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Os 10 livros mais engraçados da literatura brasileira

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Edson Aran, na Revista Bula

Edvan, um dos três leitores desse “Coisas pra Ler”, me escreve e pergunta: a coluna na Bula acabou? Não, não acabou. É que sou um colaborador relapso e o Carlos Willian Leite é muito elegante pra me cobrar. Mas, olha, hoje não vou falar de livros novos. Como todo mundo gosta de listas e ninguém leva humor a sério (thanks god), preferi resenhar os livros mais engraçados da literatura brasileira. É uma lista pessoal e não tem ordem. Os 10 estão emparelhados. Não incluí nenhum dos meus — “A Noite dos Cangaceiros Mortos-Vivos”, “Delacroix Escapa das Chamas” etc. Mas incluiria se ninguém me acusasse de legislar em causa própria. Injustamente, claro.

Garotos da Fuzarca (Ivan Lessa)

Ivan Lessa foi um dos maiores escritores da língua portuguesa. Sim, pode dizer que exagero. Mas o malabarismo das palavras e o domínio de todas as formas de humor — da ironia fina ao besteirol mais cretino — faz dele um mestre da sátira. Este “Garotos da Fuzarca” reúne textos publicados no “Pasquim” (79 a 83) e na “Status” (82 e 83). A seleção é do Digo Mainardi (falo mais dele aí em baixo).

Tem várias pequenas obras primas neste livro. O melhor é o trecho de “Os Diários de Londres”, coluna que Ivan dividia com seu heterônimo Edélsio Tavares no “Pasquim”. Brasileiro exilado, Edélsio vive com o paquistanês viado (perdão, “homossexual”) Doce Sulfa, a irlandesa drogada Jovem Pat e o cafetão congolês Negro Ken. Os diários fazem você engasgar de tanto rir. No dia em que eu for nomeado Supremo Editor da Nação, publico “Os Diários de Londres” na íntegra (neste livro, o trecho é mínimo) com novas ilustrações de Reinaldo Figueiredo. Até lá, vá (re) ler “Garotos da Fuzarca” que você vai ver o que é bom.

Polígono das Secas (Diogo Mainardi)

Sátira devastadora ao romance regionalista e à glorificação do miserê, um dos alicerces da psiquê nacional. É cangaceiro matando latifundiário que mata posseiro que mata bicho numa sucessão de violência sem sentido que resulta hilariante. É Glauber Rocha com LSD. Só tem uma coisa que me incomoda: o narrador que interrompe a ação para desenvolver teses e acaba por explicar a piada. Se o livro ficasse apenas na narrativa ficcional, sem as digressões filosóficas, seria muito mais letal. Mas acredite: depois deste livro, você nunca mais vai ver Graciliano Ramos do mesmo jeito.

Porque Lulu Bergantim não Atravessou o Rubicon (José Cândido de Carvalho)

É o avesso do livro do Mainardi. Cândido de Carvalho é celebrado por “O Coronel e o Lobisomem”, romance que virou 371 peças, 49 minisséries e 33 espetáculos teatrais (só até hoje de manhã). Mas é nas crônicas curtas, muitas de um parágrafo, que o humor dele decola. O segredo está na linguagem falsamente coloquial que parodia o jeito caipira de contar causos. Chico Anysio e Dias Gomes também correram atrás desse tipo de humor, mas José Cândido de Carvalho venceu os dois com algumas léguas de vantagem. Eu, se fosse você, lia tudo dele.

O Púcaro Búlgaro (Campos de Carvalho)

Campos de Carvalho sempre foi cult, mas de uns tempos pra cá ficou bastante conhecido pelo motivo errado: foi associado aos Rousseff da Bulgária. Ele não merecia, coitado. Quase que escolho “A Lua vem da Ásia” só por conta disso. Mas “O Púcaro Búlgaro” me agrada mais porque é curto, enquanto “A Lua vem da Ásia” continua depois que a piada acaba. O livro é o diário de uma expedição à Bulgária para localizar um púcaro, seja lá o que for um púcaro. Mas isso é só o ponto de partida para muitas digressões humorísticas sobre a vida e o propósito do significado. Lembra “Voyage Autor de ma Chambre”, de Xavier de Maistre, um dos ídolos de Machado de Assis.

Galvez, Imperador do Acre (Márcio Souza)

O romance picaresco é um dos alicerces da literatura de humor. Mas se aventurar numa trilha já trilhada (trilha já trilhada?! Cazzo, Aran, escreve direito!) por Cervantes e Swift é coisa séria. Márcio Souza faz isso muito bem ao contar a história de Dom Luiz Galvez Rodrigues de Aria, aventureiro espanhol contratado pelo governo brasileiro para liderar uma revolução no Acre boliviano e, posteriormente, pedir a anexação ao Brasil (porque se o Brasil queria o Acre é algo que nunca saberemos). No livro, Galvez é um beberrão mulherengo que vai de cama em cama e de trapaça em trapaça até chegar ao poder. Quando eu virar Supremo Editor da Nação, reedito o livro com ilustrações bem bacanas, para ele ficar parecendo um romance do Swift ou do Cervantes. (mais…)

20 testamentos engraçados e últimos desejos absurdos deixados neste mundo

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Tatiane do Amaral Ribeiro, no Mega Curioso

Muita gente certamente tem aquele objeto favorito e já deve ter pensado: “Para quem eu vou deixar isso quando eu morrer?”. Pode ser na brincadeira ou até um pensamento sério, a verdade é que a gente quer deixar alguma coisa que nos lembre com alguém que amamos (ou nem tanto, como veremos mais abaixo).

Seja um simples último desejo ou até mesmo um complexo testamento, existem aqueles pedidos inusitados, estranhos e até mesmo divertidos deixados por pessoas no mundo inteiro. É claro que não temos acesso a todos eles, mas alguns famosos tornaram públicas suas vontades finais bizarras e agora você vai conhecer 20 delas.

01 – William Shakespeare

Último desejo: deixar sua “segunda melhor cama” para a esposa

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Esse não foi somente um último pedido de Shakespeare, pois ele até registrou como testamento. Naquela época, ter uma boa cama, sem pulgas ou vermes, era muito caro e muito valorizado. Os melhores móveis foram deixados para as filhas. Esse desejo de deixar a segunda melhor cama para a mulher fez aumentar as especulações a respeito de seu casamento.

Quando as pessoas leram o epitáfio que o escritor deixou para o seu túmulo, quase todos tiveram certeza de que ele e a esposa não estavam bem. Ele escreveu: “Bendito seja o homem que poupa essas pedras, e amaldiçoado quem move meus ossos”. Quando a mulher morreu, sete anos mais tarde, ninguém permitiu que seu corpo fosse colocado na mesma sepultura.

02 – Charles Dickens

Último desejo: que as pessoas que fossem ao seu funeral não usassem cachecol, casaco, laço preto, sobretudo ou qualquer tipo de vestimenta de luto

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Além disso, o escritor também não queria ter um funeral público e nem que fossem divulgados hora e local do velório e sepultamento. Ele pediu um funeral barato e simples, com o mínimo de pessoas possível. Mas, como era de se esperar para um autor tão importante, é óbvio que os seus pedidos foram todos ignorados.

Ele foi homenageado com um enorme cortejo fúnebre, com todos os amigos, familiares e fãs presentes em um funeral completo, que até mesmo se tornou um acontecimento nacional. O homem que estava acostumado a conseguir tudo o que queria em vida não teve o que desejada na sua morte.

03 – Benjamin Franklin

Último desejo: que sua filha não tivesse o passatempo caro e inútil de usar joias

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Benjamin Franklin foi um dos homens mais admirados do mundo ocidental no final do século 18. A razão do seu estranho pedido foi porque o ex-embaixador da França deu a Franklin um retrato do Rei Louis XVI em uma moldura cravejada com 408 diamantes.

Ele adorou o quadro e foi um dos seus objetos preferidos até a sua morte. Benjamin o deixou como herança para a sua filha, Sarah, mas com a condição acima mencionada, para impedi-la de remover os diamantes do quadro para fazer joias. (mais…)

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