Contando e Cantando (Volume 2)

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Paulo Rónai e a inspiração do romance ‘Budapeste’ (de brinde, um poema)

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Raquel Cozer, no A Biblioteca de Raquel

O crítico e tradutor Paulo Rónai (1907-1992) nunca chegou a sumir de livrarias brasileiras. Mesmo que houvesse uma má vontade fora do comum das editoras, ia ser difícil estancar publicações relacionadas a ele, que sofria de uma invejável incontinência produtiva, fosse com traduções, como “Os Meninos da Rua Paulo” (Cosac Naify), de Ferenc Molnár, fosse com obras próprias, como “Curso Básico de Latim” (Cultrix), que é, acredite, o título mais vendido dele no Brasil.

Mas algumas pérolas de sua produção andaram esquecidas, lapso que vem sendo revertido desde 2012, quando quatro editoras passaram a reeditar alguns de seus trabalhos mais importantes como ensaísta, tradutor ou organizador.

A saber: Globo (“A Comédia Humana”, de Balzac), José Olympio (“A Tradução Vivida” e “Escola de Tradutores”; em breve, “Pois É”), Casa da Palavra (“Como Aprendi o Português e Outras Aventuras”; em breve, “Encontros com o Brasil”, “Não Perca o Seu Latim” e “Contos Húngaros”) e Nova Fronteira (em breve, “Mar de Histórias”, parceria com Aurelio Buarque de Holanda).

Esse resgate, incluindo o motivo pelo qual essas obras andaram deixadas de lado, foi tema de reportagem minha para a “Ilustríssima”, mais de um metro e meio de texto, uma maravilha de espaço, mas precisaria de uns três metros para incluir tudo de que gostaria.

Rónai (o segundo da esq. para a dir.) com Drummond (ao centro), de quem ficou amigo (os outros não sei mesmo, você me diga se souber)

Rónai (o segundo da esq. para a dir.) com Drummond (ao centro), de quem ficou amigo (os outros não sei mesmo, você me diga se souber)

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Um ponto que ficou de fora, embora tenha sido conversado com familiares, foi a extensão da inspiração em Paulo Rónai para o romance “Budapeste”, de Chico Buarque.

Quem atentou para a semelhança às avessas com a vida de Rónai (no livro de Chico, um brasileiro vai lidar com letras na Hungria) foi Sérgio Rodrigues, no extinto No Mínimo. O texto, reproduzido no blog da jornalista Cora Rónai, filha do crítico, me chegou no Facebook via Renata Lins, que disse ter tido, na época, a mesma impressão ao ler “Budapeste”.

Ele escreveu à época, sobre “Como Aprendi o Português e Outras Aventuras”:

“Um livro que, escrito a partir dos anos 40 e lançado em 1975, compartilha com o grande best-seller do momento [o livro de Chico] dois traços fundamentais: a oscilação entre a capital húngara e o Rio de Janeiro (com a diferença de que parte daquela para chegar a este, enquanto o herói buarquiano faz o caminho inverso) e a coragem de mergulhar de cabeça nos abismos da língua, das línguas, da linguagem.

[…] De um lado, encontramos o brasileiro José Costa, que por acaso ou fastio começa a construir uma nova identidade – uma identidade húngara – no dia em que a música de um idioma incompreensível o subjuga e mesmeriza. “Sem a mínima noção do aspecto, da estrutura, do corpo mesmo das palavras, eu não tinha como saber onde cada palavra começava ou até onde ia. Era impossível destacar uma palavra da outra, seria como pretender cortar um rio a faca.”

[…] Do outro lado, temos a presença comovente de um jovem húngaro, Paulo Rónai, e sua paixão também gratuita pelo português, numa Budapeste que estava a poucos anos de se tornar quintal da Alemanha nazista. “A mim, sob seu aspecto escrito, (o português) dava-me antes a impressão de um latim falado por crianças ou velhos, de qualquer maneira gente que não tivesse os dentes. Se os tivesse, como haveria perdido tantas consoantes?”

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Quando entrevistei Laura, filha mais nova de Rónai, perguntei se Chico chegara a falar algo com a família a respeito, algum sinal além da impressão.”Ele nunca falou, mas todo mundo percebe. É fato conhecido. É tão fato que é a história do papai ao contrário”, ela respondeu.

Então perguntei ao Mario Canivello, assessor do Chico, que entrou em contato com o homem, na França, e me enviou a resposta dias depois: “Durante a escrita de Budapeste, Chico leu alguns contos húngaros traduzidos por Paulo Rónai, numa antologia organizada por ele e com prefácio do Guimarães Rosa. Dos contos, ele se lembra de ter tirado alguns apelidos húngaros, como Kriska e Pisti. E se lembra sobretudo de ter adorado o prefácio, mas só isso.”

Tendo lido “Budapeste” e “Como Aprendi o Português e Outras Aventuras”, também tenho a impressão de que foi mais do que isso. Ainda que Chico acredite que não.

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Rónai com a mulher, a professora aposentada Nora, que hoje, duas décadas após essa foto, é campeã de natação na faixa 85-89 anos

Rónai com a mulher, a professora aposentada Nora, que hoje, duas décadas após essa foto, é campeã de natação na faixa 85-89 anos

E vai aqui também a íntegra do poema que encerra a reportagem, enviado por Rónai para Américo, marido de sua irmã Clara.

Foi escrito em 13 de março de 1970, logo depois de Américo ter comprado um carro novo. No aniversário do cunhado, Rónai lhe deu uma pasta para guardar documentos (Américo era um bagunceiro convicto), acompanhada dos seguintes versos:

Américo, eu vos peço,
Prestai atenção ao problema:
Como reza o nosso lema,
Sem ordem não há progresso.

Para que à desordem escapeis
Sem perder tempo em vã busca,
Correndo feliz no fusca,
Guardai bem os vossos papéis

Arquivados, classificados,
Em bom lugar conservados,
Todos na pasta competente,
Para serem encontrados fácilmente.

Afim de atingirdes essa perfeição
Oferecemos-vos neste dia festivo
Para bem e felicidade da nação
Nada menos do que êste arquivo.

Ficai digno dêste lindo móvel
Arranjando quanto antes algum imóvel
Valores à beça, cédulas em quantidade
Consolando-vos assim dos estragos da idade.

A ambição da criação poética Rónai abandonou muito cedo, antes mesmo de vir ao Brasil. Mas, em seu acervo no sítio Pois É, em Nova Friburgo –biblioteca para a qual a família busca, sem sucesso, uma instituição disposta a administrar–, há vários poeminhas do gênero. Escritos para amigos, familiares, colegas, sempre como brincadeira.

Autora de ‘Bridget Jones’ revela título e data de lançamento do novo livro da série

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‘Mad about the boy’ estará nas prateleiras britânicas em outubro

A escritora Helen Fielding ficou 14 anos sem lançar um novo livro da série 'Bridget Jones' Divulgação

A escritora Helen Fielding ficou 14 anos sem lançar um novo livro da série ‘Bridget Jones’ Divulgação

Publicado por The Independent (via O Globo)

LONDRES – Faz muito tempo, mas Bridget Jones está de volta, e ainda está furiosa com garotos. Pelo menos segundo o título do novo romance de Helen Fielding, “Bridget Jones: Mad about the boy” (“Bridget Jones: Furiosa com o garoto”, em tradução livre), revelado nesta terça-feira.

O primeiro livro de Fielding, “O diário de Bridget Jones”, se tornou um bestseller internacional em 1996 e gerou a continuação “Bridget Jones: No limite da razão” três anos depois. Os livros, juntos, venderam 15 milhões de cópias e inspiraram dois filmes de Hollywood estrelados por Renée Zellweger.

A história por trás do terceiro romance com a mulher de 30 e poucos anos à procura do amor está sendo mantida sob sigilo. Quando perguntada com que garoto Bridget estava furiosa, Fielding franziu as sobrancelhas enigmaticamente, mas disse: “A vida de Bridget seguiu em frente”.

O editor Jonathan Capa revelou, no entanto, que Bridget está mais velha e ainda escrevendo um diário, e que a personagem está agora “imersa em mandar mensagem e experimentar as redes sociais, com ênfase em ‘sociais'”, enquanto ela navega pelos perigos dos encontros online.

Sobre o hiato de 14 anos entre o último romance e o atual, Fielding, de 54 anos, disse: “Eu meio que perdi minha voz com Bridget por um bom tempo depois do sucesso inesperado do primeiro. Foi bem fácil escrever, e, para ser honesta, depois eu me tornei autoconsciente.”

Em dezembro, ela disse ao programa de rádio “Woman’s hour”: “Achei que na última primavera eu tinha novas coisas para contar. Coisas que não existiam quando eu escrevi pela última vez, como e-mail e mensagens de celular. A forma com que a vida é vivida através do Twitter.”

Daniel Cleaver e Mark Darcy, os pretendentes de Bridget, interpretados no cinema por Hugh Grant e Colin Firth, serão uma “presença” nos novos livros, Fielding confirmou.

“Bridget Jones: Mad about the boy” será lançado em 10 de outubro deste ano.

Realidade incendiária envolve o Ciclo de Leituras Públicas da USP

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Encontros aproximam o público de peças do teatro ocidental com a mediação de profissionais da área artística

Publicado por Catraca Livre

As leituras acontecem na Sala Experimental Plínio Marcos, com capacidade de 50 lugares. (Reprodução)

As leituras acontecem na Sala Experimental Plínio Marcos, com capacidade de 50 lugares. (Reprodução)

O ato de ler e deixar que as palavras escritas percorram as veias passando pelo coração até à mente na forma de desenhos, cenários, rostos e sentimentos é um hábito que precisa ser mantido. Sua prática, fundamental para o desenvolvimento cultural do indivíduo, torna-se o pano de fundo do Ciclo de Leituras Públicas da USP, que já se encontra na 9ª edição.

Entre os meses de maio e junho, o Tusp (Teatro da USP) apresenta programação gratuita sempre às 15h das segundas-feiras, com mediação do agente cultural Otácilio Alacran. A seleção de textos se baseou na “realidade incendiária”, ou o momento crucial em que o personagem precisa tomar uma decisão e, consequentemente, definir o rumo da história. Tal necessidade surge justamente da repressão de ideias ou ideais e acende uma “fagulha” capaz de incinerar a atual condição daquela figura representada.

As peças compuseram o importante cenário do teatro ocidental e as leituras permitem que os participantes entendam o processo de construção das histórias, assim como estilo de cada dramaturgo. Confira a programação completa:

Maio

6/5 O Interrogatório – de Peter Weiss (1965)
13/5 Agreste – de Newton Moreno (2004)
20/5 Biedermann e os Incendiários – de Max Frisch (1958)
27/5 O Balcão – de Jean Genet (1956)

Junho

03/6 Jogos na Hora da Sesta – de Roma Mahieu (1976)
10/6 Novas Diretrizes em Tempos de Paz – de Bosco Brasil (2001)
17/6 A Morte de Danton – de Georg Büchner (1835)

Leitura: um hábito para a vida inteira que pode começar antes de nascer

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Montagem UOL / Divulgação

Montagem UOL / Divulgação

Ana Lúcia Caldas, no UOL

Iniciativas de incentivo à leitura se espalham por todo o país. No Distrito Federal, a escritora Alessanda Roscoe defende o Aletramento Fraterno que consiste em ler para os filhos ainda durante a gravidez. O nome tem uma razão de ser: estimular o hábito da leitura em uma criança é uma tarefa que pode envolver toda a família.

Autora de 17 livros, a escritora conta que, desde a primeira gravidez, lê em voz alta para os filhos. Quando ficou grávida pela terceira vez, a parceria com o marido e os filhos se intensificou. “Aos poucos, meus filhos mais velhos e meu marido foram entrando no ritual e tivemos excelentes momentos lendo para a barriga”, diz.

Alessandra faz oficinas sobre o assunto e orienta “casais grávidos”. É dela também a ideia do clube de leituras para bebês, o Uni Duni Ler. “É maravilhoso ver como eles curtem, interagem e adquirem intimidade com as histórias e os livros”.

O clube surgiu em 2010 na creche da filha, Luiza. Cada um dos responsáveis pelas crianças comprou dois livros de uma lista de 30 para que o acervo fosse montado. Mesmo com a participação ativa dos pais, quem escolhe o que levar para casa são as crianças, nas cirandas literárias promovidas semanalmente. Alessandra esclarece que os bebês não leem, mas olham e folheiam os livros e até contam as histórias do seu jeito.

Escritores indicam 30 livros imperdíveis; lista tem romances, biografias, contos e infanto-juvenis.

Atualmente, o clube tem 21 sócios efetivos e conta com os amigos do Uni Duni Ler, cerca de 200 pessoas. “O espaço do clube é restrito porque funciona em uma creche, mas promovemos encontros festivos, dos quais todos podem participar”. A escritora ressalta que nesses encontros, muitas vezes são trazidos convidados, no caso, os autores dos livros lidos no clube.

Segundo ela, é preciso respeitar o ritmo dos pequenos, que pedem para ler sempre as mesmas histórias. “Os estudos explicam que a repetição faz parte do desenvolvimento das crianças na primeira infância, elas pedem para ouvir a mesma história infinitas vezes por quererem ver se tudo será como da primeira vez, sentem-se seguras quando já conhecem o final”, ressalta.

A bancária Fernanda Martins Viana é mãe de dois sócios do clube: Carlos, mascote do grupo, de um ano e dez meses e Gabriel, de cinco anos. Para ela, a iniciativa tem que ser copiada. “Nós nos tornamos também leitores. Eu espero ansiosamente o dia do encontro, que me leva para o universo infantil.”

Segunda ela, o filho mais velho já expressa o quanto gosta e o mais novo já está totalmente à vontade nesse mundo. “Ele senta no colo de um pai, ouve um pouco, depois vai para outro. Carlos começa a ter uma intimidade com o livro, que não se torna uma obrigação.”

A criança que é incentivada a ler desde cedo vai criar com o livro uma relação de afeto, diferente daquele que é obrigada a ler. Por isso, a escritora defende que a ideia do clube do livro seja replicada. “É fácil, basta apenas ter uma mala com livros”.

As histórias da escritora surgem de situações que vive com os filhos e com outras crianças. Entre as obras publicadas estão “A Fada Emburrada”; “O Jacaré Bile”; “O Menino Que Virou Fantoche”; “A Caixinha de Guardar o Tempo” e o “Guia de Leitura para Bebês e Pré-Leitores Uni Duni Ler”, que já foi distribuído em creches e escolas públicas no Rio Grande do Sul.

Um dos livros de Alessandra, escrito com a filha Beatriz quando tinha 5 anos de idade, inspirou o curta-metragem de animação A Menina Que Pescava Estrelas, de 2008.

Dia Internacional do Livro Infantil
Hoje (2), se comemora o Dia Internacional do Livro Infantil, para lembrar que, há 208 anos, nasceu o dinamarquês Hans Christian Andersen. Muitos não conhecem esse nome, mas certamente não se esquecem de suas obras: O Patinho Feio, O Soldadinho de Chumbo, A Pequena Sereia e A Polegarzinha. A origem humilde do escritor não impediu que criasse histórias que encantaram gerações por todo o mundo. Na verdade, o contato com diferentes níveis sociais o ajudou a construir o contraste percebido em várias de suas narrativas.

O Brasil também tem seu “Hans Andersen”: José Bento Renato Monteiro Lobato. O dia de seu nascimento, 18 de abril, foi adotado no país como o Dia Nacional do Livro Infantil. Grande parte das histórias infantis de Monteiro Lobato é ambientada no Sítio do Picapau Amarelo. O sítio transporta o leitor para um Brasil rural, simples e inocente. Seus personagens, muitos deles crianças como os próprios leitores, estimulam a fantasia e a imaginação em suas aventuras. “De escrever para marmanjos já estou enjoado. Bichos sem graça. Mas para crianças um livro é todo um mundo”, teria dito o escritor.

dica do Chicco Sal

Encontro do GLOBO debate tecnologia e educação

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Para professor Klaus Denecke-Rabello, Isadora Faber é exemplo de como transformar a realidade utilizando as redes sociais

William Helal, editor da Formou!, Isadora Faber e o professor Klaus Denecke- Rabello Ana Branco / Agência O Globo

William Helal, editor da Formou!, Isadora Faber e o professor Klaus Denecke- Rabello Ana Branco / Agência O Globo

Marina Morena Costa, em O Globo

O primeiro evento da série “Encontros O GLOBO nas universidades” promoveu um debate entre Isadora Faber, criadora do “Diário de classe” no Facebook para denunciar problemas em sua escola, e Klaus Denecke-Rabello, professor da ESPM e especialista em comunicação digital há 12 anos. Com mediação do jornalista William Helal Filho, editor de Educação do GLOBO e da “Formou!”, o evento realizado nesta quarta-feira discutiu as influências da era digital na vida dos estudantes.

Uma entrevista com Isadora abriu o evento. Ela falou sobre a trajetória da sua página, que com menos de um ano contabiliza mais de 600 mil curtidas no Facebook. A estudante da Escola Básica Municipal Maria Tomazia Coelho, em Florianópolis, contou que a instituição passou por reformas e melhorias após suas denúncias. Mas nem tudo foi fácil. A direção da escola e professores ficaram contra a aluna, que passou a sofrer ameaças de outros estudantes.

— Acho que nem todo mundo gosta de ouvir a verdade. Os professores registram queixas contra mim na delegacia. Fico meio insegura, mas meus pais estão sempre junto, me apoiando — disse a estudante, que já foi acusada de calúnia e difamação por uma professora.

O professor Klaus disse que Isadora é um ótimo exemplo do uso das redes sociais em prol da educação. Em uma apresentação em que abordou o impacto da era digital nas escolas e universidade, o especialista destacou a importância dos valores éticos nos tempos atuais.

— Podemos levar excelência, aulas ministradas por professores de ponta, para os quatro cantos do mundo. Tempo e espaço ficam suspensos. Tecnologia é meio, nunca fim — destacou o professor. — A melhora da educação parte de pontos como a Isadora, que estimulam a rede a falar e pensar.

Laura Tardin, 21 anos, estudante de Administração da ESPM, participou do debate e acredita que a tecnologia exige muito mais disciplina e concentração dos alunos.

— A tecnologia facilita, deixa tudo mais rápido e mais fácil. Mas pode comprometer a formação, se o estudante não valorizar a pesquisa e a própria aula — opina.

Louise Marins, 21 anos, estudante de jornalismo da ESPM, acha que é necessário que as escolas acompanhem as mudanças tecnológicas.

— O professor é fundamental, mas essas facilidades tecnológicas são um incremento importante e ajudam na formação dos alunos.

Este foi o primeiro de uma sequência de eventos que vão reunir estudantes e especialistas para debater os temas abordados pela “Formou!”. A primeira edição da revista foi inteira sobre a Tecnologia e pode ser conferida na página da revista na internet.

O “Encontros O GLOBO nas universidades” integra uma série de medidas do jornal voltadas para a educação. Além da revista, publicada sempre na primeira segunda-feira de cada mês, a página de Educação do site do GLOBO ganhou diversas ferramentas, como a seção de jornalismo participativo “Eu-Estudante”, um espaço com vídeos exclusivos e uma janela com ofertas de estágio do LinkedIn.

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