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Posts tagged Erro

O que um livro de 2007 está fazendo em uma novela passada em 1995?

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Mauricio Stycer, no UOL

A escritora Candace Bushnell é mais conhecida pelas crônicas de “Sex and the City”, que deram selvadebatomorigem à célebre série da HBO, em 1998. Ela também publicou alguns romances, entre os quais “Lipstick Jungle”, em 2005, que deu origem a uma outra série de TV, com este mesmo título, em 2008, na NBC.

“Lipstick Jungle” foi lançado no Brasil em 2007, com o título de “Selva de Batom” (editora Record, 488 págs., R$ 62,90). O livro conta a história três amigas na faixa dos 40 anos, bem-sucedidas, morando em Nova York.

É um livro pesado, daqueles que ficam em pé na estante. Isso talvez explique porque ele aparece em destaque entre os livros de Vitória (Sophia Abrahão), bem visível quando Ciro (Mauricio Destri) se recosta ao lado da estante para conversar com a jovem, no capítulo de quarta-feira (5)

O único problema, como notou o “detetive” Luiz Toniato, é que um livro publicado em 2007 jamais poderia estar na estante de uma moça que mora no interior de São Paulo em 1995. Será que a própria Sophia Abrahão está lendo a obra e a esqueceu em cena?

Não é um erro que afete em nada o desenvolvimento da história de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari. Mas são detalhes pequenos como este que fazem a alegria de noveleiros entusiasmados.

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Outro erro no mesmo capítulo, percebido pelo “detetive” Gilvan Marques, ocorreu quando Helô (Isabelle Drummond) se vê perdida no metrô de São Paulo. A placa acima de sua cabeça indica duas estações que não existiam em 1995: Vila Madalena (inaugurada em 1998) e Vila Prudente (de 2010).

Livro de Machado de Assis foi impresso com “cagara” em vez de “cegara”

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(Foto: Izabela Barrero)

(Foto: Izabela Barrero)

 

Bruno Vaiano, na Galileu

Se você, por impaciência, já desativou o corretor ortográfico do WhatsApp, está na hora de reconsiderar a adoção do revisor robótico. Machado de Assis, o mais célebre autor da literatura brasileira, teria sido salvo pela ferramenta caso ela existisse por aqui. No prefácio de sua obra Poesias Completas, publicada em 1902, a palavra “cegara” foi substituída, na expressão “lhe cegara o juízo”, por um inusitado “cagara”.

O erro é ainda mais grave do que aparenta. Poesias Completas era, como indica o nome, uma coletânea dos quatro livros de poemas lançados anteriormente pelo autor: Crisálidas, Falenas, Americanas e Ocidentais. O primeiro desses livros, lançado muito antes do autor alcançar a fama, vinha com um prefácio escrito por um advogado e amigo do escritor chamado Caetano Filgueiras, que costumava organizar saraus em sua casa e conhecera Machado ainda jovem.

O escritor, porém, não era fã de sua própria obra poética. O prefácio original do amigo, que elogiava seus versos, foi omitido por opção do autor, que justificou a troca afirmando; “A afeição do defunto amigo a tal extremo lhe cegara o juízo que não viria a ponto reproduzir aqui aquela saudação inicial”. Machado demonstrou humildade ao atribuir os elogios à amizade de Filgueiras, àquela altura já morto, mas não deu sorte na gráfica.

Seu editor, na época, era Baptiste-Louis Garnier, francês radicado no Brasil e proprietário de uma das mais importante editoras nacionais do período, a Garnier Frères, ou Irmãos Garnier. Os livros de Garnier, entre eles os de Machado, eram compostos e impressos na França.

“Foi natural a troca de uma letra por um tipógrafo francês na composição de um texto em português”, explica o jornalista e escritor Marcos Barrero, dono do exemplar do livro fotografado para esta matéria.”Cegara” se tornou “cagara”, e a solução foi corrigir, a mão, livro por livro. “Um funcionário da Garnier, chamado Everardo Lemos, sugeriu que raspassem a letra ‘a’ e escrevessem por cima, em nanquim, a letra ‘e’.”

Entre os bibliófilos, nome dado a colecionadores de livros raros e preciosos, corre a lenda de que o próprio Machado teria participado do mutirão de correção de livros organizado na livraria naquele dia, e que muitas das letras “e” teriam sido escritas pelo próprio autor já idoso e muito doente.

Alguns exemplares, porém, escaparam, e foram vendidos antes da troca manual. O segundo lote chegou ao Brasil já retificado, originando três versões distintas: a original, uma com a correção manual e outra com a correção tipográfica. Todos são muito raros. “Tanto os livros que saíram com o erro quanto o lote que trouxe a correção são disputadas a peso de ouro por bibliófilos, estudiosos e antiquários”, explica Barrero. “Ele vale entre 1000 e 2000 reais”. A história foi publicada por Barrero no Caderno 2 do jornal O Estado de S. Paulo em 24 de setembro de 1988, sob o título “As faces malditas do autor de Dom Casmurro”.

Panfleto oficial do Ministério da Agricultura entregue na alfândega tem erro de português

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Mensagem em panfleto trocou o verbo "traz" pela preposição "trás" e ficou sem sentido Foto: Divulgação

Mensagem em panfleto trocou o verbo “traz” pela preposição “trás” e ficou sem sentido Foto: Divulgação

Breno Boechat, no Extra

Um panfleto entregue pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento na alfândega de aeroportos brasileiros contém um erro de português no texto. No informe, a mensagem alertando turistas e viajantes que desembarcam sobre os produtos cuja entrada é proibida no país apresenta, em vez de “traz”, do verbo “trazer”, a preposição “trás”, que tem significado totalmente diferente do desejado. “Cuidado com o que você trás para nosso país”, diz a mensagem. A gafe chamou atenção da professora Valéria Freitas de Figueiredo, do Instituto Federal do Rio de Janeiro, que recebeu o documento do filho, que voltava da Europa, na última segunda-feira, quando recebeu o aviso.

— Meu filho estava voltando de viagem e foi parado na alfândega porque estava trazendo patê de foie gras, sem saber que não era permitido. Foi quando entregaram pra ele esse aviso, com um erro crasso de português. É um erro que depõe contra o próprio país, já que é um documento oficial entregue na porta de entrada do país, onde chegam todas as pessoas que vêm de avião — comenta Valéria, que chegou a tentar contato com autoridades responsáveis, mas não teve sucesso.

O EXTRA entrou em contato com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para esclarecer a situação. A assessoria de imprensa do órgão federal, no entanto, não soube informar a procedência do informe e disse apenas que iria contactar o departamento de marketing. Até a publicação dessa reportagem, o ministério não se posicionou sobre o caso.

Homem quer eliminar palavra gramaticalmente incorreta dos artigos da Wikipedia

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Sean Buckley, no Gizmodo Brasil

Sabe aquela coceira na alma que aparece quando você vê um erro gramatical na internet? Então, quão longe você iria para corrigi-lo? Você criaria um programa só para encontrá-lo? Você faria uma cronograma semanal, criando o hábito de procurar estes resultados? Ou ainda, você editaria manualmente milhares de artigos do Wikipedia para obliterar de uma vez por todas o termos errado da internet? Bem, um homem fez exatamente isso.

Andrew McMillen escreveu um perfil sensacional de Bryan Henderson, o guerreiro da gramática: ele um engenheiro de software de 51 anos, mas por uma hora, todos os domingos, ele é um dedicado editor do Wikipedia, comprometido em exterminar da internet a locução verbal “comprised of”, um erro muito comum na gramática inglesa.

“Não é correto”, conta Henderson.” “Não é nem inglês.” E, mesmo com a expressão sendo reconhecida por alguns dicionários, ele argumenta — em um artigo de 6,000 palavras — que a locução verbal é um acidente que combina “composed of” e “consists of” (consiste em). O artigo já é uma ótima leitura, mas se você quer saber mais sobre o bravo guerreiro da gramática, veja o texto completo no Medium. [Medium]

dica do Adriano Sena

Erro ortográfico em mapa de livro escolar surpreende mãe em Jundiaí

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Mapa mostra Minas Gertais, Espíritu Santo e Ácre, com acento.
Prefeitura informa que notificou editora responsável pelo material.

Mapa com diversos erros chamou a atenção de mãe em Jundiaí (Foto: Vanessa Marques/TEM Você)

Mapa com diversos erros chamou a atenção de mãe em Jundiaí (Foto: Vanessa Marques/TEM Você)

Ana Carolina Levorato, no G1

Os diversos erros ortográficos de um mapa geográfico em um livro didático infantil de uma escola municipal chamaram a atenção de uma mãe de Jundiaí (SP). Uma foto enviada através do aplicativo TEM Você mostra que os estados do Acre, Espírito Santo e Minas Gerais estão com a grafia errada no mapa do material voltado para alunos do ensino fundamental.

No livro, destinado para crianças do segundo ano do ensino fundamental, está escrito “Minas Gertais” (Minas Gerais) e “Espíritu Santo” (Espírito Santo). Além disso, o Acre está com um acento no A (“Ácre”) e ainda falta a identificação de cinco estados da região nordeste: Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, enquanto o Distrito Federal nem aparece.

De acordo com Vanessa Marques, de 34 anos, foi o filho de 7 anos que mostrou os erros para a mãe na terça-feira (8). “Ele chegou em casa e folheamos o livro juntos. De repente, ele me disse: ‘Olha mamãe, os nomes dos estados estão escritos de forma errada’. Ou seja, é tão grosseiro que ele percebeu assim que olhou para o mapa”, conta a auxiliar administrativa.

Vanessa ainda conta que chegou a folhear o resto do livro para ver se havia alguma brincadeira no material didático. “Dei uma olhada no resto para ver se aquilo era alguma pegadinha ou algo que fosse para chamar a atenção da criança, mas não era. O resto do livro está correto, o que não adianta nada porque são demais esses erros crassos em um livro destinado a ensinar crianças em uma fase crucial da alfabetização”, pontua.

A mãe disse também que até agora o uniforme escolar, que deveria ser entregue pela prefeitura de Jundiaí, não chegou.

Erros chamam atenção em mapa em livro infantil (Foto: Vanessa Marques/TEM Você)

Erros chamam atenção em mapa em livro infantil
(Foto: Vanessa Marques/TEM Você)

Outro lado
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Jundiaí informou ao G1 que notificou imediatamente a editora responsável pela impressão dos livros didáticos, que assumiu total responsabilidade do problema, para que corrija os erros ortográficos e faça a impressão de novas páginas para substituição no livro já nos próximos dias. Os professores estão sendo orientados para a substituição do material.

Sobre os uniformes, outra reclamação da auxiliar, a Secretaria de Educação informou que os kits chegarão às escolas da rede municipal a partir do dia 22 de abril. A previsão inicial era entregar todos os uniformes até o dia 15 de março, mas um problema com o fornecedor de meias atrasou a entrega.

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