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Crise e ideologia levam famílias de classe média de volta à escola pública

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A funcionária pública carioca Julia Sant'Anna tomou a decisão de tirar a filha de uma escola particular para colocá-la em uma pública

A funcionária pública carioca Julia Sant’Anna tomou a decisão de tirar a filha de uma escola particular para colocá-la em uma pública

 

Ruth Costas e Mariana Della Barba, no UOL [via BBC Brasil]

Quando sua filha tinha quatro anos, a funcionária pública carioca Julia Sant’Anna tomou uma decisão que alguns integrantes de sua família e círculo de amigos viram com estranhamento: tirou a menina de uma escolinha particular para colocá-la em uma pública.

A decisão foi motivada por uma combinação de fatores.

Por trabalhar na área de gestão escolar, Julia sabia que, apesar do sistema de ensino público brasileiro ainda ter inúmeros problemas, algumas escolas estão há algum tempo avançando na questão da qualidade – e que, perto da sua casa, em um bairro de classe média do Rio de Janeiro, havia vagas sobrando em uma instituição municipal com notas altas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb, criado em 2007 para medir a qualidade do ensino da rede pública).

Além disso, Julia queria que a filha fosse educada em um ambiente mais inclusivo e de mais diversidade. “Queria que ela desenvolvesse um senso de justiça, igualdade e cidadania”, diz.

Dois anos mais tarde, a carioca diz estar tão satisfeita com a decisão que também pretende matricular seu filho mais novo, hoje em uma creche privada, em uma escola pública.

“Até por trabalhar nessa área, há algum tempo eu já havia entendido que não é porque uma escola é pública que ela é ruim – e não é porque é privada que é boa”, diz Julia.

E esse não parece ser um caso isolado.

Seja em função da crise econômica ou por, digamos, questões ideológicas ligadas a convicções pessoais – como essa busca por um ambiente educacional mais inclusivo e diverso -, está cada vez mais comum encontrar famílias de classe média que colocam os filhos em escolas públicas.

Segundo a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro, de 2010 a 2015 a participação de estudantes provenientes de escolas privadas na rede pública do Rio subiu de 5,15% para 11,12%.

E só em 2015 o número de matrículas desses egressos da rede particular – em geral crianças de classe média – teria crescido 11,6%.

Em São Paulo, nos últimos cinco anos o número de alunos que passam da rede particular para a pública aumentou cerca de 30%, segundo a Secretaria de Educação, com o total de matrículas de crianças provenientes de escolas privadas saltando de 151,2 mil, em 2011, para 195,7 mil em 2015 (até agosto).

Estatísticas

Mas isso quer dizer que existe um fenômeno massivo de migração da rede privada para a pública? Não necessariamente.

Na realidade, como ressaltou recentemente um estudo de pesquisadores da UFRJ, dados do Censo Escolar do Inep (órgão de pesquisas ligado ao Ministério da Educação – MEC) sugerem que, ao menos até 2014, ocorreu o contrário. Ou seja, o número de matrículas na rede privada aumentou mais que o da rede pública no Brasil e em Estados como Rio e São Paulo.

“De fato não temos o controle sobre quantos alunos fizeram o caminho contrário, indo da escola pública para a privada”, admite Andrea Grecco, responsável pelo Departamento de Matrículas da Secretaria de Educação de São Paulo.

O estudo da UFRJ não capta os efeitos da crise econômica e do aumento do desemprego de 2015, que fizeram com que se tornasse mais difícil para muitas famílias continuar pagando o boleto das escolas no fim do mês.”Mas ele mostra que é preciso uma análise mais detalhada do fenômeno de migração de matrículas, para que possamos entender o que está acontecendo e o perfil de quem está saindo e entrando em cada rede”, diz a pesquisadora Karina Carrasqueira, coautora do estudo com Tiago Bartholo, professor do programa de pós-graduação em educação da UFRJ. Carrasqueira ressalta que não há contradição entre esses dados e os das secretarias estaduais.

“Mas a questão é que, se houve uma maior migração de alunos de escolas privadas para as públicas, ao menos até 2014, o fluxo no sentido inverso foi ainda maior. Além disso, também é preciso entender como as tendências demográficas afetam a distribuição dos alunos. Uma das hipóteses é que a taxa de natalidade tenha caído mais rapidamente entre famílias mais pobres.”

Explicações possíveis

Uma das explicações possíveis para a história de Júlia e outros brasileiros de classe média que teriam optado por trocar a escola particular pela pública seria uma lenta e gradual mudança nas percepções sobre o ensino público, que há algumas décadas vinham se deteriorando.

“De fato muitos aspectos do dia a dia da escola pública me surpreenderam positivamente”, diz Julia. “Em algumas, há um grande engajamento da comunidade na tomada de decisões e solução de problemas. Ajudamos a definir como será (mais…)

A receita do fracasso do brasileiro ao falar inglês

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Gestores de empresa: algumas palavras podem desmotivar funcionários, ao invés de ajudá-los

Gestores de empresa: algumas palavras podem desmotivar funcionários, ao invés de ajudá-los

Camila Pati, na Exame

São Paulo – Os brasileiros, de forma geral, não falam bem inglês. Em ranking global de proficiência no idioma realizado pela empresa de educação EF Education First mostra os brasileiros em 38º lugar entre 63 países.

O baixo índice de domínio do inglês por parte da população brasileira é uma realidade construída desde a educação pública básica e dados mostram isto de forma explícita.

Estudo do Instituto Plano CDE, encomendado pelo British Council, mostra que apenas 33% dos professores de escolas públicas têm certificação de proficiência em inglês. Ou seja, se nem os professores têm, o que esperar dos alunos.

“Existe uma falta de padronização, não se exige dos professores exame de proficiência. Os testes de admissão são simples”, diz o sócio-diretor do Plano CDE, Maurício de Almeida Prado.

De acordo com ele, a pesquisa, que contou com respostas de 1.350 professores de inglês de todas as regiões do país, mostra que impera a cultura do “quebra-galho” no ensino de inglês na rede pública do Brasil.

“A maioria dos professores que lecionam inglês dá aulas também de outras matérias. Não são especialistas em inglês e muitos relataram que o ensino da disciplina não é levado a sério pela direção da escola”, diz.

Segundo o levantamento, 38% dos professores dão mais do que 30 aulas por semana. Apesar da estabilidade, os profissionais são mal remunerados. Neste sentido, a rede privada concorre (e ganha) da rede pública em atratividade de profissionais.

“Não vá repetir o aluno por causa do inglês”

Há casos em que professores disseram ter sido desestimulados a reprovar alunos por conta do mau desempenho em inglês.“Muitos relataram que o ensino de inglês nas escolas públicas não tem a importância dada a matemática ou português.

A falta de valorização do aprendizado de inglês está na lei brasileira. “O ensino específico de inglês não é obrigatório, apenas o de uma língua estrangeira e não há definição de grade horária mínima”, diz Prado.

Também está na gestão do ensino, segundo a pesquisa da Plano CDE. “O professor de inglês é o mais solitário, não tem com quem praticar ou discutir o plano de aula, porque muitas vezes nem o coordenador pedagógico da escola fala o idioma. Não há troca, como ocorre entre os professores de outras disciplinas”, diz Prado.

A desvalorização da disciplina de inglês também está nas avaliações oficiais do Ministério da Educação (MEC). “De 180 questões no Enem, apenas 5 são de inglês”, afirma o diretor do Instituto Plano CDE.

Segundo Prado fica clara a má gestão dos recursos empregados para o ensino de inglês na rede pública. “ É um dinheiro que já é gasto com isso, mas é mal gasto”, diz.

Enquanto isso… no mercado de trabalho

Se por um lado, não se dá importância ao aprendizado de inglês na rede pública de ensino, o domínio do idioma é essencial aos olhos do mercado de trabalho. Profissionais em nível de coordenadoria fluentes no idioma conquistam salários até 62% mais altos do que colegas que não falam inglês, segundo pesquisa divulgada pela Catho.

“A questão da importância do inglês no mercado de trabalho é óbvia. Mas há ainda outro fator que é o fato de o falante de inglês tem mais acesso a conteúdos qualificados não traduzidos de cursos e textos na internet, por exemplo”, diz ele, lembrando também que a falta de domínio do inglês por parte dos brasileiros tem sido um entrave para o sucesso do programa Ciência Sem Fronteiras. Houve casos de bolsistas que tiveram de voltar ao Brasil justamente porque foram reprovados em testes de proficiência no idioma.

Fuvest 2016: ‘Paro de estudar só para ver os fogos’, diz aprovada na 1ª fase

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Estudantes mudam planos no fim de ano para se dedicarem ao vestibular.
Provas da segunda etapa acontecerão nos dias 10, 11 e 12 de janeiro.

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Publicado em G1

Os estudantes que foram aprovados para a segunda fase da Fuvest mudaram os planos para o fim de ano. Como foco, não pensam em festejar natal ou ano novo: querem mesmo é comemorar a aprovação para a Universidade de São Paulo no dia 2 de fevereiro, quando a primeira chamada será divulgada.

A lista de convocados para a segunda fase foi publicada na sexta (18). Dos 142.724 inscritos, foram classificados 25.967 candidatos. Do total, 2.192 são treineiros.

Jhesika Pena, de 19 anos, busca uma vaga no curso de geologia. Ela foi convidada para viajar ao Guarujá, no litoral de São Paulo, e aproveitar as férias com uma amiga. Mas preferiu recusar – sua prioridade são os estudos. “Sempre abdiquei da diversão. É só um momento. Prefiro perder o lazer, mas saber que me dediquei ao máximo. É melhor do que, depois, me arrepender de não ter estudado o suficiente”, diz.

Ela garante que no dia 31 de dezembro vai continuar se preparando para a Fuvest. “Só vou parar para ver os fogos por uns cinco minutos. Depois retomo”, conta. “Não posso perder essa chance. Só vou descansar na véspera da segunda fase.”

Candidata a uma vaga em engenharia civil, Thais Perpetuo, de 19 anos, também disse “não” ao namorado, Philip di Simone, quando ele propôs uma viagem. O casal iria a Belo Horizonte, no ano novo, para visitar os parentes. “Decidimos que é melhor ficar aqui em São Paulo para eu me concentrar melhor. Vou ficar estudando, mas paro só nos dias 24, 25 e 31. Já me matei muito, preciso descansar um pouco pelo menos nesses dias”, conta a jovem.

Ela enfrenta uma maratona de vestibulares – além da USP, tenta ser aprovada também na Unicamp, na Unesp e, como última opção, na faculdade privada Mackenzie. Mesmo deixando de lado momentos de lazer, ela conta com o apoio de Philip para estudar. Ele cursa engenharia mecânica na Unicamp. “Ele tem facilidade com exatas, então me ajuda muito”, afirma.

“Saí da escola pública e levei um choque no cursinho”
A mudança nos planos de fim de ano também foi a opção de Denise Ribeiro, de 20 anos. Ela focou no preparo ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), para tentar uma vaga na Ufscar. E se surpreendeu quando viu seu nome na lista de aprovados para a segunda fase da Fuvest.

Desde sexta (18), quando o resultado foi publicado, ela intensificou os estudos.
“Não vou viajar, já sabia que precisaria abrir mão disso. Não estou ligando muito para as datas comemorativas. Tenho pouco tempo para estudar e preciso aproveitar esses dias”, conta.

Denise deseja seguir a área de ciências sociais para trabalhar com projetos de educação. Ela recebe o bônus na nota da Fuvest por ser negra e ter estudado durante o ensino médio inteiro em escolas públicas. Aos 16 anos, começou a trabalhar como instrutora de inglês em uma escola de idiomas – e, com o salário, conseguiu pagar as mensalidades de um cursinho particular.

Ela investiu o dinheiro que ganha no trabalho para comprar livros e um notebook, usado para pesquisa. No dia 31, pelo menos durante o período da manhã, seguirá estudando. Seus pais a apoiam, mas acham que ela deveria descansar mais. “Eles cursaram só até o ensino fundamental, não têm noção de como é difícil passar na faculdade. Eu explico que preciso me esforçar muito para conseguir”, conta.

A jovem percebeu que poderia atuar profissionalmente para diminuir a desigualdade na qualidade de ensino. “Eu saí da escola pública e levei um choque no cursinho, que é mais de elite. Percebi que, realmente, as cotas são necessárias. Estamos em desvantagem, somos marginalizados, querendo ou não. Muitos que estão na USP são brancos e teriam condições de pagar uma faculdade particular. Eu não teria”, conta Denise.

Mãe de gêmeos cria projeto inovador para melhorar escola pública

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queronaescola

Publicado em Mães de Peito

O que aluno que estuda em uma escola pública gostaria de aprender no ambiente escolar e que fosse além do currículo obrigatório? Aulas de fotografia, música, artesanato, enfim, a ideia é que o aluno sugira o que deseja e o projeto Quero na Escola ajuda a encontrar os voluntários dispostos em tornar aquele sonho da turma em realidade.

A proposta foi idealizada pela jornalista Cinthia Rodrigues, 34, que é mãe de gêmeos de três anos que frequentam uma creche municipal de São Paulo. Ela, que é especializada na área de educação, optou em colocar os filhos na rede pública por acreditar que a educação é a base de tudo e que a sociedade deve participar e exigir uma boa educação sem pagar uma mensalidade, afinal, já pagamos impostos altos para ter esse direito.

A ideia é bem simples: o aluno entra no site do Quero na Escola, pede o que quer e o projeto cria página com os pedidos que ficam à espera do voluntário. “Depois fazemos o processo de agendamento”, comenta.

Cinthia conta que o Quero na Escola pretender dar uma chance para os alunos, principalmente dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio de ter protagonismo sobre seu aprendizado e fazer um mapa de pedidos para quem quer contribuir com a mão na massa. “A ideia é chamar à atenção das pessoas que se sentem de mãos atadas diante da educação pública que temos atualmente. Assim, podem colaborar com o que sabem e gostam”, comenta a jornalista.

Ela diz que a iniciativa surgiu pois estava cada vez mais incomodada ao ver os resultados insatisfatórios nas avaliações das escolas todos os anos, principalmente, no ensino médio. A jornalista destaca que quase metade dos adolescentes abandona a escola e, dos que não abandonam, poucos aprendem de fato pois se interessam pouco pelo que é ensinado. O objetivo é fazer a escola ser um local prazeroso ao aluno, que haja engajamento dele e de seus pais.

Antes de criar o Quero na Escola, a jornalista tinha ideia de fazer algo voltado para os professores. “Mas, conforme fui na raiz dos problemas, percebi que, em não sendo governo, o melhor que podia fazer era ajudar a tornar o aluno mais interessado”, comenta Cinthia, que teve a ajuda de outras três jornalistas.

Inicialmente o projeto é voltado para as escolas públicas de todo o país. “O aluno deve tomar a iniciativa”, ressalta. “Estamos com 10 escolas atualmente, oito em São Paulo, uma em Minas e uma em Florianópolis. Temos pedidos isolados no Rio e em Tocantins, mas ainda não conseguimos confirmar os dados e conversar com todas as partes”, comenta.

“Descobrimos que eles tinham sim vários interesses e a falta de atendimento a eles, de voz, acabava os frustrando e resultando na postura de ‘desinteressados’”, diz a jornalista, que inscreveu seu trabalho no laboratório de inovação social, Social Good Brasil Lab, sem grandes pretensões, mas é uma das seis finalistas entre os 270 inscritos.

Em dois meses, o Quero na Escola já gerou oito visitas de voluntários às escolas para falar sobre artesanato, fotografia, cerâmica, grafite, contração de história e até uma palestra contra o machismo. “A contação de histórias já foi feita três vezes (três voluntárias diferentes) e a palestra contra racismo e machismo acabou sendo para todos os alunos do período noturno da Escola Estadual Joaquim Alvarez Cruz, em Barragem, na extrema zona sul de São Paulo”, comenta. Em dois meses, mais de 300 alunos já participaram.

Cinthia comenta que ainda não há um ‘modelo de negócio’ para que a ideia siga adiante e seja economicamente viável. “Fizemos tudo nos horários vagos entre os nossos trabalhos remunerados e os cuidados com os filhos”, diz.

Nesta quinta-feira (12) como finalista do Social Good Brasil Lab o projeto concorre a um prêmio financeiro para que possa crescer e atender mais escolas e alunos. “Se ganharmos, vamos melhorar a ferramenta para ficar mais inteligente e automatizada. Se a gente só mantiver o atual índice de crescimento, no ano que vem estaremos com milhares de atendidos e muitas escolas e pessoas serão ‘apresentada’”, planeja.
O projeto vencedor poderá ser voltado por qualquer internauta entre às 17h e 19h. Cada pessoa pode votar apenas uma vez.

Estudante tira nota máxima na OAB: “é só uma prova, difíceis são os 5 anos da faculdade”

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Ex-aluna de escolas públicas, Vicenza Sousa Santos, de 24 anos, está focada nas provas finais do curso de direito e acredita que serão mais desafiadores que o exame da Ordem

Publicado na Época Negócios

Vicenza Sousa Santos, 24 anos, tirou nota máxima na segunda fase do XVII exame da OAB (Foto: Reprodução/Vicenza Sousa Santos)

Vicenza Sousa Santos, 24 anos, tirou nota máxima na segunda fase do XVII exame da OAB (Foto: Reprodução/Vicenza Sousa Santos)

Antes de mergulhar em inúmeras páginas de processos e passar horas dentro de escritórios, quem quer se tornar um advogado precisa superar um obstáculo. O aspirante tem de ser aprovado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Vicenza Sousa Santos, de 24 anos, conseguiu tal feito. Mas além de estar apta a advogar, carrega uma marca ainda mais impressionante: a nota máxima no teste.

A jovem, prestes a concluir a graduação em direito, estudou toda a sua vida em escolas públicas estaduais na cidade de São Paulo. Após terminar o ensino médio, ficou um ano parada por questões financeiras até se matricular na Universidade São Judas, onde conta com bolsa de estudos de 40%, dada pela própria instituição. Para ajudar nos 60% restantes, desde o segundo semestre do curso, ela recorreu ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), do governo federal.

Vicenza dedicou os últimos cinco anos aos estudos e, boa parte deste tempo, a estágios. Ela atuou nas áreas trabalhista e tributária — esta última, escolheu para a prova da OAB. “Me ajudou. Se você faz isso no seu dia a dia fica mais fácil”, diz ela. Na segunda fase do teste, os alunos podem escolher a área com que mais se identificam.

O exame da Ordem, obrigatório para obter o direito de advogar no Brasil, é composto de duas fases. A primeira com questões de múltipla escolha e a segunda apenas com perguntas dissertativas. Vicenza conseguiu nota 10 na segunda prova, a máxima possível para os candidatos. “Para a primeira fase, eu não estudei. Para a segunda fase, fiz um cursinho e foi suficiente.”

Embora a marca que alcançou seja notável, Vicenza minimiza a dificuldade. “É claro que é diferente, mas eu nunca me preocupei absurdamente com a OAB, como a maioria das pessoas. Eu sempre falei ‘gente, é mais difícil passar cinco anos na faculdade do que fazer a OAB, é só uma prova’.”

Para o futuro, ela tem como planos iniciar uma pós-graduação e seguir na profissão. “Agora, eu estou focada nas provas da faculdade que, inclusive, acho que serão mais difíceis que a OAB. Depois eu pretendo advogar, talvez montar meu próprio escritório. Ainda estou pensando em possibilidades para o ano que vem”, diz. “O que tenho certo mesmo é começar uma pós-graduação em direito tributário e continuar a advogar. O mercado de trabalho não perdoa.”

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