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Posts tagged Emprego

Expansão universitária ajuda desemprego a cair

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Julio aposta na faculdade de Engenharia de Produção. Davi Ribeiro

Julio aposta na faculdade de Engenharia de Produção. Davi Ribeiro

Há mais jovens nos bancos escolares e menos nas filas de emprego

André Barrocal, no Carta Capital

Julio Marks Morales de Silva, de 18 anos, acaba de concluir o primeiro semestre de Engenharia de Produção em uma faculdade paulista. No Rio Grande do Sul, Verônica Sallet Soster, de 19, encerrou o segundo em Arquitetura. Distantes 1,1 mil quilômetros, ambos vivem histórias parecidas. Com o apoio dos pais, concentram-se em livros e provas e adiam a busca de trabalho. “Às vezes, eles me dizem para eu procurar algo, pela experiência. Mas só estudar é bom, tenho mais tempo para me dedicar ao curso”, comenta Julio. “Eu vivo uma situação particular, tenho bolsa de 80% porque minha mãe é professora na universidade. Acredito que podendo me empenhar agora no estudo, terei mais qualidade”, avalia Verônica.

A dupla participa de um capítulo raro na biografia nacional. A rapaziada nunca foi tão numerosa nas faculdades, enquanto a massa de jovens com emprego é das menores do século. A combinação explica um paradoxo escancarado neste ano. A economia quase parou em 2014 e teve um de seus piores resultados dos últimos tempos (em 12 meses, o crescimento não chegará a 1%). O desemprego, contudo, seguiu declinante e chegou a pisos históricos, na casa dos 5%. A perda de fôlego na criação de vagas foi compensada pela redução da tropa a folhear classificados, graças à turma com dedicação exclusiva à conquista do diploma, entre outras causas.

A quantidade de brasileiros com idade entre 18 e 24 anos em cursos de ensino superior atingiu um recorde, segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgada em setembro. Era de 16,5% em 2013. Sobe sem parar desde 2004, quando estava em 10,5%. No período, a presença dos jovens no mercado de trabalho percorreu trajetória inversa. A proporção dos empregados, informa a Pnad, era de 60,8% em 2013. Após um pico de 64% em 2008, ano da crise financeira global, só fez recuar, até tornar-se a menor desde 2003.

Expansão universitária ajuda desemprego a cair

 

A crescente opção dos graduandos por concentrar-se nos estudos ampara-se em duas razões. A primeira: os cursos ficaram mais acessíveis e baratos. Em uma década, dobraram as vagas e matrículas nas universidades federais. Programas como o Fies, de crédito estudantil subsidiado, e o ProUni, de isenção de impostos a instituições receptoras de alunos de baixa renda, duplicaram as inscrições na rede privada. Além disso, a criação de 20 milhões de vagas de trabalho e a alta dos salários abriram uma folga no orçamento das famílias capaz de tirar dos filhos a pressão por contribuir com o sustento da casa.

O quadro fica nítido a partir de 2011, aponta Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, que elabora a Pnad. É quando a força de trabalho não ativa – indivíduos aptos, mas que por decisão própria não buscam emprego – começa a crescer e situar-se em outro patamar. Se, na década passada, estava em 31%, agora anda pelos 34%. Por causa dos universitários, em boa medida. “Os jovens são o grupo com mais barreiras para conseguir emprego, por falta de formação e qualificação, e o mercado está cada vez mais exigente. Se eles só estudam, melhoram seu desempenho educacional e suas oportunidades”, explica Azeredo.

A dedicação ao estudo abre uma perspectiva promissora, e não só para quem permanece nas escolas. Mais bem capacitada, a mão de obra nacional dotará a economia de melhores condições para enfrentar rivais estrangeiros aqui ou no exterior. As forças produtivas esperam por isso. E com êxito, ao que parece. Desde 2011, os cursos de Engenharia passaram a ser mais procurados do que carreiras como Direito. “Veremos resultados importantes daqui a 10, 15 anos. Teremos um incremento no valor agregado da nossa produção, o que vai permitir maior crescimento da renda e do PIB”, afirma o ministro da Educação, Henrique Paim.

O aumento da chamada produtividade tende a causar demissões, pois um grupo menor de empregados consegue gerar mais riqueza. Se a preferência dos jovens por se dedicar à graduação ocorresse em um ambiente de elevado desemprego, os trabalhadores, em seu conjunto, teriam razões para temer. Como não é o caso, talvez até tirem proveito. “Eles vão poder participar mais dos resultados das empresas. Mas para isso o sistema público tem de investir em formação técnica e na intermediação da busca de trabalho”, aconselha Clemente Ganz Lúcio, diretor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese).

Expansão universitária ajuda desemprego a cair

O País também tem suas obrigações para com os caçadores de diploma. De nada adiantará um canudo, se não houver vagas para as funções cobiçadas. Os jovens são um fator determinante do mercado de trabalho e desequilibram os índices de desemprego. A desocupação na faixa entre 18 e 25 anos costuma ser o triplo da média, segundo estudos internacionais. “O mercado de trabalho juvenil até agora não foi afetado pelo baixo crescimento, mas, se for, o mercado de trabalho inteiro vai sentir. O Brasil precisa voltar a crescer”, afirma Waldir Quadros, um dos maiores especialistas do tema, professor aposentado do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho da Unicamp.

A perspectiva de dias piores passa longe dos pensamentos de Julio e Verônica, exemplos citados no início da reportagem. Eles estão certos da recompensa pelo esforço. “Não acredito que terei dificuldades para encontrar um emprego, pois arquitetura é muito importante hoje em dia”, acredita a gaúcha, que tem planos de conseguir estágio para realizar o sonho de um dia trabalhar pela recuperação do patrimônio histórico. “Como engenheiro de produção, posso trabalhar em qualquer área, a carreira oferece oportunidade em hospital, indústria, banco”, afirma o paulista. “O País vai precisar, independentemente do setor.”

Professora perde vaga de emprego na Coreia do Sul devido ao ‘alcoolismo dos irlandeses’

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Escola em Seul afirmou não contratar docentes na Irlanda pela ‘natureza alcoólica do povo’

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Publicado no O Globo

RIO – Receber feedback sempre é importante, mesmo quando podemos ser rejeitados para uma oferta de emprego. Mas a resposta que a irlandesa Katie Mulrennan recebeu certamente não lhe ajudará em nada na sua carreira. Mulrennan tentou uma vaga de professora em uma escola na Coreia do Sul, mas recebeu como retorno um e-mail dizendo que não será contratada porque o povo da Irlanda “tem uma natureza propensa ao alcoolismo”.

Ao 26 anos, a docente viu o anúncio da vaga no Craigslist e se candidatou. Foram dias de espera até vir a resposta final.

No e-mail, o representante da empresa que intermedia os contratos entre professores e a escola afirma que “lamenta informar que nosso cliente não contrata irlandeses devido à natureza propensa ao alcoolismo deles”. A mensagem termina ainda com um desejo de “boa sorte com seu futuro”.

Email

Mulrennan disse ter ficado chocada com o conteúdo do e-mail. À BBC, ela disse que chegou a rir no início, de tão abrupta que era a mensagem.

– No final, respirei fundo e enviei de volta uma resposta um pouco sarcástica dizendo que eu não podia acreditar no e-mail que eu tinha recebido.

Mas a história teve um final feliz. A professora conseguiu outro emprego na capital Seul, e desde então está satisfeita com sua posição:

– Eu estava chateada com isso. Mas foi um pouco divertido também.

27 dicas para escrever bem

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1. Vc. deve evitar abrev., etc.

2. Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. “não esqueça das maiúsculas”, como já dizia dona loreta, minha professora lá no colégio alexandre de gusmão, no ipiranga.

5. Evite lugares-comuns assim como o diabo foge da cruz.

6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

8. Chute o balde no emprego de gíria, mesmo que sejam maneiras, tá ligado?

9. Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda.

10. Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro.

11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo: “Quem cita os outros não tem idéias próprias”.

13. Frases incompletas podem causar

14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma ideia.

15. Seja mais ou menos específico.

16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

17. A voz passiva deve ser evitada.

18. Use a pontuação corretamente o ponto e a virgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação

19. Quem precisa de perguntas retóricas?

20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

21. Exagerar é cem bilhões de vezes pior do que a moderação.

22. Evite mesóclises. Repita comigo: “mesóclises: evitá-las-ei!”

23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

24. Não abuse das exclamações! Nunca! Seu texto fica horrível!

25. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da ideia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma ideia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língüa portuguêza.

27. Seja incisivo e coerente, ou não.

*Observação: a dica 17 não vale para textos técnicos.

Vi no Facebook

Romance de Daniela Mercury e Malu Verçosa vai virar livro

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Publicado no Correio do Estado

Daniela Mercury fala sobre seu relacionamento com Malu Verçosa divulgação/Divulgação

Foto: divulgação / Divulgação

O romance entre a cantora Daniela Mercury e a jornalista Malu Verçosa pode se tornar um livro. O namoro das duas foi descoberto por todos em abril, quando as duas divulgaram fotos juntos. Foi a editora Leya quem demonstrou interesse em publicar a história do casal, que tem quatro anos de duração.

Malu informou nesta segunda-feira, dia 22, que a decisão deve ser tomada nesta terça-feira e disse estar muito feliz. Ela trabalhou como editora chefe da TV Bahia decidiu deixar o cargo para trabalhar apenas como escritora. Ela disse que sempre sonhou em escrever um livro e isso é melhor ainda, quando uma boa editora faz uma proposta.

Ela explicou que o trabalho no jornalismo em televisão é bastante puxado e seria difícil manter o emprego enquanto escreve o livro. Ela disse que falou com o chefe e foi apoiada por eles. Todos disseram que ela poderia voltar quando quisesse.

Foi a editora chefe da editora Leya no Brasil, Maria João Costa, disse que deseja publicar a história ainda este ano. Malu e Daniela planejam escrever juntas o livro, capítulo a capítulo. No livro será retratado tudo que as duas viveram e enfrentaram, desde o dia em que se viram pela primeira vez.

Segundo Malu o livro põe fim aos rumores que afirmam que o seu relacionamento com a cantora baiana estaria no fim. Ela disse que os boatos incomodam, mas assegura que elas estão felizes juntas e muito apaixonadas e querem se casar em breve.

No Brasil, apenas 26% são alfabetizados plenos

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Nery Porto Fabres no Jornal Agora

No Brasil, apenas 26% são alfabetizados plenosOs movimentos dos últimos dias serviram para várias interpretações. Há aqueles que observaram os aspectos psicológicos, outros os aspectos históricos, sociais, políticos e por aí vai. Mas, eu prefiro como o Professor José Castilho Marques Neto, secretário executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) observar as interpretações, de leitura, que nós brasileiros fomos capazes de discernir sobre tudo o que foi falado nas manifestações populares.

Esta capacidade de compreender o que alguém diz, de forma escrita, depende de uma habilidade que se adquire com muita leitura. Quem não tem o hábito da leitura não consegue decifrar os significados que as palavras carregam e, por mais simples que as palavras pareçam, elas escondem um valoroso código em sua estrutura. E mesmo que venhamos a escrever nos utilizando de vocábulos corriqueiros, para atender a uma enorme quantidade de leitores, sempre esbarraremos em dificuldades para nos fazer entender.

Quem assistiu as manifestações percebeu que, em grande parte de cartazes, havia erros gramaticais, por mais que vários linguistas digam que pode haver variações linguísticas e, sendo assim, não há erro e, sim, possibilidades. E, argumentam com citações de grandes estudiosos da língua como: Ferdinand de Saussure, Noam Chomsky e os brasileiros Fiorin, Marcos Bagno, Irandé Antunes, dentre outros que o uso da nossa língua permite estas distorções.

Porém, eu não discuto aqui o fato de usar a linguística, ou a gramática. Mas que a língua deve ser funcional. Assim defendo a ideia de que para entender o que as palavras representam devemos reconhecê-las e isso somente é feito após muita leitura. Portanto reitero que o exercício da leitura faz com que o leitor perceba que o emprego das palavras não são por acaso. Há um significado maior que sobrepõe a própria palavra. Sob este prisma, só é considerado alfabetizado pleno aquele que consegue interpretar todo texto escrito. Hoje, no Brasil apenas 26% são alfabetizados plenos (fonte: INAF). E estes brasileiros que carregavam a maioria dos cartazes eram estudantes universitários, se eles não sabem construir frases simples, então o que está acontecendo com a educação no Brasil? Esperamos que os royalties do Petróleo migrem logo para a educação e não fique apenas dentro dos discursos de campanha, como mais uma balela política.

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