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Posts tagged escola

Com ajuda de professora, adolescente com Down publica livro em Florianópolis

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Luiz conta histórias com ajuda da professora (Foto: Ed Soul/NSC TV)

Luiz conta histórias com ajuda da professora (Foto: Ed Soul/NSC TV)

 

‘Ele ia me contando na oralidade e eu ia rascunhando. O livro é a identidade dele’, diz Sozi Vogel.

Publicado no G1

Um estudante com síndrome de Down de uma escola pública publicou um livro em Florianópolis. No “Meu livro de contos”, Luiz Fernando Barros Fernandes, de 13 anos, conta suas histórias com a ajuda da professora.

“Ele ia me contando na oralidade e eu ia rascunhando. Depois eu corrigia conjugação verbal, essas coisas. Fazia a correçãozinha e ele passava a limpo”, detalha a professora de educação especial Sozi Vogel.

No sétimo ano da escola estadual Irineu Bornhausen, Luiz expressa na obra desenhos e histórias. O livro tem 32 páginas e foi publicado por uma editora independente.

“O objetivo é incentivar outras crianças especiais, outros professores a descobrirem qual é a capacidade e habilidade daquela criança”, disse a professora.

A convivência com a professora de educação especial melhorou o desempenho do garoto em aula e até em casa.

“Ele mudou, se tornou uma criança responsável, ele está maduro, um homem”, afirmou Leuza Barros, mãe de Luiz.

Jovem conta com ajuda de amigos e lança livro após ficar cego e enfrentar 4º câncer

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Gabriel Souza publicou primeiro livro após perder a visão e enfrentar o quarto câncer

Gabriel Souza publicou primeiro livro após perder a visão e enfrentar o quarto câncer

Lucas Borges Teixeira, no UOL

Gabriel Santos Souza sempre quis ser escritor. Aos 14 anos, o sul-mato-grossense conseguiu publicar seu primeiro livro depois de perder a visão e enfrentar o quarto câncer. O jovem morador de Colina, no interior de São Paulo, lançou a obra de terror “Magno, O Espantalho” em uma festa na escola no final de junho.

O interesse por histórias de terror vem desde muito novo. “Ele assistia aos filmes do Freddy Krueger, Jason… Sempre adorou o Halloween”, conta o pai, Daniel Souza, ao UOL. “E também sempre gostou de contar histórias. Ele costumava reunir os coleguinhas na escola com contos de terror.”

A ideia do livro surgiu há cerca de um ano com uma redação sobre um monstro com cabeça de abóbora. Um professor da escola, Gustavo, ouviu Gabriel falar sobre o conto e o incentivou a escrevê-lo. “Eu não tinha ideia de que poderia virar um livro, mas foi tomando outra proporção”, lembra o jovem escritor, em entrevista ao UOL.

Ideia do livro surgiu com uma redação sobre monstro com cabeça de abóbora

Ideia do livro surgiu com uma redação sobre monstro com cabeça de abóbora

De acordo com o autor, “Magno, O Espantalho” narra a história de “um espantalho assassino que aterroriza uma escola agrícola”.

Com a visão comprometida nos dois olhos há um ano e meio, Gabriel contou com a ajuda do professor e de colegas para terminar a obra. Ele ditava a história para Gustavo, que a escrevia. Depois, alunos da escola o ajudaram com ilustrações internas.

Gabriel sofre com problemas da visão desde os primeiros meses de vida. Quando ainda morava no Mato Grosso do Sul, a mãe notou uma mudança na cor de seus olhos. Ele foi diagnosticado com retinoblastoma, um câncer raro na retina. Teve de retirar o olho esquerdo.

“Ele enxergava muito bem com o direito até um ano e meio atrás, conseguia copiar tudo, ler superbem. Mas aí ele começou a ter baixa neste olho também”, lembra o pai. A doença, que tinha sido dada como curada há 12 anos havia retroagido. “Agora, ele enxerga apenas alguns vultos.”

Estes não foram os únicos problemas médicos de Gabriel. Aos oito anos, ele teve de passar por outra cirurgia no GRAAC, em São Paulo. Desta vez, foi constatado um câncer ósseo no braço. “Os médicos até se assustaram”, lembra Daniel.

O câncer ósseo voltou a atacar neste ano. Como a família se mudou para Colina, os pais pediram a transferência do seu quadro médico para o Hospital do Câncer de Barretos, a pouco mais de 20 km da cidade. Agora, Gabriel enfrenta um tumor no fêmur da perna esquerda. De acordo com a família, ele reage bem. “Acabou o terceiro ciclo da quimioterapia na semana passada”, conta o pai.

Os problemas com a saúde não atrapalharam Gabriel. “Tive muita ajuda e apoio de todo mundo”, conta. No final de junho, o livro foi lançado em uma festa na Escola Técnica Agropecuária Municipal São Francisco de Assis, em que ele cursa a 8ª série, com a distribuição de 200 exemplares. A capa foi feita pelo cartunista Julinho Sertão, que já foi roteirista de Ziraldo. “Foi um dia inesquecível.”

Para estudar, Gabriel usa um notebook com ferramentas de áudio. “Ele é muito aplicado”, afirma o pai, orgulhoso.

No dia primeiro de setembro, a família viajará para Sertãzinho, também no interior paulista, a convite de Julinho Sertão, para expor “Magno, O Espantalho” na 13ª Feira do Livro da cidade. “Estamos muito animados”, afirma Daniel. O plano é lançar a segunda edição do livro, agora para venda, com 700 cópias.

Com registro de escritor desde o primeiro semestre deste ano, Gabriel já está trabalhando no seu segundo livro. Sem revelar detalhes da história, conta que será sobre zumbis e deverá se chamar “A Cidade Perdida”.

A escola que fica dentro de uma fazenda orgânica – e não tem salas de aula nem carteiras

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Jéssica Miwa, no The Greenest Post

A ideia de conectar crianças à natureza enquanto aprendem lições fundamentais já é conhecida (e adorada) mundialmente. Lembra da Green School Bali, que é feita de bambu e ensina permacultura aos alunos? Tem também a escola suíça que fica, literalmente, em uma floresta, faça sol ou neve!

É fato: o modelo de aprender brincando tem se espalhado mundo afora. Crianças pequenas têm curiosidade natural com tudo que é relacionado à terra, plantas e animais. Por que não se aproveitar disso para ensiná-las matérias importantes ao desenvolvimento, como química, biologia, matemática e história? De quebra, o amor e respeito ao meio ambiente cresce junto com o pequeno cidadão.

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Foi pensando nisso que Edoardo Capuzzo e alguns outros designers italianos criaram o conceito de “Fazenda Pré-escola” — e ganharam o prêmio de arquitetura AWR International Ideas Competition. Edoardo não quer que a escola simplesmente tenha uma horta, mas que ela seja uma fazenda onde alimentos orgânicos sejam cultivados e animais sejam criados e atraídos.

Além de serem responsáveis pelo cultivo (e aprender tudo relacionado ao assunto), as crianças também têm contato com tecnologias supermodernas de energia solar e eólica, que abastecem a escola-fazenda.

O modelo já chamou a atenção de um psicólogo infantil que reside em Roma e está interessado em tirar o projeto do papel. O nome do moço ainda é mantido em sigilo, mas segundo Capuzzo, o maior desafio será lidar com as regulamentações locais, que assumem que escola precisa ter salas de aulas.

“Nós acreditamos que é muito importante criar espaços verdes onde crianças possam interagir, principalmente em cidades grandes, como Londres e Roma”, comenta o designer.

Aos 88 anos, essa senhora realizou o sonho de se formar no ensino médio

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Publicado no Perfeito

Há 71 anos ‚ Frankie Sprabary sofreu um grave acidente de carro que a deixou imobilizada em casa. Na época, ela tinha 17 anos e estava prestes a concluir o ensino médio, plano que precisou ser deixado de lado por conta deste imprevisto. Hoje, aos 88 anos, essa moradora de Lewisville, Texas (EUA), retomou esse projeto abandonado e, finalmente, realizou seu sonho de receber um diploma do ensino médio.

“A vida passou e eu nunca tive a oportunidade de voltar para a escola e pegar meu diploma. Era a única coisa que eu queria na vida”, contou, em entrevista ao ABC News Today.

O filho mais novo de Frankie, Paul Sprabary, 50 nos, só descobriu esse desejo da mãe há pouco tempo, em um jantar de família. “Quando ela contou sua história, eu podia sentir a dor em sua voz e o arrependimento”, disse ao ABC.

Essa foi a deixa para o filho intervir e ajudar a mãe a fechar esse capítulo de sua vida. Rapidamente, ele ligou para Lewisville High School para saber se era possível conseguir um diploma honorário para Frankie, mas ele jamais poderia imaginar a resposta da escola.

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Para ele já estava de bom tamanha receber o diploma, emoldurá-lo e entregá-lo de presente, mas o colégio recriou a cerimônia tradicional de formatura do ensino médio, com toda a pompa e circunstância, com direito a discurso dos diretores e um auditório lotado de alunos.

“Se íamos entrar nessa tínhamos que fazer direito”, falou o diretor da escola, Jeffrey Kajs.

O filho contou que o que ele mais gostou disso tudo foi ver o sorriso de satisfação da sua mãe rodeada de todos aqueles estudantes. Finalmente, ela colocou um ponto final nessa história e já pode começar a pensar nos próximos capítulos. E olha que cara de orgulho mais linda!!!!

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E olha que ela não para! Seu próximo passo é publicar um livro de receitas. “Eu gosto de ter algumas metas para mim mesma. Meu médico disse que eu tenho força para alcançá-las porque sempre tenho algo interessante para fazer”, concluiu Frankie.

A gente tem certeza que essa senhora vai realizar tudo o que quiser nessa vida!!

Fonte: ABC News

Filho leva mãe de 52 anos à escola e comove a Web

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Jovem aprendiz conta na Internet a emoção da mãe no primeiro dia de aula no Ensino Fundamental de uma escola pública do Rio. ‘Agora é a vez de retribuir’, disse

Caio Barbosa, em O Dia

 'Ela adorou a escola, os professores. E me impressionou a alegria em voltar me mostrando os trabalhos que fez', Vanderson Nascimento, 22 anos, filho da Dona Marília Reprodução Facebook

‘Ela adorou a escola, os professores. E me impressionou a alegria em voltar me mostrando os trabalhos que fez’, Vanderson Nascimento, 22 anos, filho da Dona Marília
Reprodução Facebook

Rio – Uma simples foto retratando um imenso gesto de carinho fez sucesso nas redes sociais esta semana, com mais de 40 mil curtidas e 15 mil compartilhamentos. Funcionário do programa Jovem Aprendiz, do Metrô Rio, Vanderson Nascimento, de 22 anos, mostrou ao mundo uma foto com a sua mãe, Dona com o uniforme completo da rede municipal de ensino rumo ao seu primeiro dia de aula. Aos 52 anos, Marília é a nova matriculada na Escola Municipal Presidente Juscelino Kubitschek, em Manguinhos. Foi o bastante para o sucesso.

Na postagem, Vanderson transcreveu o diálogo que teve com a mãe, que trabalha como diarista, no fim da tarde de segunda-feira. “Mãe, são 17h, já está na hora de se arrumar”, disse. A mãe respondeu: “Você vai lá comigo?”. Ele respondeu “Tá bom, mãe. Vou, sim”. E encerrou com a seguinte mensagem no post: “Olha, ela já fez e ainda faz tanto por mim que agora chegou a minha vez de fazer por ela”, escreveu.

O jovem contou que decidiu postar a foto para que outros jovens se sensibilizem com o sonho de seus pais. E se espantou com o sucesso da publicação no Facebook. “Eu estava voltando da igreja e não entendi nada quando os amigos me pararam para dizer que o post estava bombando em toda a internet. Abri para ver e estava mesmo. Foi uma alegria muito grande não só para mim, como para a minha mãe. Ela ficou muito emocionada com as mensagens, os comentários. Tudo isso serviu como um incentivo a mais para ela”.

Vanderson explicou que sua mãe só havia conseguido estudar na infância, até a segunda série do Ensino Fundamental. Ela tentou voltar aos estudos, mais tarde, mas nunca teve condições de conciliar trabalho, longe de casa, com escola e a criação dos filhos. O drama de Dona Marília chegou ao fim na segunda-feira, dando lugar ao sonho de frequentar os bancos escolares.

“Ela adorou a escola, os professores. Estava muito emocionada. Eu também fiquei. E me impressionou a evolução dela e a alegria em voltar me mostrando os trabalhos que fez. Me fez lembrar de quando eu fazia isto com ela. Agora é a vez de retribuir”.

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