Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged empresas

Clubes de Assinatura movimentam 1 bilhão por ano no Brasil

0

Segundo Rodolfo Reis, número alto de assinantes permite que o Clube Leiturinha entregue livros exclusivos
(foto: Divulgação)

Número de empresas quase triplica em 4 anos. Livros dominam as vendas, mas há artigos para todos os gostos e idades

Lino Rodrigues, no Correio Braziliense

São Paulo — Receber uma caixa cheia de produtos selecionados mensalmente em casa não parece má ideia. É com esse apelo que os chamados Clubes de Assinatura estão se multiplicando, ganhando mercado e movimentando R$ 1 bilhão por ano no Brasil. O modelo de negócio não é novo, sendo similar ao tradicional sistema de venda de assinaturas de jornais e revistas. A diferença é a gama de produtos oferecida.

As ofertas vão de livros a itens de higiene e beleza, de produtos para animais de estimação a cervejas especiais e vinhos. Dados da Abcom, associação que reúne as empresas de comércio eletrônico, mostram que mais de 800 empresas estão ativas nesse mercado. Em 2014, eram 300 empresas. O crescimento comprova que o negócio é promissor. Nos Estados Unidos, os clubes já faturam US$ 10 bilhões por ano.

O Tag Livros é um dos exemplos brasileiros de sucesso. Criado em julho de 2014, o clube já reuniu 24 mil clientes. Pagando mensalidade de R$ 60, o usuário recebe um livro por mês em sua casa. A curadoria das obras é feita por autor de renome. No mês passado, por exemplo, a escolha do livro foi feita pelo escritor gaúcho Luis Fernando Veríssimo. Vargas Llosa, Drauzio Varella e vários outros nomes da literatura brasileira e internacional já participaram da seleção de títulos para o clube.

“A gente surpreende o assinante levando até a casa dele um título ou um autor que talvez ele nunca tenha pensado em ler. Nós, por exemplo, vamos no caminho oposto da leitura de dados da Amazon (que sugere títulos de acordo com as compras já feitas pelo consumidor)”, diz Arthur Dambros, jovem de 26 anos que, ao lado de dois colegas de faculdade, Gustavo Lembert e Tomás Susin, montou a Tag Livros.

Dambros é apaixonado por leitura desde criança. O hábito foi intensificado com a abertura da empresa e ele chega a ler 25 livros por ano. Os curadores dos títulos não são remunerados, mas convidados a indicar seus livros preferidos. “Indicar um livro é algo que quem gosta de ler adora fazer. É pelo amor à literatura”, diz Dambros.

O crescimento da Tag Livros foi tão surpreendente que o trio de amigos lançou em fevereiro um perfil de assinatura, chamado Tag Inéditos, e no qual a proposta é levar aos leitores best-sellers que ainda não chegaram ao mercado nacional. Nesste caso, os títulos são de leitura mais fácil do que o modelo da Tag Livros.

Há também o Clube Leiturinha, versão do Tag Livro para crianças. Por cerca de R$ 60 ao mês, dependendo do tipo de assinatura, as crianças recebem em casa livros de acordo com a faixa etária. Pioneiro no atendimento a crianças, o Leiturinha, fundado em 2014, tem hoje cerca de 100 mil assinaturas. “Como nosso número de assinantes é muito alto, conseguimos comprar uma edição inteira, o que nos possibilita entregar livros exclusivos aos assinantes do Clube Leiturinha”, diz Rodolfo Reis, um dos fundadores e diretor da empresa.

Cards mágicos
Clubes de Assinatura estão se tornando uma febre para crianças. A Play Kids oferece, também por R$ 60 mensais, a remessa de kits de atividades educacionais. “O cliente recebe um livro personalizado com o avatar e o nome da criança, que propõem atividades tanto para serem feitas no livro quanto no aplicativo on-line que temos”, afirma Breno Masi, diretor da Play Kids, que contabiliza 20 mil assinaturas. Neste caso, o uso da tecnologia é uma forma de conquistar as crianças. O kit leva também cards mágicos que, com o uso do celular, proporcionam uma experiência de realidade aumentada aos assinantes.

O mercado não é formado apenas por livros. A Horganópolis entrega em casa cestas de produtos orgânicos certificados, mas o serviço está restrito ao Rio de Janeiro e a São Paulo. “Este é um projeto sustentável com objetivo de melhorar a vida das pessoas. Além disso, resgatamos o prazer de cozinhar”, afirma Roberta Salvador, nutricionista e social-fundadora da Horganópolis.

Curadoria é o segredo
Os Clubes de Assinatura existem há muito tempo, desde que os vendedores de revistinhas passavam de casa em casa oferecendo o produto. Com a popularização da internet, eles viralizaram como um produto dos sites de comércio eletrônico. A facilidade para escolher e programar a compra on-line e receber o produto em casa — e uma espécie de curadoria oferecida pelas empresas — é o principal atrativo desse serviço.

Quer ser um líder melhor? Leia ficção científica

0
Ficção científica (Pinkypills/Thinkstock)

Ficção científica (Pinkypills/Thinkstock)

 

Cada vez mais escritores de sci-fi são contratados como consultores por empresas como Apple e Google, e até pelo governo norte-americano. Entenda por quê

Claudia Gasparini, na Exame

São Paulo — Na hora de tomar uma decisão, qual é o melhor material de consulta para um líder: um estudo recheado com gráficos e estatísticas sobre seu setor de atuação, ou um instigante livro de ficção científica?

É claro que os relatórios são indispensáveis, mas a arma secreta do gestor pode estar na segunda alternativa. Sim, isso mesmo: em meio às páginas de uma história inventada sobre o futuro, frequentemente estão escondidas sementes de inovação perfeitamente aplicáveis ao presente.

Em artigo para o site da Harvard Business Review, Eliot Peper, autor de livros de sci-fi e conselheiro de investidores e empreendedores do setor digital, diz que a ficção frequentemente inspira os pioneiros no mundo da tecnologia.

O livro “The Diamond Age”, por exemplo, escrito pelo autor de ficção científica Neal Stephenson, inspirou o fundador da Amazon, Jeff Bezos, a criar o e-reader Kindle.

Assinada pelo mesmo escritor, “Snow Crash” (ou “Nevasca”, na versão publicada em português pela Editora Aleph) influenciou as ideias de Sergey Brin, um dos fundadores do Google, sobre as possibilidades da realidade virtual.

Até os famosos “comunicadores” da clássica série “Star Trek”, produzida entre 1966 e 1969, influenciaram a invenção dos celulares.

“Embora seja associada com naves espaciais e alienígenas, a ficção científica oferece muito mais do que escapismo”, escreve Peper. “Ao apresentar realidades alternativas plausíveis, as histórias (…) revelam como o status quo é frágil, e como o futuro pode ser maleável”.

Ter essa consciência é essencial para exercer uma liderança criativa, ágil e arrojada — tanto no mundo da tecnologia quanto em qualquer outra área de atuação.

Estrume e máquinas voadoras

Um fato marcante da história de de Nova York demonstra claramente o papel da fantasia para a solução de problemas reais. No fim do século 19, a metrópole estava na iminência de uma catástrofe sanitária causada pelo principal meio de transporte da época: os cavalos.

Havia entre 100 mil e 200 mil equinos em trânsito constante pela cidade, levando pessoas e produtos para lá e para cá, e deixando no meio do caminho nada menos do que 45 mil toneladas de estrume por mês.

O excremento dos animais se acumulava de tal forma pelas ruas que, em 1898, as autoridades de Manhattan chamaram com urgência especialistas do mundo inteiro para trazer ideias de como solucionar a crise.

A convocação foi em vão, porque nenhum dos experts em urbanismo imaginou um meio de transporte independente da força dos cavalos — os carros só invadiriam Nova York na década de 1910.

“Se os urbanistas do século 19 pudessem ter tido acesso a big data, técnicas de machine learning e outras teorias modernas de gestão, essas ferramentas não os teriam ajudado”, diz Peper. “Elas só teriam confirmado as preocupações que eles já tinham”.

Talvez a história tivesse sido diferente se algum deles tivesse lido histórias “fantasiosas” sobre meios de transporte autônomos — mesmo que as narrativas descrevessem máquinas voadoras que nada tivessem a ver com o protótipo do primeiro carro fabricado na história.

Sem bola de cristal

A história sobre a crise do estrume em Nova York não quer dizer que a ficção científica ajude a fazer previsões. Ao contrário: ela é útil para os líderes não por revelar o futuro, mas por jogar luzes inéditas sobre o presente.

O clássico “1984”, de George Orwell, por exemplo, não tem nada de premonitório. Para Peper, a famosa distopia não previa os problemas de 2017, embora tenha voltado à lista dos best-sellers este ano. O livro era mesmo sobre 1948, o ano em que foi concluído: Orwell projetava ficcionalmente os resultados do que efetivamente estava acontecendo após a Segunda Guerra Mundial.

É pelo poder de sondar os meandros do presente de forma criativa — e não de entreter o leitor com fantasias mirabolantes sobre o futuro — que muitos escritores de ficção científica prestam consultoria a empresas como Google, Microsoft e Apple e até para o governo dos Estados Unidos.

“Explorar futuros fictícios liberta o nosso raciocínio de falsos limites e nos desafia a pensar se estamos mesmo fazendo as perguntas certas”, resume Peper. “Isso nos força a reconhecer que às vezes a imaginação é mais importante do que a análise”.

Lista mostra o que 10 CEOs de grandes empresas estão lendo no momento

1

8lol8h7f5atzc2podc3zg6uz0

Elaborada pela McKinsey and Company, pergunta foi respondida por gestores da Microsoft, Vale, Royal Bank of Canada, entre outros; confira

Publicado no IG

Inspiração pode não ser nada sem transpiração, mas que ela ajuda nos negócios não se pode negar. Muitos desses insights veem de livros e a consultoria McKinsey and Company perguntou a alguns dos maiores CEOs do mundo quais livros os têm mantido ocupados ao longo das últimas semanas. A pergunta foi respondida por 10 grandes nomes do mundo dos negócios – CEOs – e você pode saber os livros que têm acompanhado os gestores de grandes players; confira:

Maria Ramos, Barclays Africa

022abpysqwu33ygfhdj8fpjn5

Maria Ramos, CEO da Barclays Africa

The Gene: An Intimate History—Siddhartha Mukherjee (Scribner, 2016)

Superintelligence: Paths, Dangers, Strategies—Nick Bostrom (Oxford University Press, 2014)

The Ministry of Utmost Happiness—Arundhati Roy (Knopf, June 2017)

Fabio Schvartsman, Vale

dbccb3731k0npb1o9p8d9g9rz

Fabio Schvartsman, CEO da Vale

Sapiens: A Brief History of Humankind—Yuval Noah Harari (Harper, 2015)

Shoe Dog: A Memoir by the Creator of Nike—Phil Knight (Scribner, 2016)

Sigmund Freud en son temps et dans le nôtre—Élisabeth Roudinesco (Seuil, 2014)

Satya Nadella, Microsoft

06ktgjz1556rc12fcbqsj7lho

Satya Nadella, CEO da Microsoft

Divulgação

Satya Nadella, CEO da Microsoft

Leonardo da Vinci—Walter Isaacson (Simon & Schuster, 2017)

Dawn of the New Everything: Encounters with Reality and Virtual Reality—Jaron Lanier (Henry Holt and Co., 2017; )

Exit West—Mohsin Hamid (Riverhead Books, 2017)

Evicted: Poverty and Profit in the American City—Matthew Desmond (Broadway Books, 2017)

Francisco Pérez Mackenna, Quiñenco

1ap730uqq6k9gdane9zzgv076

Divulgação

Francisco Pérez Mackenna, CEO da Quiñenco

The Undoing Project: A Friendship That Changed Our Minds—Michael Lewis (W. W. Norton & Company, 2016)

Why They Do It: Inside the Mind of the White-Collar Criminal—Eugene Soltes (PublicAffairs, 2016)

Life After Life—Kate Atkinson (Reagan Arthur Books, 2013)

Life on the Edge: The Coming of Age of Quantum Biology—Jim Al-Khalili & Johnjoe McFadden (Crown, 2014)

Boom Towns: Restoring the Urban American Dream—Stephen J. K. Walters (Stanford University Press, 2014)

David McKay, Royal Bank of Canada

1m8lcgnsef21b2rv4mhnxkvpb

Divulgação

David McKay, CEO do Royal Bank of Canada

Hillbilly Elegy: A Memoir of a Family and Culture in Crisis—J. D. Vance (Harper, 2016)

Only Humans Need Apply: Winners and Losers in the Age of Smart Machines—Thomas H. Davenport and Julia Kirby (Harper Business, 2016)

Sapiens: A Brief History of Humankind—Yuval Noah Harari (Harper, 2015)

Wild Ride: Inside Uber’s Quest for World Domination—Adam Lashinsky (Portfolio, May 2017)

Sir Martin Sorrell, WPP

5ebtooaxyo1t9160vbte53mno

Divulgação

Sir Martin Sorrell, CEO da WPP

Powerhouse: The Untold Story of Hollywood’s Creative Artists Agency—James Andrew Miller (Custom House, 2016)

Universal Man: The Seven Lives of John Maynard Keynes—Richard Davenport-Hines (HarperCollins, 2015)

Elon Musk: Tesla, SpaceX, and the Quest for a Fantastic Future—Ashlee Vance (Ecco, 2015)

Leia também: IBGE: Produção industrial de maio tem o melhor resultado desde 2010

Dominic Barton, líder global da McKinsey & Company

915gpxbc284880znj28w1uvav

Divulgação

Dominic Barton, líder global da McKinsey & Company

The Inevitable: Understanding the 12 Technological Forces That Will Shape Our Future—Kevin Kelly (Viking, 2016)

Easternization: Asia’s Rise and America’s Decline from Obama to Trump and Beyond—Gideon Rachman (Other Press, 2017)

Homo Deus: A Brief History of Tomorrow—Yuval Noah Harari (Harper, 2017)

Andrew Liveris, da Dow Chemical Company

Andrew Liveris, da Dow Chemical Company

Divulgação

Andrew Liveris, da Dow Chemical Company

Thrive: The Third Metric to Redefining Success and Creating a Life of Well-Being, Wisdom, and Wonder—Arianna Huffington (Harmony, 2015)

The Sympathizer—Viet Thanh Nguyen (Grove Press, 2016)

The Quantum Spy—David Ignatius (W. W. Norton & Company, 2017)

Gail Kelly, membro do G30 e ex-CEO da Westpac

Gail Kelly, membro do G30 e ex-CEO da Westpac

Divulgação

Gail Kelly, membro do G30 e ex-CEO da Westpac

Lab Girl—Hope Jahren (Vintage, 2017)

Pachinko—Min Jin Lee (Grand Central Publishing, 2017)

The Boys in the Boat: Nine Americans and Their Epic Quest for Gold at the 1936 Berlin Olympics—Daniel James Brown (Penguin Books, 2014)

General sir Nick Carter, chefe do Estado-Maior do Exército britânico

General sir Nick Carter, chefe do Estado-Maior do Exército britânico

Divulgação

General sir Nick Carter, chefe do Estado-Maior do Exército britânico

Churchill: The Power of Words—Martin Gilbert (Da Capo Press, 2012)

Fighting Talk: Forty Maxims on War, Peace, and Strategy—Colin S. Gray (Potomac Books, 2009)

Sun Tzu: The Art of War for Managers: 50 Strategic Rules Updated for Today’s Business—Gerald A. Michaelson and Steven W. Michaelson (Adams Media, 2010)

Agora é só seguir a dica desses CEOs e encontrar um livro para inspirar ou simplesmente distrair a mente.

Mentores recomendam: 5 livros para acelerar o crescimento da sua empresa em 2017

0
iStock

iStock

 

Selecionamos livros que oferecem caminhos para você e sua empresa se prepararem para um futuro com mais crescimento. A ideia é inspirar você na construção de uma organização marcante.

Publicado no Administradores

A temporada de planejamento estratégico está a todo vapor! E, com ela, a possibilidade de o empreendedor revisitar seu plano de crescimento, os avanços, as conquistas e também o caminho que existe pela frente. Nessa seleção, apostamos nos livros voltados para o crescimento de organizações sustentáveis e marcantes –e que são feitas para durar.

1. Organizações Exponenciais –por que elas são 10 vezes melhores, mais rápidas e mais baratas que a sua (e o que fazer a respeito), por Salim Ismail

Aconteceu com a gente: fomos procurar o livro em uma livraria de um grande shopping de São Paulo, e o vendedor nos entregou a obra em questão de segundos. Isso porque o título já foi recomendado por lideranças de grandes empresas da cidade, o que fez o estoque acabar em alguns dias. Esse livro também foi tema de uma palestra dada pelo Juliano Seabra, diretor-geral da Endeavor, para todo o time em julho deste ano. E tem servido de inspiração para o nosso trabalho.

As chamadas Organizações Exponenciais têm um impacto desproporcionalmente grande –pelo menos dez vezes maior– comparadas aos seus pares, por usarem novas técnicas organizacionais que alavancam as tecnologias aceleradas. Na prática, falamos de empresas como o Uber, o TED, o Google, o Waze e o Snapchat. À medida que as tecnologias disponíveis se entrelaçam, o ritmo da inovação acelera ainda mais. E cada intersecção de tecnologia acrescenta mais um multiplicador na equação, tornando essa mudança exponencial!

Por que ler?

Além de falar sobre os efeitos da tecnologia, os autores deixam claro: esse é apenas 1% do caminho que ainda temos para ser percorrido. Por isso, apresentam uma série de 10 atributos, de ordem interna e externa, que caracterizam essas novas organizações. Cabe a você entender esse cenário e desenhar também uma organização preparada para crescer exponencialmente. Se achou o tema interessante, não precisa esperar seu pedido chegar pelo correio. Já pode conhecer esse resumo criado pelo coautor do livro, e que está disponível no SlideShare. Editora HSM Management (valor: a partir de R$ 28,00).

2) A Mentalidade do Fundador, por Chris Zook e James Allen

Se você perguntar aos empreendedores apoiados pela Endeavor qual é o livro que estão lendo nesse momento, provavelmente a resposta vai ser o The Founder’s Mentality, do Chris Zook. Há poucos meses distribuímos para todos eles uma edição para que conheçam os elementos que tornam uma empresa realmente grande e duradoura.

A lição central do livro é que a maioria dessas organizações tem uma incrível característica que corre como um fio áureo por cultura, identidade e vantagem competitiva: a mentalidade do seu fundador.

O que se traduz em algumas características em comum:

1. Uma clara missão insurgente

2. Uma inequívoca cabeça de dono

3. Uma implacável obsessão com a linha de frente

Por que ler?

Os autores passaram alguns anos realizando mais de 450 reuniões e workshops em mais de 50 países, na busca pelo que torna essas empresas especiais, duradouras e grandes exemplos. Por meio de várias análises e exemplos inspiradores, esse livro mostra como qualquer líder –e não apenas um fundador– pode incutir e fomentar uma mentalidade de fundador em toda a sua organização e encontrar um crescimento rentável duradouro. Editora Figurati Valor.

3) Execução: a disciplina para atingir resultados, por Larry Bossidy e Ram Charam

É provável que isso também aconteça na sua empresa: o maior desafio do planejamento estratégico não está na definição da missão, das metas ou das iniciativas, mas sim na execução do que foi planejado. Essa lacuna entre o pensado e o feito impede a empresa de sair do lugar e dar o próximo passo em direção ao futuro que os empreendedores veem pela frente.

Por que ler?

Se você está recomeçando o processo de planejamento estratégico para 2017, esse livro é de grande ajuda. Use cada capítulo para orientar sua comunicação, partindo do seu papel como líder do processo até a criação de uma cultura focada na execução, o que passa pelo recrutamento, pela comunicação com o time e até pelo jeito como as reuniões são conduzidas. Editora CAMPUS Valor.

4) Built to Last: successful habits of Visionary Companies, por Jim Collins

“Este não é um livro sobre líderes visionários carismáticos. Nem mesmo sobre conceitos de produtos inovadores com insights de mercado inéditos. Este é um livro sobre algo muito mais importante, duradouro e substanciais: organizações visionárias.”. É assim que os autores dão início a esse guia prático, útil para todos aqueles que desejam criar empresas que são marcos em um determinado setor –e que sobrevivam com a passagem do tempo.

Para isso, eles desconstroem os principais mitos que giram em torno de companhias famosas e de reconhecido sucesso. Alguns deles são:

1. É preciso uma grande ideia para começar uma empresa. Poucas empresas visionárias começaram com uma grande ideia. Muitas delas começaram sem uma ideia específica –como a HP e a Sony– e outras foram grandes fracassos –até se reinventarem. De fato, uma grande ideia logo no início pode levar ao risco de uma empresa nunca estar pronta para se adaptar às mudanças do mercado.
2. As empresas de maior sucesso tomam decisões por meio de complexos planejamentos estratégicos Apesar de manterem rituais de planejamento, na prática, essas empresas experimentam uma série de coisas e mantém aquilo que funciona, sem apego ao plano.
3. A maioria delas se concentra primeiramente em acabar com seus concorrentes Se nós imaginávamos que essas empresas estavam muito preocupadas com o que os outros fazem, nos engajamos. Elas podem se concentrar em se “autodestruir”, se reinventar e criar algo novo. Antes que outra companhia vá lá e o faça.

Por que ler?

Desconstruindo o mito de que é necessário um líder visionário ou uma grande ideia, os autores propõem a todos os empreendedores um mapa, usando o exemplo de empresas que conhecemos, com o que é preciso para construir uma empresa feita para durar. Editora Collins (valor: a partir de R$37,00).

5) Discovery Driven-Growth: A Breakthrough Process to Reduce Risk and Seize Opportunity, por Rita Gunther McGrath e Ian C. MacMillan

Como você incentiva a inovação e persegue um crescimento ambicioso, minimizando as possibilidades de risco?

Neste livro, os autores mostram como os empreendedores podem planejar e buscar um crescimento mais agressivo com mais ousadia. Planejando com cuidado suas oportunidades estratégicas de crescimento, testando cada projeto com uma série de checkpoints e criando uma cultura que atua sobre evidências e aprendizados, as empresas podem controlar melhor seus custos, minimizar as surpresas e saber quando se desfazer de projetos questionáveis –antes que seja tarde demais.

Por que ler?

Com ferramentas que ajudam a selecionar e melhor avaliar o potencial de qualquer risco estratégico, de novas linhas de produtos a novos negócios, os autores desenham um processo claro que torna possível identificar, administrar e alavancar todo o portfólio de oportunidades da sua empresa. Editora Harvard Business School Press (valor: a partir de R$93,00).

Empresário defende em livro ‘pensar dentro da caixa’

0
thiago

Empresário Thiago Oliveira, sócio da IS Log & Services (Foto: Divulgação)

 

Thiago Oliveira conta como montou um negócio de R$ 60 milhões focado mais na melhoria de
processos que na busca de uma grande ideia

Publicado na Época Negócios

Em 2002, aos 20 anos, o empresário Thiago Oliveira vivia em São Miguel Paulista, na periferia de São Paulo, e decidiu largar um emprego de office boy para trabalhar como “agregado” em uma empresa de logística. Pediu o carro do pai emprestado e passou a fazer entregas de documentos e produtos, até estranhar alguns detalhes na rotina. Diariamente, os clientes recebiam duas visitas. Uma para a retirada de malotes, pela manhã, e outra para a entrega, no final da tarde. Oliveira percebeu também que a mistura nos mesmos veículos de documentos e produtos atraia mais a atenção de ladrões. “Resolvi sugerir ao meu chefe mudanças”, diz o empresário. Fazer uma só visita ao dia, para entrega e retirada, e limitar a atuação da empresa ao transporte de documentos, menos arriscado. “Mas não me deram atenção”, afirma. Sem espaço dentro da empresa, Oliveira resolveu montar o próprio negócio para colocar suas ideias em prática. Encontrou um sócio disposto a apostar R$ 17 mil e criou a IS Log & Services, de logística. Este ano, a empresa espera crescer 30% e faturar R$ 60 milhões, mesmo em meio à crise econômica enfrentada pelo país.

A história de empreendedorismo de Oliveira é similar a de muitas empresas tradicionais. Uma ideia simples, disciplina e muita transpiração. Mas, em tempos de culto à inovação disruptiva — startups, aplicativos, Uber a Airbnbs —, Oliveira acredita que a receita foi esquecida a ponto de desestimular potenciais empreendedores. “Hoje em dia, a molecada fica esperando ter uma grande ideia e não empreende”, afirma. “E não precisa ser assim.”

Para incentivar outras pessoas com o desejo de empreender, resolveu contar a própria história em livro e lança, no dia 22 de setembro, o título “Pensando dentro da caixa – aprenda a enxergar oportunidades e empreenda em qualquer cenário”. Na entrevista a seguir, ele fala sobre o conceito, oposto a um dos lemas mais populares no mundo dos negócios.

No seu livro, você defende que a ideia de “pensar dentro da caixa” para empreender e gerar inovação. É o oposto de um dos conceitos mais difundidos no mundo dos negócios. O quer dizer?
A caixa a que eu me refiro é a nossa vida. O nosso trabalho é uma caixa, a nossa escola, a faculdade, a família. Vivemos em “caixas”. É nesse sentido que afirmo que temos que criar oportunidades pensando dentro da caixa. A ideia é você olhar em volta, pegar o que já existe e faz parte da sua rotina e melhorar. Melhorar dentro da caixa. Melhorar processos. Processos são mal vistos nas empresas, porque são burocráticos. Ninguém gosta de fazer. Mas se você pegar processos que não são bem feitos, você consegue ganhar dinheiro. Pensar dentro da caixa é isso. As pessoas tem a ideia romântica de pensar “fora da caixa”. Mas a verdade é uma só. É difícil você pensar fora da caixa com uma rotina que te consome. Trabalho, escola, filhos. São muitos problemas para resolver. É legal pensar fora da caixa, mas nem todo mundo tem tempo. É mais fácil pensar dentro da caixa, pegar coisas que existem, que estão ligadas ao seu dia a dia, à sua rotina, e melhorar. Vão surgir novos Bill Gates, mas vai demorar. No caso de aplicativos no Brasil, não há nenhum unicórnio, novas empresas que valem mais de um bilhão de dólares. É muito difícil. O Vale do Silício é um mundo à parte. As pessoas ficam perdendo muito tempo pensando em lançar aplicativos que podem mudar o mundo. Então eu digo, pegue algo dentro da caixa e melhore. Você vai num restaurante, que é uma caixa, vai jantar. Percebe um processo que não foi bem feito e melhora. Empreende dentro daquilo que não funcionou. É essa visão que eu tento passar um pouco.

Por que processos são tão importantes?
O processo te permite escalonar. Com um processo bem feito, você tem um padrão. Hoje, todas as minhas filiais têm o mesmo padrão, têm processos bem definidos. É o que me permite ganhar dinheiro. Eu montei minha empresa sobre serviços que já existiam. Não reinventei nada, não fiz um aplicativo que revolucionou o mundo. Só melhorei o que existia. Só melhorei o processo. Se alguém tem uma visão de negócios para montar um aplicativo, se tem uma oportunidade de mudar o mundo, vá frente. Mas, à espera da grande ideia, muita gente não empreende.

É preciso então ter uma postura mais ativa, de buscar oportunidades.
Exato. Aplicativo é a febre do momento. Eu entendo. Mas a molecada hoje só pensa nisso.

Como você sabe se tem um processo bem feito?
Nunca está pronto, na verdade. Existe sempre a possibilidade de melhorar. Estamos sempre melhorando. A ideia é procurar sempre formas de fazer mais com menor custo. Toda vez que a gente vai mexer, a gente encontra uma oportunidade de ganho.

No livro, você também chama a atenção para coisas que parecem básicas em gestão. A valorização da equipe de vendas, definir os indicadores mais importantes para o negócio, pensar no futuro. Você acha que elas são negligenciadas pelos empreendedores?
Muito. Eu mesmo tive essa experiência. Eu passei muito tempo sem medir nada. Fiquei dez anos sem medir números importantíssimos da empresa. No final de 2012 para 2013, implantei na empresa um novo processo, uma rotina de reuniões de resultado mensais. Hoje, eu sento com todo o meu time e a gente trata do resultado do mês anterior. Mas eu demorei seis meses para conseguir implantar essa reunião. Um mês um departamento não conseguia entregar, outro mês era outro. É uma guerra. Porque toda mudança gera um estresse. Você precisa estar disposto a pagar esse preço. Eu também tive colaboradores que não se adaptaram, gente boa, inclusive. Mas não se gerencia o que não se mede. E fez diferença quando implantei. Em coisas que eu achava que estava indo superbem, eu estava indo mal. Em coisas que achava que estava mal, eu estava bem. E já era uma empresa com 230 funcionários. Hoje, quando eu vou conversar com muitas outras empresas mais ou menos do mesmo tamanho que a minha, é a mesma coisa. Não conhecem os números. Se eu tivesse feito o modelo de gestão que adotei em 2013 quatro anos mais cedo, certamente hoje estaria bem melhor. Mas eu nunca tive ninguém para me direcionar. Quando tive oportunidade, e estava precisando de ajuda, fui procurar. Estava crescendo tudo errado, torto, colocando gente. Estava perdido.

E quais os erros mais comuns dos jovens empreendedores?
Primeiro, contratar quem não pode demitir. Segundo, achar que ser líder é ser popular. Terceiro, e que eu falo muito, é esquecer de gerir os números, em geral. O quarto é não saber quais as suas responsabilidades dentro do negócio. Você vai ser sócio de uma empresa, mas qual vai ser a sua responsabilidade? Vai ser vender? Vai ser administrar? Vai ser o financeiro? Qual a sua parte dentro do negócio? Eu já cometi esse mesmo erro, querer fazer tudo. Acaba não fazendo nada bem feito. Fica que nem um pato. Voa mal, anda mal e nada mal. Em determinado momento, eu não sabia qual era a minha responsabilidade dentro do meu próprio negócio. Esse é um dos maiores erros. Você querer cuidar de tudo. Não, você não consegue cuidar de tudo. Ninguém consegue. O negócio é ter duas pessoas. Uma vendendo e uma administrando. Ou uma na operação, outra na venda.

Você falou de achar que ser líder é ser popular, explique melhor.
Um dos maiores erros que eu vejo em liderança hoje é o cara que acredita que agradando todo mundo vai ser um bom líder. É o que a gente mais vivencia aqui. O líder fica se adaptando ao colaborador. É onde o sujeito acaba errando.

Como surgiu a ideia de escrever o livro?
Várias pessoas vinham falar comigo sobre empreender. Inclusive colaboradores da empresa. E eu notei que muitas pessoas ficam aguardando uma grande ideia. Principalmente a molecada de hoje. Eu sempre falo que existem muitas oportunidades mudando processos. Foi pensando nesse pessoal que eu tive a ideia de escrever o livro.

Go to Top