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Ben & Jerry’s oferece sorvete em troca de material escolar

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Ação tem como objetivo fazer doações para ONGs relacionadas à educação

Gabrielli Menezes, na Veja SP

Até a próxima sexta (20), a Ben & Jerry’s oferecerá uma bola de sorvete no sabor morango para quem levar a uma das unidades materiais escolares para doação. Valem objetos como cadernos, fichários, tinta guache, pincel, mochilas, entre outros. As peças não precisam ser novas, mas em boa condição de uso.

Em São Paulo, as doações serão encaminhadas para a ONG Casa dos Curumins, que auxilia crianças de 5 a 15 anos de comunidades no distrito da Pedreira a terem acesso à educação.

As doações podem ser feitas nas quatro unidades da Ben & Jerry’s em São Paulo: Oscar Freire, Shopping Anália Franco, Conjunto Nacional e Shopping Morumbi.

Saiba como motivar os seus filhos para o estudo

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Carmen Saraiva, no Delas

É tempo de avaliar os resultados do primeiro trimestre escolar e perceber se há arestas a limar no que toca ao estudo. O seu filho sente-se motivado, ou nota nele pouco interesse pela escola? É proativo e responsável, ou tem de o lembrar constantemente que na semana seguinte terá dois testes? Como deve proceder para lhe dar aquele “empurrãozinho” para melhorar as notas?

Ana Manta, psicóloga, mãe de três filhos e autora dos livros ‘Motivar os filhos para o estudo’ e ‘Filho, presta atenção!’, da editora Clube do Autor, beneficiou da sua própria experiência enquanto mãe e educadora para ajudar outros pais a lidar com as complicações diárias que o estudo (ou a falta dele) trazem à rotina familiar. Segundo a especialista, a chave está em saber cativar a atenção e a curiosidade da criança consoante a sua idade, tornando divertida a aprendizagem.

“Ao longo do percurso escolar a criança vai mudando de interesses e de gostos. Para uma criança no primeiro ciclo uma boa forma de motivar é através de jogos e desafios, por exemplo, trabalhando conceitos de gramática através de sopa de letras (use dois pacotes de massa sopa de letras, uma caixa de plástico e vários cartões com conceitos gramaticais). Os pais devem mostrar sempre aos filhos que a escola é uma coisa boa, que pode ser divertido. Estabelecer rotinas é fundamental para a adaptação, para uma criança desta idade se sentir segura e tranquila deve saber o que se vai passar a seguir.”

No que diz respeito aos mais velhos, podem ser propostos outro tipo de desafios mais exigentes. “No livro ‘Filho, presta atenção!’ existe um capítulo destinado a filhos adolescentes. Mas o mais importante para motivar os filhos em qualquer idade é confiar neles e transmitir-lhes essa confiança.”

Para a psicóloga, o apoio e incentivo dos pais é essencial para o sucesso escolar, mas há que saber traçar a linha entre o apoio e interesse natural pelo percurso escolar da pressão para os bons resultados que alguns pais, consciente ou inconscientemente, transmitem aos filhos e que, segundo Ana, é contraproducente.

“A criança consegue distinguir bem as coisas: uma coisa é o interesse, que é normal e saudável; outra é a pressão pelos resultados. Nenhum tipo de pressão é positivo e nenhuma criança consegue ter bons resultados neste tipo de ambiente.”

Rita Sousa, mãe de Lourenço, 7 anos, e de Pedro, 12 anos, reconhece que por vezes se excede na sua tentativa de motivar os filhos para os bons resultados. “Tento acompanhar ambos com afinco, mais o Pedro do que o Lourenço, claro, que ainda está no início. E sei que por vezes exagero na forma como exijo deles sempre mais e melhor. O meu objetivo é o mais nobre, tentar que aprendam que tudo se consegue com trabalho, uma lição para a vida, mas por vezes penso se não os estarei a pressionar demasiado.”

Palavras mágicas

Motivar uma criança ou adolescente pode ser tão simples quanto proferir uma única palavra ou frase. Ana Manta refere que “Deve dizer-se sempre, todos os dias, que os amamos e que o que mais queremos é que sejam felizes. O incentivo tem de ser natural, qualquer criança aprende muito melhor e tem melhores resultados se se sentir segura e amada.” Rita Sousa é exemplo disto, e garante que não se esquece de lembrar aos filhos constantemente que os adora, quer tenham boas ou más notas. Quando as avaliações superam as expectativas, Rita prefere recompensar o sucesso com saídas em família ou outro tipo de atividades divertidas, em vez de bens materiais.

“A minha mãe dava-me sempre um bom presente no final de cada ano letivo, se as notas estivessem acima da média, o que sempre aconteceu. Eu posso até dar uma lembrança a cada um, mas nunca a associo ao final do ano nem às boas notas.”

Ana Manta corrobora: “Devemos incentivar sim, com elogios e com pequenos gestos diários, nunca com presentes materiais. A criança não deve sentir que é «paga» para ter boas notas. Uma boa forma de recompensar é ler os testes com eles, perceber o que correu bem, o que correu menos bem. Reconhecer com pequenos privilégios, uma sobremesa especial, uma palavra de apreço, um recadinho na lancheira, enfim, com mimo…”, explica a especialista.

Dever de casa, sim ou não?

Habitualmente, o momento mais conflituoso do dia em muitas casas acaba por ser a realização dos deveres de casa, que muitos professores optam por enviar apenas à sexta-feira. Muitos pais insurgem-se atualmente contra estes exercícios, alegando que são desnecessários e diminuem ainda mais o tempo de qualidade em família, mas Ana Manta acredita que os deveres de casa não têm de ser o “bicho-papão”.

“Os deveres de casa, com conta peso e medida, são benéficos, fomentam a responsabilidade e são uma forma de os pais terem conhecimento do que os filhos estão a aprender na escola. O ideal é que os deveres de casa não ultrapassem os 30 minutos por dia. Penso que os pais devem incitar a realização dos mesmos, já que deve haver sintonia entre a escola e a família.”

Rita Sousa considera que em alguns casos os deveres de casa podem sim ajudar a consolidar matéria, mas tem noção de que os filhos passam já grande parte do seu dia nas instalações escolares, o que torna preciosos todos os minutos em casa. “Sim, por vezes preferia que não trouxessem deveres de casa, já que a sobrecarga horária é uma realidade. Tento desdramatizar e não lhes dar a entender que não valorizo os deveres de casa, para lhes incutir esse sentido de dever, e normalmente o que acontece é que acabo por ajudá-los, para que os terminem mais depressa e possamos fazer outra coisa agradável a seguir, o que também os motiva. A verdade é que também eu fazia os meus trabalhos de casa responsavelmente, e acredito que assim seja o correto.” Ana Manta assegura que deve existir um tempo estipulado para o estudo diário em casa, nada de muito rígido, mas regular, sem nunca esquecer a importância da brincadeira. “Meia hora por dia é o suficiente para mostrar aos pais o que se aprendeu, mas claro que a partir do segundo ciclo esse tempo deve aumentar. No entanto, nunca devemos esquecer que as crianças precisam de brincar e que a brincar se aprende muita coisa.” A psicóloga aconselha também atividades extracurriculares divertidas que façam a criança feliz e que a ajudem a descontrair. “A música é das atividades que mais ajudam na concentração. A dança também ajuda a trabalhar o ritmo e a concentração, mas cada família saberá escolher tendo sempre em conta a personalidade dos filhos.”

Desdramatizar os maus resultados

Rita Sousa considera-se felizarda por ter dois filhos que, até agora, têm demonstrado interesse pela escola e alcançam bons resultados. No entanto, sabe que se assim não fosse, não deixaria de lhes prestar todo o seu apoio do mesmo modo, para que não se sentissem “sozinhos”. “Acho que é fundamental que eles percebam que uma má nota não compromete o valor do esforço, que o essencial é não baixar os braços, e que eu estarei lá para os ajudar a superar esse percalço, no dia em que acontecer.” Ana Manta reforça que “Nenhuma criança gosta de ter maus resultados, e é quando os tem que mais precisa de um pouco de colo, de um abraço forte… Se sentirmos que o seu esforço não foi suficiente, aí é importante refletir em conjunto sobre o que falhou para que na próxima vez possa correr melhor. O mais importante é a criança sentir que não está só no caminho, tem o apoio dos seus pais.”

E porque é que há crianças que naturalmente têm inclinação para o estudo, e outras que fogem dos livros como o diabo da cruz? A especialista explica: “Cada criança é única, para além do seu patrimônio genético e da educação, tem algo que é só seu: o seu temperamento. Cada uma delas tem a sua forma de se relacionar com o estudo, no entanto, o nosso dever como adultos e responsáveis pela sua educação é incentivar, levá-los a perceber que a escola é uma coisa boa e que é o sítio certo para aprender e descobrir coisas novas.”

Conheça a escola multicolorida em Singapura que foi pensada para ser uma extensão da sala de aula

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publicado no Mistura Urbana

Fico muito feliz quando vejo mudanças positivas no ambiente escolar, seja introduzindo novas atividades como a Yoga e a Meditação, seja incentivando o aprendizado ao ar livre ou ensinando Permacultura.

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Em Singapura, a escola primária Nanyang resolveu criar um ambiente totalmente diferente aos modelos já existentes, colocando a arquitetura como destaque para chamar a atenção de crianças e adultos do mundo todo. A construção foi pensada de modo a ser um espaço moderno e totalmente colorido que ocupou o lugar de um prédio antigo que existia antes.

O projeto foi realizado pelo Studio505 da Austrália, e foi pensado para a escola ser uma extensão para todos os alunos, não somente com salas de aula, mas ser uma alternativa de recreação ao ar livre para andar de bicicleta, correr e brincar nos momentos de pausa.

A escola multicolorida alegra não só pelas cores, mas pela criatividade e os detalhes pensados de uma maneira que deixa à todos mais animados, criando um ambiente mais agradável para todos que frequentam a escola: pais, alunos, funcionários e visitantes.

Incrível!!!

Estudante com deficiência intelectual consegue aprovação na UFS

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Italosandro Santos vai cursar ciências biológicas.
Estudante foi aprovado pela cota do Sistema Unificado de Seleção (Sisu).

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Publicado em G1

Aos 33 anos de idade, com muito esforço e uma vontade de aprender, o estudante Italosandro Santos provou que quando obstáculos se impõem aos seus objetivos, eles podem e devem ser superados. Portador de deficiência intelectual, ele acaba de ser aprovado pelo Sistema Unificado de Seleção (Sisu) para o curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

“Estou muito feliz e ansioso para começar logo a estudar”, comemora o estudante.

Estudante egresso da rede pública, Ítalosandro cursou o ensino médio no Colégio Estadual Irmã Clemência, no município de Capela, onde reside. Paralelo a isso, enquanto cursava o ensino médio, participou também do programa Pré-universitário, da Secretaria de Estado da Educação (Preuni/SEED), no polo localizado na mesma cidade.

Aposentado, o pai de Italosandro, Willian Santos, explica que a merecida conquista não foi fácil. Morando um pouco afastado da sede do município, o aluno manteve, durante três anos, uma rotina diária longa.

“Ele se descolava para a escola com o transporte escolar, que o trazia de volta no final da tarde e em seguida o levava novamente, à noite, para as aulas de revisão do Preuni/SEED”, afirma Willian.

O pai dele ressalta ainda que o estudante fazia questão de participar também dos aulões realizados pelo Preuni em Aracaju. “Juntamente com outros estudantes ele pode aprender mais, e isso certamente contribui para o seu resultado”, disse Willian, demonstrando ter consciência de que o filho enfrentará ainda muita dificuldade nessa nova trajetória.

Conquista
A coordenadora do Preuni/SEED, Laila Gardênia, considera inédito esse resultado, com uma vitória tanto para o recém-aprovado e sua família, quanto para o Governo de Sergipe.

De acordo com Gardênia, o ingresso de Italosandro no nível superior irá contribuir para o desempenho intelectual e social dele.

“É gratificante para nós que fazemos parte do Preuni/Seed receber essa notícia, pois por meio disso pudemos comprovar mais uma vez a eficiência da nossa política de ensino.Mesmo com todas as dificuldades impostas, Ítalo é uma demonstração de superação e certamente se tornará um exemplo”.

Para gostar de estudar

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Trabalho, gravidez e ensino desinteressante empurram jovens para fora da escola

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Antônio Gois, em O Globo

Desinteresse pela escola, necessidade de trabalhar e gravidez/filhos. São esses os três fatores que mais aparecem em pesquisas que investigam por que os jovens abandonam os estudos. A mais recente delas foi publicada no livro “Juventudes na Escola, Sentidos e Buscas: Por que Frequentam?”, organizado pelo MEC, Organização dos Estados Ibero-Americanos e pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais.

A pesquisa entrevistou 8.283 jovens, em cinco capitais e em outras cinco cidades com mais de 100 mil habitantes, que estudam no ensino médio regular, na educação de jovens e adultos (antigo supletivo) ou no programa Projovem Urbano. Em geral, a necessidade de trabalhar (28% das respostas) foi a razão mais citada, seguida de questões de família (21%) e gravidez (11%). Se somadas as respostas que apontavam para o ambiente escolar (não gostar de estudar, problemas na escola, ensino desinteressante ou colégio violento), o percentual foi de 19%.

Como era de se esperar, esses indicadores variam de acordo com sexo e modalidade estudada. Para homens, a necessidade de trabalhar foi sempre a razão mais citada. Para mulheres, as causas mais apontadas foram sempre a gravidez e questões de família, resposta que está diretamente ligada à maternidade ou necessidade de trabalhar para sustentar a família. Esta relação, explica Miriam Abramovay, uma das coordenadoras da pesquisa junto com Julio Waiselfisz e Mary Garcia Castro, apareceu com frequência nas entrevistas qualitativas feitas com grupos de jovens.

Os dados da pesquisa sinalizam mais uma vez que há questões externas à escola, que escapam ao controle de professores e diretores, e que acabam por influenciar no fracasso do aluno. Ao mesmo tempo, há também problemas que precisam ser corrigidos dentro do ambiente escolar e que empurram uma parcela dos jovens para fora da sala de aula. É claro que esses fatores externos e internos estão muitas vezes correlacionados, pela junção do desinteresse pelo estudo com a necessidade de trabalhar e cuidar dos filhos.

Outros estudos que traçaram um perfil do jovem que abandona a escola detectaram que o atraso escolar e a repetência são dois fortes fatores a prenunciar a evasão. No caso da repetência, um dado surpreendeu os pesquisadores: a maior parte dos jovens (40%) diz que a repetência é motivada principalmente pela falta de esforço dos próprios estudantes.

Para Miriam Abramovay, o dado reflete uma visão “adultocêntrica” e negativa que os jovens têm de si próprios: “Muitos desses jovens não veem a escola de qualidade como um direito. É como se fosse um favor. E, quando o aluno repete, a culpa é dele mesmo, que não se comportou bem. Falta uma visão crítica de exigir que a escola seja boa”.

Para a pesquisadora, porém, a principal constatação da pesquisa apareceu nas entrevistas qualitativas. Os jovens relataram com frequência que gostavam ou não de estudar uma determinada disciplina não por causa do tema ensinado, mas, principalmente, pela qualidade do professor. “Gostar ou não de uma disciplina não tem relação só com essa disciplina. Tem relação principalmente com a atitude do professor. Ele é reconhecido pelos jovens como um agente fundamental para reter o aluno na escola”, resume Miriam Abramovay.

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