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Mãe se fantasia de pai para que filho não perca evento na escola nos EUA

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Reprodução Whitney é mãe de dois filhos

Reprodução Whitney é mãe de dois filhos

 

Publicado no Virgula

Uma mãe resolveu se “disfarçar” como um homem para ir até um evento escolar de seu filho mais velho, chamado Dads and Dunuts, que é só para os pais.

“Quando eu me tornei mãe solteira, há mais de três anos, eu fiz uma promessa de que faria tudo o que estivesse ao meu alcance. Isso significa muitas vezes sair da minha zona de conforto para dar ao meu filho uma vida ‘normal’”, escreveu Whitney Kittrell, de Utah (EUA), no Facebook.

Reprodução/Facebook Mãe se veste com pai para evento escolar do filho

Reprodução/Facebook Mãe se veste com pai para evento escolar do filho

 

Por isso, quando seu filho chegou com um convite Arrowhead Elementary School para o evento dos pais, ela fez a única coisa que podia: se vestir como um pai, incluindo desenhar um cavanhaque e usar um boné. “Pintei o cavanhaque e fui tomar café com meu filho. Eu estava um pouco envergonhada, mas eu não consegui não sorrir quando ele me apresentou para os colegas: ‘esse é minha mãe, mas ela é o meu pai também, então, eu trouxe ela’”, contou.

Whitney e seus filhos

Whitney e seus filhos

Muita gente se identificou com Whitney e seu post já foi curtido mais de 200 mil vezes e compartilhado por mais de 100 mil pessoas. “Você é maravilhosa! Minha mãe costumava fazer isso também! Você está no caminho certo”, comentou uma jovem. “Isso tudo é muito doce. O que ele falou me fez chorar”, completou uma outra.

Famílias adeptas da ‘desescolarização’ tiram filhos do colégio em São Paulo

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Em sítio em Piracaia, famílias criam filhos sem escolas, ensino domiciliar ou rotina pré estabelecida

Em sítio em Piracaia, famílias criam filhos sem escolas, ensino domiciliar ou rotina pré estabelecida

 

Angela Pinho, na Folha de S.Paulo

Elas estão em bairros paulistanos como Aclimação ou Vila Madalena. Em cidades do interior como Joanópolis e Piracaia, ou do litoral, como Ubatuba. São filhos de artista, médica, economista, cabeleireiro, entre outras profissões. Em 2017, não vão tirar férias, matar aula, repetir ou passar de ano.

Mais de cinco séculos após o surgimento de escolas nos moldes atuais, pais de classe média e alta optam por tirar os filhos do colégio ou sequer matriculá-los.

São adeptos da chamada “desescolarização”, ou “unschooling”. Diferente do que ocorre na educação domiciliar, ou “homeschooling”, essas famílias não ensinam em casa a grade curricular. A ideia é, justamente, fugir de objetivos e regras da vida da escola.

As duas práticas costumam ser rejeitadas quando questionadas nos tribunais, por causa de artigo do Estatuto da Criança e do Adolescente que diz: “os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino”.

A interpretação jurídica do tema, porém, está sob análise do STF (Supremo Tribunal Federal), que julga ação sobre o ensino domiciliar e suspendeu a tramitação de processos em 2016.

PRECURSORA

A “desescolarização” não era um assunto para a educadora Ana Thomaz, 49, quando, nove anos atrás, seu filho, aos 13, pediu para sair do colégio. “Ele disse que sentia ter algo dentro dele que ele queria fazer, mas não tinha tempo”, diz ela. Um ano depois, Ana aceitou o pedido.

Na época, era a única entre seus conhecidos. Hoje, isso está longe de ser verdade. Na última quarta (8), mais de uma dezena de pais que tiraram ou pensam em tirar os filhos do colégio pegaram 7 km de estrada de terra para um encontro no sítio onde ela vive, em Piracaia (a 88 km de SP).

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Ali, além de Ana, moram seu marido, suas duas meninas caçulas (o mais velho virou mágico e foi viajar) e outra família com dois filhos. Com idades de 5 a 10 anos, as quatro crianças nunca foram a uma escola. Aprenderam sozinhas a ler e escrever.

Com exceção de alguns compromissos fixos, como uma refeição no fim da tarde, não têm rotina pré estabelecida. A expectativa é desenvolver o potencial de criação e o que ela chama de “auto-responsabilidade”. Algo como um contraponto à atitude de esperar que outro pessoa –um professor ou chefe– determine a sua atuação. Isso, diz, vale para adultos e crianças.

NA CIDADE

Para ela, sair da escola é consequência da busca por outro modo de vida. Talvez por isso, quando o filme “Capitão Fantástico”, em cartaz, foi lançado, amigos lhe escreveram. A história mostra um pai que educa os filhos em uma floresta nos EUA. Ela rejeita a comparação com o personagem. “Ele é um escravo na luta contra o sistema. Não acho que meus filhos são melhores do que os que vão à escola. Não sou ativista”.

A realidade das famílias que praticam a “desescolarização” em São Paulo também é diferente da que mostra o filme. Exemplo é um grupo de crianças que se encontra semanalmente na Aclimação, na capital. Ele reúne 10 meninos e meninas de 3 a 16 anos, filhos de profissionais como médica, cabeleireiro, empresária e massagista.

Formada pela Faculdade de Educação da USP, Bia Conde faz uma espécie de tutoria para os “unschoolers”. Chegou a viver a experiência como mãe. Conta que tirou as filhas da escola quando tinham 4 e 6 anos, mas matriculou-as novamente sob risco de perder a guarda, após seu ex-marido entrar com uma ação.

No grupo que atende, ela dá orientações a partir dos interesses das crianças. Observa dimensões emocionais e intelectuais, diz, mas não segue um currículo escolar.

Uma das mães que a procurou é a médica Maria (nome fictício), que não quer ser identificada por medo das consequências judiciais. “Sempre fui boa aluna e gostava disso. Por isso, para mim, foi uma grande novidade quando vi que meus filhos não gostavam de ir à escola”, diz.

Quando ofereceu a eles a possibilidade de sair do colégio, o mais velho, adolescente, recusou. Está agora na faculdade. O mais novo, então com 8 anos, aceitou.

Faz aulas de música, programação e, a seu pedido, português e matemática com professor particular. Se quiser seguir o exemplo do irmão, precisará de um diploma de ensino médio. Para isso, ou terá de fazer supletivo, ou estudar para obter certificado.

Até o ano passado, uma nota mínima no Enem servia como certificação para maiores de 18 anos. Mas, para este ano, o governo vai retirar essa função do exame e criar uma prova específica para isso.

Se o conteúdo curricular até pode ser aprendido depois, a experiência de socialização da escola é única, dizem educadores contrários ao “unschooling”. “A grande vantagem da escola é a possibilidade de sair da família”, diz o filósofo e ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro.

O convívio, porém, pode levar a conclusão diferente. A artista Leila Garcia, 53, tirou o filho da escola, em São Paulo, após episódios de bullying. “Não acho que a escola socialize. É um grupo de crianças juntadas aleatoriamente. Você sofre e no dia seguinte tem que estar de novo com o agressor.” Hoje, ela vive com o garoto, de 12 anos, em Ubatuba.

Os dois seguem uma programação de estudos, na qual ele escolhe o que vai aprender. Seu caso ilustra um consenso entre adeptos da “desescolarização” e críticos à prática: a necessidade de adulto por perto e de um ambiente que possibilite o desenvolvimento das crianças.

“Para recusar a escola e seguir no meu modo de criação, eu tenho que trabalhar menos e ganhar menos”, diz Leila. “Não é o mundo da fantasia.”

JUSTIÇA

Desde novembro do ano passado, todas as ações judiciais sobre educação domiciliar no país estão suspensas por determinação do ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A medida é válida até o julgamento de um processo na corte, do qual ele é relator. A ação opõe o município de Canelas (RS) a pais que querem ensinar os filhos em casa.

Embora não trate do “unschooling”, a decisão pode dar uma sinalização jurídica para a prática. Os ministros do STF irão decidir se a educação pelas famílias pode ser tida como meio lícito para garantir o direito à educação. Diz o artigo 205 da Constituição: “a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade”.

Muitos dos pais que optam por tirar os filhos da escola dizem que a decisão tem mais a ver com a opção por um modo de vida diferente do que com a discordância em relação ao modelo tradicional de ensino.

“Minhas escolhas sempre tiveram o pressuposto da liberdade e, de repente, minha filha entrou em uma cadeia de comportamento em massa”, diz Dúnia La Luna, que prefere ser identificada pelo nome artístico, ao explicar por que desmatriculou a filha, com quem vive em Joanópolis, interior de SP.

De fato, o ensino formal molda uma socialização que ultrapassa a instituição escolar, diz a professora Carlota Boto, da Faculdade de Educação da USP. “Por exemplo, a ideia de colocar as pessoas em fila é um procedimento do qual a escola se vale e que organiza outras instâncias da vida social.”

“A escola se coloca como o anteparo entre a família e a vida social”, afirma. “Trata-se de uma instituição de transição entre a vida privada familiar e o mundo público.”

Escola acaba com a lição de casa e índice de leitura aumenta

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 Lição de casa possibilita ao aluno desenvolver o hábito e a autonomia para o estudo. Foto: Bigstock

Lição de casa possibilita ao aluno desenvolver o hábito e a autonomia para o estudo. Foto: Bigstock

 

Com apoio de 80% dos pais, medida incentiva os estudantes a lerem, brincarem e “serem crianças” . Especialistas em Educação ponderam a obrigatoriedade das tarefas de casa

Publicado na Gazeta do Povo

É possível acabar com a lição de casa? Uma escola norte-americana está provando que sim – e mais: com apoio dos pais e bons efeitos colaterais. Passados cinco meses do início de uma política que aboliu as tarefas de casa na Orchard Elementary, escola primária localizada no distrito de South Burlington, nos Estados Unidos, os pais dos estudantes relatam que os índices de leitura de seus filhos têm melhorado.

A medida foi tomada antes do início do ano letivo, quando os professores da instituição decidiram, por unanimidade, extinguir o dever de casa dos alunos do jardim de infância até a quinta série. Ao invés disso, no entanto, os estudantes são incentivados a ler, brincar e “serem crianças”. A proposta recebeu o apoio de cerca de 80% dos pais que responderam à pesquisa realizada pela direção da escola.

“Nosso filho está no primeiro ano e, em sua idade, [a lição de casa] é tanto uma tarefa para os pais como para os pequenos. Em vez disso, passamos o tempo lendo, não precisamos nos apressar”, disse Rani Philip, mãe de um estudante, em entrevista ao Burlington Free Press. Outros pais também se mostraram surpresos com a medida de não haver tarefa de casa, mas também afirmaram que seus filhos estão lendo mais.

Especialistas em Educação, no entanto, defendem que a lição de casa é uma oportunidade para a criança complementar os estudos, mas que para isso ela precisa ter seus objetivos bem delimitados. Entre eles estão o de fixar ou dar significado ao conteúdo que foi visto em sala de aula ou desenvolver habilidades cognitivas, por exemplo.

O primeiro aspecto a ser destacado, como lembra Daniele Saheb, doutora em Educação e coordenadora do curso de Pedagogia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), são as diferenças culturais entre os países que têm reflexos diretos sobre seus sistemas de ensino. “Nos Estados Unidos, por exemplo, as crianças passam mais tempo na escola durante o ensino fundamental do que no Brasil, onde o período costuma ser de quatro horas diárias”, pontua.

Neste sentido, uma das principais funções da tarefa de casa é a de possibilitar ao aluno desenvolver o hábito e a autonomia para o estudo, como acrescenta Viviane Stacheski, coordenadora dos cursos de pós-graduação em Educação Infantil, Alfabetização e Letramento do Centro Universitário Internacional Uninter.

“Se a criança não desenvolve isso nas séries iniciais, ficará mais difícil para ela fazê-lo na adolescência, o que poderá acarretar prejuízos a partir do sexto ano, período no qual os alunos passam a ter as disciplinas separadas por aulas [e precisam aprender a organizar os estudos]”, explica.

Preocupação

Mesmo aprovando a medida, muitos pais da Orchard Elementary manifestaram a preocupação de que, sem a lição de casa, seus filhos não desenvolvam habilidades que os auxiliarão a serem bem-sucedidos nos demais anos escolares. Alguns deles, inclusive, esperam que um trabalho adicional seja desenvolvido na quinta série como forma de evitar possíveis prejuízos.

Nem todos os pais, no entanto, concordaram com a extinção da l ição de casa pela escola. A mãe de um estudante contou ao Burlington Free Press que optou por tirar a filha da instituição e a matricular em uma escola na qual a criança tem cerca de 30 minutos de tarefa por noite.
Complemento do estudo

As especialistas lembram que as discussões sobre a necessidade ou não de as crianças levarem tarefas para casa são amplas e envolvem diferentes vertentes, que vão de sua quantidade e objetivo ao papel que a família desempenha junto aos filhos nos momentos em que ele está fora da escola.

Por isso, é necessário que as tarefas sejam bem planejadas pelos professores, de forma que não se tornem muito longas e/ou que os estudantes tenham condições de resolvê-las sozinhos.

“A tarefa não pode ter uma conotação tecnicista, no sentido de simplesmente ocupar o tempo da criança”, orienta Daniele, da PUCPR. Ela acrescenta, ainda, que a aprendizagem não acontece só no período escolar, o que faz com que a participação e o comprometimento da família sejam fundamentais para se garantir a qualidade do tempo que a criança passa fora da escola.

Heroínas de ‘Estrelas além do tempo’ inspiram garotas em trabalho de escola nos EUA

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Foto de meninas vestidas como trabalhadoras da Nasa retratadas no filme viralizou nas redes sociais.

Publicado no G1

Uma foto de três crianças vestidas como as protagonistas do filme “Estrelas além do tempo” viralizou em redes sociais e foi compartilhada pelas três atrizes do longa, Taraji P. Henson, Janelle Monae e Octavia Spencer.

A imagem foi criada para um trabalho de escola de Ambrielle-Baker Rogers, Morgan Coleman e Miah Bell-Olson em um colégio em Milwaukee, nos EUA. Elas tinham que criar um projeto para o Mês da História Afroamericana.

Meninas se vestem de protagonistas de 'Estrelas além do tempo' para trabalho de escola (Foto: Divulgação)

Meninas se vestem de protagonistas de ‘Estrelas além do tempo’ para trabalho de escola (Foto: Divulgação)

 

As meninas, então, resolveram imitar as três mulheres (Katherine Johnson, Dorothy Vaughan and Mary Jackson) que foram pioneiras entre trabalhadoras negras na NASA, e foram retratadas no filme. “A professora pediu para criar pôsteres que afirmassem positivamente a excelência dos estudantes e jogasse os holofotes na beleza da cultura afroamericana”, explixou a mãe de Jessica ao site “Huffington Post”.

Policiais compram material escolar para menino que achou mochila no lixo em GO

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Soldados deram "kit" a menino que procurava material escolar no lixo em Rio Verde (GO)

Soldados deram “kit” a menino que procurava material escolar no lixo em Rio Verde (GO)

 

Jéssica Nascimento no UOL

Dois soldados da Polícia Militar de Rio Verde, no interior de Goiás, estavam em serviço de radiopatrulha quando encontraram um menino removendo o lixo em busca de material escolar em frente a uma empresa que compra sucata. Denilton Souza, 28, e Paulo Henrique Aires, 27, foram surpreendidos com a alegria de Gabriel, de apenas seis anos, ao encontrar uma mochila azul rasgada. Emocionados, decidiram fazer uma surpresa ao garoto e compraram roupas, um par de tênis e diversos objetos para a escola.

No kit presenteado pelos PMs, estava um par de tênis

No kit presenteado pelos PMs, estava um par de tênis

Na última segunda-feira (16), por volta das 8h, Gabriel fazia companhia para a avó, Zilda Silva, que aguardava uma empresa que compra materiais recicláveis – já que a renda da família vem de lá. Após encontrar o garoto, a surpresa dos PMs ocorreu no mesmo dia: no começo da noite, a dupla foi até a casa da família entregar os materiais escolares.

A solidariedade dos profissionais começou com uma pergunta do soldado Denilton Souza. Curioso. Ele questionou a criança o que faria com a mochila, que já estava destruída.

O Gabriel me disse que ia estudar. Quando abri a mochila, havia um tênis velho, sem cadarço e com a numeração abaixo do pé dele.”

O policial conta que ficou emocionado com o garoto por lembrar as dificuldades que passou na infância. Desde os sete anos, Denilton vendia jujuba, picolé e até engraxava sapatos para comprar cadernos e livros para a escola. “Eu não vim de uma família rica, né? Então sempre soube que estudar era minha única opção e ser policial sempre foi meu sonho. Em frações de segundos, segurando a mochila, foi possível recordar de tudo isso”, disse ao UOL.

Em uma visita ao comércio da região, os policiais conseguiram arrecadar lápis de cores, canetinha, apontador, tesoura, régua e cola. Além disso, os soldados também doaram uma caminhonete de brinquedo com a caracterização da Polícia Militar. A surpresa só foi possível com a ajuda de comerciantes na região que doaram vários materiais.

Gabriel posa com "kit" ganho de policiais

Gabriel posa com “kit” ganho de policiais

“Ficamos muito felizes em ver os brilhos nos olhos do Gabriel ao receber todos os presentes e sem dúvida foi muito gratificante em saber que ajudamos uma pessoa tão importante. Com certeza mudamos algo para o futuro dele”, disse Paulo Henrique. Segundo a avó, as aulas de Gabriel iriam começar na próxima semana e ele só tinha um apontador de lápis que havia ganhado de uma vizinha.

“Agradeço muito aos policiais militares. Felizmente, meu neto vai conseguir estudar com dignidade. Ficamos muito emocionados, principalmente o Gabriel que é encantado com a PM”, disse a avó.

O garoto estuda no segundo ano do colégio público “Dona Gercina”, dedicado a alunos especiais. O menino é hiperativo e toma medicação controlada.

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