Contando e Cantando (Volume 2)

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A leitura é grande aliada para quem estuda a distância

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Ler acrescentará muito à sua formação

Publicado no R7

Thinkstock

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Que ler é enriquecedor para qualquer pessoa, independentemente se ela estuda ou não, é indiscutível. Afinal, é por meio da leitura que é possível aprender, crescer e conhecer outras realidades, muitas vezes totalmente diferentes daquela em que se vive. Quando se opta pela EAD (educação a distância) a importância dos livros é ainda maior. Afinal eles ajudarão muito na rotina de estudos daqueles que resolvem estudar sozinhos

Em caso de livros que usará para auxiliar sua rotina estudantil, dê preferência àqueles indicados pela escola ou seus professores. Dessa maneira, você poderá contar com eles para esclarecer eventuais dúvidas bibliográficas.

A correria muitas vezes vira justificativa para que a leitura não se torne um hábito. Fuja disso e tente ler ao menos um livro diferente por mês. Aos poucos, perceberá que tomou gosto pela leitura e isso não mais será uma obrigação, mas sim um prazer.

Acompanhar o noticiário é importante, mas ler jornais e revistas é fundamental para a formação. Com o imediatismo de informações que se tem com a internet, jornais e revistas se tornam boa fonte de análise para que você passe a ter suas próprias ideias sobre determinado assunto.

Mergulhe no mundo da leitura e aproveite essa viagem apaixonante!

A Educação a Distância e a Matrix

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João Alberto, no Diário da Manhã

Por mais comum que o termo tenha se tornado, tenho a certeza absoluta que ainda hoje encontramos pessoas presas num passado distante com relação ao que a Educação a distância, melhor simplificando: EaD, tem de melhor e pode nos proporcionar.

Para quem assistiu ao filme Matrix, que é uma produção estado-unidense e australiana de 1999 dos gêneros: ação e ficção científica, a conversa entre os dois protagonistas(Neo e Morpheus) vai nos mostrar melhor o que quero dizer.

– Neo: o que é Matrix?

– Morpheus: Você quer saber o que é Matrix? Matrix está em toda parte[…] é o mundo que acredita ser real para que não perceba a verdade….

Na verdade, a educação no Brasil ainda resisti aos novos ventos da modernidade que a educação a distância tem realizado como novo modelo de ensino aprendizagem, arrastando milhares de pessoas, docentes, alunos para dentro de uma realidade semelhante à vivida pelos personagens (Neo e Morpheus) dentro da sua matrix ou caverna, procurando um meio de sair, mas por qual porta?; no filme, a única porta de saída para a realidade “real” que os protagonistas encontraram foi a boa e velha cabine telefônica. Hoje, este instrumento foi reduzido a uns poucos centímetros, mas que carrega dentro de si toda a tecnologia moderna que nos mantém atualizados e antenados com o nosso mundo real.

Segundo Pierry Levy, o novo conceito de inteligência coletiva diz respeito a um princípio, no qual as inteligências individuais de hoje são somadas e compartilhadas por toda a sociedade, sendo potencializadas a partir do surgimento de novas tecnologias de comunicação, como a internet, por exemplo (Levy, Pierre, O que é Virtual. Rio de Janeiro. Editora 34,1996). E neste caso a educação a distância vem nos abrir novos horizontes ou portas para uma realidade fora da Matrix. Compartilhar memórias, imaginação e percepções resulta em novos modos de ensinar e aprender. Para o autor menosprezar esta modalidade ou subjulgá-la, quer seja no seu emprego ou condição social, nos remete aos personagens do filme que estão sempre correndo à procura de cabines telefônicas.

Capital social, intelectual, inteligência simbiótica ou qualquer outro nome dado como suporte à educação a distância neste sentido leva-nos a uma busca pela e para a saída da Matrix das massas, envolvendo a transposição de obstáculos e superação de dúvidas que possibilitam a libertação dos nossos pensamentos, e estes são precisamente um simples ato de “decisão”, isso mesmo! É um processo que envolve “ deslegitimação”, que é marcado pela perda de credibilidade destes meios antigos e pela busca de novas alternativas que possibilitem a alteração deste novo cenário, permitindo que estes novos meios de comunicação de massa venham trabalhar a inteligência coletiva e suas individualidades na chamada “Sociedade da Informação” e, aí, nossas escolas e universidades precisam estar preparadas para este novo desafio.

Voltando ao filme, o caminho seguido pelo personagem (Neo) é o inverso para libertar-se desta realidade (sendo ele um programa – o que não é o nosso caso!). Foi-se necessário decidir por escolher em tomar dois comprimidos: um azul e outro vermelho.

O comprimido azul é a escolha mais fácil, para aqueles que estão satisfeitos com o processo metodológico de ensino atualmente em vigência, conteudista, pragmático, que se limitam a absorver o que lhe dizem sem questionar, e que levarão uma vida de felicidade, mas ilusória! Já o comprimido vermelho é a escolha mais difícil, porque implicará em lutar contra este “status quo”, contra o conformismo, e partir para a procura de novas respostas, onde há questionamos, dúvidas, saímos de nossa zona de conforto, e a educação a distância nos permite estas ações. E aí, qual a sua escolha?

Médico com doença do ‘desafio do balde de gelo’ dá aula só com olhos

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Sem controle sobre músculos,Vanderlei Corradini leciona à distância.
Esclerose lateral amiotrófica afeta neurônios responsáveis por movimentos.

Médico de São Sebastião do Paraíso, MG (Foto: Luciano Tolentino / EPTV)

Médico de São Sebastião do Paraíso, MG (Foto: Luciano Tolentino / EPTV)

Mariana Lenharo, no G1

O médico Vanderlei Corradini Simões de Lima, de 53 anos, já não tem mais controle sobre os músculos do corpo. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA) em 2010, ele sofreu a paralisação progressiva dos membros. A exceção são os olhos. É com eles que ele se comunica com os alunos da disciplina de Fisiologia Médica da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), instituição em que atua como professor convidado. Lima vive em São Sebastião do Paraíso, em Minas Gerais.

1A ELA é a doença rara que motivou o desafio do balde de gelo, campanha que desafia personalidades a jogarem um balde de água gelada na cabeça para chamar a atenção sobre o problema.

As pessoas podem aceitar o desafio ou fazer uma doação para uma instituição ligada à ELA, ou ainda fazer as duas coisas.

De caráter progressivo, a ELA afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos do corpo e causa a perda do controle muscular. A doença não interfere na capacidade cognitiva do indivíduo.

Nos Estados Unidos, onde a campanha foi criada pela ALS Association, associação americana que financia pesquisas dedicadas a encontrar uma cura para a doença e também serviços para pacientes, as arrecadações chegaram a US$ 88,5 milhões até esta terça-feira (26).

No Brasil, as três principais associações dedicadas ao apoio de pacientes com ELA arrecadaram, juntas, quase R$ 200 mil em doações em apenas uma semana.

“Acredito que esse fenômeno tem mais importância de nos tornar visíveis, já que as estatísticas insistem em nossa invisibilidade. Quanto à arrecadação de fundos, é um pontapé inicial em uma situação tão complexa”, diz Lima.

Comunicação
Desde quando perdeu os movimentos, Lima tem duas estratégias para se comunicar com o mundo externo. Em uma delas, um acompanhante mostra a ele um quadro com as letras do alfabeto dispostas em três linhas. Lima pisca para indicar em que linha está a letra desejada. Em seguida, a pessoa começa a ler as letras daquela linha e ele pisca na letra que quer usar. Dessa forma, formam-se as palavras e as frases.

Outra estratégia envolve uma ferramenta capaz de detectar os movimentos do globo ocular, que passam a controlar o mouse virtual de um computador.

Foram esses mecanismos que permitiram que ele escrevesse um livro, chamado “Eu e elas”, e que fosse convidado a ministrar uma disciplina, como professor convidado, na UFJF. O convite partiu da fisioterapeuta Carla Malaguti, que leciona a disciplina de fisiologia médica na instituição. Ela conta que já o conhecia e que sabia que tinha muito conhecimento acumulado nos 27 anos de prática em cirurgia geral e endoscopia digestiva.

Vanderlei Corradini Simões de Lima, em foto tirada antes de perder seus movimentos pela esclerose lateral amiotrófica (Foto: Vanderlei Corradini Simões de Lima/Arquivo Pessoal)

Vanderlei Corradini Simões de Lima, em foto tirada
antes de perder seus movimentos pela esclerose
lateral amiotrófica (Foto: Vanderlei Corradini Simões
de Lima/Arquivo Pessoal)

“Falei para ele que, na disciplina, discuto casos à distância com os alunos e que precisava de um professor convidado para me ajudar. Ele adorou porque, com a doença, não pôde mais exercer a medicina, mas pôde manter a profissão como professor”, diz Carla.

A professora conta que a disciplina envolve a discussão de casos reais de pacientes com doenças degenerativas, como a ELA. “Foi muito bom para os alunos porque eles tinham contato com um caso real e também com alguém que entende, como médico, os aspectos todos das doenças”, observa.

Em entrevista por e-mail, Lima diz que sempre gostou de se envolver com a comunidade científica. “No momento que os primeiros sintomas apareceram, ministrava aulas no curso de endoscopia digestiva na pós-graduação da Faculdade de Medicina da Suprema. Quando recebi o convite, fiquei imaginando uma forma de ser útil. Assim, aproveitando minha experiência de 27 anos de medicina assistencialista, participo dos fóruns de discussão de casos clínicos online através da plataforma Moodle [ferramenta de ensino à distância], abordando aspectos psicobiossociais dos casos discutidos e respondendo às questões dos alunos.” Atualmente, além de dar aulas, ele prepara seu segundo livro: “Médico de pijamas e suas estórias”.

“Eu mesmo fiz o diagnóstico clínico e, após a confirmação, preparei minha vida e minha família para tudo que iria enfrentar.”
Vanderlei Corradini, médico

Diagnóstico
Vanderlei começou a perceber os primeiros sinais da doença quando passou a ter câimbras e diminuição da força muscular da mão esquerda. “Pelo fato de ser médico, eu mesmo fiz o diagnóstico clínico e, após a confirmação, preparei minha vida e minha família para tudo que iria enfrentar.”

Depois do primeiro sintoma, a doença evoluiu para paralisa do resto do corpo e da deglutição e respiração. “Nessa situação, é fundamental a aceitação. Para isso é preciso ter a convicção de que desempenhou seu papel com honradez e com a máxima perfeição que conseguiu impor e assim se atinge a sensação de ter vivido na sua plenitude e com êxito.”

Médico Vanderlei Corradini Simões de Lima, que tem esclerose lateral amiotrófica, dá aulas e escreveu livro só com os movimentos dos olhos (Foto: Vanderlei Corradini Simões de Lima/Arquivo Pessoal)

Médico Vanderlei Corradini Simões de Lima, que tem esclerose lateral amiotrófica, dá aulas e escreveu livro só com os movimentos dos olhos (Foto: Vanderlei Corradini Simões de Lima/Arquivo Pessoal)

Pesquisa inédita revela o perfil do Ensino à Distância no país

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Dos brasileiros com mais de 16 anos, 79% creem no EaD, mas só 6% já apostaram nele

Ana Paula foi promovida depois de cursar secretariado à distância - (Foto: Fabio Rossi)

Ana Paula foi promovida depois de cursar secretariado à distância – (Foto: Fabio Rossi)

Lauro Neto, em O Globo

RIO – Uma pesquisa inédita encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope mostra a realidade do Ensino à Distância (EaD) no Brasil. Hoje, 79% dos brasileiros com mais de 16 anos acreditam que este formato é uma solução para levar educação a mais pessoas. No entanto, apenas 6% dos entrevistados disseram já ter feito um curso nessa modalidade. Os dados dão uma noção diferente do aumento de matrículas em graduações à distância: de 5 mil em 2001, o número saltou para mais de 1 milhão em 2011, baseados no Censo da Educação Superior, do Ministério da Educação.

O levantamento traz dados emblemáticos, como o que revela que pessoas com ensino superior completo são as que mais fizeram cursos a distância (17%), contra 6% entre as com nível médio e 2% com o fundamental. A percepção da eficácia do EaD cresce de acordo com o grau de escolaridade. No grupo dos entrevistados que têm até a 4ª série, 30% consideram que a modalidade funciona na prática. Já entre os formados no ensino superior, 52% dizem o mesmo.

A especialista em educação Paula Martini, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), diz que a pesquisa aponta caminhos para que os 6% que já fizeram cursos à distância se aproximem mais dos 79% que acreditam na metodologia.

— A oportunidade de frequentar cursos EaD é a solução para que as pessoas percam o medo e o receio sobre a eficácia de cursos não presenciais. Temos que abrir oportunidades para consertar esse gargalo — acredita.

O Senai oferece 181 cursos à distância: seis técnicos, 28 de qualificação, 12 de iniciação profissional e 135 de aperfeiçoamentos e pós-graduação.

Ana Paula Miranda alcançou bons resultados profissionais graças a um curso de EaD. Ela foi promovida depois de fazer um curso técnico em secretaria escolar pelo Senac. Na época, ela era auxiliar de secretária escolar no Colégio e Curso pH e trabalhava das 9h às 19h. Escolheu a modalidade pela falta de tempo para cursos presenciais.

— O horário não me permitia estudar em faculdades próximas, mas eu tinha preconceito com ensino à distância — conta. — Tive medo de não ter qualidade, pela falta de contato pessoal e de eu não conseguir tirar dúvidas. Hoje, faria tranquilamente outro curso — diz.

Diretor de ensino do Sistema pH, Rui Alves acredita que a EaD é uma saída para o Brasil melhorar a educação.

— Com as dimensões geográficas do país, é uma ferramenta importante — acredita. — Se o profissional mostra qualidade, independente de ser à distância, ele vai subir na carreira — diz Alves.

 

Livro eletrônico poderá avisar professor quando o aluno não estuda

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Nova tecnologia está em testes nos Estados Unidos e funciona como um Big Brother didático

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Publicado por Estadão

SAN ANTONIO, EUA – Nos velhos tempos, os professores podiam perceber se os seus discípulos assimilavam as lições apenas observando as suas expressões faciais.

Hoje em dia, essa missão ficou mais difícil. Algumas salas de aula são muito amplas ou então as classes são totalmente virtuais, em cursos de ensino a distância.

Para resolver o problema dos novos tempos professores da escola de negócios da Texas A&M criaram um livro eletrônico capaz de descobrir se os estudantes estão mesmo lendo as lições de casa.

“É uma espécie de Big Brother, mas com boas intenções”, diz Tracy Hurley, diretor da escola. O livro percebe quando os estudantes pulam páginas, deixam de ler ou sublinhar trechos importantes ou mesmo quando simplesmente deixam de abrir o livro.

Junto com colegas de outras oito universidades, o diretor Hurley está testando a tecnologia de uma nova empresa do Vale do Silício, o que lhes permite acompanhar o progresso de seus alunos com livros digitais.

As grandes editoras de ensino superior publicam material didático digital para milhões de estudantes. Mas muitos professores não sabem se os alunos estão mesmo estudando ou usando a popular técnica do ‘copy paste’ (copiar e colar na internet).

Os livros eletrônicos já captam informações dos seus leitores, e alguns deles até permitem saber quantas pessoas sublinharam o mesmo trecho que o leitor decide marcar no seu livro.

“A Amazon tem as minhas impressões digitais”, diz Carol Johnson, de 51 anos, que trabalha no setor de tecnologia. “Ela sabe mais sobre mim do que a minha mãe”, brinca.

O novo sistema criado pela Texas A&M ainda tem alguns problemas potenciais. Alguns alunos conseguiram distorcer as funções de sublinhar e fazer anotações, melhorando sua pontuação.

Após dois meses de utilização do sistema, a empresa chegou a algumas conclusões. Uma delas é a de que talvez os livros didáticos não sejam tão bons a ponto de conquistar os alunos, e este problema não há tecnologia capaz de resolver.

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