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Clubes de leitura: a delícia de compartilhar saberes, livros e opiniões

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Café-Clube de Leitura, no Espaço O POVO (Foto: divulgação)

Café-Clube de Leitura, no Espaço O POVO (Foto: divulgação)

 

Isabel Costa, no Leituras da Bel

Conversar sobre um livro é quase tão prazeroso quanto o ato de ler. Envolvidos pela leitura e pelas personagens, nós discutimos com amigos e colegas sobre as características do texto, a perspicácia do narrador, a engenhosidade do escritor, os caminhos da história. Em Fortaleza, nos últimos meses, vários Clubes de Leitura começaram atividades ou ampliaram o número de participantes. São coletivos envolvidos e engajados, que se reúnem periodicamente para discutir sobre um ou dois livros escolhidos. Com a ajuda de amigos, colegas e desconhecidos do Facebook, eu fiz uma lista com alguns dos Clubes de Leitura em funcionamento na cidade.

Há opções em vários bairros e com vários perfis de leitura! Dos quadrinhos aos clássicos internacionais. Dos autores nordestinos aos livros contemporâneos.

Você conhece outro Clube de Leitura? Sabe mais informações sobre um dos coletivos da lista? Quer fazer uma correção nas informações da postagem? Quer formar um Clube de Leitura? Tem experiência com compartilhamento de leitura e quer opinar? É só comentar na postagem! Essa lista pode/deve ser ampliada, mexida, acrescentada e incrementada! O importante é que todo mundo encontre um grupo para compartilhar saberes, leituras, personagens e opiniões!

Veja a lista:

Leia Mulheres Fortaleza
Acontece na Livraria Leitura do Shopping Del Paseo (avenida Santos Dumont, 3131), sempre no último sábado do mês às 19 horas. O próximo encontro acontece no dia 25 de março, quando será discutido o livro As boas mulheres da China, de Xinran. A mediação é de Alessandra Jarreta. Outras informações no telefone 3458 0300 ou no link!

Clube do Quadrinho Rebirth
O coletivo é especializado em HQs. Também é realizado na Livraria Leitura do Shopping Del Paseo (avenida Santos Dumont, 3131). Os encontros acontecem nas últimas quintas do mês, às 19 horas. Outras informações através do telefone 3458 0300 ou no link!

Clube de Leitura Dito e Feito
O grupo discute mensalmente uma obra de autor nordestino. Em março, o encontro acontece no dia 11, às 9 horas, e o livro é Capitães da Areia, de Jorge Amado. A mediação é de Alessandra Jarreta. Os encontros acontecem no Dito Feito Brechó & Cultura (rua João Alves Albuquerque, 34, Parque Manibura). Outras informações no link!

Café-Clube de Leitura
Realizado no Espaço O POVO de Cultura & Arte (avenida Aguanambi, 282). São encontros mensais para discutir sexualidade e literatura. A próxima reunião do coletivo acontece no dia 15 de março, às 19 horas, e o livro trabalhado será Sergio Y. Vai À América, de Alexandre Vidal Porto. A mediação é dos jornalistas Jáder Santana e Marina Solon. Outras informações no link!

Clube de Leitura Divina Comédia Humana
Criado em dezembro de 2014 para realizar leituras da Comédia Humana de Honoré de Balzac, o grupo já fez mais de 50 encontros. A próxima reunião será na segunda-feira, dia 6 de março, a partir das 18h30min, no Mais Açaí (avenida 13 de Maio, 793). Será trabalhado o livro Noites Brancas, de Fiodor Dostoievski. Outras informações no link!

Clube do Livro – PET Pedagogia da UFC
Foi criado pelo Programa de Educação Tutorial do curso de Pedagogia/UFC. Um encontro acontece na próxima segunda-feira, 6 de março, às 17 horas, no Bosque Moreira Campos (Centro de Humanidades – Área I – Benfica). O desafio será discutir os livros Noite na Taverna (Álvares de Azevedo) e Coraline (Neil Gaiman).

Clube de Leitura Sublime
As atividades acontecem na Confeitaria Sublime (rua Eduardo Bezerra, 1276 – São João do Tauape). O próximo encontro acontece no dia 18 de março, quando será discutido o livro A Insustentável Leveza do Ser, do Milan Kundera. Outras informações no link!

Uma geração que nasceu com o gene da internet e quer mudar o mundo

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Sempre conectados, integrantes da geração Z sofrem, porém, de um mal: a intolerância

Lucas Alvarenga, em O Tempo

imageAna Catarina Cizilio tem 19 anos, cursa publicidade e propaganda, mantém um blog sobre cabelos cacheados e é voluntária. Rafael Marcos Garófalo tem 21 anos, estuda engenharia elétrica e apoia causas ambientais. Lucas Dal Prá tem 20 anos, é estudante de sistemas de informação e foi gamer profissional. Embora diferentes, eles pertencem a um grupo composto por 25,9% da população mundial: a geração Z. Mais pragmáticos, independentes, engajados e determinados que os jovens da geração Y, os nascidos entre 1994 e 2010 começam a alterar as relações pessoais.

‘Nativos digitais’, eles não conheceram o mundo sem a internet. Em contato com a rede, esses jovens tecem amizades, fazem negócios, expõem opiniões e dissociam cada vez menos o real do virtual. “O meu tempo livre é composto por jogos eletrônicos, músicas em cloud e Facebook. Para ir de carro a qualquer destino, uso o GPS. A tecnologia é uma extensão da minha vida”, avalia Dal Prá.

Entender a geração Z não é uma tarefa fácil. Os nativos desse grupo são fruto de um mundo em crise econômica, atormentado pelo terrorismo e pelos desastres ambientais. Por causa desse contexto, eles cresceram mais realistas e críticos que a geração Y, na análise da mestre em antropologia e professora de Cultura Jovem da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Ana Barbieri. “Os jovens dessa geração são muito bem informados e questionadores. Eles exigem coerência entre o discurso e as atitudes”.

No livro Aprender a Resistir, o psicólogo francês Olivier Houde classifica os jovens da geração Z como mutantes. Diretor do Laboratório de Psicologia do Desenvolvimento e Educação Infantil da Universidade de Sorbonne, na França, ele explica que nossos ‘futuros chefes’ usam mais o córtex pré-frontal, o que acelera a tomada de decisão e a capacidade de cumprir multitarefas. Porém, Houde alerta: o uso excessivo dessa parte do cérebro pode reforçar a intolerância, tão comum nas redes sociais. “A internet nos deu a falsa noção de liberdade de expressão. Só que a minha liberdade acaba quando começa a do outro”, lembra Ana Catarina.

Engajados. Nas mídias sociais, adolescentes e jovens da geração Z organizam manifestações descentralizadas e se mostram inconformados com a política e a religião. “Enquanto os políticos aumentam salários e verbas de campanha, nós vivemos uma crise com demissões, inflação alta e déficit orçamentário”, observa Garófalo. Para o estudante de engenharia elétrica, até as religiões perderam o propósito. “A religião deveria ser um caminho que desse sentido à vida”.

Fora do mundo virtual, a geração Z alimenta o desejo de ‘salvar o mundo’. Como? Segundo a pesquisa Millennial Branding, divulgada no ano passado, 76% dos jovens norte-americanos querem ser voluntários e ajudar em causas ambientais.

Mais exigentes
Os jovens da geração Z exigem mais de um líder da empresa. “Pessoas em cargos de confiança assumem responsabilidades. Por isso, devem inspirar e motivar”, sugere o estudante de engenharia elétrica da PUC Minas, Rafael Garófalo.

Já o estudante de sistemas de informação da PUC Paraná, Lucas Dal Prá, procura certos “requisitos” no local de trabalho. “Só aceito atuar em lugares com uma metodologia de trabalho otimizada, com equipe amigável, que saiba os limites entre o pessoal e o profissional, e tenha uma marca forte e respeitável”, afirma o estudante.

Na internet, só download grátis

As gerações estão ficando cada vez mais parecidas quando o assunto é comprar. É o que garante a especialista em cultura jovem Ana Barbieri (foto). “A geração X tinha receio de comprar pela internet, mas com o tempo seus indivíduos passaram a adquirir uma série de produtos virtualmente”. Para Ana, o que mais difere a geração Z é a disposição em pagar por um objeto ou serviço. “Os jovens da geração Z estão acostumados a fazer o download de músicas, filmes e livros. Eles dificilmente pagam por esses produtos como a geração X, a não ser quando o assunto é moda”.

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