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Personagem Artemis Fowl saltará dos livros para as telas

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Os oito volumes com o personagem Artemis Fowl, de autoria do irlandês Eoin Colfer, foram publicados entre 2001 e 2012 e venderam mais de 21 milhões de exemplares no mundo todo

Publicado no Administradores

artemisfowlArtemis Fowl, um gênio do crime milionário de apenas 12 anos que faz sucesso em uma série literária juvenil, vai virar personagem de cinema, disseram as produtoras Walt Disney Studios e Weinstein Company.

O filme abrangerá os dois primeiros livros da série e será adaptado por Michael Goldenberg, roteirista de “Harry Potter e a Ordem da Fênix”. A filmagem ainda não começou, e a data de lançamento não foi anunciada.

Os oito volumes com o personagem Artemis Fowl, de autoria do irlandês Eoin Colfer, foram publicados entre 2001 e 2012 e venderam mais de 21 milhões de exemplares no mundo todo.

A produção marca uma retomada na parceria entre a Disney e os fundadores da Weinstein Company, os irmãos Harvey e Bob Weinstein. Eles também foram os criadores da produtora Miramax, que pertenceu à Disney até 2010.

Os irmãos deixaram a Miramax em 2005, por causa de desentendimentos com a Disney, e então fundaram a Weinstein Company, conhecida por suas produções baratas e aclamadas pela crítica, como “O Discurso do Rei”.

“Se vocês me dissessem há cinco anos que eu estaria produzindo um projeto com a Disney, eu diria que vocês são loucos”, disse Harvey Weinstein em nota.

Livro conta bastidores da eleição do Papa Francisco

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Obra de Gerson Camarotti é fruto da cobertura de dois conclaves em Roma. Para autor, visita de Bergoglio ao Brasil se relaciona com reforma da Igreja.

Renan Ramalho no G1

"Segredos do Conclave", de Gerson Camarotti (Foto: Reprodução/Geração Editorial)Na mesma semana em que desembarca no Brasil o Papa Francisco, chega às livrarias do país um livro que conta os bastidores de sua escolha para o comando da Igreja Católica e as esperanças depositadas no pontífice para uma reforma da maior e mais antiga instituição religiosa do mundo.

Em “Segredos do Conclave” (Geração Editorial, 304 páginas), o repórter da GloboNews e blogueiro do G1 Gerson Camarotti relata não apenas os conchavos e intrigas que elevaram o argentino Jorge Mario Bergoglio ao posto mais alto da Santa Sé, mas faz também um prognóstico da guinada evangelística que o primeiro papa jesuíta da história pretende dar ao catolicismo, principalmente a partir da América Latina.

O livro é fruto da experiência do jornalista na cobertura dos dois últimos conclaves do Vaticano e o intervalo entre eles.

Já no primeiro capítulo, Camarotti narra em detalhes a sutil articulação de cardeais latinos, africanos e asiáticos em busca de uma renovação da Cúria ante o establishment europeu no conclave de março.

 

 

 

Leia trecho do livro
     Jamais a Santa Sé seria a mesma depois daqueles dias surpreendentes, entre os meses de fevereiro e março de 2013. Foi possível acompanhar uma sequência de fatos inéditos que teve início com a decisão de Bento XVI de renunciar a seu pontificado. Isso não ocorria no Vaticano havia seis séculos. O gesto revolucionário de Bento XVI abriria espaço para a realização de mudanças que ele próprio não conseguiu fazer durante os oito anos que ficou à frente da Igreja.     Foram dias turbulentos na cúria romana, marcados por uma forte disputa de poder entre os cardeais. Vieram à tona novos escândalos de pedofilia. O cardeal de Edimburgo renunciou ao posto para evitar o desconforto dos colegas no Conclave. Em meio à crise envolvendo o Banco do Vaticano, foi escolhido às pressas um novo presidente para o Instituto para Obras Religiosas (IOR). Pouco antes, em dezembro de 2012, o papa já havia concedido o perdão a seu mordomo, que vazara os documentos secretos do Vaticano.

     Foi nesse ambiente de águas agitadas, como registrou o próprio Bento XVI, que se realizou o Conclave que elegeu o papa Francisco. Fechados na Capela Sistina, os cardeais sinalizariam claramente um movimento de mudança na Santa Sé. Isso começou a ficar claro um pouco antes, já nas reuniões das congregações gerais. Os purpurados que chegavam dos continentes mais distantes cobravam transparência da cúria romana. Estavam assustados com o noticiário e queriam abrir a caixa‑preta do Vaticano.

     Foi esse sentimento de mudança que permitiu que surgisse com força a candidatura do arcebispo de Buenos Aires, cardeal Jorge Mario Bergoglio.

O jornalista mostra, por exemplo, que nas conversas reservadas, Bergoglio surgiu forte desde o início, mas sua campanha era imersa em segredo e passava longe das especulações na mídia justamente para preservá-lo de ataques que poderiam minar sua pretensão. Enquanto Bergoglio era figura ausente nas apostas dos principais vaticanistas, foi Camarotti, aliás, um dos primeiros na imprensa mundial a detectar a preferência dos latinos pelo argentino, em detrimento do brasileiro Odilo Scherer, até então apontado como um dos favoritos (relembre aqui no post de seu blog).

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‘Chegava em casa estraçalhado emocionalmente’, conta ex-diretor de escola

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Marcelle Souza, no UOL

De uma salinha na parte administrativa da escola, ele decide quase tudo: falta de papel higiênico, briga entre alunos, problemas de professores e questões burocráticas com a Secretaria de Educação. Mas quem é esse personagem que aparece nas nossas lembranças da infância como o temido chefe do colégio?

“Vou chamar o diretor já”, “o diretor vem vindo aí…”, Se eles estão fora da classe, basta apontar a cara no corredor para desembestarem em uma correria geral rumo a sala de aula. Como alguém pode ser simpático com uma propaganda tão eficiente? “Vai tomar uma suspensão do diretor”

“Eu chegava em casa todos os dias estraçalhado emocionalmente, é muito pesado, muito desgastante. Você trabalha com os extremos: a ingenuidade de uma criança e a canalhice de alguém que comete alguma irregularidade. Pensei várias vezes em desistir”, afirma Luiz Benedito Ponzeto, 67.

Diretor por dez anos, Ponzeto se aposentou e decidiu contar o cotidiano dessa função. Ele acaba de publicar o livro de crônicas “Diário de um diretor de escola”, com histórias ficcionais sobre o dia a dia da profissão.

Nos textos, Ponzeto mostra que a imagem de temido – quem nunca ouviu a frase “vou chamar o diretor” ou “você vai para a sala a do diretor”? – esconde um ser humano cheio de expectativas e problemas.

Luiz Benedito Ponzeto, ex-diretor

Luiz Benedito Ponzeto, ex-diretor

Uma bomba por dia para desarmar
Foram 30 anos de dedicação à escola, como professor de matemática, coordenador pedagógico e diretor de escolas públicas e privadas de várias cidades de São Paulo, e uma “bomba por dia para desarmar”. Há cinco anos, ele se aposentou e teve que romper com os desafios e êxitos da profissão. Precisava descansar.

O livro veio então da vontade de retratar o dia a dia da escola e foi resultado de um grupo de estudos e dos primeiros exercícios escrevendo crônicas. As histórias retratadas, diz o ex-diretor, são ficções, mas bem que poderiam se passar em muitas escolas do país. “Eu queria um texto alegre, ao mesmo crítico, que mostrasse a escola como uma coisa dinâmica, em constante transformação”, diz.

E o cotidiano do narrador do livro não é nada fácil. Imagine ter que virar técnico para resolver o problema no som de uma turma que vai fazer uma festa, conversar com a mãe de um garoto que brigou com os colegas na escola ou decidir entre abrir ou não um pacote suspeito enviado sem remetente.

Em uma das crônicas, a “bomba” do dia é a falta de papel higiênico. Arrecadar dinheiro com alunos? Fazer uma festa? Usar o dinheiro já repassado pelo Ministério da Educação? Ou aguardar a burocracia dos órgãos competentes? Com bom humor e uma dose de preocupação, o diretor dessa escola de mentirinha tenta resolver esse problema tão real.

Um dia de cada vez
Em um trabalho dinâmico, Ponzeto diz que o mais frustrante da função é ver projetos interrompidos e não atingir os objetivos traçados. “Como diretor, você não sabe o que aconteceu com aquela pessoa depois que ela saiu da escola, se valeu ou não todo o trabalho que foi feito”.

Acontece que o Jeferson já aparenta ser adulto, com barba na cara e tudo o mais. E a experiência que já acumulou na sua vida é maior do que a da equipe escolar inteira. Só estão mandando ele de volta para a escola porque foi pego num assalto junto com outros “menores infratores”. E como ainda é menor, não pode ficar fora da escola. Depois que foi pego, cumpriu uns meses na Fundação Casa. Agora está livre para recomeçar do zero, aqui na escola.

Conseguir mudar alguma coisa na vida de um aluno, por outro lado, é maior conquista de um diretor. “O trabalho com o ser humano é muito agradável, especialmente quando você se dedica à construção dele. É muito emocionante, até hoje é muito forte para mim”, diz.

Leia a seguir um trecho do livro:
Uma bomba por dia para desarmar

“Isso aqui está mais para filme de ação do que para instituição de ensino. Mas por que alguém me mandaria uma bomba dessas? Se as xerifes da escola não conseguiram saber a origem desse troço, de nada adianta eu perguntar para Deus e o mundo. Só vou é dar bandeira e colocar mais lenha na fogueira. E muito menos seguir a sugestão da Sandra. Já imaginou o bairro todo ouvindo a sirene da polícia chegando aqui na escola? Vai ser sopa no mel, ou é mel na sopa, nunca sei. As mães invadirão a escola desesperadas para salvar os seus filhos, atropelando os das outras, descompensadas e histéricas: todas elas. Não, isso não, a imprensa, o Datena, Jornal Nacional… E quem vai abrir então? Fiz a pergunta para mim mesmo, estou sozinho na sala, sem pão doce com recheio e nem água com açúcar. Vai que elas têm razão. Dar uma de herói é que eu não vou, nunca tive essa vocação, por isso mesmo fui ser diretor de escola. Mas e os alunos? Se souberem que eu afinei: “amarelou hein diretor”, não admito ser chamedo de bundão. Pensando bem, quem faria uma maldade dessas comigo? Não tenho nenhum inimigo conhecido, tenho conhecido inimigos, isso sim, mas são professores; acho que não saberiam montar uma bomba, muito menos caseira, nem existe mais laboratório de ciências.”

Diretora é acusada de chamar professores de gorilas nos EUA

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Funcionários negros dizem que atitude racista da dirigente prejudicou trabalho na escola de ensino médio em Nova York

Minerva Zanca, diretora de escola no Queens, em Nova York Reprodução da web

Minerva Zanca, diretora de escola no Queens, em Nova York Reprodução da web

Publicado em O Globo

RIO – A diretora de uma escola de ensino médio em Nova York está sendo acusada de racista pela comunidade do colégio. Dois professores negros demitidos afirmam terem sido vítimas de assédio moral. Eles dizem que seus trabalhos em sala de aula foram prejudicados pela discriminação racial. O assistente da diretoria, Anthony Riccardo, confirma as denúncias ao alegar que Minerva chamou professores de gorilas, fazendo ainda comentários sobre seus “lábios grossos” e “narizes grandes”. As informações são do “Huffington Post”.

Pais de alunos da Pan American International High School, que fica na região do Queens, protestaram esta semana em frente ao Departamento de Educação de Nova York, exigindo uma investigação a respeito. Além disso, um abaixo asinado no site “Change.org”, com mais de mil assinaturas, exige a demissão de Minerva do cargo de dietora. O Departamento de Educação informou que o assunto está sendo investigado. De acordo com o órgão, não há registros de reclamações anteriores sobre a diretora.

Segundo informações, a escola atende a alunos imigrantes que estão no país há menos de quatro anos. “Nós éramos os únicos professores afro-americanos, e nós três saímos. Isso significa que não há mais professores afro-americanos na escola, enquanto metade da população de estudantes se parecem conosco”, diz a professora Lisa-Erika James, que pediu demissão, ao canal de TV Americano “CBS”. “Nós queremos que ela seja responsabilizada por suas ações”, queixa-se John Flanagan, que foi demitido.

Livros errantes

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Conheça os Priest, os maiores “perdedores” de livros do mundo. Eles fazem parte de uma rede social de incentivo a leitura através da libertação de livros em lugares públicos.

O professor Max Franco: biblioteca pessoal espalhada por praças e pontos de ônibus de Fortaleza

Publicado em O Povo

A vida do casal inglês Priest – o autônomo Chris, 57, e a enfermeira Vi, 39 – mudou pela primeira vez no número 37 da rua Whitehall, bem no centro administrativo de Londres. Mais precisamente no pub The Old Shades. Na época, em 2007, o lugar tinha estantes com livros logo na entrada, emoldurando o quadro de vinhos.

“Pegamos um livro e tudo começou daí”, explica Chris, que mora com a esposa em Derbyshire, uma cidade de cerca de um milhão de habitantes ao norte da Inglaterra. O “tudo” a que ele se refere significa 69.899 livros registrados no site bookcrossing.com, uma rede social de leitura que promove um intercâmbio diferente de livros.

O usuário cadastra um exemplar e pode largá-lo num banco de praça, embaixo de uma árvore, dentro do cinema ou, se preferir, num ponto específico de troca do BookCrossing, como é o caso do The Old Shades. O objetivo é fazer que mais pessoas não só tenham acesso a livros, mas que também os leiam.

Depois que conheceram o projeto, Chris e Vi já libertaram até agora 65.885 obras ao acaso e 4.172 em pontos do projeto. Deles foram encontrados 3.532 exemplares que acabaram ganhando o mundo.

Há alguns no Canadá, Estados Unidos, Índia, África do Sul e mesmo no Brasil. Ao achar um livro, o leitor pode registrar isso no site e fazer um comentário. “A gente gosta de pensar que alguns livros que soltamos fazem viagens, atraindo atenção das pessoas e, com sorte, inspirando elas a ler”, diz.

De outros usuários, os dois pegaram 773 livros. A conta “countofmonte”, administrada por eles, é atualmente a campeã mundial em liberações de obras no site. Em relação ao segundo colocado, o canadense, Paul J. Lareau, 46, há uma diferença de 28.896 livros.

“Meus amigos às vezes têm problema em entender que pago por livros apenas para doá-los!”, pontua.

Segunda mudança

A princípio, abandonar e pegar livros era um esporte inofensivo. Até que eles encontraram Skinny Bitch (sem tradução no Brasil), best-seller de Rory Freedman e Kim Barnouin, duas ex-modelos norte-americanas que se dedicam a promover o veganismo, estilo de vida baseado numa dieta alimentar livre de animais.

Foi a segunda mudança na vida do casal. Eles se tornaram veganos desde então, aprofundando o vegetarianismo ao qual já eram adeptos. Inevitavelmente, as leituras – “pelo menos um livro na mão” sempre – seguem caminhos parecidos. “Leio livros sobre modificação genética que acabaram me influenciando a lutar contra isso”, afirma.

Embora ávidos por libertar livros, alguns guardam consigo. Por exemplo, os livros sobre modificação genética e comida orgânica. Ou exemplares dos clássicos favoritos, como O sol é para todos, de Harper Lee. Além disso, o próprio trabalho de Chris tem o mesmo espírito. Faz entregas de legumes orgânicos duas vezes por semana e o resto do tempo utiliza seu veículo, uma van, para pequenos trabalhos, como mudanças.

“A motivação para nós é dar uma nova vida aos livros em vez de tê-los na estante acumulando poeira.”

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

O BookCrossing nasceu nos Estados Unidos em 2001. Os criadores se inspiraram em iniciativas que acompanhavam a trajetória de outros objetos, como câmeras descartáveis e dinheiro. Pouco depois, o projeto chegou no Brasil.

Saiba mais

No Brasil, há 30 pontos de BookCrossing. Quatro estão no Nordeste: três em Salvador, na Bahia, e outro em Mossoró, no interior do Rio Grande do Norte. Nenhum no Ceará.

Para cadastrar um ponto de BookCrossing, primeiro junte livros, cadastre-os no site bookcrossing.com e ponha-os à disposição em prateleiras num local público, sinalizando com cartazes. Avise à equipe da rede social para que eles possam atualizá-lo no cadastro.

São 9.637 brasileiros cadastrados como usuários do site. Desses, 172 estão aqui no Ceará. Para começar a registrar livros, é preciso registrar-se no mesmo site antes.

A coordenadora do BookCrossing Brasil, Helena Castello Branco, afirma que o projeto tem participado de eventos literários, como a Feira Literária Internacional de Paraty (Flip) e Bienais.
Ela diz já ter recebido pelo menos cinco mil livros de doação, que repassa a pontos do programa, como a Biblioteca Mário de Andrade e a Casa das Rosas, ambos em São Paulo.

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