Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged escrever um livro

Conheça Luana Génot, a ativista que luta pela igualdade racial por meio da escrita

0

Em seu livro de estreia “Sim à Igualdade Racial – Raça e Mercado de Trabalho” ela faz um raio x da influência da cor da pele na trajetória profissional e aponta caminhos para a mudança

Leonne Gabriel, na Vogue

Há quem diga que escrever um livro é como gerar um filho. Se pensarmos assim, Luana Génot teve gêmeos. Porque foi durante a gravidez da pequena Alice, hoje com 1 ano, que a publicitária carioca encarou a tarefa de concluir Sim à Igualdade Racial – Raça e Mercado de Trabalho (Pallas Editora, R$ 54,90), recém-chegado às livrarias.

Foram nove meses intensos, se revezando entre finalizar sua primeira obra, os preparativos para a maternidade e sua saída da equipe do ID_BR (Instituto Identidades do Brasil), órgão criado e dirigido por ela, cujo objetivo é produzir oportunidades a partir de ações inovadoras e mudança de culturas corporativas – com a missão de acelerar a igualdade racial no mercado de trabalho.

Uma das principais vozes no debate sobre o assunto, a autora questiona as vantagens e desvantagens raciais na realidade brasileira e propõe mudanças nessa lógica. No livro, ela faz um raio X da influência da cor da pele na trajetória profissional e convida os leitores a abraçar e entender essa causa – independentemente de sua origem. “A função de cada pessoa é essencial na luta por igualdade. O branco que entende seu papel no mundo sabe que uma sociedade mais inclusiva é algo bom para todos”, justifica.

Resultado da sua dissertação de mestrado em relações étnico-raciais no Cefet-RJ, a publicação traz 16 depoimentos inéditos de pessoas de diferentes etnias e profissões, além das falas da própria autora, seus pais e CEOs de grandes empresas brasileiras, a quem aplica o conceito de raça em diferentes contextos.

Entre os entrevistados também estão o ator Bruno Gagliasso e a atriz Maria Gal e, a partir das suas trajetórias, Luana sinaliza a raça e o gênero como diferencial competitivo. “São atores com a mesma faixa de idade, mas não com as mesmas oportunidades, sobretudo no recorte publicitário. A branquitude do Bruno dá a ele benefícios de conseguir mais papéis em campanhas. Já ter a pele preta como a de Maria Gal ainda é motivo de recusa”, explica.

Nascida no Rio de Janeiro, Luana passou sua infância na Penha, Zona Norte da cidade. Na adolescência, sonhava em ser modelo e subiu à passarela pela primeira vez no Fashion Rio, em 2008. Em seguida, começou a desenhar uma carreira de modelo internacional, trabalhando em países como Bélgica, África do Sul, Inglaterra e França, onde desfilou para Paco Rabanne e Saint Laurent. De volta ao Brasil, percebeu que a oferta de trabalho como modelo era muito limitada e acabou desistindo da profissão para ingressar no curso de publicidade e propaganda na PUC-Rio. Depois, como bolsista do programa Ciência Sem Fronteiras, cruzou novamente o oceano e foi estudar na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos. Na época, atuou ainda como voluntária na campanha de Barack Obama à presidência do país.

Apesar de todas essas experiências terem contribuído para sua formação, Luana conta que a maternidade a fez entender ainda mais seu papel. “A dádiva de ser mãe é poder mostrar que trilhei um caminho movido por um propósito”, defende. “Pari quase dentro do escritório, levei minha filha para reuniões e dessa forma acho que ela vai ter uma compreensão maior do mundo desde cedo.”

Sobre o futuro, a ativista tem uma certeza: “Não quero ter de falar de igualdade racial daqui a 50 anos. Falar sobre o mercado de trabalho delegando aos algoritmos o papel de ser inclusivo é a extensão da incapacidade de se colocar no lugar do outro”, desabafa. “O futuro não está nas máquinas, deve estar nas mãos de pessoas de todas as raças, gêneros e sexualidades.”

Reencontro em Paris é o novo livro de Danielle Steel

0

Úrsula Neves, no Cabine Cultural

Aos 50 anos, Carole Barber é uma famosa atriz que há algum tempo não atua em novos filmes. Sua carreira foi extensa, iniciada quando tinha apenas 18 anos. Desde que seu marido morreu, ela se manteve fora das produções cinematográficas, mas agora está focada em realizar um antigo sonho: escrever um livro. Carole escolhe Paris, cidade onde já morou, para ser a inspiração do seu enredo. Porém, após um grave acidente, ela acorda sem nenhuma lembrança do seu passado.

images.livrariasaraiva.com.br

Danielle Steel é considerada a dama do romance e já vendeu mais de dois milhões de exemplares só no Brasil. Reencontro em Paris chega às livrarias em dezembro pela Record. Danielle Steel é amada por legiões de leitores. Seus livros já venderam mais de 650 milhões de exemplares em todo o mundo, foram traduzidos para 43 idiomas e publicados em 69 países. Seus vários best-sellers incluem: Bangalô 2, Hotel Bevery Hills, O segredo de uma promessa, O anel de noivado, Final de verão, Vale a pena viver, Cinco dias em Paris, entre outros.

Menina de oito anos escreve um best-seller sobre o seu irmão irritante

0

Nia-Mya-Reese_Child-Author-640x427

Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

A mais nova prodígio da literatura ainda nem atingiu a adolescência, mas já garantiu um best-seller em seu currículo. A pequena Nia Mya Reese está ganhando a vida após escrever a sua obra internacionalmente aclamada ‘Hold it’, na precoce idade de oito anos.
Depois de falar para a sua professora que a sua maior especialidade era cuidar do seu irmãozinho irritante de cinco anos, ela foi encorajada pela mesma a escrever um livro sobre a sua experiência. E com a ajuda da mãe, Nia aproveitou as suas férias escolares para refinar seus pensamentos e colocar a ideia no papel.

neeya-mia-reese-520x245

O livro narra detalhes sobre uma série de tópicos importantes, incluindo como arrumar tempo para ficar sozinha, como pedir desculpas, e como armar o seu irmão mais novo, mesmo ele não merecendo às vezes. “Ele nem sempre escuta. Você precisa ensiná-lo aos poucos”, disse a autora-mirim.

Atualmente o seu título está entre os mais vendidos da Amazon americana, e parece que o seu exemplo já inspira outras crianças da sua classe a arriscar o mesmo caminho.

Enquanto esperamos ansiosamente por uma sequência, imaginamos quando seu irmão Ronald Michael terá idade suficiente para compartilhar seus próprios pensamentos sobre a sua irmã mais velha.

nia-mya-d22d52c9a1a810f1

Paciente com Esclerose Lateral Amiotrófica escreve livro, letra a letra, piscando os olhos

0
Dorivaldo e a fonoaudióloga Maria José escreveram o livro (Foto: Renata Marconi/G1)

Dorivaldo e a fonoaudióloga Maria José escreveram o livro (Foto: Renata Marconi/G1)

 

Morador de Boraceia foi diagnosticado com doença degenerativa há oito anos; escritor já planeja segundo livro.

Renata Marconi, no G1

Apesar da impossibilidade de falar, o que não falta para Dorivaldo Aparecido Fracaroli é comunicação. Diagnosticado há oito anos com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença degenerativa que limita os movimentos, a fala e a respiração, o morador de Boraceia, de 56 anos, perdeu a fala durante um procedimento cirúrgico, o que não o impediu, aliás, impulsionou o aposentado a ‘escrever’ um livro. É piscando os olhos que ele se comunica com todos a sua volta e transmitiu letra por letra do livro: “Ipê ‘DO’ amarelo”.

A ideia de escrever o livro partiu de sua amiga e fonoaudióloga Maria José de Oliveira. “Ele estava muito triste e eu o conhecia antes dessa tristeza. Embora já tivesse o diagnóstico, ele não era triste e foi diante dessa tristeza que eu propus o livro. O primeiro intuito do livro era deixá-lo mais feliz, mais ocupado, ter alguma coisa para despertar, sair da cama e escrever o livro”, conta.

Na obra estão os fatos mais importantes da vida de Dô, como é conhecido na cidade. Segundo Maria José, são os momentos mais gostosos de se lembrar, desde o sítio onde nasceu, como conheceu a esposa, sobre o filho, os pais, até o diagnóstico da patologia e os dias atuais. “Não fazemos esclarecimentos científicos da patologia. Citamos a patologia como sendo a causadora de tudo isso, contamos a permanência nos hospitais, mas tudo em primeira pessoa, como ele vê.”

Descoberta

Há oito anos, quando a família descobriu a doença, a esposa de Dorivaldo, Valéria Fracaroli, não imaginava o que a ELA poderia acarretar na vida do marido.

“Foi muito difícil, a gente chorou muito. Eu sabia que eu não conhecia nada da ELA, só o que a médica falou. Então eu comecei de madrugada a procurar sobre a doença e comecei a conversar com pacientes, saber como seria. Vi a necessidades de informações jurídicas, de tudo”, lembra.

Mas a maior dificuldade chegou quando Dorivaldo precisou colocar uma gastro e uma traqueo e durante o procedimento acabou perdendo a fala. “Ele queria falar e eu não sabia se ele tinha dor, fome. Ele fazia movimentos com a boca, mas eu não conseguia ler os lábios e dava aquele desespero”, conta a pedagoga.

Casal usa uma tabela de comunicação (Foto: Renata Marconi/G1)

Casal usa uma tabela de comunicação (Foto: Renata Marconi/G1)

 

Como a vontade de se comunicar era enorme entre o casal, Valéria teve a ideia de usar uma tabela de comunicação (Veja na foto abaixo como ela funciona). “Eu pedi uma folha para a enfermeira e fiquei pensando em como me comunicar com ele. Então eu coloquei o alfabeto que eu conheço muito bem, dividi em cinco linhas. Pedi para ele “falar” o que ele mais queria perguntar. Ele foi “falando” letra por letra através das piscadas. Ele perguntou se poderia tomar banho e depois vieram outras perguntas. Quando os médicos chegaram, viram uma lousa cheia de perguntas dele”, lembra.

Valéria conta que os médicos responderam as perguntas e passaram a conversar com ele também e foi com a mesma técnica que Maria José propôs que Dorivaldo escrevesse o livro.

Aposentado escreveu uma mensagem sobre a doença (Foto: Renata Marconi/G1)

Aposentado escreveu uma mensagem sobre a doença (Foto: Renata Marconi/G1)

 

Novos planos

Depois de três anos escrevendo, foram publicados 500 exemplares no dia 11 de março e em pouco mais de um mês praticamente todos já foram vendidos. Maria José conta que eles não esperavam a repercussão da história. “Se ele está feliz eu estou muito mais e tudo por conta dessa história do livro”, afirma a fonoaudióloga.

Mas junto com o livro, eles descobriram algo mais importante para Dorivaldo. “A primeira intenção era deixar ele mais feliz, mas então descobrimos uma necessidade maior do Dorivaldo, que era pela comunicação. Escrever um livro piscando dá muito trabalho e essa trajetória despertou uma outra necessidade. Descobrimos um equipamento que, acoplado ao computador, ele passaria a usar o computador com o comando dos olhos. Redes sociais, pesquisas, jogos, tudo que você imaginar no computador dá a chance do Dorivaldo fazer”, conta.

Então o dinheiro da venda do livro passou a ser destinado a comprar esse equipamento que custa em média R$ 23 mil. Este não é o único plano do aposentado, que já começou as pesquisas para próximo livro, que deve contar a história da sua cidade natal.

Doença

A esclerose lateral amiotrófica é uma doença neurológica degenerativa que causa a morte dos neurônios motores, comprometendo a perda da função motora no corpo. Um dos sintomas iniciais é a atrofia muscular localizada, sem dor e sem perda de sensibilidade.

A doença, que tem tratamento, mas ainda não tem cura, ganhou destaque depois do desafio do balde de gelo em 2014. Milhares de pessoas participaram da campanha na internet para arrecadar doações para pesquisas. A ELA, atinge cerca de 10 mil pessoas no Brasil. O físico Stephen Hawking é o caso mais famoso da esclerose.

Dô conversa através de piscadas e sorrisos (Foto: Renata Marconi/G1)

Dô conversa através de piscadas e sorrisos (Foto: Renata Marconi/G1)

Aposentada de Rio Preto realiza sonho ao publicar livro aos 88 anos

0

Apesar de ler muito, idosa era considerada analfabeta.
Obra traz três histórias fictícias diferentes contadas em 269 páginas.

Publicado no G1

A aposentada Emília Rodrigues de Oliveira realizou aos 88 anos o sonho de se tornar escritora. Moradora de Rio Preto, ela dizia que escrever um livro seria seu ‘último feito’, mas depois de publicar o primeiro diz ter material para mais duas obras. “Três Histórias de Vida”, distribuído pela editora Vitrine Literária, tem 269 páginas e traz três histórias fictícias diferentes.

Lançado em fevereiro, o livro foi todo planejado por Emília, que começou a pensar em publicá-lo quando lembrou que tinha ido ao lançamento de um escritor. A idosa ligou para ele, pegou o telefone de um editor e combinou todos os detalhes da publicação sozinha.

Emília conta que o dinheiro da aposentadoria foi guardado justamente para o lançamento da obra. “Desde quando eu era pequena gostava de escrever, mas eu escrevi e acabei jogando muito romance fora.”

A filha de Emília, Geralda Maria de Oliveira, diz que ajudou apenas a digitar os cadernos escritos pela mãe e com o desenho da capa. “Quando ela me procurou já estava com tudo mais ou menos encaminhado. Ela disse: ‘O Paulo precisa de alguém que digite’. Ela mandou para mim os rascunhos e comecei a digitar. Digitei e desenhei a capa para ela. Também a incentivei para que fizesse realmente. A gente via que era o sonho dela, por isso a incentivamos”, diz.

Emília conta que desde quando era pequena gostava de escrever (Foto: Reprodução/TV TEM)

Emília conta que desde quando era pequena
gostava de escrever (Foto: Reprodução/TV TEM)

Emília já estreou outro caderninho e conta que está escrevendo a história da família. “O sentimento, principalmente da família, vai ser um choque. Porque vai ter muita história de todo mundo e as coisas ruins vão sair”, afirma.

Somente aos 54 anos, Emília fez o Mobral, quando conseguiu o certificado do ensino fundamental e conquistou o direito de tirar dos documentos a classificação de analfabeta, o que ela considerava uma injustiça já que lia tanto.

Apaixonada pelos livros, Emília já tinha se tornado poeta, quando seu poema “As Mãos” foi selecionado para uma antologia poética publicada pela Secretaria da Cultura de Rio Preto. Há 15 anos começou a escrever também histórias, que foram reunidas neste livro.

Livro Três Histórias de Vida foi lançado pela editora Vitrine Literária com 269 páginas (Foto: Reprodução/TV TEM)

Livro Três Histórias de Vida foi lançado pela editora Vitrine Literária com 269 páginas (Foto: Reprodução/TV TEM)

Go to Top