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Mulheres são mais interessadas em prosseguir os estudos, aponta pesquisa

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Mulheres são mais interessadas em prosseguir os estudos, aponta pesquisa

Mulher em laboratório (Getty Images/Pixland/VEJA)

Estudo elaborado pelo Instituto Unibanco revela que 93% das alunas do ensino médio pretendem fazer faculdade, contra 78,3% dos meninos. A pesquisa ouviu 4.724 estudantes da rede pública de São Paulo e Rio de Janeiro

Luana Massuella, na Veja

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Unibanco com alunos do ensino médio da rede pública revelou que 93% das mulheres pretendem ingressar na faculdade, contra 78,3% dos homens. Outros dados da pesquisa mostram o maior interesse das meninas pelos estudos: 73,3% das alunas ouvidas pretendem fazer o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) – enquanto 57,1% dos meninos mostrou interesse em realizar a prova. Quanto à intenção de obter uma qualificação profissional e/ou técnica, 84% delas pretendem fazê-lo – contra 80% deles.

“Os dados reafirmam que as meninas estudam mais, têm mais anos de escolaridade, e se dedicam mais aos estudos”, diz Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco. “Entretanto, é importante apontar disparidades de gênero que ainda persistem na educação, como a falta de meninas seguindo carreiras científicas e de exatas”, completa.

O estudo mostrou também que, para os estudantes da rede pública, o ensino médio é uma transição para o trabalho – segundo a pesquisa, 68% dos alunos vão à escola para aprender conteúdos e habilidades para ser um bom profissional e 78,7% gostariam de fazer um curso técnico ou obter uma qualificação profissional.

A pesquisa ouviu 4.724 jovens, estudantes do ensino médio da rede pública de São Paulo e Rio de Janeiro. Das 34 escolas participantes do estudo, três são do Rio de Janeiro. Na cidade de São Paulo, somam-se 24 escolas, quatro em Osasco, duas em Carapicuíba e uma em Guarulhos.

Os estudantes que participaram da pesquisa estão entre o 1º e o 3º ano do período noturno, sendo 52% do sexo masculino e com uma idade média de 16 anos; do total, 41,3% atualmente trabalham e 27,4% já trabalharam. A pesquisa foi realizada durante o 1º semestre deste ano.

Índio e deficiente são os que menos terminam ensino médio entre latinos

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Na América Latina, mais de 40% da população indígena entre 12 e 17 anos está fora da escola

Alfabetizão de índios

Em quase todos os países da América Latina os estudantes indígenas e com deficiência são os grupos mais propensos a não terminar o ensino médio.

Em média, na região, mais de 40% da população indígena entre 12 e 17 anos está fora da escola. Além disso, estima-se que apenas 20% ou 30% das crianças latino-americanas com deficiência frequentam a escola.

É provável que dos 50 milhões de jovens portadores de necessidades especiais no continente, cerca de 12,5 milhões não vão obter diploma do ensino médio.

Os dados fazem parte de uma análise do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) intitulada “Vamos lá, Brasil! Por uma nação de jovens formados”.

A partir de oito pesquisas domiciliares em países da América Latina, o órgão identificou que a maioria dos estudantes entre 13 e 15 anos que não frequentam a escola.

Diagnósticos

Numa leitura mais apurada, identifica-se que, na América Latina, os grupos de população mais vulneráveis à evasão escolar no ensino médio incluí jovens de famílias de baixa renda, alunos com deficiência, indígenas e estudantes que vivem em áreas rurais.

Segundo o estudo, as taxas de frequência escolar, conclusão de ano letivo e média de anos de estudos são significativamente mais baixas entre indígenas e deficientes, quando são comparadas às taxas do resto da população.

Fonte: R7

Mais estudo e menos tempo ao ar livre resultam em mais gente de óculos

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Jairo Bouer, no UOLoculos300

Um grande estudo populacional comprovou a tese de que níveis mais altos de escolaridade resultam em uma prevalência maior de miopia. Publicado na revista científica Ophthalmology, da Academia Americana de Oftalmologia, a pesquisa demonstra que, quando se trata do assunto, fatores ambientais superam a genética.

A miopia tem se tornado cada vez mais frequente no mundo, causando impacto na saúde e na economia. Os quadros mais graves são a principal causa de deficiência visual, e estão associados a risco de descolamento na retina, degeneração macular, catarata precoce e glaucoma.

Só nos EUA, 42% da população sofre de miopia. E o aumento do número de casos em países desenvolvidos da Ásia chegou a 80% nos últimos anos, o que reforça a tese de que fatores ambientais  – como hábito mais frequente de leitura e uso do computador – exercem um papel importante.

Os pesquisadores, do Centro Médico da Universidade de Mainz, avaliaram a ocorrência de miopia em mais de 4.600 alemães com idades entre 35 e 74 anos, excluindo aqueles que tiveram catarata ou passaram por cirurgia refrativa.

Os resultados do trabalho, batizado de Estudo de Gutenberg, mostram que a miopia foi mais frequente nos indivíduos com melhor nível de escolaridade:  53% dos indivíduos formados em universidades apresentaram o problema. Já entre aqueles que não chegaram a cursar faculdade, a prevalência foi de 35%. E entre os que não terminaram o colégio, de apenas 24%. A equipe também descobriu que cada ano a mais de estudo aumenta o risco de miopia.

Além disso, os autores do estudo analisaram o impacto de 45 marcadores genéticos associados à miopia na mesma população, mas concluíram que o nível de escolaridade teve um impacto mais forte na ocorrência do problema.

O antídoto para o aumento dos casos pode ser simplesmente estimular atividades ao ar livre, segundo os oftalmologistas. Nos últimos anos, estudos feitos com crianças e adultos jovens na Dinamarca e em países asiáticos mostraram que a maior exposição à luz natural foi associada a um risco menor de ter miopia. Fica a dica aos estudantes.

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