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As dez carreiras de nível superior com maior expansão de vagas no Brasil

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Ipea aponta criação de mais de 300.000 postos de trabalho entre 2009 e 2012

Entre 2009 e 2012, país criou 304.317 postos de trabalho para profissionais de nível superior (Thinkstock)

Entre 2009 e 2012, país criou 304.317 postos de trabalho para profissionais de nível superior (Thinkstock)

Publicado por Veja

Entre janeiro de 2009 e dezembro de 2012, foram criados 304.317 postos de trabalho de jornada integral para profissionais de nível superior no Brasil. O dado consta do estudo Radar – Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A carreira de analista de TI (tecnologia da informação) foi a que registrou maior expansão no período, com a criação de 49.535 vagas.

Segundo o estudo, cinco áreas responderam por mais de 40% dos postos de trabalho de nível superior criados no país. Na prática, a cada cem novos empregos, 40 eram destinados aos seguintes profissionais: analistas de TI, enfermeiros, profissionais de relações públicas e publicitários, secretários executivos e farmacêuticos.

Em números absolutos, os estados que mais criaram vagas para esses cinco profissionais foram São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O Rio de Janeiro integra o grupo em quatro dos cinco casos: ficou abaixo dos demais apenas na criação de oportunidades para secretários executivos.

O Ipea analisou ainda a criação de vagas frente à população dos estados. O levantamento mostra que profissionais de TI são requisitados principalmente nos estados da região Sul e em São Paulo. Já os enfermeiros têm mais oportunidades no Acre, Bahia, Espírito Santo, Sergipe e Tocantins.

Os dados foram extraídos do dados Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Os valores foram atualizados para preços de dezembro de 2012, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Dessa forma, excluiu-se o efeito da inflação no período.

As dez carreiras de nível superior com maior expansão de vagas no Brasil (2009-12)
Fonte: Radar – Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, do Ipea

1º lugar – Análise de TI

Entre janeiro de 2009 e dezembro de 2012, foram criados 49.535 postos de trabalho para analistas de tecnologia da informação (TI). Ou seja, a cada cem novas vagas de nível superior, 16 surgiram nessa área.

Entre janeiro de 2009 e dezembro de 2012, foram criados 49.535 postos de trabalho para analistas de tecnologia da informação (TI). Ou seja, a cada cem novas vagas de nível superior, 16 surgiram nessa área.

2º lugar – Enfermagem

A segunda carreira de nível superior cujo número de vagas registrou maior crescimento foi a de enfermagem: nove em cada cem novos postos de jornada integral apareceram nesse setor, totalizando 27.282 novos empregos.

A segunda carreira de nível superior cujo número de vagas registrou maior crescimento foi a de enfermagem: nove em cada cem novos postos de jornada integral apareceram nesse setor, totalizando 27.282 novos empregos.

3º lugar – Relações públicas, publicidade, mercado e negócios

Na terceira colocação, aparecem relações públicas, publicidade, mercado e negócios: juntas, elas somaram 20.853 novos postos de trabalho.

Na terceira colocação, aparecem relações públicas, publicidade, mercado e negócios: juntas, elas somaram 20.853 novos postos de trabalho.

4º lugar – Secretariado executivo

Foram criadas 14.017 vagas na área. Proporcionalmente ao número de habitantes, os estados que mais empregaram foram Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Roraima.

Foram criadas 14.017 vagas na área. Proporcionalmente ao número de habitantes, os estados que mais empregaram foram Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Roraima.

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Intelectuais brasileiros explicam por que ainda é importante ler Marx

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Publicado na Folha de S.Paulo

Questionados pela Folha, quatro intelectuais brasileiros explicam as razões pelas quais os escritos do filósofo alemão Karl Marx são importantes até os dias de hoje e, por isso, ainda merecem leitura.

Confira:

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ROBERTO SCHWARZ, crítico literário

“Como percepção da sociedade moderna, não há nada que se compare a ‘O Capital’, ao ‘Manifesto Comunista’ e aos escritos sobre a luta de classes na França. A potência da formulação e da análise até hoje deixa boquiaberto. Dito isso, os prognósticos de Marx sobre a revolução operária não se realizaram, o que obriga a uma leitura distanciada. Outros aspectos da teoria, entretanto, ficaram de pé, mais atuais do que nunca, tais como a mercantilização da existência, a crise geral sempre pendente e a exploração do trabalho. Nossa vida intelectual seria bem mais relevante se não fechássemos os olhos para esse lado das coisas.”

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JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI, filósofo:

“Os textos de Marx, notadamente ‘O Capital’, fazem parte do patrimônio da humanidade. Como todos os textos, estão sujeitos às modas, que, hoje em dia, se sucedem numa velocidade assombrosa. Depois da queda do Muro de Berlim, o marxismo saiu de moda, pois ficava provada de vez a inviabilidade de uma economia exclusivamente regida por um comitê central ‘obedecendo a regras racionais’, sem as informações advindas do mercado. Mas a crise por que estamos passando recoloca a questão da especificidade do modo de produção capitalista, em particular a maneira pela qual esse sistema integra o trabalho na economia. O desemprego é uma questão crucial. As novas tecnologias tendem a suprir empregos. Na outra ponta, o dinheiro como capital, isto é, riqueza que parece produzir lucros por si mesma, chega à aberração quando o capital financeiro se desloca do funcionamento da economia e opera como se a comandasse. A crise atual nos obriga a reler os pensadores da crise. Como cumprir essa tarefa? Alguns simplesmente voltam a Marx como se nesses 150 anos nada de novo tivesse acontecido. Outros alinhavam as modas em curso com os textos de Marx, apimentados com conceitos do idealismo alemão, da psicanálise, da fenomenologia heideggeriana. Creio que a melhor coisa a fazer é reler os textos com cuidado, procurando seus pressupostos e sempre lembrando que a obra de Marx ficou inacabada e sua concepção de história, adulterada, por ter sido colada, sem os cuidados necessários, a um darwinismo respingado de religiosidade.”

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DELFIM NETTO, economista

“Porque Marx não é moda. É eterno!”

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LEANDRO KONDER, filósofo:

“Os grandes pensadores são grandes porque abordam problemas vastíssimos e o fazem com muita originalidade. A perspectiva burguesa, conservadora, evita discuti-los. E é isso o que caracteriza seu conservadorismo. Marx é o autor mais incômodo que surgiu até hoje na filosofia. Conceitos como materialismo histórico, ideologia, alienação, comunismo e outros são imprescindíveis ao avanço do conhecimento crítico. Por isso, mais do que nunca é preciso frequentá-los.”

caricatura: Baptistão

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