Contando e Cantando (Volume 2)

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Afinal, fazer um grupo de estudos no WhatsApp funciona?

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Grupos de estudos existem há muito tempo e sempre foram utilizados para compartilhar conhecimento e sanar dúvidas. Eles funcionam como ajuda mútua, onde um colega divide o conhecimento sobre a matéria que tem mais facilidade com os demais. Com a tecnologia, essa estratégia só melhorou: participar de um grupo de estudos no WhatsApp traz grandes vantagens para os estudantes.

Publicado no Universia Brasil

Como em qualquer outro grupo do aplicativo, é preciso estabelecer um administrador, ou mais de um, para dirigir o grupo, mediar as conversas, assim como divulgar e relembrar as regras sempre que necessário. O objetivo do grupo de estudos no WhatsApp é que os seus membros possam trocar mensagens de onde estiverem, sem necessidade do contato presencial, além de atingir o maior número de colegas, facilitar o acesso às informações e promover uma interação mais dinâmica.

Entre os vestibulandos, essa já é uma prática comum. É possível encontrar grupos formados por estudantes que fazem parte do mesmo colégio, cursinho, sala de aula e até de diferentes regiões do país que se unem para ensinar e aprender uns com os outros. Portanto, veja neste post como usar o grupo de estudos no Whatsapp a seu favor, sem perder o foco e tornando-o eficiente nos estudos para o vestibular.

Não perca o foco inicial do grupo

Estudar para o vestibular requer muitas horas de dedicação aos livros e ao conteúdo das provas. São diversas disciplinas, por isso, manter o foco é essencial para não perder tempo com a grande quantidade de estímulos à distração que estão à mão por meio dos alertas no celular.

Se a tecnologia contribui para a criação do grupo de estudos no WhatsApp, ela também pode atrapalhar porque, com o celular sempre acessível, fica mais tentador checar as redes sociais e e-mails. Portanto, durante o período de estudos, deixe o telefone no modo silencioso para não desviar a atenção a cada alerta e tenha bastante cuidado com o tempo que irá dedicar ao aparelho.

O ideal é criar uma rotina de estudos organizada, em que alguns minutos sejam dedicados a checar as mensagens do grupo e fazer anotações do conteúdo compartilhado, em seguida retornando aos estudos nos livros e deixando de lado o celular.

Defina e compartilhe as regras do grupo de estudos no WhatsApp

O funcionamento eficiente dos grupos no aplicativo só pode acontecer quando os membros estão dispostos a cumprir as regras. O administrador deve escrever as normas e compartilhá-las assim que adicionar todos os membros para que eles vejam e cumpram com os acordos.

As regras devem ser claras, bem explicadas e conter restrições quanto a conversas paralelas, quando somente duas ou três pessoas falam de um assunto que só interessa a elas, por exemplo, ou brincadeiras e piadas que não agregam nada ao objetivo do grupo, além de inserção de temas que não têm relação com as matérias exigidas para o vestibular.

Determinar que o não cumprimento dessas normas implicará na exclusão do participante é uma ação que deve ser incluída e praticada, a fim de deixar no grupo somente os membros que tenham interesse real e levem a sério os estudos.

Promova discussões de temas relacionados às matérias

Sabemos o quanto é tentador comemorar a vitória do time de futebol ou comentar sobre as intenções de alguns políticos, especialmente em um grupo onde as pessoas são consideradas como amigas por se falarem todos os dias. Mas, para um grupo de estudos no WhatsApp, é melhor deixar de lado esses assuntos, pois eles podem gerar diversas mensagens e acabar desviando o foco.

Procure estabelecer discussões mais produtivas, que podem aperfeiçoar o aprendizado em alguma matéria, como, por exemplo, propor a solução de um problema matemático ou comentar algum acontecimento histórico que tenha gerado dúvida sobre quando ou como aconteceu, para que todos os colegas possam contribuir com conhecimento e compartilhar as fontes de estudos que comprovem suas versões dos fatos.

Use áudios, vídeos e imagens para promover aprendizado

As facilidades tecnológicas são inúmeras e, especialmente para os jovens, é muito mais fácil assimilar informações em forma de áudios, vídeos ou imagens, por isso, é muito vantajoso receber conteúdo relacionado às matérias nesses formatos.

No entanto, o perigo está no excesso de utilização dessas ferramentas ou no seu uso indevido, como envio de imagens de “bom dia” e assuntos não relacionados ao tema do vestibular. Alguns participantes abusam de áudios e vídeos extensos e cansativos, que têm pouco valor ou novidade de conteúdo.

Além disso, são arquivos que pesam e ocupam bastante espaço no celular, sendo preciso considerar que os colegas podem não gostar de encher a memória do telefone com essas informações. Nesse caso, pode ser mais interessante compartilhar um link com o mesmo tipo de conteúdo e, assim, cada participante pode decidir se deseja abrir o link, segundo seu roteiro de estudo.

Não compartilhe notícias falsas

Os estudantes podem usar o grupo de estudos no WhatsApp para trocar informações sobre os vestibulares que estão acontecendo, quais as melhores Universidades, prazos para inscrições ou, ainda, opções de bolsas de estudos. No entanto, é preciso ter muita cautela com as informações que serão distribuídas.

Antes de enviar a mensagem, faça uma rápida pesquisa no Google para checar a fonte da sua informação, tendo o cuidado de analisar a data da notícia e se certificar de que é segura e confiável. Suspeite de mensagens que foram encaminhadas em diversos grupos e que não possuem data e nem de onde são os dados mencionados. Essa é uma boa prática para não poluir o grupo com falsas mensagens e nem confundir os colegas.

Estudar em grupo e dividir o conhecimento com outras pessoas sempre foi uma estratégia muito eficiente para alcançar bons resultados nos estudos, especialmente ao se tratar da conquista do vestibular.

A tecnologia a favor dessa conquista será cada vez mais utilizada pelos jovens da nova geração, por isso, participar de um grupo de estudos no WhatsApp seguindo essas dicas contribuirá para o sucesso no vestibular.

Se você quer mais dicas sobre grupo de estudos no WhatsApp e como obter bons resultados no vestibular, entre outros assuntos desse universo, siga nossas redes sociais! Estamos no Facebook, Instagram, Linkedin e no Twitter.

Divulgada data de publicação e capa de “Rainha do Ar e da Escuridão”

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Graziele Fontes, no Cabana do Leitor

A autora Cassandra Clare anunciou no último sábado, no Yallfest, a capa do 3º livro “Rainha do Ar e da Escuridão” (em tradução livre), da série Os Artifícios das Trevas e, além de enlouquecer os fãs da autora e, claro, da série, Cassie disse que o livro só será lançado em 04 de dezembro de 2018, mas a situação é ainda pior, pois não há data de lançamento aqui no Brasil ainda, mas estamos torcendo para que seja lançamento simultâneo.

CAPA

A capa é maravilhosa, não é? Os fãs estão torcendo para que a capa seja igual aqui no Brasil!

Cassie além de nos matar com essas informações, liberou um trecho do livro para matar seus fãs só mais um pouquinho. Confira:

Ele queria perguntar a Ty se ele estava bem, mas sabia que o outro garoto não iria querer. Ty estava olhando para o mercado, tenso com a curiosidade. Kit voltou-se para o phouka.
“Porteiro“, disse ele. “Solicitamos entrada no mercado das sombras.”
O olhar de Ty chamou a atenção. O phouka era alto, escuro e magro, com fios de bronze e ouro entrelaçados pelos longos cabelos. Ele usava calças roxas e sem sapatos. O poste que ele se apoiou estava entre duas barracas, bloqueando perfeitamente o caminho para o Mercado.
“Kit Rook“, disse o Phouka. “Que elogio é ser reconhecido por alguém que nos deixou para habitar entre os anjos.”
“Ele conhece você,” murmurou Ty.
“Todo mundo no Mercado das Sombras me conhece.” disse Kit, esperando que Ty estivesse impressionado.
O phouka apagou o cigarro. Ele soltou um cheiro fraco e doce de ervas carbonizadas. “Senha.” disse ele.
“Eu não vou dizer isso.” disse Kit. “Você acha que é engraçado tentar fazer as pessoas dizerem isso.”
“Dizer o que? Qual é a senha?“, Ty quis saber.
O phouka sorriu. “Espere aqui, Kit Rook,” disse ele, e se misturou de volta às sombras do mercado.
“Ele vai conseguir o Hale.” disse Kit, tentando ocultar os sinais de nervosismo.
“Eles podem nos ver?” Disse Ty. Ele estava olhando para o Mercado das Sombras, onde grupos de seres do submundo, bruxas e outros membros variados do submundo mágico se moviam entre o tumulto. “Lá fora?”
Era como ficar de fora de uma sala iluminada no escuro, pensou Kit. E, embora Ty possa não pudesse expressar dessa maneira, Kit suspeitou que ele sentiu o mesmo.
“Se puderem, eles nunca mostrariam isso.” disse ele.

Nada mais foi divulgado e agora só resta esperar. Caso não tenha lido os livros da série Os Intrumentos Mortais ainda, estão todos disponíveis nas livrarias do país, inclusive, há uma série baseada nos livros de Cassandra Clare, que está sendo transmitida na Netflix Brasil denominada de Shadowhunter, confira!

Motorista de ônibus muda trajeto e 15 estudantes chegam a tempo para o Enem

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Estudante posta agradecimento a motorista que 'salvou' candidatos do Enem em grupo do Facebook em São Carlos (Foto: Arquivo/ EPTV e Reprodução/ Facebook)

Estudante posta agradecimento a motorista que ‘salvou’ candidatos do Enem em grupo do Facebook em São Carlos (Foto: Arquivo/ EPTV e Reprodução/ Facebook)

Candidata de São Carlos (SP) postou agradecimento, e empresa considerou atitude ‘louvável’. ‘Pularam dentro do ônibus, ficaram contentes para caramba’, disse Geraldo.

Publicado no G1

A atitude de um motorista de ônibus ajudou pelo menos 15 estudantes a chegarem a tempo para fazer a prova do Enem no Unicep, em São Carlos (SP), no domingo (5). Ele mudou o trajeto habitual para deixar os candidatos na porta do local. Uma estudante postou um agradecimento no Facebook.

Na postagem, Ângela Silva disse que ela e outros candidatos esperavam o ônibus para ir ao local de prova. “Então passou um Arnon de Mello linha 41, o ônibus não iria até a Unicep, só até a Associação Desportiva da Polícia Militar (ADPM). Só que, para não chegarmos atrasados, o motorista esticou até lá. Eu queria muito agradecer esse motorista. O nome dele é Geraldo! Queria dizer que nesse mundo tão desumano, encontrar pessoas como ele, que fazem o bem pelo ser humano sem obrigação nenhuma, enche a gente de esperança. Muito obrigada de verdade!”, escreveu.

Estudantes chegaram a tempo para o primeiro dia do Enem em São Carlos (Foto: Raquel Baes/ G1)

Estudantes chegaram a tempo para o primeiro dia do Enem em São Carlos (Foto: Raquel Baes/ G1)

 

O motorista Geraldo Casalli, de 53 anos, conversou com o G1 e disse que ficou contente com o reconhecimento, mesmo sabendo que não poderia ter mudado o trajeto habitual.

Eu pensei: ‘vou levar eles lá’, porque eles já estavam atrasados. Eles pegaram comigo era 12h20, aqui na Carlos Botelho, perto da Santa Casa. Fui subindo a Miguel Petroni, foi entrando mais gente, aí chegamos lá em cima [ADPM] era 12h30, aí eu dei uma esticadinha até lá [Unicep]“, afirmou.

Geraldo disse que os estudantes comemoraram a chegada a tempo no local de prova. “Pularam dentro do ônibus, ficaram contentes para caramba, mas eu fiz isso escondido da empresa. Se eu não ganhar advertência por isso, está bom”, disse.

Suzantur

Em nota, a empresa Suzantur informou que considerou a atitude do motorista “louvável” e que a mudança não prejudicou o serviço. Ele está na empresa há 9 meses e é considerado um bom funcionário.

“Como no ônibus havia cerca de 15 pessoas que iriam fazer a prova do Enem na Unicep e sendo que os portões se fechariam às 13h, o motorista, em uma atitude altruísta, resolveu seguir por mais três quarteirões, deixando os estudante na rotatória do Unicep, sem prejudicar, de forma alguma, a rota de retorno”, afirmou a empresa.

Professor cego e cadeirante inspira alunos: ‘A superação está dentro de cada um’, diz

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Osvaldo Fernando Moreira leciona na rede municipal há 4 meses (Foto: Prefeitura de Rio Claro/Divulgação)

Osvaldo Fernando Moreira leciona na rede municipal há 4 meses (Foto: Prefeitura de Rio Claro/Divulgação)

Síndrome de Devic afetou visão e movimentos das pernas de Osvaldo Fernando Moreira aos 13 anos. Ele leciona em sala do 5º ano de escola municipal de Rio Claro, SP.

Fábio Rodrigues, no G1

Uma doença rara degenerativa tirou a visão e parte dos movimentos das pernas de Osvaldo Fernando Moreira, aos 13 anos, mas não o impediu de sonhar. Formado em pedagogia, o professor de 29 anos inspira alunos do 5º ano do ensino fundamental para quem dá aulas em Rio Claro (SP) desde junho deste ano. “A superação está dentro de cada um”, disse ao G1 neste domingo (15), Dia do Professor.

Moreira é concursado na Escola Municipal Jovelina Morateli, no bairro Mãe Preta, onde sente-se realizado pela profissão que diz ter se apaixonado logo nos primeiros meses da graduação. Para conseguir o que queria, foi preciso muita dedicação, característica que admira em si próprio.

Síndrome de Devic

Moreira nasceu saudável, mas na adolescência foi diagnosticado com a síndrome de Devic, uma doença autoimune que acomete o sistema nervoso central. Em uma semana, perdeu a visão e parte dos movimentos das pernas.

O tratamento começou em 2001 no Centro de Habilitação Princesa Victoria (CHI) onde se aproximou de pessoas com dificuldades semelhantes. Lá aprendeu a se comunicar em braile e logo passou a dar aulas para crianças com deficiência visual e múltiplas deficiências. Seis anos depois, prestou concurso e, em 2008, passou a trabalhar na unidade.

Ao concluir a graduação, Moreira prestou outro concurso para professor da rede municipal de ensino e, em maio deste ano, teve que se desligar do CHI. “Por ter toda uma história de ajuda e recuperação, foi muito difícil a minha saída”, contou.

Primeiro dia de aula foi marcante, disse professor (Foto: Prefeitura de Rio Claro/Divulgação)

Primeiro dia de aula foi marcante, disse professor (Foto: Prefeitura de Rio Claro/Divulgação)

Primeiro dia de aula

O professor lembrou que teve receio em relação ao primeiro dia de aula, pois não sabia o que iria encontrar. Ele não conhecia a escola, os professores, não sabia se o prédio era adaptado e não tinha noção de como seria recebido pelos pais e alunos. A experiência, entretanto, o surpreendeu.

“As crianças são curiosas, perguntaram por que tinha ficado doente, como uma pessoa cega enxerga, como eu fazia em casa. Contei a minha história e elas ficaram surpresas por eu conseguir fazer tantas coisas. Com isso, foi quebrando aquele gelo. No primeiro dia de aula saí muito feliz pela receptividade dos alunos e da escola”, disse.

Segundo Moreira, a Secretaria Municipal de Educação fez algumas melhorias no prédio da escola, como rampas e adaptações no banheiro. As portas largas e sala ampla facilitam a circulação entre os alunos. “Eles vêm, pegam minha cadeira e levam até o lugar deles. Leem a pergunta, a resposta e dou as orientações”, contou.

A professora Ana Cristina de Souza Cruz auxilia o trabalho. “Quando tem explicação na lousa, eu falo e ela escreve. Ela é como se fosse meus olhos e braços. Discutimos e planejamos o conteúdo aplicado, as crianças têm sorte por terem dois professores”, disse ele.

Independência

O professor morava com os pais e três irmãos, mas há quatro anos comprou um apartamento e desde então vive sozinho. No começou a mãe não gostou muito da ideia, mas acabou aceitando com a condição de que ela pudesse cozinhar e fazer outras tarefas.

O acordo durou pouco tempo, pois Moreira aprendeu a fazer feijão, carne de forno, torta, bolo e outras receitas que pega na internet. Ele disse que também limpa a casa e lava roupas.

Escola passou por adaptações para receber professor (Foto: Prefeitura de Rio Claro/Divulgação)

Escola passou por adaptações para receber professor (Foto: Prefeitura de Rio Claro/Divulgação)

Superação

Religioso, o professor disse acreditar que Deus tem um propósito para tudo. “Talvez se eu não ficasse doente, não iria conseguir mostrar para as pessoas que há possibilidade e que não é preciso só reclamar dos problemas. Com a minha história, acabo transformando a vida de algumas pessoas”, disse.

Para ele, superação é uma capacidade do ser humano, basta querer fazer e se esforçar. O professor disse que sempre lembra aos alunos que é preciso correr atrás dos objetivos independentemente da limitação que se tem.

“Aceito a minha condição de ter duas deficiências, mas eu não me conformo porque senão não vou conseguir viver em paz, ser feliz. A ciência está avançada, a gente não sabe o dia de amanhã. Do mesmo jeito que fiquei doente posso recuperar. Eu acho que lamentar e reclamar de um problema não vai fazer com que consiga resolvê-lo, As pessoas têm que tem ter mais ação e força de vontade para seguir frente”, ressaltou.

Ele escreveu redação sobre o ‘mundo em que gostaria de crescer’. E ganhou um concurso com ela

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 Reprodução/TV Rondônia "“Eu falei na redação justamente que o mundo que eu gostaria de crescer não é um mundo só meu, porque ele já foi imaginado por muitas pessoas antes de mim"

Reprodução/TV Rondônia
““Eu falei na redação justamente que o mundo que eu gostaria de crescer não é um mundo só meu, porque ele já foi imaginado por muitas pessoas antes de mim”

 

Leonardo Silva Brito, de 17 anos, é morador da cidade de Presidente Médici, no interior de Rondônia.

Camila Boehm, no Huffpost Brasil

Morador da cidade de Presidente Médici, no interior de Rondônia, distante 400 quilômetros da capital Porto Velho, Leonardo Silva Brito, de 17 anos, estudou a vida toda na escola estadual Carlos Drummond de Andrade, onde conheceu o Concurso Internacional de Redação de Cartas, do qual foi vencedor da etapa nacional em 2015 e ficou no terceiro lugar geral da competição.

“O concurso me moveu, me direcionou e me levou a conhecer coisas que eu não conseguiria ter contato fora de sala de aula. Foi muito bom pra mim, para a minha escola, para os alunos, ter contato com esse tipo de material relacionado tanto à história, política e geografia”, contou o rapaz à Agência Brasil. Na época em que participou, os estudantes deveriam tratar na redação sobre o mundo em que gostariam de crescer.

A 46ª edição do concurso feito no Brasil pelos Correios e coordenado em todo o mundo pela União Postal Universal, está com inscrições abertas até amanhã (17).

Escolas da rede pública e privada podem participar com, no máximo, duas redações por instituição, que devem ser escritas à mão e produzidas por alunos de até 15 anos.

O tema deste ano é “imagine que você é assessor do secretário-geral da ONU – qual o problema mundial que você o ajudaria a resolver em primeiro lugar e de que forma você o aconselharia para isso?”

No ano em que foi vencedor, Leonardo estava no segundo ano do ensino médio. No entanto, desde o sexto ano do ensino fundamental, ele participava da competição.

“Algumas [vezes] eu fui classificado, outras não. Eu sempre participava porque eu gostava muito dos temas que eram propostos pelo concurso. Eu esperava realmente desenvolver esse meu interesse por leitura e por escrita principalmente.”

“Eu falei na redação justamente que o mundo que eu gostaria de crescer não é um mundo só meu, porque ele já foi imaginado por muitas pessoas antes de mim e vai continuar sendo desenvolvido depois que eu me for. Eu citei bastantes pensadores que contribuíram para a formação de um mundo melhor. E eu acredito que é assim que será construído um mundo coletivo, onde cada um contribui com o que pode e da forma que pode”

Citando figuras como Malala, Chico Mendes e Madre Teresa de Calcutá, o jovem apresentou seu mundo ideal.

“Esse mundo onde eu gostaria de crescer é a interseção de todos esses sonhos dessas pessoas que acreditavam em um mundo melhor e fizeram acontecer. Eu coloquei [na redação] que seria um mundo coletivo onde cada um doasse parte do seu tempo para a construção realmente dessa utopia”.

Para Leonardo, ter coragem para botar em prática os sonhos e ajudar na construção desse mundo pode “transformar os próximos dias, anos, séculos aqui na Terra para as próximas gerações”.
Coletivo

O jovem lembra a todo momento, em entrevista à Agência Brasil, que sua participação no concurso foi resultado de uma ação coletiva.

“Quando foi lançada essa proposta [do concurso] para o nosso diretor, eles [coordenadores e professores] acolheram e levaram os alunos a fazerem oficinas de produção textual, então foi um trabalho em conjunto, na verdade”.

Ele acrescentou que foi muito bom todos os alunos terem contato com o tema do concurso, relacionado tanto à história, política e geografia.

O jovem contou sobre o reconhecimento que teve dos pais, que o acompanharam durante a premiação em Brasília.

“Eles ficaram primeiramente muito felizes porque é uma conquista muito grande. Se você pensar que eu estudo em escola pública estadual desde sempre, você representar o Brasil numa competição de cunho internacional é uma coisa muito bacana para qualquer um, e mais ainda para uma pessoa que sai de uma cidade tão pequena do interior do estado de Rondônia, de uma escola pública. Foi muito engrandecedor”

Nos concursos seguintes, o rapaz destacou que o interesse dos alunos de sua escola cresceu. Seu irmão, de 13 anos, também começou a participar após sua vitória na competição.

“Meus pais ficaram muito felizes em saber que eu dei, de certa forma, esperança para algumas pessoas que também gostariam de participar e que tem o sonho de um dia representar o Brasil em um concurso internacional”.

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