recebeu ministros e organizações não-governamentais de 160 países para definir metas de educação para os próximos 15 anos, para que elas sejam incorporadas em um novo conjunto de metas globais.

Os líderes garantiram que essas metas — que serão finalizadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro — serão implementadas. De acordo com elas, os países devem fornecer 12 anos de educação primária e secundária financiada pelo Estado a todas as crianças, com nove anos de educação grátis e obrigatória.

Aos 17 anos, Malala, que tornou-se uma ativista pela educação desde que sobreviveu a uma tentativa de assassinato do Talibã em 2012, pediu aos líderes mundiais que apoiem esses objetivos, ressaltando que os 12 anos de educação gratuita são fundamentais, especialmente para as meninas.

— Todos os dias, minhas irmãs ao redor do mundo lutam para conseguir um espaço na sala de aula — disse Malala em um pronunciamento. — Elas querem ser as melhores que puderem e retribuir suas comunidades e o mundo. Isso significa que elas precisam ter a oportunidade de receber 12 anos de uma educação de qualidade.

Malala e seu pai, Ziauddin Yousafzai, criaram o Fundo de Malala em 2013, para lutar em nome de 62 milhões de meninas em todo o mundo que não têm acesso ao ensino secundário e a trabalho em Serra Leoa, Paquistão, Nigéria, Jordânia, Líbano, e Quênia.

Malala, que agora vive no Reino Unido, foi, no ano passado, agraciada com o Prêmio Nobel da Paz por sua campanha pela educação, em conjunto com o ativista que luta pelos direitos das crianças indianas Kailash Satyarthi.

O braço educacional da ONU, a UNESCO, afirmou, este mês, que são necessários US$ 22 bilhões para prover uma educação de qualidade para todas as crianças do globo até 2030.

As metas de educação passarão a fazer parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que serão estabelecidos pela ONU em setembro. As novas metas substituem os Objetivos do Milênio e marcam uma nova era na luta global contra a pobreza.

Michelle Obama visita Japão para defender educação de meninas

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Primeira-dama dos EUA chegou a Tóquio nesta quarta (18).
Ela se encontrará com jovens e faz campanha por fundos para a educação.

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Publicado no G1

A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, chegou nesta quarta-feira (18) a Tóquio para uma visita de vários dias ao Japão, sua primeira viagem ao arquipélago desde que seu marido, Barack Obama, foi eleito presidente.

Um dos objetivos da visita de Michelle é reafirmar a importância acordada pelos dois países à educação, especialmente das meninas, em todo o mundo.

A capital japonesa é o primeiro destino de uma viagem pela Ásia que a levará a Kioto (oeste) para visitar famosos locais de culto, a Osaka, para se encontrar com funcionários diplomáticos americanos, e ao Camboja, onde estará nos dias 21 e 22 de março.

Barack Obama viajou ao Japão em abril do ano passado, mas sem Michelle, que ficou em Washington com as filhas do casal.

A primeira-dama, que aterrissou às 17h locais (5h de Brasília) no aeroporto de Haneda, se reunirá em Tóquio com o primeiro-ministro Shinzo Abe, e posteriormente com sua esposa, Akie Abe, para participar de um encontro com estudantes japoneses.

A primeira-dama americana está envolvida em uma campanha pública para arrecadar fundos e apoiar o ensino de adolescentes nos países nos quais as meninas têm dificuldades para ter acesso à educação.

Violência crescente ameaça meninas em busca de educação, diz ONU

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Relatório diz que ataques cometidos em nome da religião afetam meninas.
ONU destacou caso da Malala e das alunas raptadas pelo Boko Haram.

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Publicado no G1

Ataques de grande repercussão, como o rapto de 300 alunas realizado pelo grupo Boko Haram na Nigéria e o atentado contra a prêmio Nobel da paz de 2014, Malala Yousafzai, no Paquistão, são uma fração do que sofrem garotas de todo o mundo em busca de educação, informou o escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira (9).

Muitos dos ataques são cometidos em nome da religião ou da cultura, e outros têm relação com gangues, especialmente em El Salvador e em outras partes da América Central, disse Veronica Birga, chefe da seção de direitos humanos das mulheres e de gêneros do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos em uma apresentação de lançamento do relatório.

Esse tipo de violência está aumentando, afirma o documento da ONU, citando ataques com ácido e envenenamento cometidos pelo Taliban no Paquistão e no Afeganistão, meninas de uma escola cristã na Índia sequestradas e estupradas em 2013 e garotas somalis tiradas da escola e forçadas a se casar com combatentes do grupo Al Shabaab em 2010.

“Os ataques contra meninas que buscam educação persistem e, o que é alarmante, parecem estar ocorrendo com regularidade crescente em alguns países”, diz o relatório. “Na maioria das situações, tais ataques formam parte de padrões mais amplos de violência, desigualdade e discriminação.”

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Sofrimento das mulheres
Em pelo menos 70 países, muitos dos episódios acontecidos entre 2009 e 2014 envolveram estupro e sequestro, informa o documento.

“A causa em comum de todos estes ataques, que são de natureza muito diferente, é a discriminação profundamente enraizada contra mulheres e meninas” declarou Birga no boletim à imprensa.

No Mali, Sudão, Iraque, Paquistão e Afeganistão, “códigos de vestimenta muito rígidos foram impostos através do emprego da violência, incluindo violência sexual contra alunas”, relatou Birga.

Alguns ataques foram motivados pela oposição à educação feminina como ferramenta de mobilidade social, e outros porque as escolas são vistas como locais onde são impostos valores ocidentais, como a igualdade de gêneros, disse ela.

Veronica Birga alertou que privar as garotas de educação tem sérios efeitos correlatos.

“Elas estão mais expostas a casamentos na infância e casamentos forçados, estão mais expostas ao tráfico e às piores formas de trabalho infantil”, afirmou.

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