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USP vai receber mais de cinco mil cartas inéditas de intelectuais brasileiros

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Pastas e fichários têm ainda cartas de autores como João Cabral de Melo Neto e Jorge Amado
Acervo pertencia ao embaixador Mário Calábria, morto há um ano

Em carta a Mário Calábria, em 1962, Afonso Arinos de Melo Franco descreve problema dentário da mulher Reprodução / Reprodução

Em carta a Mário Calábria, em 1962, Afonso Arinos de Melo Franco descreve problema dentário da mulher Reprodução / Reprodução

Maurício Meireles, em O Globo

RIO – Quando João Guimarães Rosa chegava perto das jaulas do zoológico de Munique, na Alemanha, girafas, macacos e elefantes se aproximavam. O escritor olhava-os por trás dos óculos fundo de garrafa e conversava com todos eles. Seu amigo, o embaixador Mário Calábria, observava curioso a intimidade estabelecida com os animais. A girafa era como “uma velha amiga” do autor de “Grande sertão: veredas”, já que o bicho inclinava o pescoção e “parecia entender tudo” que lhe era dito.

Esta é uma das histórias a que, em breve, o público poderá ter acesso e consultar. Mário Calábria morreu em junho de 2012, mas deixou um tesouro: cartas trocadas com grandes intelectuais brasileiros, às quais O GLOBO teve acesso.

Guimarães Rosa, que gostava de rechear as folhas com assuntos literários, é apenas um. A correspondência soma mais de cinco mil cartas trocadas com Jorge Amado, João Cabral de Melo Neto, Afonso Arinos de Melo Franco, Manuel Bandeira — e muitos outros. Além de cultural, a coleção tem também valor para a história política do Brasil, por conta das missivas que Mário Calábria trocava com políticos e outros diplomatas. Embaixador do Brasil na Alemanha Oriental, antes da queda do Muro de Berlim, Calábria também acompanhou, mais tarde, as atividades culturais do Itamaraty naquele país, como a organização da Feira de Frankfurt de 1994.

Agora, os herdeiros do diplomata querem doar tudo para uma instituição de ensino. A ideia surgiu depois que a filha Vera Lucia Calábria encontrou nos papéis do pai uma carta de Marta Rossetti, então professora da Universidade de São Paulo. Biógrafa de Anitta Malfatti, ela pedia a ele, no documento escrito no fim dos anos 1990, que doasse seu acervo à instituição. Marta já faleceu, mas Vera procurou a USP, que se movimentou para receber o material. A universidade enviou o professor aposentado de literatura brasileira Flávio Wolff à casa dos Calábria, em Berlim, para emitir parecer sobre a conservação do material e avaliar seu valor.

— Enviei parecer positivo à USP. O acervo é um tesouro cultural e está em ótimo estado. Também me surpreendeu a organização dele. Tudo está guardado em pastas e fichários — afirma Wolff. — E ainda há a biblioteca, cheia de livros raros sobre o Brasil publicados na Europa, além de várias primeiras edições com dedicatórias.

As cartas trocadas com os intelectuais brasileiros chamam a atenção pela elegância do estilo. Mesmo em assuntos que de literários não têm nada. Em 1962, por exemplo, a mulher de Afonso Arinos teve uma infecção do siso que ficou feia. O marido, mesmo preocupado, estava encantado com a cirurgia: “O remédio é extrai-lo, mas isto representa um trabalho delicado de abertura da gengiva e do próprio maxilar. Aqui há um cirurgião especialista, que opera em ambiente pomposo, com assistentes, enfermeiras, anestesista, ficando a paciente deitada, com o rosto coberto por um pano verde esterilizado etc. Como você vê, uma beleza para quem não sofre nem assiste ao espetáculo.” Ele e Calábria trocaram 125 cartas, durante 38 anos.

Já as escritas por Jorge Amado não mostram uma relação de amizade tão próxima: o baiano comunica o envio de livros autografados. “Como estou com o pé no estribo, ou seja, no avião, remeterei esses livros para você de Portugal, onde estarei nos meados de novembro. Chegarão mais rapidamente do que se eu os mandasse daqui, por via maritma.” A carta é de 1980. Em outra, Jorge Amado agradece pelos “recortes e xerox” enviados a ele por Calábria.

O melhor amigo era mesmo Guimarães Rosa. Sempre que voltava à Alemanha, Rosa ficava hospedado na casa da família. Nas cartas, ele se refere aos filhos do amigo como “os Três Calabrinhas”. Mário Calábria foi consultor informal na tradução para o alemão de “Grande sertão: veredas”, de Curt Meyer-Clason, a preferida do autor. Em nome de Guimarães Rosa, o embaixador ajudava Mayer-Clason a traduzir termos do sertão.

A correspondência entre os dois chega quase a 200 cartas, só cessou com a morte de Guimarães Rosa, em 1967, e está entre as maiores travadas pelo escritor mineiro. Eles falam do cotidiano e de literatura, o que torna essa parte do acervo um material valioso para pesquisadores interessados na obra rosiana. O escritor também reclama da forma como o Itamaraty tratava a literatura: “Foi ela sempre a gata borralheira, a irmã pobre, madrasteada no Departamento Cultural.”

Parte do acervo quase veio à tona em 2008. O poeta Alexei Bueno visitou a casa de Calábria e conseguiu cópias de cartas. A editora Bem-te-vi tentou publicar, mas não chegou a um acordo com os herdeiros de Rosa.

Outro amigo foi o poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto. Os dois se conheciam desde os tempos de Instituto Rio Branco e, por um período, foram próximos. Isto fica claro em uma carta de Cabral de 29 de novembro de 1945: “Vejo que você continua o mesmo lírico de antigamente. Como já o conhecia, sei que o atual lirismo não é de cerveja. Aliás: há cerveja aí? Vejo também que você continua adiando nosso encontro. Veja se se decide, ‘hombre’!”

Mas a amizade acabou rompida. Calábria foi acusado por Cabral, em 1952, de divulgar uma carta que fez o poeta ser tachado de comunista e afastado do Itamaraty. Mário Calábria sempre afirmou não ter espalhado a carta. Mas ele e o poeta nunca voltaram a se falar.

As cartas

Jorge Amado

Salvador, 7 de outubro de 1980

Caro Calábria,

Venho de receber a sua carta e fico sabendo quais livros faltam à sua coleção: “Tieta do agreste”, “O gato malhado e a andorinha sinhá” e “Farda fardão camisola de dormir”. Como estou com o pé no estribo, ou seja, no avião, remeterei esses livros para você de Portugal, de onde estarei nos meados de novembro. Chegarão mais rapidamente do que seu os mandasse por aqui,
por via marítima.
Recomendações a todos os seus,
meus e de Zélia.
Um abraço cordial do velho amigo

Jorge Amado

Guimarães Rosa

Rio de Janeiro, 14 de novembro de 1964

Meu caro Mário,

De repente, houve o vácuo, fiquei com saudades, mais. Também está chegando o Natal, Weihnacht, as Festas, e quero pôr aqui, em papel e formulação, os votos, lautos, vivos, muitos, altos: de alegrias e felicidade para a Família completa, os Calábrias usufruindo e sorrindo, festando: Paz na terra aos de boa-vontade. De vez em quando, torno a sentir-me em Munique. Vocês merecem muito; e eu sou um dos que mais sabemos disso. Canto, junto, o “Oh tannenbaum…” Vocês. Uschi abre uma lata daqueles “frutti di mare”, uma garrafa de Mosel ou de “branca-berlinêsa”. Eu, também. — “Prosit!…”
Você já deve saber, esteve aqui a Snra. De Siervi. E gostei muito dela, conversamos de verdade. Sua gente é sempre de primeira. (…)
Por via aérea, recebi o primeiro exemplar de “CORPO DI BALLO”, roba da Feltrinelli, uma beleza. Achei a tradução estupenda, notável, insuperável, meyer-clasoniana. (…)

Abraço enorme do

Guimarães Rosa

João Cabral de Melo Neto

Londres, 3 de janeiro de 1945

Meu caro Mário:

Coincidência: sua carta me chega na manhã mesma em que lhe estou mandando seus três Mirós. Portanto, a pergunta última que você me fez está respondida. Botei dedicatória no seu e deixei os outros em branco. Como você os oferece, você é que deve dedicá-los.
Vejo que você continua o mesmo lírico de antigamente. Como já o conhecia, sei que o atual lirismo não é questão de cerveja. Aliás: há cerveja aí?
Vejo também que você continua adiando o nosso encontro. O Geraldo, com quem estive há dois dias em Paris, também prometeu vir e não veio. Veja se se decide, hombre!

Grande abraço. (…)

Do seu

João Cabral de Melo Neto

Afonso Arinos de Melo Franco

Genebra, 15 de junho de 1962

Compadre,

(…) Anah teve uma repetição daquela infecção dentária que a fez sofrer uma operação a bordo, há cerca de 30 anos. Coincidência curiosa: em 1932 ela veio se operar em Genebra como agora. Felizmente, desta vez, não só a infecção foi muito menos séria, como também a operação — pois se trata de verdadeira operação — pode ser feita em muito menos tempo e com muito menor sofrimento. (…) Provocada pelo dente siso incluso no osso da face, e que nunca nascera, mas que, de repente, provoca dores fortes e grande inflamação do rosto. O remédio é extrai-lo, mas isto representa um trabalho de abertura da gengiva e do próprio maxilar. Aqui há um cirurgião especialista, que opera em ambiente pomposo, com assistentes, enfermeiras, anestesista, ficando a paciente deitada, com o rosto coberto por um pano verde esterilizado etc. Como você vê, uma beleza para quem não sofre nem assiste ao espetáculo. O resultado é que ela perdeu três quilos (…)

Grande abraço do compadre e amigo,

Afonso Arinos

Colaborou Graça Magalhães-Ruether, correspondente em Berlim

Por que publicar os clássicos?

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Editor aposta nos ícones da ficção científica para formar leitores do gênero no Brasil

Diogo Sponchiato na revista Galileu

Editora Globo

Já leu Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?. Não? Ok, mas você já assistiu (ou pelo menos ouviu falar) Blade Runner: O Caçador de Androides, certo? É bem provável que não sejam muitos os brasileiros que mergulharam nas páginas do livro de título misterioso de Philip K. Dick, que inspirou o filme de Ridley Scott. Mas, em breve, você terá uma chance de conhecê-lo e se perturbar (e se encantar) com esse autor clássico da ficção científica. A obra será lançada no segundo semestre pela Editora Aleph, principal referência em publicações do gênero no país. Para Adriano Fromer Piazzi, publisher da casa, K. Dick ilustra bem um dos papéis da ficção científica: especular e debater as inquietações humanas em relação ao futuro. Desde que lançou em 2003 Neuromancer — prestigiado livro de William Gibson, uma das fontes do filme Matrix — , a Aleph enveredou para esse nicho que, aos poucos, ganha cada vez mais leitores. Piazzi acredita que muito do preconceito contra o segmento já veio abaixo e, no Brasil, sua valorização se reflete no maior interesse da crítica e da academia. Nessa entrevista, concedida em seu escritório em São Paulo, ele fala dos clássicos e do futuro do gênero e da missão de mostrar ao mundo que ficção científica não se resume a Guerra nas Estrelas e historinhas de robôs.

Em ano de lançamento de ícones da ficção científica no Brasil, conversamos com Adriano Fromer Piazzi, publisher da Aleph, editora que virou referência no segmento. Confira a entrevista na íntegra:

GALILEU: Como é que a ficção científica entrou na editora e veio a se tornar seu carro-chefe?

A Aleph tem 27 anos e foi uma das pioneiras a publicar o gênero. Ela iniciou, nos anos 1990 com o meu pai, uma série de ficção científica com cinco livros, a coleção Zênite. Um deles era o clássico Neuromancer, de William Gibson. Depois passamos por diversas mudanças estratégicas até que, em 2003, por causa do filme Matrix, um consultor nos sugeriu: por que vocês não relançam Neuromancer, já que ele foi uma das fontes inspiradoras do filme? Analisamos essa possibilidade e começamos a discutir a oportunidade de retomar não apenas o Neuromancer, mas uma linha de clássicos de ficção científica com uma proposta diferente: fazer o público jovem conhecer os principais livros de ficção científica. Não só o jovem, mas o público não-leitor de ficção científica. Se ficássemos só com os fãs do gênero, estaríamos ferrados, porque o número deles, em 2003, era muito pequeno. Precisávamos aumentar esse público e nossa estratégia foi buscar dar aos livros uma cara que não fosse tanto de ficção científica. Abandonamos nas capas aquele conceito de naves espaciais e robôs. Pensamos em projetos gráficos mais pops, com mais cara de obra literária. E o marco disso foi o relançamento do Neuromancer, com nova tradução e ilustração do Titi Freak, grafiteiro super conhecido hoje. Depois dele veio Laranja Mecânica, cuja edição no Brasil estava esgotada. Retomamos essa linha e percebemos que havia interesse para um segmento que estava abandonado pelas editoras brasileiras. Daí nossa proposta de publicar tudo que é clássico, livro importante de ficção científica, inédito por aqui ou que se encontrava esgotado há algum tempo. E lançamos Isaac Asimov, Arthur C. Clarke, Philip K.Dick…

E desde então mudou o panorama de leitores desse gênero no Brasil?

Sim, o público cresceu significativamente. E isso foi acompanhado de uma valorização da cultura geek. A ascensão do geek começou a ser observada por pessoas que não se enquadravam geralmente nesse perfil. Virou cool ser nerd, ser geek… E a ficção científica acompanhou esse processo. Antes era uma coisa de nicho, exclusiva de fã. Outras pessoas passaram a notar que ela é uma literatura de inspiração. A ficção científica tem um diferencial, por exemplo em relação à literatura de fantasia, porque se propõe a algo mais realista, de base científica. Por mais que algo seja absurdo ali, ele será embasado, terá uma explicação. Hoje ficou feio não ler Asimov. Dá pra dizer que é a mesma coisa que não ler Gabriel Garcia Márquez. E, particularmente no Brasil, a ficção científica passou a ganhar atenção da academia, a virar objeto de muitos trabalhos, dissertações de mestrado… As pessoas estão estudando, por exemplo, Philip K. Dick [autor de, entre outros, o livro que inspirou o filme Blade Runner]. Ele é um filósofo, que usa a ficção científica como pano de fundo. O preconceito contra esse nicho tem diminuído na medida em que as pessoas percebem que ele não se resume a Guerra nas Estrelas. Aliás, os puristas nem consideram Guerra nas Estrelas ficção científica. Ela seria uma fantasia espacial: a Força se refere a algo mágico. É mais fantasia que ficção científica. Diferente do Star Trek, que seria uma ficção científica no sentido clássico.

Com base nisso, dá pra dizer que o segmento tem um bom horizonte pela frente?

Temos livros que vendem muito e outros, bem pouco. O que mais vende aqui na editora hoje é o Laranja Mecânica, seguido do Neuromancer. O autor que mais vende é o Asimov. Não são vendas exorbitantes, mas é um mercado que tem muito a ser explorado. Ainda há muita gente que não sabe o que é ficção científica, que acha que isso só tem a ver com robôs. No início, fazíamos questão de não mencionar, de não propagar que aqueles eram livros de ficção científica. Queríamos passar a impressão de que William Gibson, Philip K. Dick e os outros eram somente literatura. Hoje estamos mostrando cada vez mais nossa cara de ficção científica.

Como você avalia a evolução da ficção científica ao longo do século 20, período que rendeu os clássicos que vocês têm publicado?

O grande boom da ficção científica se deu na chamada Golden Age, a idade dourada desse segmento, o que aconteceu lá nos anos 1930, 1940. Foi ali que surgiram os grandes autores: Isaac Asimov, Arthur C. Clarke, Robert Heinlein. Nessa época o tema era mais hard, científico mesmo. Asimov faz questão de explicar cientificamente cada um dos processos que aborda, como se viaja no espaço, como é possível chegar até certa galáxia. Eles tinham essa preocupação porque eram cientistas. Clarke foi o inventor do satélite. Sim, a ideia de um satélite veio de um autor de ficção científica. O próprio Asimov publicou, dentro da sua numerosa obra, vários livros de divulgação científica. Eles tinham esse cuidado com a precisão nas questões que envolviam ciência. Nos anos 1960 e 70, vem o movimento New Age, representado por Philip K. Dick, que procura trazer abordagens existenciais, sociológicas e filosóficas a esse tipo de literatura. É dessa fase Ursula Le Guin, uma das poucas mulheres que se sobressaem no gênero, autora de um livro fantástico, A Mão Esquerda da Escuridão, que é um verdadeiro tratado sociológico, de libertação sexual, onde a ficção científica só aparece como pano de fundo mesmo. Fazer a história se passar em outro planeta serve apenas para gerar estranheza. É um planeta onde o ser humano não tem sexo, que ele só se manifesta no momento do cio e isso é aleatório: a natureza faz o indivíduo ser homem ou mulher; na próxima vez, isso pode se inverter. Assim, você pode ser pai e mãe em uma sociedade de andróginos que, tirando o período de cio, não tem apetite sexual. Aí, um enviado especial vai para lá e passa a viver dentro dessa estranheza, se apaixona por alguém, que nem sabemos o que é. A ficção serve, nesse caso, como cenário onde são feitas indagações sociológicas e psicológicas. Já nos anos 1980 começa o movimento Cyberpunk, que pode ser resumido por aquele clima de Blade Runner. Os autores passam a abordar aspectos sombrios da tecnologia. Ela passa a ser vista não mais como algo positivo. O clássico que abre esse caminho é o Neuromancer, do Gibson.

(mais…)

Amazon fecha acordo com a Companhia das Letras

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Publicado na Veja on-line

A Amazon está cada vez mais quente, como dizem as crianças na brincadeira de encontrar coisas escondidas. A propagada chegada da gigante do e-commerce, do e-book e do Kindle ao Brasil, prevista para este ano, vai aos poucos se concretizando. Depois de fechar acordo com a DLD, a distribuidora de livros digitais que reúne Rocco, Sextante, Objetiva e Record, a Amazon assinou contrato com a Companhia das Letras, uma das principais casas editoriais do país. A criadora do Kindle pode chegar ao Brasil até a primeira quinzena de dezembro.

“Em breve, os usuários do Kindle também poderão acessar os livros da Companhia das Letras em seus aparelhos. Ao lado da iBookstore, da Apple, com a qual começamos a trabalhar no mês passado, e de dez livrarias nacionais – Saraiva, Cultura, iba, Gato Sabido, Travessa, Positivo, Curitiba, Leitura.com, Submarino e Buqui – agora assinamos também com a Amazon, que vai representar mais um canal importante de contato com os nossos leitores”, diz a editora de Luiz Schwarcz em comunicado, nesta sexta-feira.

O texto prossegue: “Desde março de 2010, quando lançamos nossos primeiros e-books, temos trabalhado na expansão do nosso catálogo digital, que hoje já conta com três aplicativos para iOS e mais de 500 títulos em ePub. Muitos destes se tornaram best-sellers no formato digital, como é o caso da Trilogia Millenium, Steve Jobs, As Esganadas, Gabriela, Cravo e Canela e Toda Sua – este último, da Editora Paralela, desde agosto nas listas de mais vendidos. Com a colaboração da editora Penguin, que se tornou referência no mercado mundial de livros digitais, buscamos experimentar novos formatos e disponibilizar nosso catálogo no maior número possível de canais, dando maior liberdade de escolha ao leitor. O acordo com a Amazon e nossas conversas com outros players internacionais representam mais um passo nessa direção.”

Amazon fecha acordo com editoras e chega ao Brasil até dezembro

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Consumidor brasileiro finalmente terá acesso ao leitor de ebooks mais bem conceituado do mundo Reuters

Publicado originalmente no O Globo

Fontes do mercado editorial confirmam a iminência do fechamento do acordo entre a Amazon.com com a distribuidora de livros digitais DLD, que engloba as editoras Rocco, Sextante, Objetiva e Record.

O acordo, que vem sendo costurado há mais de um ano entre as editoras e a maior varejista on-line do mundo, deverá ser assinado em breve — ainda este mês — e prevê a estreia da operação da Amazon no Brasil entre o final de novembro e a primeira quinzena de dezembro.

A princípio, a livraria fundada por Jeff Bezos venderá no Brasil seu leitor Kindle e títulos de ebooks. A Amazon anuncia em seu site oficial que está abrindo 15 vagas de trabalho em São Paulo.

Segundo a Reuters apurou há alguns meses, a potência americana do e-commerce deve oferecer um catálogo de dez mil livros digitais em português para o Kindle. A estratégia 100% digital permitiria à varejista minimizar custos no país.

— O Brasil seria o primeiro país em que a Amazon entra apenas com produtos digitais, e essa decisão foi tomada por motivos logísticos e dificuldades tributárias — disse então à agência uma fonte da indústria.

A Amazon é a mais recente empresa americana a buscar uma fatia do mercado de e-commerce brasileiro de US$ 10,5 bilhões. Espera-se que o segmento cresça 25% neste ano, impulsionado pelo aumento da classe média do país. Essa seria a mais recente incursão da Amazon em mercados emergentes, após seu ingresso na China, em 2004, e na Índia, neste ano.

Para adquirir fatia de mercado rapidamente no Brasil, a Amazon provavelmente venderá o Kindle a um preço subsidiado de R$ 500 (US$ 239) — três vezes mais caro que nos Estados Unidos, mas abaixo de produtos rivais no mercado brasileiro, disse a agência.

Promoção: “As 25 leis bíblicas do sucesso”

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A Sextante lançará em breve “As 25 leis bíblicas do sucesso”, o novo livro de William Douglas e Rubens Teixeira. O prefácio da obra foi escrito por Eike Batista.

Vamos sortear 3 exemplares no dia 22/11 e o resultado será divulgado aqui e no Twitter (perfil @livrosepessoas) às 23:59h.

Para participar é muito fácil:

  • Siga os perfis: @livrosepessoas e @sextante
  • Deixe apenas 1 comentário neste post, mencionando seu perfil do Twitter (ex.: @livrosepessoas)

Após a divulgação do resultado, os ganhadores terão 48 horas para enviar seus dados completos. O prazo de entrega do livro é de 30 dias.

Boa sorte! =)

Parabéns aos ganhadores: Thiago Felício, Camila Vasconcelos e Deosdete P. Silva!!! =)

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