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George R.R. Martin publica capítulo do sexto livro de ‘Game of thrones’

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‘The winds of winter’ deve sair em 2015; quarta temporada da série estreia no dia 6

George R.R. Martin ilustrou o capítulo em seu site com a imagem do 'Titã de Braavos' Reprodução

George R.R. Martin ilustrou o capítulo em seu site com a imagem do ‘Titã de Braavos’ Reprodução

Publicado em O Globo

RIO — A poucos dias da estreia da quarta temporada de “Game of thrones”, George R.R. Martin resolveu dar aos fãs um gostinho do que será o próximo livro da saga. O autor publicou um capítulo de “The winds of winter” em seu site oficial, com o título “Mercy”.

“O novo capítulo na verdade é antigo. Mas não, ainda não publiquei ele em lugar nenhum, nem acho que tenha lido em alguma convenção”, disse o autor. “Ele é novo no sentido de que não foi lido por ninguém além dos meus editores e antigo pois foi escrito há muito tempo.”

Martin sempre teve o hábito de oferecer “cenas do próximo livro” ao final de cada tomo da “Crônica de gelo e fogo”. Um capítulo sobre a personagem Arianne estava no site há algum tempo, considerando o longo intervalo entre “A dance with dragons”, lançado em 2011, e “The winds of winter”, previsto para, quem sabe, meados de 2015.

A quarta temporada de “Game of thrones” começa no dia 6 de abril, na HBO. Numa entrevista recente, Martin disse que a série pode terminar com um filme de grande orçamento no cinema, dependendo do tempo que o programa de TV levar.

Manias ou métodos de trabalho de 10 escritores clássicos

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Livro explica as manias ou métodos de trabalho de escritores famosos, como Joyce, Fitzgerald, Roth e Alice Munro

Euler de França Belém, na Revista Bula

No livro “Rituales Cotidianos — Como Trabajan los Artistas” (Turner, 264 páginas), Mason Currey registra as manias ou hábitos de trabalho de mais de 160 criadores célebres. O jornal “ABC”, de Madri, arrola, no texto “Las manías de los grandes escritores”, o que chama de “manias” de dez prosadores. O livro, inédito no Brasil, explica como os escritores, de James Joyce a Philip Roth, escreveram suas obras-primas.

F. Scott Fitzgerald
(1896-1940)

F. Scott Fitzgerald

Alcoólatra inveterado, não se sabe como Scott Fitzgerald arranjava tempo para escrever romances e contos de alta qualidade. I. Martín Rodrigo, do “ABC”, diz que o autor do romance “O Grande Gatsby” não tinha um horário normal. Em Paris, em 1925, levantava-se às 11 e começava a escrever às 17 horas. Seguia escrevendo pela madrugada. O jornal ressalva que o escritor americano e sua mulher, Zelda, passavam muitas noites nos cafés. “Sua verdadeira escritura se dava em breves momentos de atividade concentrada” — este, quem sabe, seu segredo. Escrevia, às vezes, 8 mil palavras numa sentada. “O problema é que o autor” de “Suave é a Noite”, romance levado ao cinema, “foi pouco a pouco convencendo-se de que o álcool era essencial para seu processo criativo”. Adorava gim.

Arthur Miller
(1915-2005)

Arthur Miller

“Oxalá eu tivesse uma rotina para escrever”, disse Arthur Miller. O autor de “A Morte de um Caixeiro-Viajante” dizia que se levantava cedo, escrevia em seu escritório e, depois, destruía tudo. Ocasionalmente, algo do que havia escrito, de um jato, “sobrevivia”. “A única imagem que vem à mente é a de um homem que caminha com um pedaço de ferro numa mão durante uma tempestade de raios”, sugeriu o escritor. Um dos maiores dramaturgos norte-americanos, Miller se tornou mais popular devido ao relacionamento com Marilyn Monroe. Não é uma estrela como a atriz, mas, culturalmente, está quilômetros adiante.

Haruki Murakami
(Kioto, 1949)

Haruki Murakami

Murakami pode não ser um escritor do porte de Yukio Mishima e Yasunari Kawabata, mas está se tornando o Roberto Bolaño do Japão, e não só do país asiático. É uma estrela. Ele acorda às 4 horas e, quando está escrevendo um livro, “trabalha de cinco a seis horas seguidas”. Na parte da tarde, “o escritor japonês nada, corre, lê, escuta música”. Dorme por volta de 21 horas. “Murakami admite que manter este ritual durante o tempo necessário para terminar um romance requer algo mais do que disciplina mental.” No período em que está concentrado, escrevendo livros, deixa de lado sua vida social. “As pessoas ficam ofendidas quando rechaço repetidamente seus convites.”

James Joyce
(1882-1941)

James Joyce

O autor de “Dublinenses” e “Finnegans Wake” não acordava muito cedo. Ele escrevia à tarde, período, dizia, em que “a mente está em seu melhor momento” (a frase é de sua autoria). O irlandês passava as noites em cafés e restaurantes. “Com frequência amanhecia cantando velhas canções irlandesas” em algum bar. Ele se “orgulhava de sua voz de tenor”. “Em 1914, quando já havia começado a escrever ‘Ulysses’, trabalhava” na elaboração do “livro todos os dias”. Mas seguia escrevendo apenas à tarde e, à noite, confraternizava com os amigos Em outubro de 1921, depois de sete anos de trabalho, terminou o romance. “Calculo que devo ter passado quase 20.000 horas escrevendo ‘Ulysses’”, revelou.

Henry James
(1843-1916)

Henry James

Autor de “As Asas da Pomba” e “Retrato de uma Senhora”, Henry James “sempre manteve hábitos de trabalho regulares. Escrevia todos os dias”. Ele começava a escrever de manhã e só parava no horário do almoço. Nos últimos anos, com dores na mão com a qual escrevia, passou a ditar os textos a um secretário. “Na parte da tarde, lia, tomava chá, passeava, ceava; e passava a noite tomando notas para o trabalho do dia seguinte.” Assim que terminava um livro começava outro imediatamente — daí sua grande produção como prosador e crítico literário.

Truman Capote
(1924-1984)

Truman Capote

O autor do romance “A Sangue Frio”, um clássico da literatura de não-ficção, “escrevia quatro horas por dia”. O norte-americano Truman Capote “revisava sua obra à noite ou na manhã seguinte e fazia duas versões manuscritas, a lápis, antes de datilografar uma cópia definitiva. Era muito supersticioso. Escrever na cama era a menor de suas superstições. Não colocava no mesmo cinzeiro três bitucas de cigarro. Se estava visitando alguém, colocava os restos dos cigarros em seus bolsos para não encher o cinzeiro. Na sexta-feira não podia começar nem terminar nada e somava números em sua cabeça de modo compulsivo”, relata o “ABC”.

Martin Amis
(Swansea, 1949)

Martin Amis

Autor de “Casa de Encontros” (sobre o Gulag soviético) e “Lionel Asbo — Estado da Inglaterra”, “Martin Amis escreve de segunda a sexta-feira em um escritório a pouco mais de um quilômetro de seu domicílio londrino”. Fica o tempo todo no escritório, mas não escreve o tempo inteiro. “Todo mundo supõe que sou uma pessoa sistemática (…). Creio que a maioria dos escritores se sentiria muito feliz com duas horas de trabalho concentrado”, afirma o prosador inglês.

Philip Roth
(Newark, 1933)

Philip Roth

“Escrever não é um trabalho duro — é um pesadelo”, declarou, em 1987, Philip Roth, um dos mais prolíficos escritores americanos e discípulo de Saul Bellow. “Em 1972 mudou-se para uma casa do século 18, numa área rural, em Connecticut. Usa como escritório uma antiga casa de hóspedes, onde começa a trabalhar depois do café da manhã e de fazer algum exercício” (é excelente nadador). “Escrevo das 10 horas até as 18 horas todos os dias, com uma folga de uma hora para almoçar e ler jornais. À noite, só leio.” A informação ficou datada. O autor dos romances “O Complexo de Portnoy” e “O Teatro de Sabbath” disse adeus à literatura. Inclusive deu autorização para um especialista biografá-lo, sugerindo que concluiu sua “carreira” de escritor.

Jonathan Franzen
(Chicago, 1959)

Jonathan Franzen

Um dos autores preferidos do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o autor de “Liberdade” está frequentemente na lista dos best-sellers dos principais jornais norte-americanos. “Em 2001, enquanto trabalhava” no romance ‘“Relações’, Jonathan Franzen se fechava em seu escritório, no Harlem, com as luzes apagadas e as persianas abaixadas, sentado em frente ao computador, com tampões nos ouvidos e com os olhos vendados. Demorou quatro anos para concluir o romance e descartou milhares de páginas. “Passava o dia escrevendo e burilando, até que às 16 horas não tinha mais remédio do que admitir que” o material “era ruim. Entre 17 e 18 horas, me embebedava com copos de vodka. Depois, ceava, altas horas da noite, consumido por uma enfermiça sensação de fracasso. Odiava a mim mesmo todo o tempo”, diz o cultuado Franzen.

Alice Munro
(Wingham, 1931)

Alice Munro

O “ABC” registra que, “na década de 1950, Alice Munro, mãe e dona de casa, só podia escrever quando suas tarefas domésticas o permitiam”. Assim, escrevia à tarde, “aproveitando que sua filha pequena dormia e a maior estava na escola. No início de 1960, a prêmio Nobel de Literatura alugou um escritório, em cima de uma farmácia, para escrever, mas o deixou depois de quatro meses devido ao senhorio, que, muito chato, a interrompia frequentemente.” Aos 82 anos, Munro, uma das maiores prosadoras canadenses, quase uma Tchekhov de saia, anunciou que não vai mais publicar. Vale a pena ler os contos das obras-primas “O Amor de Uma Boa Mulher” e “Vida Querida”.

‘Você pode ensinar macacos a terem MBA’, diz Bruce Dickinson

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Cantor do Iron Maiden mostra lado empresário na Campus Party.
Ele afirma que ter uma ‘boa ideia’ é mais importante que ‘qualificação’.

Bruno Araujo, no G1

Bruce Dickinson em coletiva antes da Campus Party Brasil 2014 (Foto: Bruno Araujo/G1)

Bruce Dickinson em coletiva antes da Campus
Party Brasil 2014 (Foto: Bruno Araujo/G1)

Uma das principais atrações da Campus Party Brasil 2014 é o músico Bruce Dickinson, vocalista da banda de metal Iron Maiden. No entanto, os visitantes e campuseiros do evento que acontece no Anhembi, em São Paulo, verão em sua palestra nesta terça-feira (28), às 13h, uma personalidade diferente de Dickinson: a de empresário.

Dono de uma companhia de aviação no Reino Unido, a Cardiff Aviation, Dickinson acha que criatividade é mais importante que currículo. Em entrevista coletiva anterior à sua participação na Campus Party, ele brincou: “Não é sobre qualificação, mas sobre ter uma boa ideia. Você pode ensinar macacos a terem MBA”.

Para o músico, o jovem empreendedor precisa de duas coisas para buscar o sucesso: uma grande ideia e vontade de trabalhar sem custos.

“O problema de muitas startups é que elas querem alugar um local bonito para trabalhar, contratar muita gente”, disse. “A questão devia ser ‘como evitar que compremos qualquer tipo de móvel’, e não ‘qual será a cor dos móveis que usaremos’.”

O vocalista do Iron Maiden comentou ainda que seu foco de investimento são grandes tecnologias de materiais e transporte, como motores, e não softwares. “Eu sou investidor em uma companhia que está desenvolvendo tecnologias mais leves que o ar para transportes ecológicos de grandes cargas a lugares remotos e inacessíveis”, disse. “Também sou investidor em um jato eco-friendly, mais econômico que um grande carro”.

Ele mesmo um empresário do ramo da aviação que já sonhou quando criança em se tornar um astronauta, Dickinson falou também sobre o avanço das viagens espaciais e como as pessoas não irão para o espaço para viver – “os humanos morrem muito facilmente lá” –, mas sim para “tornar a Terra mais habitável”.

“Alguns experimentos biológicos são muito mais rápidos na gravidade zero”, comentou. “Eu sou um sonhador. As missões da Nasa e Júlio Verne me inspiraram quando criança (…) Eu acho que Elon Musk [investidor de empresas como SpaceX e Tesla Motors] será o futuro da viagem espacial”.

Primeiro lugar da UnB abre mão de vaga em Medicina para tentar ITA

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Estudante de Recife, de 17 anos, se inscreveu em curso apenas para ter um parâmetro. Ele quer ser engenheiro

O estudante João Lucas Fernandes nunca quis ser médico Divulgação

O estudante João Lucas Fernandes nunca quis ser médico Divulgação

Eduardo Vanini em O Globo

RIO – A história de João Lucas Fernandes dos Santos, de 17 anos, vai fazer muito vestibulando se contorcer. O morador de Recife ficou com o primeiro lugar geral da Universidade de Brasília (UnB), mas abriu mão da sua vaga. Ele se inscreveu para o curso de Medicina da UnB no Sistema Integrado de Seleção Unificada (Sisu), e foi aprovado, claro, mas nem se matriculou. O jovem, que também foi o primeiro lugar no vestibular tradicional da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) onde se candidatou ao curso de Física, quer cursar Engenharia Aeronáutica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Ele não foi aprovado este ano, mas vai tentar de novo no próximo vestibular.

– Fiz minha inscrição no Sisu só para ter um parâmetro do meu potencial, mas nunca tive vontade de fazer Medicina. Escolhi a UnB pelo nível da universidade e para comparar meu desempenho com alunos de outras regiões – conta o garoto, que teve a média final de 848,77 pontos, além de uma pontuação de 860 na redação.

Filho de uma enfermeira e um professor, João sonha com o ITA há alguns anos. Desde o 9º ano, ele participa de olimpíadas de matemática, física e química, para as quais cursa atividades específicas de preparação. Fora isso, ele usa livros de nível superior para se aprofundar nessas disciplinas. Segundo ele, o conhecimento acumulado nestes anos “deu um gás” para alcançar uma nota tão alta no Enem.

– O que faz a diferença é buscar sempre mais do que o exigido pelos seus professores – define.

Tanto empenho, entretanto, não foi suficiente para assegurar o ingresso no ITA, onde a disputa era de 170 candidatos por vaga. Após enfrentar a maratona de quatro dias de provas em dezembro do ano passado, ele acabou com uma média final cinco pontos inferior à do último candidato aprovado.

– Para entrar no ITA você tem que estar com fome de ITA 24 horas por dia. E eu não estava assim na primeira prova. Estava muito relaxado e não usei uma boa estratégia. Em vez de priorizar as questões mais fáceis, fiz os itens pela ordem em que apareciam e acabei perdendo tempo com questões mais difíceis – lamenta.

Mas nada disso abalou o garoto. Munido da autoconfiança gerada pelo resultado no Sisu, ele está pronto para encarar um ano de cursinho e se aprofundar ainda mais aos estudos em 2014. As aulas começam no próximo dia 5.

– Quero me dedicar bastante ao cursinho, respeitando todas as metodologias e dicas passadas pelos professores, além de fazer todas as atividades extraclasse que forem oferecidas. Também já me programei para estudar até seis horas por dia em casa – planeja.

Professor perde aposta com alunos e dá aula com cabelo pintado de rosa

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Ele se pintaria se os estudantes juntassem dinheiro para doação

Publicado no R7

rosa

David Robinson, que vai se aposentar em 2014, disse que vai ficar de olho em seu substituto (ABC News)

O professor David Robinson se tornou um dos professores mais queridos dos Estados Unidos. Isso porque ele fechou uma aposta com seus alunos para arrecadar dinheiro para doação, segundo o site Huffington Post nesta quinta-feira (24).

Segundo a rede de televisão ABC News, Robinson e os estudantes da East Valley High School, em Washington, resolveram apostar quantos doces conseguiriam coletar no festival de outono depois de ouvirem que o clube da escola estava vendendo mechas rosas de cabeço para a campanha contra o câncer de mama.

Um dos alunos perguntou ao professor se ele toparia pintar o cabelo e a barba de rosa se juntassem R$ 70 (US$ 30) em doces, de acordo com o professor.

— Eu disse que era o seguinte: eu pinto meu cabelo e minha barba por uma semana se vocês trouxerem R$ 160 (US$ 70).

Para ele, um professor do ensino médio não se destaca muito, mas, de repente, todo mundo na escola o conhecia.

— E eles também sabem sobre a causa, o que é ótimo.

De acordo com a ABC, Robinson quer ficar de olho em seu substituto, uma vez que ele se aposenta em 2014, para ver se o novo professor vai se pintar de rosa.

— Chega uma hora na vida da pessoa que ela tem que retribuir o que a sociedade lhe deu, e é isso que tenho no horizonte.

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