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Guia de estudos: aprenda a fazer uma boa redação em dez passos

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Lucas Rodrigues, no UOL

Manter-se bem informado e produzir textos dissertativos ao menos uma vez por semana é essencial para conseguir elaborar uma boa redação no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e nos grandes vestibulares. Consultados pelo UOL, especialistas deram dicas para garantir resultados satisfatórios nesse quesito.

Esse roteiro faz parte de uma série de guia de estudos com os dez temas mais importantes de cada disciplina (confira ao lado).

Segundo Arlete Salvador, autora do livro “Como escrever bem para o Enem – Roteiro para uma redação nota 1.000”, conquistar uma escrita apurada é um processo que leva tempo. “O estudante não vai conseguir na última hora escrever melhor se não tiver nenhum tipo de embasamento”, diz.

Ela acredita, contudo, que é possível se exercitar até mesmo em meios diferentes, como nas redes sociais. “Quando for escrever no Facebook, por exemplo, tente escrever sem erros. Descreva aquela viagem que você fez, os lugares, as pessoas, os acontecimentos contemporâneos, um show de música. Diga o que gostou, explique o porquê. Isso contribuiu para o senso crítico”.

Antes da prova
Confira as dicas dadas pela professora Cida Custódio, do Colégio e Curso Objetivo, para a preparação antes do dia da prova de redação:

Mantenha-se informado
“Os temas propostos pelo Enem são sempre relacionados a questões atuais, que de alguma forma estão mobilizando a opinião pública do país. Editoriais de jornais, por serem dissertativos, são os textos mais recomendáveis para despertar o senso crítico do estudante”.

Faça cópias de textos dissertativos
“É bom para assimilar, ao mesmo tempo, estrutura, linguagem, ortografia e pontuação. Nesse caso, caberá antes uma leitura atenta do texto escolhido, que permita ao estudante fazer uma cópia consciente, e não automática”, diz Cida.

“Concluída a cópia, será necessário conferir se foi feita de modo fiel ou displicente. Esse exercício é excelente também para melhorar a capacidade de concentração”.

Escreva duas redações por semana
“Treinar é essencial para garantir um bom desempenho na prova. É importante ainda submeter tais redações à apreciação de um professor, que, com base nas competências levadas em conta pelo Enem na correção das redações, fará uma avaliação criteriosa e personalizada”.

O UOL tem um banco de redações, em que são sugeridos temas atuais a cada mês. Os estudantes podem mandar suas produções, que serão avaliadas por uma equipe especializada em correção de prova de vestibular e Enem.

Conheça os temas anteriores do Enem
“É bastante produtivo fazer ainda algumas redações de temas previamente selecionados, preferencialmente aqueles considerados mais desafiadores”.

No dia da prova
Veja ainda estratégias dadas por Arlete Salvador que devem ser feitas durante a prova de redação:

Encontre o tema
Leia o enunciado e os textos de apoio com atenção. Na folha de rascunho, faça uma lista das ideias principais do assunto geral e dos textos complementares (use uma ou duas palavras para sintetizar essas ideias). Se houver imagens, transforme o conceito central em palavras.

Para a professora Cida, do Objetivo, é fundamental atentar ao encaminhamento sugerido pelos textos motivadores oferecidos pelo Enem. “O candidato independente corre o risco de desconsiderar a coletânea e fugir parcialmente ao tema. Para evitar isso, caberá selecionar duas ou três informações dos textos de apoio e integrá-los ao próprio repertório [cultural e linguístico]”, diz.

Ela enfatiza que aproveitar um ou outro dado da coletânea não significa copiar trechos ou fragmentos, o que é absolutamente impróprio.

Organize as ideias e planeje o texto
Após encontrado o tema, pense sobre o que tem a dizer para aquela discussão. Escolha os argumentos que serão utilizados, duas propostas de intervenção social e qual será a conclusão.

Pense como será a ideia central da introdução e anote na folha de rascunho. O que você pretende defender? Escolha três argumentos que melhor sustentem sua ideia.

Escreva na folha de rascunho
Não se afaste do modelo introdução, desenvolvimento e conclusão. Na hora de elaborar o texto, dê preferência para a terceira pessoa do singular ou do plural, nunca use gírias e utilize expressões de ligação entre parágrafos e ideias.

Se estiver em dúvida sobre uma data, corte-a. Se a indefinição for na grafia de uma palavra, troque-a por um sinônimo.

Para a conclusão, a professora do Objetivo diz que sugestões de intervenção passíveis de serem colocadas em prática serão pertinentes. “Atribuir a responsabilidade pela solução de determinado problema a mais de um setor da sociedade também é importante”, diz.

Invista na linguagem
A professora Cida, do Objetivo, acrescenta que uma linguagem diversificada contribui para o conteúdo do texto. “Contudo, deve-se evitar o vocabulário rebuscado, usado apenas para impressionar a banca. O estudante deve demonstrar repertório linguístico típico de um bom leitor, recém-saído do ensino médio”.

Releia o texto e verifique coerência e coesão
Substitua palavras repetidas por sinônimos e preste atenção se não cometeu deslizes na pontuação –separar sujeito de verbo com vírgula é erro grave–, e na acentuação.

Vale a pena analisar se a introdução apresenta o tema pedido na prova, se os argumentos sustentam a tese escolhida, se as propostas de intervenção social são convincentes e se a conclusão tem conexão com o começo do texto.

Transcreva o texto para a folha oficial
Copie exatamente o que foi produzido na folha de rascunho. Tente fazer uma letra legível e não rabiscar. É importante respeitar os parágrafos, deixando uma pequena margem no início. Logo em seguida, corrija eventuais erros e dê a redação por encerrada.

Na Coreia do Sul, professor de inglês ganha R$ 9 milhões por ano

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Publicado por UOL

Com aulas à venda na internet, professor Kim Ki-Honn ganha mais de R$ 9 milhões por ano (SeongJoon Cho/The Wall Street Journal)

Com aulas à venda na internet, professor Kim Ki-Honn ganha mais de R$ 9 milhões por ano (SeongJoon Cho/The Wall Street Journal)

O professor Kim Ki-Hoon ganha mais de R$ 9 milhões (US$ 4 milhões) por ano na Coreia do Sul. Conhecido como ‘rock-star’, ele trabalha há mais de 20 anos com aulas particulares de reforço. As informações são do “Wall Street Journal”.

Ki-Hoon trabalha cerca de 60 horas por semana ensinando, mas apenas três dessas horas passa dando aulas. Suas aulas são gravadas em vídeo e tornaram-se commodities na internet, onde estão disponíveis para compra por R$ 9,10 (US$ 4) a hora.

A maior parte de seu tempo, Ki-Hoon gasta respondendo a mensagens de estudantes que precisam de ajuda em deveres de casa.

“Quanto mais trabalho, mais eu ganho”, disse o professor ao “Wall Street Journal”, “Gosto disso”.

Anualmente, cerca de 150 mil alunos assistem a suas aulas, é isso o que explica o volume de seus ganhos. A maioria é composta por estudantes do ensino médio que querem melhorar seu desempenho na prova nacional, uma espécie de Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Rock-star
Seu nome virou uma marca na Coreia do Sul, sua empresa tem 30 funcionários. O professor Ki-Honn tem cerca de 120 estudantes presenciais em cada uma de suas aulas, mais do que a maior parte dos professores de cursinhos. No país, os alunos escolhem os professores pela sua qualidade e fama.

Para ter bons professores, os cursinhos buscam profissionais na internet e estão sempre ligados a avaliação de pais sobre a qualidade de seus docentes. Os pais, no entanto, sentem-se pressionados a gastar grandes montantes de dinheiro para pagar aulas extras para seus filhos.

O rock-star Ki-Hoon disse ao “Wall Street Journal” acreditar que a forma de melhorar a qualidade da escola pública é aumentar significantemente o pagamento dos professores conforme seu desempenho. Assim a profissão atrairia os melhores alunos e os pais saberiam que os melhores professores estão na escola e não dentro de uma sala de aula privada como se fosse em um shopping.

Dica do Marcos Florentino

MEC distribui 2 milhões de senhas para cursos on-line gratuitos

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Programa é para estudantes de escolas públicas e universitários / Leandro Moraes/ Folhapress / Arquivo

Programa é para estudantes de escolas públicas e universitários / Leandro Moraes/ Folhapress / Arquivo

Publicado por Band

Programa Inglês Sem Fronteiras oferecerá cursos pela internet voltados para estudantes de graduação e pós-graduação

O MEC (Ministério da Educação) identificou que a falta do domínio de uma língua estrangeira tem sido barreira para os universitários brasileiros conseguiram bolsas de estudo no exterior e lançou ontem a primeira etapa do programa Inglês Sem Fronteiras.

Serão distribuídas 2 milhões de senhas para alunos de graduação e pós-graduação matriculados em universidades públicas ou estudantes de universidades particulares que tenham alcançado no mínimo 600 pontos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), em alguma edição a partir de 2009.

Ocurso será on-line e usará uma plataforma internacional. Em paralelo, os alunos serão submetidos a provas e, de acordo com o desempenho, poderão receber convites para aulas presenciais. O governo colocará à disposição dos estudantes 250 mil testes Toefl, exame com reconhecimento internacional que mede a proficiência em inglês.

Ainda no primeiro semestre, 200 professores de universidades dos EUA serão contratados para ministrar cursos para os 20 mil estudantes com melhor resultado. A meta do MEC é distribuir cinco milhões de senhas e, inclusive, incluir num segundo momento a possibilidade de participação dos alunos do ensino médio nos cursos on-line.

A distribuição de novas senhas deverá ocorrer até junho. O domínio do inglês é pré-requisito para concorrer a bolsas de estudo de graduação, mestrado e doutorado em universidades estrangeiras que participam do Ciência Sem Fronteiras.

Lançado em julho de 2011, o programa já ofereceu 22.646 bolsas de graduação e pós-graduação em 38 diferentes países.

Enem 2012: preso passa em 1º lugar e tenta frequentar faculdade no Piauí

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Imagem: Google

Imagem: Google

Aliny Gama, no UOL

Um homem que cumpre pena de 34 anos de prisão por homicídio qualificado foi aprovado em primeiro lugar no Sisu (Sistema de Seleção Unificada) para uma vaga no curso de análise e desenvolvimento de sistemas do IFPI (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí).

O encarcerado, que teve apenas suas iniciais divulgadas, L.S.R.J., tem 45 anos e foi classificado após prestar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) no ano passado. Ele está preso na Penitenciária Regional José de Deus Barros, localizada no município de Picos (a 308 km de Teresina).

Nesta semana, a Sejus (Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania do Piauí) efetuou por meio de procuração a matrícula do detento, mas ainda não é certo se ele poderá frequentar o curso. A secretaria notificou o Ministério Público sobre o pedido para ele estudar fora da prisão.

Caberá ao juiz de execução penal decidir se o homem tem ou não condições de estudar fora do sistema prisional, uma vez que ele recebeu condenação por crime hediondo.

“Pode ser que o juiz determine a escolta de agentes penitenciários ou que o reeducando vá sozinho e volte no horário estipulado”, disse a diretora de humanização da Sejus, Rosângela Queiroz. “Ele tem um bom comportamento. Nunca se meteu em confusão na unidade prisional. É dedicado no que faz e a prova disso está no resultado do Enem”, ressaltou Queiroz.

Segundo a funcionária, o aprovado já tinha concluído o ensino médio quando foi preso e, para ocupar o tempo ocioso, foi convencido pelas assistentes sociais a assistir as aulas do curso preparatório para o Enem.

Além dele, outros três detentos tiveram boas notas e podem, conforme a Sejus, ser remanejados após encerramento da segunda chamada de matrículas do Sisu, que vai ocorrer entre os dias 1º e 5 de fevereiro.

Estudo diminui pena
De acordo com dados da Sejus, a cada 12 horas estudadas o preso recebe o direito de diminuir três dias do tempo de reclusão.

Dados da Sejus apontam que 10,2% da massa carcerária masculina e 49% da feminina estão em sala de aula nas penitenciárias. São oferecidos cursos profissionalizantes, além de séries desde a alfabetização ao 5º ano do ensino fundamental e médio. O sistema prisional conta com o trabalho de cerca de 60 professores.

Devido ao resultado positivo do curso preparatório para o Enem, a Sejus em parceria com a Seduc (Secretaria de Educação e Cultura do Estado do Piauí) vão abrir novas salas e vagas para outros encarcerados se interessem em estudar para prestar o exame e ingressar no ensino superior.

“Pretendemos ampliar o número de salas de aula na Colônia Agrícola Penal Major Cesar Oliveira, em Altos, Penitenciária Regional Irmão Guido, em Teresina, e Casa de Detenção Provisória Dom Inocêncio Santana, em São Raimundo Nonato”, destacou o secretário de Justiça e Cidadania do Estado do Piauí, Henrique Rebêllo.

O Enem 2012 foi aplicado na Penitenciária Feminina de Teresina e na Penitenciaria Feminina Adalberto de Moura Santos, localizada em Picos, além da Penitenciária Regional José de Deus Barros, também em Picos, e na Penitenciária Gonçalo de Castro Lima, em Floriano (a 234km de Teresina).

Nestas unidades prisionais, 47 internos se submeteram as provas do exame, aplicadas nos dias 4 e 5 de dezembro. As regras das provas aplicadas para os detentos foram as mesmas exigidas para os demais participantes do Enem 2012.

Aluna de 14 anos passa em 5° lugar na UFMS e Justiça garante matrícula

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Aos 14 anos, Nathaly Gomes Tenório é a mais jovem estudante da UFMS
Aos 14 anos, Nathaly Gomes Tenório é a mais jovem estudante da UFMS

Celso Bejarano, no UOL

Nascida em 5 de maio de 1998, Nathaly Gomes Tenório, 14, se tornou ontem a mais jovem estudante da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Após conseguir boas notas no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2012, ela recorreu à Justiça para ter o direito de se matricular em artes visuais.

Até dezembro passado, Nathaly estudava o primeiro ano do ensino médio e, em fevereiro, ia cursar o segundo ano. Por influência da mãe, Edelária Gomes, 33, advogada, a adolescente resolveu trocar a sala da escola municipal Arlindo Andrade Gomes, em Campo Grande (MS), pela UFMS.

Antes do Enem Nathaly queria estudar moda, mas desistiu da ideia porque sua ambição exigiria a mudança de Estado.

“Não tinha pretensões de entrar logo na universidade, fiz o Enem como treineira. Passei em 5º lugar e minha mãe teve a ideia de entrar na Justiça”.

A matrícula no curso foi feita por meio de liminar. O desfecho da questão judicial de Nathaly deve ser anunciado daqui uns seis meses quando ela tiver completado o primeiro semestre da vida universitária. “Geralmente a decisão confirma a liminar”, aposta a mãe.

Nathaly disse que gosta de artes, mas tem a intenção de cursar também jornalismo, depois direito. “Vou tentar jornalismo no meio do ano, quero fazer as duas [cursos] ao mesmo tempo, depois estudo direito, que é vontade de minha mãe”, disse a garota.

“Quero fazer Artes e Jornalismo porque gosto de lidar com projetos sociais, que envolvam as pessoas, a comunidade”, disse ela.

A caloura disse que a idade não deve influenciar seu desempenho. “Vou continuar fazendo as mesmas coisas, indo ao cinema, curtindo amigos, namorando”, diz.

Desde cedo

Nathaly, segundo a mãe, conhece o mundo acadêmico desde os cinco anos. “Por necessidade, ela seguia comigo para a universidade, onde eu estudava direito. Foram anos juntas”, contou empolgada.

Até a tarde desta terça-feira (22), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul havia concedido doze liminares a estudantes que não haviam completado o ensino médio, mas conseguiram passar em universidades.

Dessas, seis são de estudantes que vão ingressar na UFMS, outras seis para a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul). As decisões favoreceram alunos de 15 a 17 anos de idade.

Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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