Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Egito

Assassinato no Expresso do Oriente | Diretor fala sobre a possível sequência do filme

0

murder

João Felipe Marques, no Plugou

A adaptação do clássico de Agatha Christie, “Assassinato no Expresso do Oriente”, só chega aos cinemas brasileiros no fim deste mês, mas parece que o caminho para uma sequência já está sendo planejado.

O filme, estrelado e dirigido por Kenneth Branagh, traz a história do detetive Hercule Poirot e sua investigação após um assassinato ocorrer dentro de um trem onde todos os passageiros são suspeitos. Ao que tudo indica, o filme se encerra com o detetive Poirot sendo recrutado para assumir outra investigação, desta vez no Egito, fazendo uma referência direta a outro livro de Agatha Christie: “Morte sobre o Nilo”.

Brannagh disse o seguinte: “ É um grande livro. Nosso roteirsta, Michael Green, queria ter esse sentimento de um Poirot que nunca tira folga. Você poderia mudar o nome de “Assassinato no Expresso do Oriente” para “Hercule Poirot tenta tirar férias”. Primeiro em Istambul, depois no expresso do oriente, e no final e é mandado para o Egito. A Morte do Nilo, adoraríamos fazer esse. O público irá decidir, se eles vierem assistir esse com números suficientes, nós estaremos lá.

“Assassinato no Expresso do Oriente” estreia nos cinemas brasileiros no dia 23 de Novembro e conta com Daisy Ridley, Judi Dench, Penelope Cruz, Leslie Odom Jr., Willem Dafoe, Michelle Pfeiffer, Josh Gad e Johnny Depp no elenco.

Quando a mulher era proibida de ler livros

0
Rachel Weisz como Hipátia em cena do filme Alexandria.

Rachel Weisz como Hipátia em cena do filme Alexandria.

 

Mario Sérgio Lorenzetto, no Campo Grande News

Em uma tarde de março de 415 d.C. uma mulher de 60 anos é tirada de sua carruagem por uma multidão enfurecida, em Alexandria, no Egito. Em seguida, é despida e tem sua pele e carne arrancadas com ostras (ou fragmentos de cerâmica, segundo outra versão). É destroçada viva pela turba alucinada. Já morta, arrancam seus braços e pernas. O cadáver é queimado em uma pira nos arredores da cidade. Era o fim da trajetória impressionante de Hipácia de Alexandria. Hipácia foi a primeira mulher de fama internacional no mundo da matemática, astronomia e da botânica. Hipácia foi a primeira intelectual de renome e imensa influencia. “As mulheres que leem são perigosas”, assim pensavam, e agiam, os homens por dezenas de séculos.

Ilustração de Hipátia sendo retirada de sua carruagem. (fonte: irenesoldatos.eu)

Ilustração de Hipátia sendo retirada de sua carruagem. (fonte: irenesoldatos.eu)

 

Somente no século XIX o livro se tornou comum para as mulheres. Foi, e continua sendo, sua maior arma para a conquista da liberdade, sua possibilidade de existência, de se lançar em novos horizontes.

Entre a mulher e o livro estabeleceu-se uma aliança. Com ele, ela podia desejar e imaginar um mundo para si própria. Gesto um tanto ousado – e perigoso. Daí os homens desejarem impedi-la de ler ou controlar o que liam. Até o século XIX, os homens marginalizavam as mulheres que liam, rotulando-as de neuróticas e histéricas. Sobretudo as mulheres que liam “demais”. A leitura permitiu que tomassem consciência do mundo. A leitura, esse ato tão intimo, tão secreto, terminou por colocar a mulher para fora. Fora do núcleo familiar opressor. O vazio do mundo real foi tomado pela ficção.

Para quem vivia, e vive, na prisão do casamento sem amor, das regras sociais sufocantes, a leitura foi a possibilidade de viver em outro mundo que não o seu e, em seguida, mudar a própria vida. De adquirir prazer que lhe era negado. Um prazer solitário de início. Mas que passou à voz. E, depois um grito… de liberdade.

No Brasil se lê menos que na Venezuela, Turquia e Egito

0

entretenimento-leitura-classicos-biblioteca-20111124-001-1-size-598

Teria isso a ver com o panorama sombrio do Congresso presidido pelo conservador Cunha, denunciado pelo escritor Luiz Ruffato?

Juan Árias, no El País

Talvez muitos brasileiros ignorem o pouco que se lê nesse país em relação ao resto do mundo. Talvez não saibam que em um ranking dos 30 países onde mais se lê, segundo a agência Nop World, o Brasil aparece na rabeira, à frente apenas de Taiwan e Coreia. E talvez isso tenha a ver com a denúncia que o escritor Luiz Ruffato acaba de fazer em seu artigo O nosso Fundamentalismo, nesta seção do jornal.

Ganham do Brasil em número de livros lidos e de horas de leitura por pessoa, por exemplo, Venezuela, México ou Argentina dentro do continente. Fora dele, turcos, egípcios, árabes sauditas, húngaros, poloneses, indonésios, filipinos e russos –entre muitos outros– leem mais que os brasileiros.

E talvez a grande massa de brasileiros estranhasse saber que os dois países onde se leem mais livros por pessoa e se dedicam mais horas à leitura no mundo são a Índia e a China.

É possível que um analfabeto ou alguém que não tenha lido um livro na vida possa revelar uma sabedoria natural, um senso comum agudo e até uma grande carga de poesia.

Conheci algumas pessoas assim na minha vida. Entretanto, o mais natural é que um país que não lê ou que aparece, como o Brasil, entre os piores leitores do mundo, esteja comprometendo seu desenvolvimento futuro –não apenas cultural, mas também econômico. Mais ainda, dificilmente entrará no rio da modernidade e do progresso um país não-leitor ao mesmo tempo que será refém dos poderes dominantes.

Neste jornal, Ruffato, que poderíamos apelidar de “engendrado pela leitura”, que os livros, como acontece com tantos outros gênios das letras e da ciência, o levaram pela mão ao reino da liberdade de pensamento, acaba de pôr a nu em sua coluna o perigo de que este país tenha hoje à frente do Congresso um deputado conservador como Eduardo Cunha, que aspira a conquistar o Palácio do Planalto, e que está tirando o pó –visando sua aprovação– de projetos de lei medievais em matéria de costumes ou caricaturais como a criação do dia do “Orgulho heterossexual”.

Ruffato teve um dia a coragem de verdadeiro intelectual de traçar um tenebroso panorama da situação cultural do Brasil em um discurso feito na Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha. Sua argumentação deixou mudas as autoridades alemãs e envergonhadas as brasileiras que o haviam convidado.

Em sua coluna, ressalta que o pior não é só a figura retrógrada de Cunha, mas o fato de ter a seu favor dois terços do Congresso, que o seguem com entusiasmo.

Entretanto, querido Ruffato, pior ainda que esse Congresso encantado com a figura ambígua e conservadora de Cunha seja o fato de que a maioria dos brasileiros pensa igual ou pior que os deputados e senadores.

Basta lembrar alguns números de uma pesquisa realizada pelo Ibope/Estado/TV que coincide com outras feitas por institutos como CNT/Sensus e Vox Populi. Segundo elas, 79% dos brasileiros são contra o casamento de homossexuais e 63% rechaçam que possam adotar crianças, 73% se declaram contra a legalização do aborto; 79% são contrários à legalização das drogas, inclusive a maconha.

E contra a pena de morte? A grande maioria é a favor de restabelecê-la no país. E é preciso lembrar aqui o resultado negativo do referendum que propunha o desarmamento civil. E só agora o rechaço à corrupção política começa a aparecer entre as preferências dos brasileiros.

Existem outros temas tabu sobre os quais as pesquisas não se atrevem a perguntar, como por exemplo, quantos, neste momento de crise política, com um país oprimido pela corrupção e pelo descalabro econômico e com a baixa estima da classe política em geral, não prefeririam que os militares voltassem a meter a colher no país.

Não sei se está sempre certo o ditado segundo o qual “cada país tem os políticos que merece”. Talvez haja exceções, mas é verdade que um país ainda fortemente conservador, com medo da modernidade, sem força para ocupar a rua pacificamente (fora os blocos carnavalescos ou as marchas evangélicas a favor de Jesus) para exigir maiores margens de liberdade, mais coerência a seus governantes e mais respeito pelo dinheiro público, dificilmente será capaz de levar ao Congresso deputados empenhados em colocar o país nos trilhos da modernidade.

Comecei esta coluna recordando que o Brasil figura entre os países onde menos se lê no mundo. E o fiz para me perguntar no final: teria isso a ver com esse triste panorama do Congresso denunciado por Luiz Ruffato?

Concurso Cultural Literário (19)

36

A_bibliagg

Baseado na minissérie de sucesso, assistida por mais de 100 milhões de pessoas.

A história que todo mundo conhece contada de uma maneira que você nunca viu.

Desde crianças, estamos acostumados a ouvir as histórias da Bíblia. Mesmo que nunca tenhamos parado para ler o livro sagrado, a saga de homens como Noé, Sansão, Moisés e Jesus sempre povoou nosso imaginário. São relatos incríveis, repletos de guerras, traições, dramas e romances.

A leitura da Bíblia, no entanto, pode parecer cansativa, pois ela foi escrita há muitos séculos, numa linguagem rebuscada e cheia de parábolas. Assim, essas histórias extraordinárias acabam afastando aqueles que têm interesse em conhecê-las mais a fundo.

Foi pensando em resgatar essas passagens mais emocionantes que Roma Downey e Mark Burnett escreveram o roteiro para uma série de televisão. Ao mostrá-lo para algumas pessoas, todas ficaram fascinadas e disseram coisas como “Eu nunca tinha conseguido imaginar as histórias da Bíblia com tanta clareza” e “Vocês deveriam publicar este roteiro”.

Os autores resolveram aceitar o desafio e transformaram o roteiro da minissérie em um romance. E assim nasceu A Bíblia: A história de Deus e de todos nós.

Este livro que você tem em mãos conta a trajetória bíblica de uma forma que você nunca viu. A partir da vida de alguns dos personagens mais importantes do Antigo e do Novo Testamento, ele traz detalhes da busca do povo judeu pela Terra Prometida, das dez pragas do Egito e a travessia pelo Mar Vermelho, das profecias de Samuel, da traição de Davi e seu romance com Bate-Seba, do ministério de Jesus e da perseguição que ele enfrentou até o dia de sua morte.

Com uma narrativa ágil e emocionante, este livro vai fazer você olhar a Bíblia com outros olhos – não apenas como a história da criação da humanidade, mas como um romance que você não consegue largar.

Mark Burnett e Roma Downey são casados. Ele é produtor executivo de programas como Survivor e The Voice e já ganhou o Emmy quatro vezes. Roma foi indicada para o Globo de Ouro e o Emmy pela sua atuação no seriado O toque de um anjo. É produtora da série Little Angels e interpreta Maria na minissérie A Bíblia.

Vamos sortear 3 exemplares de “A Bíblia“.

Para participar, responda: Qual a importância da Bíblia em sua vida? Por gentileza, use no máximo 3 linhas e deixe um e-mail de contato caso use o Facebook para fazer o comentário.

O resultado será divulgado dia 16/10, às 17h30 nesse post e também no nosso perfil do twitter: @livrosepessoas.

***

Parabéns aos ganhadores: Danni Barbosa, Fayles Gomes e Flavius de Marabá. =)

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48hs.

 

Os hotéis que inspiraram Agatha Christie

0

AGATHA CHRISTIE: ALÉM DE ESCRITORA, UMA VIAJANTE INCANSÁVEL (FOTO: AGÊNCIA EFE)

Publicado originalmente na Época Negócios

Agatha Christie é conhecida como “a rainha do mistério”. Mas além de escritora de sucesso, foi também uma incansável viajante. O gosto pelas viagens começou com sua mãe, mas foi acentuado com a ajuda de seu primeiro marido, o aviador Archie Christie, que a levou para muitos lugares, e de seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan, com quem participou de expedições e escavações no Oriente Médio durante quase 30 anos.

Por viajar tanto, parte dos livros da escritora foram produzidos em hotéis. Alguns exemplos? “A Morte no Nilo”, de 1937, foi escrito no sugestivo hotel Old Cataract, cuja localização marca o final do fértil vale do Nilo e o início do grande deserto núbio, em Assuã, no Egito.

O Old Cataract, construído em 1889, já serviu de hospedagem para ilustres personagens, desde o czar Nicolau da Rússia até o primeiro-ministro britânico Winston Churchill. Foi lá que Howard Carter descansou após descobrir a tumba de Tutancâmon. Até hoje, o lugar mantém todo o seu encantamento colonial luxuoso e seu terraço à beira do Nilo, de onde se contempla um dos pores-de-sol mais belos do mundo, com a ilha Elefantina e o mausoléu de Aga Khan no horizonte.

INTERIOR DO HOTEL OLD CATARACT, QUE DURANTE SEUS ANOS DE HISTÓRIA RECEBEU HÓSPEDES COMO AGATHA CHRISTIE, O CZAR NICOLAU DA RÚSSIA E WINSTON CHURCHILL (FOTO: AGÊNCIA EFE)

“O Caso dos Dez Negrinhos” e “Morte na Praia” foram escritos no Burgh Island Hotel, construído em uma minúscula extensão de terra que fica isolada pela maré durante metade do dia (nada mais adequado como palco para uma narrativa repleta de misteriosos assassinatos).

O BURGH ISLAND HOTEL INSPIROU OS LIVROS ‘O CASO DOS DEZ NEGRINHOS’ E ‘MORTE NA PRAIA’ (FOTO: AGÊNCIA EFE)

O Burgh Island Hotel, de 1929 oferece uma vista espetacular e uma inesquecível decoração “art déco”. Segundo o estabelecimento, Agatha Christie gostava de escrever em uma pequena parte independente do hotel, chamada “The Beach House”. Ela era uma hóspede tão assídua que um dos quartos recebeu o nome de “Christie”.

Em Toquay, cidade natal da escritora, localizada no sudoeste da Inglaterra está o The Imperial Hotel, construído em 1866, que beira as águas do Canal da Mancha, e onde dormiram desde Napoleão III ao rei Edward VII. A escritora também usou o local como inspiração para alguns romances.

PERA PALACE ISTAMBUL: AQUI, ERA NO QUARTO 411 QUE AGATHA CHRISTIE SE HOSPEDAVA (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Na Turquia está o Pera Palace de Istambul. Construído pelo arquiteto franco-turco Alexander Vallaury, em 1892, o hotel combina em seu interior os estilos neoclássico,”art nouveau” e oriental. O lugar serviu de pouso para viajantes do Expresso do Oriente, entre eles, a própria Christie.

O hotel rende sua particular homenagem à escritora dando seu nome a um de seus restaurantes, o “Agatha”. Foi no Pera Palace, mais especificamente no quarto 411 que a escritora se hospedou várias vezes e escreveu o original de “Assassinato no Expresso do Oriente” (1934).

Go to Top