Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged escola

Derrubem os muros das escolas

0

Gilberto Dimenstein, na Folha de S.Paulo

Imagine cada estudante, apenas munido de um celular, conseguir transformar a cidade numa grande sala de aula _e, assim, derrubar os muros das escolas.

Pelo celular, os alunos poderiam ver o que a cidade oferece de educativo nas mais variadas áreas de aprendizado: gastronomia, esportes, empreendedorismo, saúde, cultura.

E, junto com o celular, as melhores aulas disponíveis pela internet, fazendo uma ponte entre o que o estudante vivencia nas ruas (museus, teatros, cinemas, espaços culturais, parques).

Essa é a experiência, juntando virtual e presencial, rua e escola, que embala o projeto, a ser lançado na próxima semana, pelo movimento Todos Pela Educação, em parceria com entidades como Unicef, entidades não-governamentais, fundações empresariais, entidades representativas de secretários estaduais e municipais da educação, além do Ministério da Educação.

A experiência começa numa mais vistosas vitrines brasileiras: as 12 cidades que vão sediar a Copa.

O que já sabemos que a educação é um desafio complexo demais para ficar apenas nas mãos das escolas.

Uma escola sem paredes

0

Publicado originalmente no Hypeness

Quem não gostaria de estudar na Vittra Telefonplan, na Suécia? O conceito deles aborda o fato de que o ambiente escolar é a maior ferramenta de aprendizagem. A escola tem cinco ambientes divididos em : A caverna (um espaço reservado para estudar), O laboratório (experiências e trabalho prático), Fogueira (Aulas em grupo), O furo (um lugar para desenvolver nossos impulsos), e o Teatro (Um lugar para se mostrar e descobrir coisas novas).

Criação do arquiteto Rosan Bosch.

Professores são proibidos de interagir com alunos na internet

0

Alunos do Internacional participaram de palestras e oficinas sobre os perigos da rede virtual
Foto: Divulgação

Publicado originalmente no Terra.com

No meio da aula, o aluno desvia o olhar do quadro depois de ouvir um bipe de dentro da mochila. Na sala ao lado, frente aos computadores, um grupo de meninas tenta acessar a página virtual de sua banda preferida, sem sucesso. As cenas são corriqueiras nas escolas brasileiras: desde que as redes sociais revolucionaram a navegação na internet, ficou difícil para professores e pais se manter à sombra da discussão.

Em Nova York, o Departamento de Educação foi radical: publicou recentemente um guia de orientação voltado aos professores e que os proíbe de se comunicar com alunos em blog e redes sociais – vale para Facebook, Twitter, YouTube, Google+, Flickr e qualquer outro similar. Segundo o Social Media Guidelines, caso a utilização de um perfil online esteja ligada à realização de uma atividade pedagógica, é preciso criar uma conta profissional. Ainda assim, não se deve adicionar estudantes. O documento é apresentado como um guia que ajuda “funcionários e estudantes a utilizar as mídias sociais de uma maneira segura e responsável”.
Por aqui, as escolas adotam medidas diversas. Há quem se aproxime da visão americana. É o caso da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri, em São Paulo, cujos professores também não devem manter contato com estudantes via redes sociais.

“Pedimos que eles não adicionem os alunos, até para evitar problemas caso alguém adicione um professor e o docente, por descuido, não aceite. Pode acontecer acidentalmente, e nós queremos evitar esses problemas”, explica o coordenador de tecnologia educacional da escola, Francisco Amâncio Cardoso Mendes. Os funcionários também são orientados a não responder comentários nem se envolver em discussões a respeito da escola – nesses casos, devem notificar a instituição. A escola chegou a ter uma página no Facebook, mas a experiência não deu certo. “Paramos de abastecê-la com conteúdo, porque nem todo mundo na rede age de maneira ética. Há comentários maléficos, e não queremos alimentar esse tipo de movimento. Nós preferimos ficar à margem das redes sociais”, diz Mendes. A utilização de Facebook, Twitter e similares é vetada nas salas de aula.

Mas o colégio não ficou de fora da discussão sobre redes. Desde o ano passado, tem promovido ações com o objetivo de conscientizar alunos, pais e docentes sobre eventuais perigos da internet. Depois de uma palestra sobre internet segura e capacitação dos funcionários em 2011, neste ano, professores e alunos tiveram duas semanas voltadas à discussão de questões relacionadas ao tema. “Primeiro, os temas foram trabalhados em sala de aula, em todas as disciplinas. Queríamos instigá-los a pensar sobre o que colocam na rede social, com quais objetivos e de que forma isso acontece”, explica o coordenador. Depois dos debates, foi ministrada uma oficina para que os alunos apresentassem suas dúvidas e discutissem suas inseguranças. “Trabalhamos para mostrar que a rede social é benéfica, desde que o usuário tenha cuidado, saiba se prevenir e perceba que esse é um espaço público, e não apenas dele”, destaca. Mendes explica que a iniciativa não surgiu de problemas causados pelas redes. “Acreditamos que a conscientização é melhor que a correção, o que nos leva a agir preventivamente, mostrar os perigos. Mostramos para os alunos o que aconteceria em casos de cyberbullying, invasão de perfil ou vazamento de informações em redes sociais”, conta. A Escola Internacional de Alphaville também investe no uso de tablets e aposta na utilização de aplicativos educativos para realização de atividades pedagógicas.

Escola de Porto Alegre é a primeira a criar cartilha de uso das redes
Problemas de privacidade e difamação são uma constante nas redes. Mas, para o doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Paris V Alex Sandro Gomes, é papel da escola conscientizar crianças e jovens. “Essa geração tem muita habilidade técnica, mas pouca habilidade social. Eles se expõem demais e lidam muito mal com questões de privacidade. Se é papel da escola mostrar que o cidadão deve dirigir com responsabilidade ou respeitar os mais velhos, o mesmo vale na hora de alertar sobre a internet”, compara. O especialista diz, no entanto, que não é dever da escola punir caso o comportamento no ambiente virtual seja inadequado. “Essa é uma questão de regulamentação. A partir dos 16 anos, alunos e professores podem responder civilmente por seus atos. Não cabe à escola criar regras e normas. A legislação dá conta disso, caso o erro seja grave. O papel da instituição de ensino não é regulamentar, e sim conscientizar”, afirma Gomes.

Pioneiro na criação de uma cartilha do gênero, o Colégio Farroupilha, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, apresentou o Guia de Postura nas Redes Sociais à comunidade escolar no início deste ano. Entre recomendações para evitar a publicação de conteúdos ofensivos e difamatórios, além de verificar a veracidade de qualquer informação antes de transmiti-la a outras pessoas, pais, professores e alunos foram convidados a refletir sobre comportamento em ambientes virtuais. “Não podemos nos isentar de orientar os alunos em relação à postura nos meios virtuais”, diz a psicóloga educacional do Farroupilha, Luciana Motta. A instituição compreende, segundo a especialista, que a maior parte da interação nas redes acontece fora do ambiente escolar, mas que ações além dos muros do colégio podem refletir positiva e negativamente na convivência entre alunos, professores e funcionários. “Entendemos que, nesse momento, precisamos nos aliar às famílias. Todos os responsáveis receberam o guia, mesmo os de alunos pequenos que ainda não conseguem ler. Esses pais também precisam estar preparados”, afirma.

A instituição tenta equilibrar o uso das redes: os acessos normalmente são bloqueados, mas há liberação para realização de tarefas de sala de aula – as ações, no entanto, são integralmente monitoradas. Em parceria com o setor de tecnologia educacional do Farroupilha, professores estimularam a criação de esquetes teatrais sobre os riscos da rede e gerenciaram a criação de perfis online. “Eles puderam ver o que é permitido colocar no Facebook, além de perceber que tipo de ação acabaria os expondo. Uma questão atual que respinga no ambiente escolar é o cyberbullyng, porque é muito mais fácil dizer coisas quando não se está frente a frente. Nossos alunos aprenderam a ter uma postura ética nas redes e respeitar os outros usuários”, diz. O Farroupilha não desestimula contatos virtuais entre professores e aluno. “A recomendação que damos é de que tenham bom senso. Nossa preocupação é garantir que os papeis fiquem bem definidos. Professor é professor, aluno é aluno, e é assim que deve ser também nas redes sociais”, afirma Luciana.

dica do Chicco Sal

Professora diz ser agredida a socos por aluno de dez anos

0

Maycon Corazza, no CGN

Uma professora registrou um boletim de ocorrência contra um aluno de dez anos, ontem (24), em Maringá. A mulher afirma ter sido agredida fisicamente e verbalmente pelo garoto na terça-feira (23), durante um passeio de uma escola do Conjunto Santa Felicidade.

O aluno do ensino fundamental teria se revoltado após a professora ter chamado a sua atenção por desobediência. Na versão da vítima, ao ser advertido, o garoto a xingou e a agrediu com socos.

No retorno do passeio as agressões foram relatada à direção da escola que tentou, sem sucesso, contatar a mãe do aluno que, segundo a professora, nunca responde aos chamados da escola. A educadora disse ainda que essa não foi a primeira vez que o garoto apresentou comportamento agressivo.

O caso foi registrado pela Polícia Civil como injúria e será encaminhado ao Conselho Tutelar por envolver um menor de 12 anos. A mãe do garoto deverá ser convocada a prestar esclarecimentos.

Para analistas, baixa qualidade do ensino e taxa de reprovação “expulsam” jovem da escola

0

Alunos assistem a aulas a distância para o ensino médio no Amazonas

Cristiane Capuchinho, no UOL

Caiu o número de jovens na escola a partir dos 15 anos de idade. O dado da Pnad 2011 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), explicita um problema que preocupa há algum tempo pesquisadores da educação: a escola não consegue reter o adolescente.

Segundo a Pnad, 83,7% dos jovens entre 15 e 17 anos estudavam em 2011. O número é mais baixo do que o apurado em 2009, quando a taxa era de 85,2%. Isso siginifica 1,7 milhão de jovens fora da escola – população equivalente à de Curitiba.

“O jovem que vai à escola não encontra o professor de determinada disciplina ou não tem a aula de maneira adequada. Esse jovem percebe que essa escola [da maneira como é oferecida] não garante um lugar no mercado de trabalho. Então considera que o mais lógico é abandonar a escola”, explica a professora Marcia Malavasi, da Faculdade de Educação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). “Dessa maneira, a escola ‘expulsa’ os jovens do ensino médio”, conclui.

Uma pesquisa realizada pelo Ibope, em parceria com o Instituto Unibanco, em 2011 mostra que os estudantes do ensino médio perdem entre 17% e 40% dos dias de aulas, na maioria dos casos, por falta de professor.

Desinteresse
“O jovem diz que não tem interesse, não tem saco, não gosta da escola”, afirma Haroldo Torres, diretor de análise e disseminação de informações da Fundação Seade. Segundo ele, até existe um reconhecimento de que estudar “é importante para o futuro”, mas isso não se traduz em esforço para se manter na escola.

A falta de interesse do aluno parece ser resultado de um conjunto de situações, que vão da baixa qualidade do ensino, falta de professores e altos índices de reprovação a problemas de infraestrutura escolar, como a falta de bibliotecas e salas de estudo.

“O jovem tem dificuldades para chegar até a escola, pois é longe e o transporte é caro. Quando ele chega, não tem professor e a escola sequer tem uma biblioteca para manter o aluno ali estudando”, critica Marcia.

Retenção
A probabilidade de evasão do jovem aumenta conforme o número de repetências no histórico escolar. “O nosso sistema é muito reprovador, sobretudo em algumas regiões. No Nordeste, por exemplo, é muito comum as pessoas ficarem retidas no ensino fundamental”, explica Torres.

O Censo Escolar de 2011 revelou que a taxa de reprovação no ensino médio brasileiro atingiu 13,1%, maior número desde 1999.

A avaliação de que os altos índices de retenção desestimulam o aluno ecoa na fala do pesquisador Simon Schwartzman, do Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade).

“A educação pública brasileira é em geral muito mal gerenciada, com níveis absurdos de reprovação e dependência. Basta “arrumar a casa”, garantir que os professores venham e dar aulas de reforço para os alunos que ficam para trás para que os indicadores comecem a melhorar”, diagnostica.

Estrutura
Apesar do aumento no investimento no ensino médio, com a criação do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) que atende toda a educação básica, os números do ensino médio não melhoraram. Uma das hipóteses é de que o currículo não agrade a esse jovem.

“É importante deixar de obrigar todos a seguirem os mesmos currículos, abrir espaço para escolhas, e ampliar de maneira muito significativa a alternativa de formaçao profissional sem mantê-la atrelada ao ensino médio regular”, argumenta Schwartzman.

Go to Top