Contando e Cantando (Volume 2)

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Ônibus-biblioteca começa a emprestar livros de graça pelos bairros do Rio

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Publicado no Extra

O ônibus-biblioteca do projeto “Livros nas Praças” começa nesta terça-feira, dia 20, as visitas literárias, com empréstimos gratuitos de livros, na Praça Almirante Júlio de Noronha, no Leme. Estarão presentes o escritor Fábio Maciel e a ilustradora Patrícia Melo, que vão falar sobre o Haicobra, um livro que “espicha”. Impresso numa única folha de papel, recortada e dobrada, o livro se abre no formato de uma cobra e, a cada dobra, propõe um haicai, poema de apenas três versos de origem japonesa (veja programação completa abaixo).

A biblioteca sobre rodas oferece cerca de dois mil exemplares, sendo 70% de autores brasileiros, como Ana Maria Machado, Thalita Rebouças, Paulo Coelho e Monteiro Lobato. O acervo tem ainda 60 livros com ilustrações em braile para crianças, 30 livros em fonte ampliada para pessoas com problemas de visão, 20 audiobooks para deficientes visuais e 35 livros em braile para adultos.

O ônibus tem cadeira de transbordo, própria para cadeirantes e idosos com dificuldades de subir a escada de acesso, além de banheiro e água para os leitores que utilizarem o veículo como espaço de leitura. A iniciativa é um projeto de responsabilidade social das empresas Lojas Americanas e Americanas.com.

Os visitantes podem ler no ônibus ou levar até dois livros, gratuitamente, para casa. Para o empréstimo, é necessária apresentação de um documento de identidade e comprovante de residência. Os livros devem ser devolvidos ao ônibus-biblioteca em qualquer praça, durante a permanência do projeto. A biblioteca fica aberta ao público das 10h às 16h.

Programação

– Praça Almirante Júlio de Noronha (Leme)

20/03; 21/03; 04/04; 18/04; 02/05; 16/05; 30/06; 13/06

– Vila Olímpica Mané Garrincha (Caju)

03/04; 17/04; 01/05; 15/05; 29/05; 12/06

– Praça Mauá (Saúde)

22/03; 05/04; 19/04; 03/05; 17/05; 31/05; 14/06

– Largo do Estácio (Estácio)

23/03; 06/04; 20/04; 04/05; 18/05; 01/06; 15/06

– Parque de Madureira (Madureira)

24/03; 07/04; 21/04; 05/05; 19/05; 02/06; 16/06

– Vila Olímpica (Belford Roxo)

27/03; 10/04; 24/04; 08/05; 22/05; 05/06

– Vila Olímpica da Mangueira (Mangueira)

29/03; 12/04; 26/04; 10/05; 24/05; 07/06

– Nave do Conhecimento (Triagem)

30/03; 13/04; 27/04; 11/05; 25/05; 08/06

– Quinta da Boa Vista (São Cristóvão)

31/03; 14/04; 28/04; 12/05; 26/05; 09/06

– Praça João Luiz Nascimento (Praça Telemar – Mesquita)

28/03; 11/04; 25/04; 09/05; 23/05; 06/06

Esta menina encontrou o melhor incentivo à leitura possível

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Ela resolveu emprestar um livro para a sua melhor amiga e colocou memes para destacar os melhores trechos 😂

Ana Beatriz Rosa, no HuffpostBrasil

Lorena Nunes (@ageofholland) encontrou o melhor incentivo de leitura dos últimos tempos.

Ela resolveu emprestar um livro para a sua melhor amiga, Lavínia Lemos. Mas, no lugar de um bilhete comum ou um mero marca páginas, o exemplar foi acompanhado de algo muito melhor: memes que destacavam as passagens mais fortes de cada capítulo.

A usuária compartilhou o “presente” super criativo em seu perfil no Twitter:

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E é óbvio que a internet amou a ideia!

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Até a Lavínia, que ia receber o presente, ficou sabendo da ideia após o post de Lorena ter viralizado!

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Ao que tudo indica, a dupla está acompanhando a saga distópica A Seleção, da autora norteamericana Kiera Cass.

O brasileiro gosta de ler, mas falta estímulo

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Laé de Souza, em O TREM Itabirano [via Observatório da Imprensa]

Aqueles que são leitores verdadeiros sabem exatamente a riqueza que podemos encontrar em incontáveis páginas de livros. Desde muito cedo, tornei-me leitor convicto. Daqueles que viajam pelo universo literário.

Por muitos anos, mantive meus livros como objeto de adoração, expostos numa glamorosa estante em minha biblioteca particular.

Confesso: tinha ciúmes da minha vasta coleção, vez ou outra empoeirada, protegida pelo meu ameaçador “não tire do lugar”. Livros conservados como tesouro intocável.

Num determinado momento, comecei a refletir sobre o motivo do desinteresse das pessoas pela leitura, em especial os jovens. Foi, então, que libertei meu tesouro literário da prisão de minha estante. Passei a emprestar meus livros a um, a outro, fiz marketing das obras que li e assim fui disseminando a cultura do prazer da leitura.

Hoje, alegra-me quando morre o proprietário de uma vasta biblioteca particular e a viúva detesta livros, pois eles serão distribuídos de qualquer jeito e sairão a circular com grande chance de cumprir o papel para o qual nasceram: serem lidos. Quantas vezes leremos um livro que está em nossa estante? Por que deixá-los ali empoeirados, tristonhos, lidos apenas uma vez? Temos um instinto de posse para tudo. Até para os livros.

Grande parceria

Sempre fui inconformado com o estigma de que o brasileiro não gosta de ler. Acho pura invencionice. Não se pode opinar sobre o gosto do que nunca se experimentou. Imaginava que era preciso criar facilidades e buscar estímulos para a primeira leitura. Longe, bem longe da obrigatoriedade e controles burocráticos para aquele que quer ler. Entristece-me quando, nas minhas visitas às escolas, vejo bibliotecas ou salas de leitura trancadas a sete chaves. Quantos leitores perdidos pelo excesso de zelo.

Assim, em 1998 nasceu o meu projeto Encontro com o Escritor. Sempre tive a certeza de que a leitura não é só na escola, é para todos os lugares. Assim, em 2004, nasceu o projeto Leitura no Parque, que visa abarcar outro tipo de público.

Ao longo desses anos de aplicação de projetos de leitura, tenho constatado que é grande equívoco o pensamento de que “o brasileiro não gosta de ler”. Falta, isso sim, criar facilidades e formas de incentivo.

Trabalho que tenho feito sempre nas minhas palestras, alertando professores para a grande responsabilidade que lhes cabe, principalmente nos dias de hoje, em que as mães ausentam-se para o trabalho e não têm o tempo tão necessário para ler histórias para os filhos e estimular a imaginação e o prazer da literatura.

Num tempo de alunos arredios, cercados pelo bombardeio de inovações visuais e lúdicas, é preciso escolher com carinho a obra que se coloca pela primeira vez nas mãos de um futuro leitor. Corre-se sempre o risco de criar ojeriza e afastá-lo definitivamente do mundo da leitura. Portanto, muito cuidado!!!

Vários alunos que se recusavam a ler e que leram a primeira crônica de um livro meu manifestaram que leram, para surpresa deles próprios, até o final e começaram a ler outras obras a partir dessa experiência.

A grande parceria com professores, instituições e a adesão de patrocinadores e incentivadores pessoa física me levam a acreditar que é possível realizar o sonho de fazer do Brasil um país de leitores.

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