Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged escola

Palavras ofensivas: Professor escreve ‘mau-caráter’ e ‘mentiroso’ em prova de criança

0

bullying

Publicado no Amo Direito

Um professor da escola Aurea Pires Montes de Souza, no bairro Aeroporto Velho, em Rio Branco, escreveu que um aluno de 11 anos era “mal comportado, mal educado, mal criado, mau-caráter e mentiroso” ao devolver a prova de história da criança. O homem escreve ainda que a “única coisa aproveitável” do aluno é a inteligência e que espera que ele a use para o bem.

Professor escreveu que aluno era mau-caráter e mentiroso em prova (Foto: Helen Vitória/Arquivo Pessoal)

Professor escreveu que aluno era mau-caráter e mentiroso em prova (Foto: Helen Vitória/Arquivo Pessoal)

 

Ao G1, a Secretaria de Educação do Acre (SEE-AC) informou que a direção da escola enviou toda a documentação para a o órgão e que deve ser aberta uma sindicância para investigar o caso.

A mãe do menino, a estudante Helen Vitória, de 32 anos, disse que a prova ocorreu no dia 12 de dezembro, mas, após ser entregue pelo professor, o filho ficou com medo e escondeu o papel por ao menos três dias. Somente na última segunda-feira (19), ela parou para ler o que havia escrito na prova.

“Achei um absurdo, meu filho nem sai de casa sozinho, ele não é de ser mal criado na rua. Eu que sou mãe nunca chamei meu filho de ‘mau-caráter’, então, por que um professor tem direito de fazer isso? Essa pessoa é completamente despreparada. Por mais chateado que ele esteja com o aluno, ele jamais pode falar isso. Se ele tinha problemas deveria ter acionado a escola e me chamado. Moro perto da escola, bastava uma ligação e isso seria resolvido”, afirma.

Quando a criança comentou, a mulher diz que pensou ser algo mais leve como um pedido para que o aluno não conversasse durante a aula. Helen diz que não conseguiu acreditar nas palavras que lia e quase chorou quando o filho disse que não sabia o que era um mau-caráter.

“Na hora que li, procurei a coordenação da escola. A direção me apoiou, disse que era uma falta de ética muito grande do professor, tiraram uma cópia da prova e encaminharam para a Secretaria de Educação (SEE). Meu filho ficou muito triste, disse que não sabia o que era um mau-caráter e que não queria ser isso. Eu disse que ele vai ser um homem de bem que vai estudar, se formar e ter um emprego”, conta.

Helen conta que foi chamada algumas vezes na escola devido ao filho conversar durante as aulas. Ela conta também que já havia procurado a direção para reclamar do mesmo professor por não ter aceitado um trabalho do filho que teria sido entregue dentro do prazo determinado. A escola teria informado à ela que o contrato do educador estava encerrando e que não seria renovado para a instituição.

“Meu filho era uma criança alegre e agora as férias começaram e ele nem quer sair para brincar. É muito triste, isso afeta demais uma criança. Quando não aceitou o trabalho do meu filho, a criança questionou e foi expulsa da sala de aula. Achei que meu filho tivesse feito algo de errado, mas disseram que não houve nada errado. Espero que sejam tomadas as medidas necessárias e que isso não aconteça mais com nenhuma criança”, finaliza.

Por Quésia Melo
Fonte: G1

Menina de 10 anos ganha prêmio da Biblioteca Pública de SC após ler 97 livros em um ano

0
Nina e o irmão Theo são incentivados pelo pai, Valmor Fritsche, que é jornalista e editor Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

Nina e o irmão Theo são incentivados pelo pai, Valmor Fritsche, que é jornalista e editor
Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

 

Karine Wenzel, no Diário Catarinense

A estudante Nina Fritsche, 10 anos, de Florianópolis, tem a vida pautada pelos livros. Ainda na barriga da mãe, os pais leram para ela a obra La Niña Nina, do Ziraldo. O gosto pela leitura parece ter passado pelo cordão umbilical. Ela já perdeu as contas de quantos livros leu e diz que as histórias ajudam a afastar o tédio. Lê todos os dias e tem preferência pelos enredos de comédia. Neste ano, a estudante retirou 97 livros da Biblioteca Pública de Santa Catarina (BPSC). Com esse feito, foi premiada na 2ª edição do Estrela da Leitura da biblioteca, sexta-feira, como a jovem que mais retirou livros da biblioteca. A ação tem como objetivo despertar mais fãs de livros por aí.

Parece estar funcionando. O irmão de Nina, Theo, de três anos, segue pelo mesmo caminho. Gosta que leiam para ele antes de dormir e ganhou o prêmio na faixa etária até sete anos. Retirou 65 livros neste ano. O incentivo vem de casa, explica o pai dos pequenos, o jornalista e editor de livros Valmor Fritsche.

– O livro é uma ferramenta para despertar a curiosidade, para ajudar a criança a entender o mundo. Mas ninguém nasce gostando, tem que estimular a criança e então ela vai se apegar aos livros.

Mas Nina e Theo são exceção. No país, o levantamento Retratos da Leitura no Brasil do Instituto Pró-Livro divulgado neste ano mostrou que a faixa etária de 5 a 10 anos leu, em média, menos de dois livros inteiros em três meses.

O assessor da diretoria de gestão da rede da secretaria de Educação de SC, Isaac Ferreira, explica que o brasileiro não tem a cultura da leitura, falta o exemplo dos pais como leitores, não há costume de comprar livros e também há um apelo maior da tecnologia. Porém, ressalta os benefícios do hábito, que ajuda no processo de alfabetização. Além disso, leitores têm mais chances de se tornarem cidadãos mais críticos e com argumentos consistentes:

– Leitura não é só por prazer, é necessidade, é inserção na cultura. Quanto maior a proficiência na leitura, maior o poder de argumentação – acrescenta.
O professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da Udesc Lourival José Martins Filho vai além e diz que a ¿contribuição da leitura para o aprimoramento da experiência existencial do ser humano é indiscutível¿. Mas faz uma ressalva: ninguém nasce leitor:

– Aprende-se a ser leitor e a gostar de ler nas interações que vamos realizando desde a infância. Famílias e professores leitores podem contribuir na formação de crianças leitoras. O real incentivo à leitura é quando família e escola têm a leitura em seu cotidiano.

Para a Biblioteca Pública de SC ações como premiar os alunos que mais retiram livros já começam a render frutos. O número de carteirinhas de cadastrados na biblioteca, empréstimos de gibis e frequentadores do setor
infanto-juvenil dobrou neste ano em relação a 2015.

Vencedores da Estrela da Leitura da Biblioteca Pública de SC

Faixa etária de 0 a 7 anos
Theo Fritsche, 3 anos – 65 livros
Luiza Volpato, 5 anos – 20 livros
Davi Pelicioli e Silva, 5 anos – 19 livros

Faixa etária de 8 a 11 anos
Nina Fritsche, 10 anos – 97 livros
Gael Martos Roberts, 9 anos – 63 livros
Catarina Martins Palharin, 11 anos – 32 livros

Faixa etária de 12 a 17 anos
Pedro Cavalheiro e Silva, 14 anos – 33 livros
Marina Ribeiro Viera, 12 anos – 26 livros
Allana Ellen Martins, 12 anos – 20 livros

Gibis
Pedro Cavalheiro e Silva, 14 anos -130 exemplares

Maioria dos alunos brasileiros não sabe fazer conta nem entende o que lê

0

sala-de-aula-lousa-escola-publica-1398183134814_615x300

Bruna Souza Cruz e Ana Carla Bermúdez, no UOL

Dados do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) 2015, divulgados nesta terça-feira (6), indicam que o desempenho dos estudantes brasileiros em matemática e ciências piorou em comparação aos dados de 2012. Quando o assunto é a capacidade de leitura, os resultados seguem preocupantes, já que a média não mudou desde então– quando a pontuação já era considerada ruim.

Em matemática, de acordo com o relatório, 70,3% dos estudantes brasileiros ficaram abaixo do nível 2 de desempenho na avaliação –patamar mínimo estabelecido pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) como necessário para que o estudante exerça plenamente sua cidadania. Na prática, os alunos não conseguem responder às questões da disciplina com clareza e não conseguem identificar ou executar procedimentos rotineiros de acordo com instruções diretas em situações claras.

evolucao-pisa-matematica-1480982131347_615x436

A média nacional nessa disciplina foi de 377 pontos, muito abaixo da média da OCDE (490). Para se ter uma ideia, as regiões que tiveram as maiores médias foram Cingapura (564), Hong Kong – China (548) e Macau – China (544). Em 2012, a média nacional na mesma disciplina foi de 389. Com isso, o país registrou recuo em seu desempenho.

Segundo a publicação, a habilidade em matemática é definida como a capacidade individual de formular, empregar e interpretar a matemática em uma série de contextos. Isso inclui o raciocínio matemático e o uso de conceitos, procedimentos, dados e ferramentas para descrever, explicar e prever fenômenos. Há seis níveis de proficiência na disciplina.

Metade dos alunos brasileiros continuam com dificuldades de interpretação

Os dados do Pisa 2015 também apontam que 51% dos estudantes não possuem o patamar que a OCDE estabelece como necessário para que se possa exercer plenamente sua cidadania, considerando sua capacidade de leitura. Eles não ultrapassaram o nível 2 dentro da escala de avaliação.

Com isso, é possível afirmar que os jovens brasileiros têm dificuldades em lidar com textos e documentos oficiais, como notas públicas e notícias. Além disso, têm problemas para interpretar informações e integrar contextos.

A pontuação do Brasil foi de 407, enquanto que os países da OCDE tiveram uma média de 493. A média brasileira foi a mesma de três anos atrás, na última edição do Pisa.

evolucao-pisa-leitura-1480982048528_615x411

Na outra ponta, os jovens brasileiros têm mais facilidade em lidar com textos pessoais, como e-mail, mensagens instantâneas, blogs, cartas pessoas e textos informativos. Eles também são bons em localizar e recuperar informação dentro de um texto quando necessário.

Com sua pontuação, o Brasil teve o desempenho inferior ao de regiões como Cingapura– que ficou em 1º lugar com 535 pontos, Canadá (527) e Hong Kong (China) (527).

O desempenho geral dos estudantes brasileiros em leitura está abaixo da média da OCDE desde o início das avaliações da disciplina, em 2000 – conforme mostra o gráfico acima.

Desempenho em ciências segue estagnado

Em ciências, quando são avaliadas a capacidade de lidar com conceitos, teorias, procedimentos e práticas associadas à investigação científica, o Brasil contabilizou média de 401 pontos, valor também inferior ao dos estudantes dos países membros da OCDE (493). Em relação ao Pisa anterior (2012), a média (402) não mostrou grande diferença. O país seguiu estagnado, já que a variação foi de apenas 1 ponto.

evolucao-pisa-ciencia-1480982000779_615x388

Ao comparar com a série histórica, nota-se que os brasileiros apresentaram um crescimento médio de 390 para 405 pontos entre os anos de 2006 e 2009. Mesmo assim, o desempenho dos alunos também já se mostrava ruim.

Dentro da escala de avaliação do ano passado, 56,6% dos jovens brasileiros tiveram desempenho abaixo do nível 2, ou seja, eles não são capazes, por exemplo, de identificar uma explicação científica, interpretar dados e identificar a questão abordada em um projeto experimental simples de complexidade mediana.

Escolas públicas federais ficam à frente das escolas particulares

Na separação dos resultados do Pisa 2015 por rede de ensino, a rede pública federal obteve o melhor desempenho, ficando alguns pontos à frente da média obtida pelos alunos de escolas particulares.

Na área de ciências, a média alcançada pelos alunos das escolas federais foi de 517 pontos, contra uma média de 487 pontos dos alunos de colégios particulares. Em leitura, os desempenhos médios foram de 528 e 493, respectivamente, para os mesmos casos. Já em matemática, enquanto a média obtida pelos alunos da rede de ensino particular foi de 463 pontos, os alunos da rede federal alcançam, em média, 488 pontos.

O desempenho dos alunos da rede pública federal também superou a média nacional em cada uma das três áreas avaliadas– 401 pontos em ciências, 407 pontos em leitura e 377 pontos em matemática.

Escala de proficiência

O estudo de 2015 avaliou 23.141 alunos brasileiros (de 841 escolas), com idades entre 15 anos e 16 anos matriculados a partir do 7º ano. O desempenho dos estudantes foi analisado com base em sete escalas, que vão de 6, a mais alta, até 1b, a mais baixa.

O que é o Pisa

O Pisa busca medir o conhecimento e a habilidade em leitura, matemática e ciências de estudantes com 15 anos de idade tanto de países membro da OCDE quanto de países parceiros. Ele é corrigido pela TRI (Teoria de Resposta ao Item). O método é utilizado também na correção do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio): quanto mais distante o resultado ficar da média estipulada, melhor (ou pior) será a nota.

A avaliação já foi aplicada nos anos de 2000, 2003, 2006, 2009 e 2012. A cada ano é dada uma ênfase para uma disciplina: neste ano, foi a vez de ciências.

Dentre os países membros da OCDE, estão Alemanha, Grécia, Chile, Coreia do Sul, México, Holanda e Polônia, dentre outros. Dentre os países parceiros, estão Argentina, Brasil, China, Peru, Qatar e Sérvia.

Conheça a história de três educadores que estão superando os desafios da vulnerabilidade e conquistando ótimos resultados nos anos finais

0

equidade-principal

Publicado na Nova Escola

Práticas de escolas e redes de ensino nas quais o contexto social não impede a aprendizagem

Aprender é, sim, para todos
Inspire-se em três educadores que estão superando os desafios da vulnerabilidade e conquistando ótimos resultados nos anos finais

Conhecer as práticas de escolas que conseguem garantir o aprendizado de seus alunos em contextos sociais desfavoráveis pode ajudar mais educadores a melhorar suas práticas. São histórias assim que relatam o professor Ademir Almagro, o diretor escolar Amaral Barbosa e o diretor pedagógico municipal Francisco Jucelio dos Santos. Esses educadores foram identificados no estudo Excelência com Equidade, da Fundação Lemann, que, em parceria com o Itaú BBA, levantou em 2012 histórias de instituições públicas em todo Brasil com resultados surpreendentes no Ensino Fundamental 1. Em 2016, com apoio do Instituto Credit Suisse Hedging-Griffo, traz bons casos nos anos finais. As estratégias usadas pelos três são exemplos de formas possíveis e replicáveis de ajudar a transformar a Educação dos estudantes brasileiros.

Durante a pesquisa, o desafio de identificar escolas de sucesso do 6º ao 9º ano em situações adversas se mostrou complexo. Isso porque, além do contexto, existem fatores inerentes a essa fase que ajudam a aumentar o fracasso escolar. Entre eles, o fato das novas aprendizagens dependerem de saberes que deveriam ter sido consolidados nas etapas anteriores e a fragilidade da formação docente em didática nos cursos de licenciatura. Diante desse quadro, os critérios de seleção utilizados no levantamento dos anos iniciais – como ter ao menos 70% dos estudantes com aprendizagens adequadas e apresentar um baixo percentual de alunos com saberes insuficientes na Prova Brasil – tiveram de ser adaptados para encontrar escolas que estejam no caminho certo para alcançar a excelência com equidade.

Seis instituições se destacaram e sete ações comuns a todas ficaram evidentes para atingir os resultados: oferecer condições para que os estudantes permaneçam na escola, como projetos estimulantes; ter apoio pedagógico da Secretaria de Educação; contar com gestores que fortaleçam o vínculo dos professores com a instituição; considerar o contexto dos estudantes na prática educacional; garantir o tempo pedagógico necessário; ter formas de avaliação que ofereçam elementos para melhorar o trabalho em aula e ter a leitura como rotina. São algumas dessas práticas que Ademir, Amaral e Francisco Jucelio usam em suas rotinas educacionais.

Estimular os alunos com propostas envolventes é o que o professor Ademir busca todos os dias em suas aulas na EMEB Professora Hebe de Almeida Leite Cardoso, em Novo Horizonte, no estado de São Paulo. Depois de se formar em licenciatura em História e não ter tido nenhuma disciplina específica sobre didática, ele buscou nos livros respostas sobre como poderia melhorar sua forma de ensinar. “No início, achava que bastava dar o conteúdo, mas via que não estava ajudando os alunos”, conta o docente. Depois de passar dez anos lendo sobre Educação para aprimorar sua docência, ele reuniu algumas estratégias e se apoia em três pilares para melhorar os resultados de sua turma: relacionar o conteúdo com a vida dos alunos, quebrar a monotonia com atividades que garantam a participação de todos e envolver a classe na revisão. “Cada um tem seu estilo de aula, eu encontrei o meu, mas a verdade é que só nos tornamos professor quando conseguimos que os alunos aprendam”, afirma o docente.

Na EEF Miguel Antonio de Lemos, onde Amaral atua como diretor, 95% dos educadores foram estudantes da escola, o que por si só já garante um intenso vínculo com a instituição. Porém, a parceria que ele estabelece com a equipe docente, assumindo a corresponsabilidade pela aprendizagem dos alunos, torna esse comprometimento dos professores ainda mais forte. Junto com a coordenação pedagógica, o diretor faz observações das aulas para ajudar a aprimorar o trabalho em sala. “Muitos docentes servem de inspiração aos nossos alunos, que os veem como um exemplo de conhecimento e de futuro. Já os educadores se enxergam naquelas crianças, pois já foram elas um dia”, diz Amaral. Os resultados da pequena unidade de ensino localizada em uma comunidade rural e extremamente carente de Pedra Branca, no sertão cearense, surpreendem e mostram que eles estão no caminho certo.

Por fim, Francisco Jucelio comprova o quanto o apoio pedagógico da Secretaria de Educação pode fazer toda a diferença no desempenho escolar dos estudantes. Em Brejo Santo, no Ceará, os profissionais da rede estão perto dos professores. Eles visitam periodicamente todas as escolas e fazem acompanhamento do trabalho pedagógico. São as informações coletadas nesses momentos que pautam a formação realizada bimestralmente. “Há uma noção muito maior de conjunto e uma identificação dos professores com os formadores. Com isso, fortalecemos a prática e valorizamos o trabalho docente”, afirma o coordenador.

A literatura na sala de aula: como incentivar seus alunos a lerem mais

0
Trazer o tema para o cotidiano é uma forma de despertar a vontade de ler  |  Fonte: Shutterstock

Trazer o tema para o cotidiano é uma forma de despertar a vontade de ler | Fonte: Shutterstock

 

Algumas dicas simples podem fazer os estudantes se interessarem mais pela leitura

Publicado no Universia Brasil

É verdade que, às vezes, fazer com que os alunos leiam alguma obra – em especial da literatura clássica – se mostra uma tarefa bastante difícil. Alguns reclamam, outros não leem por completo e muitas vezes as aulas acabam rendendo menos do que o professor gostaria. Nós reunimos algumas dicas de como atrair os alunos para os livros:

Trabalhar em grupo tende a fazer com que os estudantes se sintam mais animados sobre trabalhos em geral. Com a leitura é a mesma coisa. Sempre que possível, separe a turma e ofereça opções de obras para eles escolherem.

Outro recurso interessante que pode ajudar na memorização – e também no aumento do interesse – é fazer com que os alunos marquem os trechos que mais acharam importantes. Um livro cujo o aluno pode retirar alguma frase que irá se relacionar com a sua vida com certeza marcará mais na memória do que outro em que isso não seja possível.

Muitos jovens acabam por ter seu interesse pela leitura despertado após ver a obra adaptada para o cinema. Incentive os alunos a conhecerem filmes relacionados ao livro em questão. Você mesmo pode passar trechos de alguns durante a aula. As imagens tendem a captar a atenção e instigar o espectador a conhecer mais sobre a história.

Uma das principais dificuldades que os alunos têm na hora de se relacionar coma história de um clássico é a distância no tempo. Traga o tema do livro para a atualidade e incentive os estudantes a buscarem no dia a dia fatos atuais que se relacionem com algo vivido por determinado personagem.

Quando o personagem se torna próximo do leitor, o interesse pela história aumenta. Que tal propor aos alunos a criação de perfis para os personagens principais? Rosto, características, personalidade. Peça-os para construir essa pessoa a partir do que eles sentem sobre ela enquanto leem.

Varie o tema. Busque mesclar obras fundamentais com obras contemporâneas, que atraiam o gosto dos alunos de acordo com a faixa etária. Após uma obra mais densa, estude outra que esteja mais presente no cotidiano dos estudantes. Fazer essas trocas ajuda na hora de incentivar e faz com que eles anseiem para chegar ao livro escolhido pela turma logo.

Go to Top