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Professor de matemática conquista estudantes com jogos de tabuleiro

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Alunos de Luiz Felipe Lins, que leciona em escola pública da Taquara, na Zona Oeste do Rio, já conquistaram 189 medalhas

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Publicado no O Globo

Professor de matemática no município do Rio há duas décadas, Luiz Felipe Lins ficou conhecido por um grande feito com alunos de uma escola pública da Taquara, na Zona Oeste, a Francis Hime. Ao londo de dez anos, seus pupilos conquistaram um recorde de 189 medalhas em olimpíadas dedicadas à matéria, entre elas a Olimpíada de Matemática do Estado do Rio (Omerj), a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) e a Canguru Matemático Sem Fronteiras. O segredo do sucesso em tornar os estudantes tão motivados a superar obstáculos e vencer desafios até mesmo em nível internacional está na maneira lúdica que o orientador escolheu para aproximá-los da matemática do dia a dia: jogos — a maioria de tabuleiro — em sala de aula. Suas estratégias pedagógicas para conquistar mais adeptos aos cálculos temidos por muitos foram demonstradas na prática, neste sábado, aos participantes presentes no encontro internacional Educação 360°, promovido pelos jornais O GLOBO e “Extra”, no Escola Sesc de Ensino Médio, em Jacarepaguá, cuja programação se encerra hoje.

Distanciando-se de modelos decorebas, Lins se empenha em conduzir os alunos a entender os conceitos lógicos, compreender o problema, elaborar uma estratégia com regras próprias, aplicá-la e verificar os resultados.

— A Matemática é dura, não é uma brincadeira. O lúdico serve, principalmente, para aquele aluno que tem mais dificuldade. No jogo, eles estão se exercitando, criando e construindo. O nosso método fez com que nos destacássemos nas olimpíadas, mas não foi criado para isso. Elas servem mais como pretexto para mobilizar essa garotada a chegar a lugares mais distantes, a partir de educação — diz o docente.

Em suas aulas comumente realizadas em grupos de trabalho, Lins convive com cerca de 40 alunos em sala; as turmas com mais dificuldade no aprendizado da matéria são organizadas em 28, no máximo. Os jogos não são distribuídos aleatoriamente. Há uma ficha de avaliação com notas para cada etapa do processo, desde o nível de criatividade na elaboração do circuito até a limpeza do espaço, ao final da atividade.

Durante o encontro no Sesc, o professor falou com orgulho das trajetórias de seus pequenos “feras”, premiados com menções honrosas, e usou uma célebre frase do físico Albert Einstein: “O único homem que está isento de erros, é aquele que não arrisca acertar”.

Mais do que um projeto olímpico, este é um projeto de vida. Uma história de premiações. Eu comecei a fazer mestrado em Matemática graças a eles. E para a defesa da dissertação, estou fazendo um levantamento, um estudo de caso, sobre como estão estes alunos, a profissão que seguiram, como deram continuidade aos estudos.

As dinâmicas de grupo realizadas com os participantes da palestra agradou a socióloga Míriam Shaw, doutoranda da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), que se rendeu à brincadeira:

— Eu nunca fui muito boa em Matemática; vim aqui para exorcizar os fantasmas. No jogo, eu aprendi mais sobre números primos e outras operações e o mais legal foi a cooperação que houve no grupo, um ajudando o outro. Foi além da Matemática e atravessou outras esferas, como viver bem em equipe — diz a acadêmica, membro do Grupo de Estudos da Complexidade.

Dinheiro nem sempre é solução na educação pública, diz economista

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Cláudio Goldberg, em Folha de S.Paulo

Em sistemas de educação, pesquisas mundiais têm mostrado que mais dinheiro para motivar os trabalhadores nem sempre é a solução para os problemas do setor.

Em um painel do seminário internacional Caminhos para a Qualidade da Educação Pública: Gestão Escolar, na tarde desta quarta-feira (2), o economista e professor do Insper Ricardo Paes de Barros discutiu estratégias que possam ajudar o Brasil a cumprir as metas da educação. O evento foi promovido pelo Instituto Unibanco e pela Folha.

Paes de Barros disse que os sistemas de motivação extrínseca, aqueles que oferecem algum tipo de vantagem ao indivíduo, podem ter efeitos negativos e positivos. Podem funcionar como um empurrão para quebrar a inércia e permitir às pessoas a realização de tarefas, mas também, tal como um vício, determinar que a recompensa seja a única forma de motivação.

Embora as experiências mundiais coloquem em dúvida a funcionalidade do impacto do incentivo financeiro, o professor acredita que, dada a dimensão da desigualdade brasileira na educação, o estímulo é uma ferramenta que pode ser importante.

“As pesquisas têm questionado os resultados dos programas, mas talvez apenas não saibamos como desenhá-los”, disse.

No mesmo painel, que discutiu o que se pode aprender com experiências nacionais e internacionais, o professor de economia da USP Ricardo Madeira lembrou que o desejo por uma maior autonomia nas escolas pode ter um efeito reverso no sistema como um todo.

“Ela pode ser perigosa. Há estudos que indicam que [uma maior autonomia] pode acabar promovendo a desigualdade dos resultados educacionais”, disse.

Isso porque na transferência de responsabilidade do governo central para um governo local que, por estar perto, tem mais informações sobre o problema que vivencia, nem sempre existe uma estrutura institucional que acompanhe o processo.

Também presente à mesa, Lucia Couto, gerente de Desenvolvimento e Conteúdo do Instituto Unibanco, lembrou ainda que os sistemas de avaliação revelaram que o Brasil “tinha um desejo frustrado”.

“Há 20 anos a avaliação mostra que a escola não cumpriu a missão histórica, que é a garantia de aprendizagem.”

Professor narra em livro histórias sem final feliz da escola pública

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Publicado em UOL

“O professor observa o menino no canto da sala, afastado. Sozinho. Suando frio. Esfregando a mão dentro da calça. Estranha. Aproxima-se, com calma. O aluno de cabeça baixa, concentrado. A mão dentro da calça. Esfregando. Não percebe a chegada do professor. Assusta. Coloca de volta, rápido. Sobe o zíper. O professor, meio sem jeito, pergunta:
– O que é isso, Lucas
O aluno não vê outra solução. Abaixa o zíper. Mostra o revólver.
– Ah! Tudo bem. Pensei que tivesse fazendo outra coisa.
– Ô, que isso. Ta tirando, prussô?”

É assim com textos curtos, diretos e uma linguagem coloquial que o professor de história Rodrigo Ciríaco, 31, narra o cotidiano da escola pública na periferia de São Paulo no seu livro “Te Pego Lá Fora” (Editora DSOP, 2014). Esqueça as palavras doces e o final feliz. Aqui é vida real.

O ‘prussô’ [professor] conta histórias das violências que envolvem a escola pública: o tráfico, as agressões, os problemas familiares, a morte, a gravidez na adolescência, os assaltos. Relata um pouco como foram os seus anos como aluno e, depois, como professor de história.

“O livro é um grande mosaico de várias histórias que vivi, observei e ouvi. Comecei a escrever, primeiro, para sobreviver a esse ambiente caótico que é a escola pública, tinha que encontrar uma válvula de escape para as angústias, a revolta. Além da indignação, muitas histórias não podiam passar em branco, não podiam ser esquecidas, atos criminosos que acontecem tão rotineiramente e que acabam se tornando banais. Então, relatar essas histórias seria uma forma de questionar esse ambiente, essa banalidade sobre o assunto”, diz Ciríaco.

Para fazer esses relatos, o professor decidiu escutar as histórias que ecoavam na escola e usou a sala de aula como laboratório também para saber como elas deveriam ser contadas. “Ouvi bastante a molecada, a maneira que eles falavam, as gírias, os neologismos, para fazer o registro das múltiplas vozes dentro da escola, não só dos professores, mas também dos alunos”.

Na infância, não tinha em quem se inspirar, mas mesmo assim alimentou aos poucos o gosto pela leitura. “Meu pai estudou até o 2º grau e a minha mãe, até a 4ª série. Nunca tive uma figuração de observação, nunca tive muitos livros e revistas, mas sempre que eu pedia um livro eles corriam para buscar, nunca me negaram o direito à leitura”, afirma. Começou pelos quadrinhos, super-heróis e Turma da Mônica, e logo tomou contato com a poesia e a literatura, mas só começou a escrever mesmo em 2004, quando começou a participar de saraus na periferia de São Paulo.

Assim, começou a narrar o cotidiano da escola pública, que conhece e frequenta desde a infância na zona leste de São Paulo. Concluiu o ensino médio na rede estadual e tinha o sonho de ser professor. Acreditava na escola pública. Tentou entrar na USP, mas não conseguiu ser aprovado no vestibular de primeira. Estudou mais um pouco e assumiu a cadeira no ensino superior. Seguia na educação pública e gratuita. E achou que deveria retribuir.

“Eu entrei na universidade já com esse objetivo: me formar como professor e trabalhar na rede pública de ensino. Achava que tinha aptidão e queria devolver para a sociedade esse investimento que foi feito em mim, na minha formação”, afirma Ciríaco.

Depois de 14 anos como professor, atuando nas redes municipal e estadual, ele deixou a sala de aula para se dedicar aos livros, aos projetos de formação literária (que também realiza em parceira com escolas) e saraus na periferia. Foi agredido diariamente pela dureza da sua realidade, mas diz que continua acreditando na escola pública.

“A educação tem que ser pública e gratuita, para todos, para a inclusão (…) Sou fruto da escola pública”, diz. “Não saio [da sala de aula] frustrado, porque sempre trabalhei da melhor forma dentro das condições que eu tinha, mas saio com um sentimento de derrota porque não consegui ver a escola mudar e melhorar como eu gostaria. Como um soldado que tem que se aposentar sabendo que fez o que pode com as armas que tinha em mãos”.

País precisa colocar 2,8 milhões de crianças na escola, diz relatório

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Movimento Todos Pela Educação acompanha 5 metas no setor.
Estudo considera dados oficiais divulgados entre 2014 e 2015.

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Publicado no G1

Relatório do movimento Todos Pela Educação (TPE) divulgado nesta quinta-feira (2) aponta que o Brasil ainda precisa incluir cerca de 2,8 milhões de crianças e adolescentes na Educação Básica.

Além disso, precisa garantir que os já matriculados concluam os estudos dentro da faixa etária recomendada e com melhores índices de aproveitamento das disciplinas.

As deficiências foram apontadas em detalhes no relatório “De Olho Nas Metas 2013-14”. Elas foram constatadas principalmente através do monitoramento de dados oficiais (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) 2013 e na Prova Brasil/Saeb (MEC/Inep) 2013 divulgados entre o final de 2014 e início de 2015).

O estudo publicado tem o objetivo de acompanhar o cumprimento de cinco metas estabelecidas pelo movimento para serem alcançadas até 2022 no país. Veja abaixo detalhes das metas e o que foi constatado pelos especialistas:

 

METAS DO TODOS PELA EDUCAÇÃO

META 1 – Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola – Até 2022, 98% ou mais das crianças e jovens de 4 a 17 anos deverão estar matriculados e frequentando a escola, ou ter concluído o Ensino Médio.

DIAGNÓSTICO
O Todos Pela Educação aponta que 2.863.850 crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos estão fora da Educação Básica (680 mil crianças de 4 e 5 anos e 1,6 milhão de jovens de 15 a 17 anos).

Em 2013, o Brasil registrou 93,6% da população de 4 a 17 anos matriculada na  Educação Básica, abaixo da meta intermediária proposta pelo TPE para o ano, que era 95,4%.

O movimento aponta que há diferença regionais e de aspectos socioeconômicos. “Entre os 25% da população com maior renda, 95,8% das crianças de 4 e 5 anos frequentam a escola, enquanto a taxa de atendimento dessa faixa etária entre os 25% com menor renda é de 85%”, aponta o relatório

Se consideradas questões regionais, Acre, Amazonas e Amapá apresentam as menores taxas no atendimento escolar dessa população em 2012 e 2013: 89,6%, 90,1% e 90,3%, respectivamente.

META 2 – Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos  – Até 2010, 80% ou mais, e até 2022, 100% das crianças deverão apresentar as habilidades básicas de leitura, escrita e matemática até o final do 3º ano do Ensino Fundamental

DIAGNÓSTICO
O TPE diz que o exame que permitiria avaliar a meta ainda não teve os resultados divulgados de forma consolidada pelo Inep. Sem os dados da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), voltada para 3º ano do Ensino Fundamental, o movimento ainda tem como parâmetro os resultados da Prova ABC de 2012. Ela revelou que 44,5% dos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental apresentaram proficiência desejável em leitura, 30,1% em escrita e 33,3% em matemática.

META 3 – Todo aluno com aprendizado adequado ao seu ano – Até 2022, 70% ou mais dos alunos terão aprendido o que é adequado para seu ano.

DIAGNÓSTICO
Segundo dados de 2013 referentes à Prova Brasil e ao Saeb, apenas 9,3% dos estudantes que deixam a Educação Básica apresentaram proficiência esperada em Matemática e 27,2% em Português)

Os números da Região Norte são os mais alarmantes do País: em 2013, apenas 3,6% concluíram o Ensino Médio sabendo o que deveriam em matemática, e 16,2%, em língua portuguesa.

“É urgente que o país promova ações imediatas e mais efetivas para que os jovens que estão hoje no sistema tenham garantido o seu direito ao aprendizado. Para isso, é fundamental repensar Ensino Médio, que ficou por anos estagnado e agora apresenta retrocesso de seus indicadores,  e também ter políticas focadas nos anos finais do Ensino Fundamental, que já demonstram estagnação em patamares muito baixos de proficiência”, analisa a diretora-executiva do TPE, Priscila Cruz.

META 4 – Todo jovem de 19 anos com Ensino Médio concluído – Até 2022, 95% ou mais dos jovens brasileiros de 16 anos deverão ter completado o Ensino Fundamental, e 90% ou mais dos jovens brasileiros de 19 anos deverão ter completado o Ensino Médio.

DIAGNÓSTICO
A taxa de conclusão aos 19 anos em 2013 foi de 54,3%, quase 10 pontos percentuais abaixo da meta de 63,7%, segundo o estudo. Atrasados em relação à série correta, 19,6% dos jovens nessa idade ainda se encontram no Ensino Fundamental, enquanto 1,7% cursam Educação de Jovens e Adultos (EJA).

As desigualdades de raça também aparecem evidentes nesta meta, segundo o TPE. “Há uma diferença de aproximadamente 20 pontos percentuais (pp) entre as taxas de jovens declarados brancos que concluíram o EF aos 16 anos e o EM aos 19, que são respectivamente 81% e 65,2%, e aqueles que se declaram negros – 60% e 45%”, conclui o estudo.

A influência do fator socioeconômico também foi constatada. “No Ensino Fundamental, por exemplo, o quartil mais pobre apresenta taxa de conclusão igual a 59,6%, enquanto entre os 25% mais ricos, esse percentual é de 94%. No Ensino Médio, esses valores são, respectivamente, 32,4% e 83,3%”, afirma o estudo.

META 5 – Investimento em Educação ampliado e bem gerido – Até 2010, mantendo-se até 2022, o investimento público em Educação Básica obrigatória deverá ser de 5% ou mais do PIB.

DIAGNÓSTICO
Hoje, o percentual do investimento público direto na área em relação ao PIB é de apenas 5,6%, segundo dado de 2013 divulgado pela Diretoria de Estatísticas Educacionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (DEED/Inep).

Em Educação Básica, há uma tendência de crescimento desde 2000, quando era de somente 3,2%. Atualmente, está no patamar de 4,7%.

O Brasil continua a figurar entre os países que menos investem em Educação. O dado mais recente disponível, de 2011, é o relatório Education at a Glance, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“A Suíça é o país que mais investe por aluno anualmente: US$ 16.090. É seguida de perto por Estados Unidos e Noruega, que investem, respectivamente, US$ 15.345 e US$ 14.288.
Além dos três, outros 12 países aplicam mais de 10 mil dólares por aluno: Áustria, Suécia, Dinamarca, Holanda, Bélgica, Finlândia, Alemanha, Irlanda, Austrália, Japão, França e Reino Unido”, aponta o estudo.

“O Brasil aparece em penúltimo lugar na lista, com US$ 3.066, à frente apenas da Indonésia (US$ 625) e atrás de outros países latino-americanos como Chile e México. Além disso, está bem abaixo da média da OCDE, que é de US$ 9.252.”

Sem material, aluna de escola pública do DF tira fotos de livros para estudar

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Direção diz que houve 60 matrículas a mais que o esperado no 2º ano.
Garota ficou de recuperação; MEC afirma não ter recebido novo pedido.

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Publicado no G1

Sem ter recebido material didático mesmo após quatro meses depois do início do ano letivo, uma aluna de ensino médio da rede pública do Distrito Federal tira fotos de livros disponíveis na biblioteca do Centro Educacional 1 do Guará para conseguir acompanhar as aulas. Sabrina Caixeta reclama que, por ter deficiência visual, enfrenta dificuldades para lidar com o improviso. A Secretaria de Educação reconhece o problema, mas diz não ter prazo para solucioná-lo.

A direção da escola informou que desde fevereiro duas turmas do 2º ano do ensino médio estão sem os oito livros didáticos – história, biologia, química, matemática, física, geografia, inglês e língua portuguesa. O problema teria ocorrido porque há 60 alunos a mais do que o que foi previsto. Sabrina, que tem 17 anos, diz se sentir prejudicada com a situação.

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“[A gente está] se virando. Acaba prejudicando os outros alunos que têm livros [porque pedimos emprestado]”, conta a menina, que pretende fazer Enem e o PAS neste ano. “[As notas] vão por água abaixo. Tem muita gente com nota baixa.”

A jovem mesmo ficou de recuperação em cinco matérias. Mãe dela, a líder comunitária Célia Caixeta afirma acreditar que a situação se repita em outras unidades de ensino e que vai buscar outros pais para tentar ver o que pode ser feito a respeito.

“Minha filha usa óculos de grau, então, para olhar as letrinhas no celular, ela reclama muito. Na biblioteca não tem livros suficientes para todos. Estudar é um direito que minha filha tem”, declarou.

Em nota, a Secretaria de Educação disse que pediu o material restante para o Ministério da Educação e que, enquanto os livros não chegam, vai tentar remanejar itens de outras escolas. O governo federal informou não ter registro de solicitações feitas pelo DF por mais material didático.

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