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Posts tagged Elas

Professor veste a mesma roupa há 40 anos

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Conheça este curioso personagem que em 1973 decidiu não mudar mais o estilo de suas roupas.

Publicado por G1

Podemos até não concordar, mas a camisa branca de gola alongada com estampas de bolinha e a jaqueta marrom são considerados itens clássicos da moda masculina – ou pelo menos já foram. Pois é exatamente isso que tenta demonstrar o professor Dale Irby, por meio de uma série de fotografias que ele mesmo publicou na internet.

Da noite pro dia, Irby acabou se tornando um hit “viral” na rede ao ter suas fotos republicadas em sites e redes sociais em todo o mundo.

Professor veste a mesma roupa há 40 anos. (Foto: BBC)

Professor veste a mesma roupa há 40 anos. (Foto: BBC)

Este instrutor de ginástica da escola primária Prestonwood, na cidade norte-americana de Dallas, no Texas, tem vestido exatamente estas mesmas roupas para cada umas das 40 fotos oficiais da escola, em cada ano escolar, desde 1973.

Ao final desse longo período, a sequencia de fotos de si mesmo, que começa com um rosto jovem e mais magro, além dos cabelos castanhos, termina como uma pessoa mais madura, de rosto mais arredondado, cabelos grisalhos, quase brancos.

De acordo com o jornal britânico Metro, tudo começou por acidente, quando o professor notou que havia utilizado a mesma vestimenta por dois anos seguidos.

Para alívio de sua esposa, que seguramente não perderia a oportunidade de fazer alguma crítica ao guarda-roupa de Dale. “Cathy, a quem conheci em meu primeiro ano como professor, me pediu para repetir a roupa no ano seguinte. Daí em diante, não paramos mais”, conta Irby.

Estrela da internet

Há pouco tempo, para relembrar os anos de trabalho, já que agora se aposentou, aos 63 anos de idade, decidiu postas as fotos na internet. E não passou despercebido.

Colocadas em ordem, as fotos se tornam interessantes. Elas testam a imaginação, com todo o tipo de suposição que pode ser feita para relembrar da vida e um veterano professor de ginástica de uma escola primária de Dallas, no Texas.

Na primeira imagem que aparece, uma incontestável expressão de um mestre novato. Em outro ano, a pose já é mais erguida, orgulhosa, mas também com um ar mais sério.

Numa outra foto, parece que está a ponto de contar uma piada, enquanto em outras transmite uma certa “malandragem”. Já em outra imagem transmite um ar de inteligência, sabedoria.

Na última, a impressão é a de que ele não pôde ocultar nada, ficando exposto.

Mas as diferentes expressões faciais, sempre com um sorriso discreto, destacam também um bigode quase inalterado. Há algumas diferenças nos óculos, que em algumas fotos tem lentes e suporte de orelha menores ou maiores.

Vintage

Não está claro, no entanto, se em todos estes 40 anos ele vestiu exatamente a mesma roupa de 1973, quando a primeira fotografia foi tirada, ou se vem renovando a vestimenta comprando peças idênticas.

Num olhar mais atento, a camisa e a jaqueta parecem extremamente alinhadas em todas as suas 40 imagens.
Em termos do mundo fashion, a roupa de Irby poderia ser chamada de vintage.

As fotos não podem ser consideradas como exemplos de qualidade, mas o traje do professor é a clássica definição de clássico.

dica do Guilherme Massuia

Alunos relatam tortura e ameaças de morte em escola no RS

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Publicado por UOL

Duas funcionárias de uma escola municipal no interior do Rio Grande do Sul foram presas acusadas de torturar os alunos. Segundo testemunhas, elas deixavam as crianças de zero até seis anos sem comida e trancadas no banheiro. Em alguns casos as crianças eram ameaçadas de morte. Uma atendente e uma merendeira irão responder pelo crime de tortura. A diretora da escola vai responder por omissão. Reportagem exibida no SBT Brasil.

Livro de Neil Gaiman, “O Oceano no Fim do Caminho” celebra as mulheres

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Reinaldo José Lopes, na Folha de S.Paulo

Neil Gaiman, o criador da aclamada série de quadrinhos “Sandman”, está de volta à seara dos romances para adultos com uma trama que reúne alguns dos elementos centrais de suas obras anteriores: um garoto normal que é arrastado para um mundo mágico e perigoso e um trio de mulheres misteriosas que guiam o menino nesse universo sobrenatural.

As três personagens –uma menina, sua mãe e sua avó– moram numa fazenda de Sussex, na Inglaterra, cenário inspirado na infância de Gaiman, e cozinham todo tipo de guloseima para o jovem protagonista, mas estão longe de ser pessoas normais.

A garota diz que é dona de um oceano (embora ele pareça só um laguinho de chácara) –daí o nome do novo livro, “O Oceano no Fim do Caminho”. Já a avó diz se lembrar de como era o Cosmos antes do Big Bang, e nenhuma delas parece envelhecer.

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

Elas são, no fundo, encarnações da chamada Deusa Tripla –figura identificada por estudiosos em várias mitologias europeias, que representaria o poder da mulher nas principais fases de seu ciclo de vida (virgindade, maternidade e velhice).

O escritor diz que esse é seu livro mais pessoal –“o narrador de sete anos de idade é mais ou menos eu”, afirma–, mas recusa o rótulo de autobiografia, a começar pelas cenas violentas envolvendo o protagonista e seu pai. Leia trechos de sua entrevista.

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Folha – Até que ponto o sr. diria que seu novo livro é autobiográfico?
Neil Gaiman – Ele é, de longe, o livro mais pessoal que eu já escrevi, mas não significa que os fatos ali sejam verdadeiros, mesmo no caso dos fatos que eu roubei da vida real.

Perdi as contas de quantas vezes figuras parecidas com a chamada Deusa Tripla já figuraram na sua obra. E elas são muito importantes nesse novo livro. O sr. consegue explicar o porquê disso?
Não, na verdade não consigo. É algo que parecia totalmente a coisa certa a fazer quando comecei a escrever “Sandman”, quando me deram carta branca para usar uma série de personagens antigos da DC [a editora de HQs que publica “Batman” e “Superman”, por exemplo].

Eu achei uma delícia transformar as três bruxas que apareciam nos quadrinhos de terror da DC na Deusa Tripla, a donzela, a mãe e a velha. Depois de fazer isso, acabei me dando conta de que esse era um jeito muito interessante de falar com o leitor e de criar personagens, e elas continuaram a morar dentro da minha cabeça.

O sr. acha que isso é um tema comum na sua obra, essa visão quase reverencial das mulheres como seres poderosos e sábios?
É engraçado, nesta manhã mesmo eu estava conversando com minha mulher [a cantora americana Amanda Palmer], e ela disse: “Sabe, querido, a grande mensagem que fica de todos os seus livros é que você venera as mulheres” (risos). E acho que isso é verdade. As mulheres são incríveis, maravilhosas, dão-nos a vida, afinal de contas.

Levando em conta esses personagens recorrentes, o sr. já sentiu a tentação de amarrar todas as suas histórias num único universo, criando a sua “Terra-média” ou a sua “Nárnia”, digamos?
Muitas delas são amarradas pela parte dos fundos, digamos, mas nunca senti esse impulso de juntar todas as coisas, acho que há o perigo de tudo ficar menos interessante.

A literatura de fantasia ainda sofre preconceito. Do ponto de vista literário, o que a fantasia é capaz de realizar e que outros gêneros não?
Fantasia é um termo tão amplo… Para mim, cobre tudo, inclusive a ficção realista. O que estamos tentando fazer é sempre a mesma coisa: falar de coisas grandes e verdadeiras contando mentiras.

E, se você conseguir fazer com que aquilo pareça mítico, com o sabor de uma história verdadeira que você sente que sempre soube, mas tinha esquecido, então terá sucesso.

Livrarias não vendem cultura

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Publicado no Blog do Orlando

causou espanto a muita gente as recentes demissões na livraria cultura e fico me perguntando o porquê.
livrarias vendem livros como farmácias vendem analgésicos e camisinhas, como padarias vendem pães e cigarros.
livrarias tratam os livros como produtos e não estão erradas nisso. estão erradas em tentar convencer seus clientes que estão só preocupadas com o saber ou com a informação.
nas vitrines, os mais vendidos, os mais bem relacionados na lista da veja ou ainda os de futebol na época de copa, os fofinhos para o dia das mães, meiguinhos para o dia dos namorados. e muita auto ajuda, claro!
o livro é um produto e como tal é tratado.
tempos atrás liguei para um livreiro oferecendo um livro independente que havia acabado de produzir. ele disse: claro, com prazer! trabalhamos com 50%.
seco assim, sem beijinho, abraço, vaselina ou ver do que se tratava.
50% é o quanto ele fica do preço de capa.
se eu ou a editora pagamos pela produção, pela impressão, pela entrega na loja, não importa. o fato de ele colocar meu livro em algum lugar perdido em suas prateleiras já vale os 50tinhas.
se vc quiser seu livro na vitrine, num totem, num destaque qualquer o que acontece?
claro, vc paga.
e livraria não compra. recebe tudo em consignação, vende e acerta depois.
negocião!
livrarias, as grandes livrarias, foram para os shoppings, servem café e pãozinho de queijo. têm espaços para pequenas palestras, lançamentos e para crianças folhearem livros espreguiçados em almofadas coloridas nos sábados de manhã quando pais não sabem o que fazer com elas.
espaços assim o macdonalds também tem mas livrarias atraem pessoas que acreditam ainda no poder das palavras escritas umas atrás das outras. acreditam que livros podem fazer a diferença e têm uma fé cega neles como os hipocondríacos que visitam farmácias numa crença quase religiosa.

posso estar sendo um pouco injusto. eu mesmo adoro livrarias e freqüento esses carrefours dos livros onde vc encontra tudo. às vezes, compro. às vezes, anoto os nomes, editoras e encomendo pela amazon pela metade do preço. tem que esperar um pouco mas nem tudo é como a gente quer…
e pra quem gosta de livros, bacana são as pequenas livrarias e, em especial, os sebos. aqueles onde o dono te atende e fala dos livros que vende porque os leu. conhece autores, conhece o vendedor da editora, sabe de edições anteriores, vai direto com a mão no exemplar que vc pediu porque sabe onde está.
continua sendo livro, continua sendo produto, continua sendo negócio mas é como bolo de vó cheio de um carinho que vc merece.

‘Não gosto de moralizar’, diz autor de ‘Diário de um Banana’

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Ilustração do livro "Diário de um Banana" / Reprodução

Ilustração do livro “Diário de um Banana” / Reprodução

Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

Numa história de “Diário de um Banana”, o garoto Greg Heffley se compadece de um colega que maltrata os mais fracos na escola. Em tempos de discurso antibullying, o valentão se sente acuado.

Essa é só uma das abordagens irônicas do americano Jeff Kinney, que credita o sucesso da série à ausência de um tom moralizante. “As crianças sabem ser sofisticadas se dermos crédito a elas.” Leia trechos da entrevista do autor.

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Folha – Você criou “Diário de um Banana” pensando em leitores adultos. O que mudou ao descobrir que o público era prioritariamente infantil?
Jeff Kinney – Eu me sinto mais responsável. Mudei um pouco o tom, sabendo que posso influenciar crianças.

Por exemplo, quando tinha 12 ou 13 anos, eu assistia a filmes adultos sem meus pais saberem. Queria reproduzir isso com o Greg, mas achei melhor não arriscar.

Mas a série continua fora do padrão de livros infantis, não?
Meus livros são meio niilistas. Não gosto de moralizar. Quero que os leitores tirem suas próprias conclusões. Crianças sabem ser sofisticadas se dermos crédito a elas.

Elas percebem quando tentam forçar a moral. Por isso dão um salto grande quando param de ver programas como “Barney e Seus Amigos”. O “Diário” funciona porque as crianças não notam o adulto por trás do personagem.

Personagens perdedores têm estado em alta nos últimos anos, com filmes como “Superbad” e séries como “The Big Bang Theory”. O “Diário” se encaixa nesse cenário?
Acho que sim. Não que eu tenha sentado para escrever sobre bullying, mas escrevo sobre um perdedor. As crianças podem tirar uma mensagem de aceitação, de que não é preciso ser bravo ou forte para estrelar a história.

Mas trato o bullying com um toque delicado. Na verdade, até tiro sarro dessa forte mensagem antibullying.

Se não forem supervisionadas, crianças podem ser cruéis. Muita gente criticou Charles Schulz [criador do Snoopy] porque as crianças das tiras dele eram más. Ele dizia: ‘Mas crianças são más’. Vejo isso o tempo todo. Elas magoam umas às outras de um modo como adultos em geral não fazem.

Como se lembra com tanta riqueza de detalhes as impressões de um pré-adolescente?
Sempre me surpreendo com gente que não consegue se lembrar de sua infância, e descobri que muita gente de fato não guarda detalhes desse tempo. Foi divertido mergulhar em lembranças. Passei quatro anos só escrevendo tudo o que podia recordar da minha infância.

Não foi meio deprimente?
Sim [risos]. Greg vive uma fase estranha. Treinei a pensar como criança de novo, aquela idade narcisística em que elas não pensam nas consequências de suas atitudes e nas pessoas ao redor. Uma coisa boa de crescer é não precisa mais lidar com isso.

O escritor Jeff Kinney, autor do fenômeno infantojuvenil "Diário de um Banana", no hotel da zona sul de São Paulo (Rodrigo Capote/Folhapress)

O escritor Jeff Kinney, autor do fenômeno infantojuvenil “Diário de um Banana”, no hotel da zona sul de São Paulo (Rodrigo Capote/Folhapress)

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