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E se os personagens de Game of Thrones vivessem nos anos 80/90?

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Publicado por Burn Book

Game of Thrones é uma das séries mais bem sucedidas da HBO, atingindo números altíssimos de audiência e ganhando diversos prêmios importantes como Emmy e Globo de Ouro. Sem contar que, é provavelmente a série mais queridinha dos geeks, e também, uma das séries mais reproduzidas em trabalhos criativos, como ilustrações.

O designer francês Mike Wrobel, atualmente baseado em Tokyo, não quis ficar de fora e lançou uma série de ilustrações de GoT, com um tema um tanto quanto inusitado. Em um trabalho incrível, ele retrata os personagens com um estilo anos 80 e 90. Muitas cores, acessórios e algumas referências populares são encontradas.

Você já deve ter visto alguma dessas artes espalhadas por aí, no Facebook, Pinterest, etc. Porém, como ele postou novos trabalhos recentemente, ainda vale compartilhar.

Confira:

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George R. R. Martin: ‘Tenho ideias para outros cinquenta romances’

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Autor de ‘Game of Thrones’ fala sobre como foi a adaptar seus livros para a televisão, descreve seus planos literários e conta o quanto sua vida mudou após a fama, entre outros temas

El Mercurio, em O Globo

George R.R. Martin, autor dos livros que inspiraram a série 'Game of thrones', durante lançamento do quinto volume das "Crônicas de gelo e fogo" AP Photo

George R.R. Martin, autor dos livros que inspiraram a série ‘Game of thrones’, durante lançamento do quinto volume das “Crônicas de gelo e fogo” AP Photo

SANTIAGO DO CHILE — Não é todo dia que se fecha um negócio de US$ 1 bilhão. Esse foi o valor que Mark Zuckerberg, criador e presidente do Facebook, pagou para comprar o Instagram. Ainda assim, quando estava perto de fechar o acordo, o jovem multimilionário pediu a Kevin Systrom, co-fundador da rede social de fotos, para interromper as negociações. O motivo? Zuckerberg não queria perder o espisódio de estreia da terceira temporada de “Game of thrones”. E se instalou no sofá para assistir ao programa com seus amigos.

Esse é o tipo de fanatismo que desperta em todo o mundo essa série da HBO, que está a dois episódios do fim de seu terceiro ano. Mais de nove milhões de americanos assistiram à primeira (2011), que custou cerca de US$ 60 milhões para ser produzida. A segunda registrou 25 milhões de downloads, se tornando a mais “pirateada” da história. O primeiro capítulo da atual temporada agregou 4,4 milhões de espectadores só nos EUA, com um pico de 6,7 milhões. A isso se somam os prêmios Emmy, Globo de Ouro e outras 45 indicações.

Esse sucesso que combina um elenco majoritariamente britânico, imponentes cenografias e uma trama cheia de voltas, se deve a apenas um homem: George R. R. Martin, o criador de “As crônicas de gelo e fogo”, a saga literária em que se baseia a série. Uma fantasia épica para leitores adultos, carregada de violência e disputas de poder entre as casas que lutam pelo Trono de Ferro, onde nenhum personagem tem a sobrevivência garantida.

“Já no primeiro episódio da terceira temporada (em fins de março) a HBO renovou para uma quarta e de imediato começamos a trabalhar nela”, diz Martin, com sua voz grave e pausada, por telefone de Santa Fé (Novo México), onde vive com sua esposa, Parris McBride, e quatro filhos. “David Benioff e Daniel B. Weiss (roteiristas e produtores da série) já estão criando os novos episódios, assim como eu. As filmagens começam em junho ou julho.”

Inspirada na Guerra das Rosas, o conflito entre as casas de York e Lancaster pelo trono inglês entre 1455 e 1485, a saga de Martin hoje se estende ao longo de cinco volumes editados no Brasil pela LeYa: “A guerra dos tronos”, “A fúria dos reis”, “A tormenta de espadas”, “O festim dos corvos” e “A dança dos dragões”. Eles já venderam mais de 20 milhões de exemplares em todo o mundo e foram traduzidos em 40 idiomas. E ainda faltam mais dois livros a serem publicados e um número indefinido de temporadas na TV.

Nascido em 1948, em Bayonne, Nova Jérsei, Martin — que é produtor-executivo da série — começou no jornalismo e logo foi parar na televisão como roteirista e produtor de séries emblemáticas dos anos 80 como “Twilight Zone”. Mas foi sua paixão por escrever que o consagrou, mesmo antes de iniciar “As crônicas de gelo e fogo”, em 1991. Prova disso são os prêmios Hugo, Nebula, Bram Stoker e Ignotus recebidos.

Depois de três anos trabalhando com a HBO, quais foram os principais desafios de adaptar os livros para a televisão?

Os romances são bastante difíceis de filmar por vários aspectos. São muito extensos e complicados, com muitos personagens, castelos, batalhas, dragões, lobos gigantes e tramas paralelas que se entrelaçam. Tivemos que eliminar alguns personagens, o que destesto fazer, mas entendo ser necessário. Só temos dez horas por temporada; seria muito melhor se fossem 12, mas já contamos com um orçamento enorme comparado com outras séries de TV. Considerando nossos recursos, fomos muito bem.

Em cada uma das temporadas você escreveu um episódio. Qual vai escolher agora?

Já sei qual episódio vou escrever, mas não tenho a liberdade de revelar qual é.
Entendo que, além de você, apenas a HBO sabe o verdadeiro final das “Crônicas de gelo e fogo”.
Disse a Dave e Dan para onde vou, eles sabem as linhas gerais, mas está tudo na minha cabeça. (mais…)

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