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“Netflix da educação” tem mais de 50 cursos com preços acessíveis

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Vivo Educa: app tem aulas em vídeo com duração de até 10 minutos (VIvo/Reprodução)

Vivo Educa: app tem aulas em vídeo com duração de até 10 minutos (VIvo/Reprodução)

 

Conteúdos são de escolas e universidades parceiras da Vivo e da Movile

Lucas Agrela, na Exame

São Paulo – A Vivo, em parceria com a Movile (responsável por apps como iFood e PlayKids), lança nesta semana o aplicativo chamado Vivo Educa. Com preço acessível, o usuário pode ter acesso a mais de 50 cursos sobre temas como fotografia, culinária e finanças. O app tem versões para Android e iPhone.

Os vídeos educacionais podem ser vistos offline, após o download dos conteúdos para o smartphone, ou por transmissão online – ou seja, da mesma forma que vemos vídeos na Netflix.

No total, são 440 videoaulas, com áudios e livros digitais como materiais de apoio. Os conteúdos são de parceiros das empresas responsáveis pelo app, como Grupo Estácio e [email protected] 24horas. Em breve, aulas ao vivo devem chegar ao Vivo Educa.

Um curso completo no aplicativo tem até sete aulas, com duração máxima de 10 minutos para cada uma.

A assinatura dos cursos custa 12,90 por mês ou 4,99 por semana. A contratação da assinatura é exclusiva para clientes da operadora Vivo e pode ser feita por meio do envio de um SMS para o número 1515, com a palavra VED.

De acordo com Ricardo Sanfelice, vice-presidente de estratégia digital e inovação, a iniciativa é parte importante no processo de transformação digital da empresa. “A premissa é a oferta de serviço de rede de qualidade, mas os serviços digitais também são parte central da nossa estratégia”, declarou Sanfelice, em entrevista a EXAME.com. Inovação: Conheça os 6 benefícios da transformação digital para a sua empresa – Patrocinado

Essa não é a primeira empreitada da Vivo no segmento. Um dos apps de sucesso é o Kantoo, de ensino de idiomas. Desde 2009, mais de 12 milhões o utilizaram para estudar alguma língua.

A ideia com o Vivo Educa é que ele seja um passatempo educativo. “O usuário pode se desenvolver em pequenas pausas do dia a dia, como quando está em uma fila, no metro ou em uma sala de espera”, disse Sanfelice, que afirma ainda que o app foi criado para reter clientes e atrair novas pessoas para o serviço de telefonia móvel da operadora.

Há poucos apps gratuitos que oferecem cursos educacionais. Um interessante é o Cursos de Graça, que organiza conteúdos do YouTube – mas sem a chancela de escolas e universidades.

De Goiás a Columbia: professora quer mudar educação no mundo

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Conheça a história da profissional que ajudou Goiás a melhorar seus índices educacionais; hoje, estuda como formar melhores professores

carolinetavares3

Publicado em Terra

Empolgada e soterrada de leituras”. Assim, Caroline Tavares, de 30 anos, define sua primeira semana no mestrado em educação na Universidade Columbia , nos EUA, uma das melhores do mundo. Bolsista da Fundação Estudar , a goiana da cidade de Acreúna descobriu muito cedo qual era sua missão: “Eu sempre me engajei em projetos sociais e amava ajudar os meus coleguinhas de sala nas tarefas deles. No ensino médio, cheguei a ter mais de 15 colegas toda semana assistindo às minhas aulas para as provas”.

Caroline sempre estudou na rede pública e tanto a graduação em Letras, como seu primeiro mestrado foram realizados na Universidade Federal de Goiás: “Minha única experiência com escola particular está sendo agora em Columbia ”. Aos 19 anos, quando lecionava em uma escola pública no Setor Garavelo, um bairro de Aparecida de Goiânia, montou uma escola de ensino médio e pré-vestibular com colegas em regime de cooperativa. “A ideia era oferecer aulas de qualidade a preços acessíveis. Ela se chama Colégio Delos e existe até hoje”, conta.

Em 2006, passou no concurso para professora da rede pública. Anos depois, teve sua primeira experiência fora da sala de aula, colaborando para uma empresa de materiais didáticos, o que ampliou seus horizontes.

O próximo passo foi trabalhar na Secretaria de Educação de Goiás, onde atuou no Pacto pela Educação, coordenando programas de assessoria e tutoria para professores e escolas com dificuldades, e coordenando avaliações da rede estadual, com a meta de fazer o estado saltar do 17º lugar para estar entre os cinco primeiros no Ideb. Ficou emocionada ao ver o resultado de seu trabalho: em 2014, Goiás ficou em 1º lugar entre as redes públicas de ensino médio e em 2º de ensino fundamental.

Das salas de aula, que deixou de vez em 2009, ela sente falta. “Poucas coisas são tão sensacionais quanto um aluno te agradecendo por ter entrado numa faculdade ou ter aprendido novos valores pela convivência com você. É para isso que eu trabalho e quero continuar trabalhando, sabendo que lá na ponta tem alguém com acesso a um futuro melhor por causa do que eu faço”, diz.

Hoje, a meta de Caroline no mestrado na universidade norte-americana é desenvolver novas metodologias e estratégias de formação de professores e desenvolvimento de lideranças dentro da educação . Para ela, falta preparo aos docentes brasileiros. “A universidade solta no mercado profissionais que não fazem ideia do que fazer em sala de aula. Eu não sabia, fui aprendendo sozinha, errando muito. Os cursos em geral são teóricos demais, deixando a prática da sala de aula de lado. E infelizmente essa teoria nem sempre tem a ver com conteúdo. E se eles não sabem, como os alunos vão aprender?”, critica.

Segundo ela, para a educação progredir, é preciso primeiro dar conta do básico, o “arroz com feijão”. “Entender de gestão de sala de aula, de prática docente, de avaliação e de planejamento é fundamental para ser um bom professor”, afirma.

Cidades pequenas têm melhores oportunidades em educação

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Metrópoles enfrentam dificuldades devido ao tamanho das redes, segundo pesquisa inédita

Guaibas

Publicado em O Globo

As melhores condições de ensino para crianças e adolescentes estão em cidades pequenas no interior do Brasil. A constatação é do Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (Ioeb), um levantamento inédito sobre o aprendizado nos municípios do país. Sobral, Groaíras e Porteiras, no Ceará, por exemplo, são os mais bem classificados na pesquisa. Numa escala de zero a dez, essas cidades obtiveram notas 6.1, 5.9 e 5.9, respectivamente. Já as grandes metrópoles aparecem com avaliações ruins. Melhor capital brasileira no ranking, São Paulo aparece apenas na 1.387ª posição, com 4.8 pontos.

O novo índice foi desenvolvido pelo Centro de Liderança Pública, com apoio do Instituto Península, da Fundação Roberto Marinho e da Fundação Lemann, e tem como diferencial o estabelecimento de uma nota única para toda a educação básica de cada município, tanto da rede pública quanto privada. Para tanto, o Ioeb leva em conta avaliações como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a taxa de matrícula nas escolas e o nível de formação dos professores.

Para se ter uma ideia, Sobral, com uma população de 202 mil habitantes, segundo o IBGE, é o maior município entre os dez com as melhores avaliações. Já o Rio de Janeiro, com mais de 6 milhões de moradores, é a 11ª capital a aparecer no ranking. No quadro geral, a metrópole fluminense ocupa o 2.825º lugar.

Mas cidades pequenas também fazem feio no índice. Com as menores notas na lista de 5.245 municípios pesquisados estão Conceição do Lago-Açu, que aparece na última posição do ranking gerado, e Primeira Cruz, na penúltima colocação, ambas no Maranhão. Na antepenúltima está Caldeirão Grande, na Bahia.

Segundo o coordenador de projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins Faria, como as cidades menores têm a gestão da educação mais centralizada, os impactos de uma boa política pública são mais nítidos e uniformes. Por outro lado, quando a administração é falha, o problema se reflete de forma mais dramática. Já as metrópoles têm dificuldades de fazer o ensino de qualidade chegar a toda sua rede.

– Como as capitas são muito grandes, dentro delas há regiões que se destacam e outras não. Isso mostra que ainda estamos colocando em prática um sistema de ensino preparado para lidar com as realidades mais complexas – avalia. – Por outro lado, as cidades menores que têm resultados ruins precisam encontrar caminhos para superá-los. É o caso de agirem de maneira colaborativa em busca de melhorias.

A metodologia do IOEB começou a ser desenvolvida em 2014 e resultou em um índice formado a partir da junção entre diferentes índices educacionais – medidos pelo Ideb no anos iniciais do ensino fundamental e finais do ensino fundamental, além da taxa líquida de matrícula do ensino médio – e insumos educacionais, verificados através da escolaridade dos professores, do número médio de horas aula/dia, da experiência dos diretores e da taxa de atendimento na educação infantil.

– Ao reunir todas as redes e etapas, estamos dizendo o que aquela localidade oferece, de fato. Há cidades, por exemplo, que têm poucas escolas municipais e, por isso, aparecem bem na avaliação desse segmento. Mas, quando as crianças passam para a rede estadual, a qualidade despenca. Da mesma forma, há colégios particulares que fazem turmas especiais ou redes que excluem alunos em função de repetências. Tudo isso, pode gerar interpretações equivocadas quando a avaliação é isolada. Um índice único sintetiza a qualidade da oferta como um todo – justifica Fabiana de Felicio, uma das autoras do estudo.

Para o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, as cidades com os melhores índices são aquelas que alcançaram um equacionamento financeiro razoável via Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

– São cidades que depositaram no fundo valores equivalentes ou inferiores ao que resgataram depois, em função do número de alunos matriculados na rede pública – observa, destacando que as cidades menores são muito sensíveis a esse mecanismo financeiro. – As grandes cidades ficam no meio do caminho porque têm mais recursos, mas também possuem muitos desafios.

EXEMPLOS A SEREM SEGUIDOS

Segundo Fabiana, uma das vantagens do indicador é a possibilidade de mapear modelos e políticas educacionais que merecem ser replicadas. Ela estima que, pelo menos, os 5% de municípios mais bem colocados, o que corresponde às 262 primeiras posições, têm muito a dizer.

– Enquanto estávamos produzindo os estudos, lembro que um dos colaboradores disse que Porteiras, que ficou em terceiro lugar, bebeu na fonte de Sobral. Isso mostra como essa colaboração pode trazer resultados – pontuou.

Fabiana disse também que, através dos resultados da pesquisa, é possível compreender que as localidades que se destacaram são aquelas que aliaram recursos financeiros e boa gestão.

– Além de ter dinheiro, é preciso geri-lo muito bem. Há municípios que recebem royalties do petróleo, mas não tiveram bons resultados – compara.

Ao comentar a natureza do índice, Daniel Cara destacou a iniciativa como positiva, mas sugeriu que ela poderia ser incrementada com outros fatores.

– Acho que questões como infraestrutura, número de alunos por turma e salários dos professores fazem falta. Não consigo visualizar uma melhoria em escala da educação sem considerar o salário e a carreira dos docentes – ilustra. – O conceito de oportunidades educacionais trabalhado por esse novo índice avança em relação ao Ideb, mas ainda não considera elementos centrais.

Já a diretora-executiva do Movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz, destacou que o índice não traz grandes surpresas, pois confirma realidades que já vinham sendo apontadas por levantamentos anteriores, como o Ideb.

– A vantagem é que ele traz mais ênfase sobre os fatores por trás dos resultados mais altos, já que traz insumos, ainda que seja de maneira simplificada. Evidencia, por exemplo, que quanto mais tempo um mesmo diretor permanece na escola, melhores são os resultados – diz.

Mundo precisará de 8,4 milhões de professores até 2030, diz Unesco

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professor

Publicado em UOL

Segundo a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), serão necessários 8,4 milhões de professores até 2030 para garantir as necessidades educacionais das crianças do ensino primário e secundário.

Os dados, que fazem parte do relatório “A tea­cher for every child: projecting global teacher needs from 2015 to 2030” (Um professor para toda criança: projetando necessidades globais por professores de 2015 a 2030), mostram que a África subsaariana é a região do mundo que terá a maior carência de professores: aproximadamente 4,6 milhões.

Segundo a organização, a região da América Latina e Caribe tinha cerca de 5,2 milhões de professores primários e secundários no ano de 2011. Daqui a 15 anos, serão necessários 160 mil novos professores para atender às demandas educacionais.

Devido ao aumento do número de alunos, estima-se que em países como a Nigéria, Eriteia, Costa do Marfim ou Malaui a demanda de professores seja maior no ano de 2030. A Unesco aponta ainda uma maior necessidade de docentes com conhecimentos específicos sobre cada matéria.

Em busca de boas práticas de educação, jovem percorre 58 cidades em 6 meses

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Jovem viajou quase seis meses por 15 Estados brasileiros e o Distrito Federal em busca de práticas educacionais inspiradoras

Caio Dib viajou em busca de experiências educacionais inspiradoras. Entre os lugares que visitou, está o Ceará (foto). Hoje ele dá consultorias e palestras (Foto: Arquivo pessoal)

Caio Dib viajou em busca de experiências educacionais inspiradoras. Entre os lugares que visitou, está o Ceará (foto). Hoje ele dá consultorias e palestras (Foto: Arquivo pessoal)

Marcelle Souza, no UOL

Assim que concluiu a faculdade de jornalismo, Caio Dib, 23 anos, deixou o emprego, pegou a mochila e decidiu partir para uma aventura pessoal e profissional. Não procurava aprender outra língua nem conhecer outro país. Viajou quase seis meses por 15 Estados brasileiros e o Distrito Federal em busca de práticas educacionais inspiradoras.

“Em um momento de minha vida, não via mais sentido em ficar mais tempo dentro do escritório do que conhecendo essas diferentes realidades e conversando com pessoas”, afirma Dib, que atualmente dá consultorias e palestras.

Antes de sair de São Paulo, consultou amigos e usou a sua própria experiência em institutos de educação para mapear mais de 70 cidades. “A ideia inicial era que a viagem durasse três meses, mas, para o desespero da minha mãe, fui ampliando e fiquei seis meses na estrada”, diz.

A lista de escolas mudou muito durante as suas andanças e, no final, o percurso teve 58 municípios. Aos poucos, percebeu que as pessoas que conhecia pelo caminho poderiam indicar experiências tão ou mais interessantes do que as mapeadas no início da viagem. “Fui sozinho, mas pouco tempo eu fiquei sozinho de verdade”, afirma.

“Eu não tinha filtro quando saí daqui. Podia ser escola pública, privada, pré-escola ou educação de jovens e adultos. Eu queria encontrar coisas que vão além do óbvio”.

Deixou de lado os indicadores de qualidade, como o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), e foi atrás de iniciativas que tinham impacto não só na escola, mas também nas famílias e na comunidade. “Eu busco praticas que façam a diferença na vida das pessoas”.

As práticas foram escolhidas de acordo com três critérios: trabalhar de maneira equilibrada com conteúdo e desenvolvimento real para a vida, realizar trabalhos que impactem pessoas dentro da escola e na comunidade e  ter relacionamento com a realidade local.

Histórias viraram um livro

Assim que voltou, Dib montou um site, que tem um mapa com as escolas visitadas, e acaba de publicar o livro “Caindo no Brasil”, que reúne 13 práticas inspiradoras –nove instituições e quatro histórias de pessoas envolvidas com a educação.

“Uma das [práticas] que mais me chamou a atenção foi a Vivendo e Aprendendo, em Brasília. É uma escola associativa de educação infantil que trabalha muito com o aprendizado a partir da vivência e da relação com o outro”, afirma. “É uma escola que desenvolve futuros adultos conscientes e com habilidades e competências que a sociedade demanda, como trabalho em equipe, empatia, responsabilidade, autonomia”.

No caminho, conheceu o Colégio Oficina, em Salvador, que desenvolve atividades para estimular o desenvolvimento da argumentação e do olhar crítico pelos alunos, e a Escola do Sesc no Rio de Janeiro, uma escola-residência que prioriza multiculturalidade e oferece cursos técnicos para estudantes do ensino médio. “Todas as iniciativas têm problemas, o grande negócio é ver as soluções”, afirma.

No livro, Dib conta também histórias de pessoas que conheceu durante a viagem. “A Dayse foi a primeira de sua comunidade a entrar na universidade e mostrou como é importante olhar todos os alunos como pessoas cheias de potencial. O Seu Luiz, analfabeto porque precisaria andar 2 horas para chegar na escola durante a infância, está ajudando a filha a concluir o ensino técnico (um salto educacional enorme em uma geração) e mostrou como os saberes populares e cotidianos são tão importantes quando as letras e números”.

A publicação só foi possível a partir de uma “vaquinha” virtual, em que Dib arrecadou mais de R$ 30 mil com a ajuda de 300 apoiadores. “A viagem foi feita por pessoas. Se não fossem as dicas, os cafés, toda a colaboração on e off-line, não seria como foi. Quis fazer uma campanha de financiamento coletivo justamente para enfatizar que a mudança acontece no plural”.

O dinheiro do financiamento também possibilitou a doação de um livro para cada Estado e o desenvolvimento de uma nova plataforma de mapeamento de boas práticas, que será lançada ainda no segundo semestre. “É preciso olhar para os bons exemplos, aprender com eles e fortificar as redes”, afirma Dib.

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