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Escola da rede estadual é referência em ensino bilíngue

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 Ciep 449 foi a primeira escola pública de Ensino Médio bilíngue criada no Brasil Foto: Divulgação

Ciep 449 foi a primeira escola pública de Ensino Médio bilíngue criada no Brasil
Foto: Divulgação

 

Publicado em O São Gonçalo

O Ciep Governador Leonel de Moura Brizola (Intercultural Brasil-França), localizado em Niterói, é referência em ensino bilíngue de Português e Francês. A escola oferece aos seus estudantes uma grade curricular diversificada, além de aulas de Biologia e Meio Ambiente no idioma francês. O colégio, que pertence à Secretaria de Educação, é uma das três unidades de ensino da América do Sul que recebeu o selo de qualidade Label France Éducation, concedido a escolas que promovem uma metodologia de excelência da Língua Francesa.

“Em todo o mundo, 158 instituições têm este selo, incluindo o Ciep 449. Isso é motivo de orgulho para os estudantes e toda a equipe desta escola”, afirmou o secretário de Educação, Wagner Victer.

Fruto de uma parceria entre a secretaria e a Académie de Créteil, com apoio do Consulado Geral da França, o Ciep 449 foi a primeira escola pública de Ensino Médio bilíngue criada no Brasil. Para receber o selo, a unidade atendeu a critérios como excelência no ensino da Língua Francesa, plano de formação pedagógica de qualidade para os professores, comprovação de qualificação, diplomas e nível de proficiência dos professores nas classes bilíngues, presença de ao menos um professor francófono com diploma reconhecido, ambiente francófono (recursos educativos, parceiros escolares, jornadas linguísticas e culturais francófonas), entre outros aspectos.

“Apresentamos nossa candidatura por meio do consulado e preenchemos todos os requisitos. Entre eles estão a qualidade de nossos profissionais, pois temos uma equipe de professores com mestrado e doutorado. Também há o Ateliê Científico, onde nossos alunos aprendem Biologia em francês”, explicou a professora do idioma, Danielle Pascotto, doutora em Literatura Francófona e Língua Francesa.

Ser selecionado para receber o selo de qualidade traz uma série de benefícios para a escola. São eles: acesso a serviços de reforço na qualidade do ensino; possibilidade de ajuda financeira para projetos de inovação pedagógica; oferta cultural online; visibilidade da escola; e troca de informações e contatos com as outras escolas selecionadas, por meio do site labelfranceducation.fr.

Intercâmbios

O Ciep 449 também realiza intercâmbios culturais. Em 2016, 38 alunos franceses e cinco professores acompanhantes passaram duas semanas no Brasil, assistindo aulas e participando de atividades propostas pelos professores brasileiros. No final de janeiro e início de fevereiro deste ano, professores e 23 alunos do Ciep viajaram para a França. A cada ano, uma professora brasileira leciona por 10 meses na escola Collège International de Noisy-le-Grand, em Noisy-le-Grand, na França.

Escola pública de Fortaleza é campeã no Enem e se destaca na aprovação em universidades

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Das turmas de 2013 da Escola Estadual Adauto Bezerra, quase a metade dos alunos garantiu o ingresso no Ensino Superior, sendo 144 em universidades públicas

Estudantes comemoram relacionamento com professores (FOTO: Roberta Tavares/Tribuna do Ceará)

Estudantes comemoram relacionamento com professores (FOTO: Roberta Tavares/Tribuna do Ceará)

Roberta Tavares, na Tribuna do Ceará

Grades esverdeadas, quadras esportivas e bibliotecas repletas de estudantes na hora do intervalo e muito (muito!) barulho. A Escola Estadual Adauto Bezerra, em Fortaleza, poderia passar despercebida entre tantas na cidade. A diferença dela seria o estudante João Victor Santos, que, aos 16 anos, surpreendeu o Brasil depois de acertar 172 de 180 questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. Mas não é apenas isso.

Em todos os cantos da escola pública são exibidos cartazes com o desempenho dos alunos. Os resultados enchem os olhos. “O caso do João Victor trouxe ênfase no nosso trabalho escolar. Ele trouxe uma dinâmica meio louca para a escola, que foi noticiada em todo o país e deu uma visibilidade muito grande para a escola pública. A nossa sociedade precisava ouvir isso: que a escola pública tem sua importância”, afirma o coordenador Humberto Mendes.

Logo na entrada, um cartaz mostra que foram 60 aprovações na Universidade Federal do Ceará (UFC), 21 no Instituto Federal do Ceará (IFCE), 18 na Universidade Estadual do Ceará (Uece), 45 em outras instituições de ensino e 80 no Programa Universidade Para Todos (Prouni). Das turmas de 2013, quase a metade dos alunos garantiu o ingresso no Ensino Superior, 144 em universidades públicas. “O pessoal olha para esses resultados e sente vontade de fazer parte disso. O Adauto Bezerra realmente é um grande link do aluno para chegar à universidade”, conta o diretor Otacílio Bessa.

Em 2014, a escola voltada para o Ensino Médio conta com cerca de 2 mil alunos nos três turnos. O diferencial é a motivação dos estudantes, encorajando-os a acreditar que podem alcançar os sonhos desde o primeiro dia de aula. “O trabalho de motivação é um dos carros-chefe da nossa escola. A gestão anda muito em sintonia com o trabalho. Logo que o aluno chega aqui, a gente conversa, discute técnicas, troca informações sobre profissões, sobre Ensino Superior e sobre Enem”, explica.

A escola Adauto Bezerra, no Bairro de Fátima, é central e recebe alunos de toda a Região Metropolitana de Fortaleza. Anualmente, são matriculados alunos de 140 bairros e comunidades diferentes, algumas bem distantes. “Eles já vêm na perspectiva de que a escola dê esse suporte para entrarem na universidade”, acrescenta o coordenador. Os estudantes participam de simulados e de concursos desde os primeiros anos. No 3º ano do Ensino Médio, a vontade de estudar vai se intensificando cada vez mais. “Costumamos participar de concursos estaduais ou nacionais. Tivemos 17 menções honrosas da Olimpíada Nacional de Matemática das escolas públicas”, comemora Otacílio.

A escola também direcionou o ensino para a prova do Enem. Os alunos participam de oficinas temáticas, como a de redação. Em pequenos grupos, eles são orientados pela professora de literatura, que explica onde estão os erros de cada um. Outro ponto positivo que os gestores indicam é a inexistência de processo seletivo para a entrada na escola. A maioria dos estudantes vem da rede municipal ou estadual. “O aluno que chega com todas as suas deficiências, em três anos consegue ampliar seus horizontes e tem uma grande chance de entrar na universidade”, diz o coordenador.

De acordo com a aluna Jéssica Oliveira, de 15 anos, vencedora do prêmio Cidadania Judiciária, com uma redação sobre acesso aos direitos sociais, o estímulo dos professores é essencial para o sucesso dos alunos. “Eu ganhei um tablet no concurso, e isso devo aos professores que preparam a gente muito bem. Eles não dão apenas aula, eles são amigos da gente. Isso me dá gosto de vir para a escola. O Adauto Bezerra tem condições de formar bem um aluno, porque outras escolas não têm estrutura e nem professores suficientes”, lembra a estudante, que está no 2º ano do Ensino Médio e pretende ser psicóloga.

O estudante David Mota dá ênfase à formação dos docentes. Segundo o aluno que pretende cursar Jornalismo na UFC, a maioria tem pós-graduação, Mestrado e até Doutorado. “Os professores dão aula com prazer, e aqui acaba sendo uma grande família. Eu acredito que a gente pode entrar na faculdade, tanto pelo incentivo que a escola dá quanto por nós mesmos. O Adauto é uma escola pública e muitos alunos são de baixa renda, mas têm visão de futuro ampliada. ‘O impossível é só questão de opinião”, finaliza.

Escola de Porto Alegre faz descarte irregular de acervo

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Direção do colégio disse que eram exemplares antigos e defasados

Cláudio Goldberg Rabin, no Zero Hora

Livros estavam na calçada, ao lado da escola Foto: Reprdução

Livros estavam na calçada, ao lado da escola
Foto: Reprdução

Ana Cláudia da Costa Leite estava na hora certa, no local certo e viu a cena errada: centenas de livros jogados na calçada. A estudante de biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), seguia para casa na tarde de ontem, quando se deparou com o material jogado em uma rua do bairro Azenha, em Porto Alegre.

O pior: os exemplares estavam na Rua General Caldwell e vinham da biblioteca da escola Escola Estadual de Ensino Fundamental Duque de Caxias.

— Nem preciso dizer que aquilo me deixou chocada, é completamente inverso a todos os valores que estudo — disse a jovem de 20 anos. — O que eu aprendi é que, no mínimo, se deve procurar instituições responsáveis e realocar os livros para quem necessite.

Ela fotografou a cena e postou a revolta na linha do tempo do Facebook.

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Cena chocou estudante de biblioteconomia Reprodução

 

Vice-diretora da escola Marys Saldanha não soube informar para quem os livros foram entregues. Ela disse que não estava no local na hora do descarte, mas sabe do que se tratava:
— A direção da escola doou os livros e vieram pegar os livros de carroça. Eram livros anteriores a 2000.

Segundo Marys, os livros eram “defasados e antigos”.

A estudante Ana Cláudia, contudo, disse a ZH que muitos dos livros eram novos, alguns “sequer abertos”.

A professora do curso de Biblioteconomia da UFRGS Eliane Moro conta que a situação das bibliotecas públicas é de grande quantidade em detrimento da qualidade. Ela explica que, em muitos casos, os livros são doados e não registrados e, por isso, não são considerados patrimônio público. Caso sejam registrados, a forma como foram descartados é um descaso com o patrimônio público:

— Por qualquer das situações, essa imagem é uma afronta. Qual a finalidade que vai ser dados a esses livros?

Maria do Carmo Mizetti, a coordenadora do sistema de bibliotecas da secretária Estadual da Educação, diz que a orientação do governo é que os livros, mesmo os didáticos já defasados, sejam doados para instituições como bibliotecas comunitárias e presídios e que não devem ser “colocados na calçada”.

— É uma irregularidade. Os livros não poderiam ser descartados assim — afirma.

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