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Posts tagged escrita criativa

Resort oferece salário e hospedagem para alguém “apaixonado por livros”

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Resort Soneva Fushi (Foto: Reprodução Facebook)

Vaga é para trabalhar em livraria de hotel de luxo localizado em uma ilha das Maldivas

Publicado na Época Negócios

Imagine um trabalho sem escritório, trânsito, em um cenário paradisíaco, cuja única função é: falar sobre livros. Bem, é exatamente este o trabalho oferecido por um resort de luxo nas Maldivas. Uma pequena livraria localizada no Soneva Fushi está procurando um interessado em se hospedar por lá, escrever um blog sobre o seu dia a dia e realizar workshops de escrita com os ricaços que frequentam o local.

“O pagamento é irrisório, mas os benefícios são incomparáveis”, afirmou Philip Blackwell, dono da livraria ao jornal The Guardian. “É um trabalho dos sonhos para muitas pessoas. Se eu tivesse 25 anos, me candidataria”. Blackwell promete oferecer hospedagem gratuita em vilas “escondidas em densas folhagens de uma ilha privada cuja areia é tão macia quanto a neve”. O custo para um turista ficar no mesmo local é de cerca de US$ 2 mil dólares por noite e até US$ 26 mil por noite caso ele opte por ficar em uma vila com nove camas.

Soneva Fushi (Foto: Reprodução Facebook)

Os interessados devem ter disponibilidade para ficarem hospedados por lá por três meses. Nesse período, as pessoas escreveriam um blog com artigos que “capturassem a vida cansativa de um livreiro em uma ilha deserta”, contariam histórias às crianças hóspedes e promoveriam workshops de escrita criativa. Segundo Blackwell, a pessoa deve ser “apaixonada” por livros e ter habilidade para entreter convidados de todas as idades. “Queremos alguém que seja criativo e inspirador e que talvez consiga com que mais pessoas compartilhem o prazer de ler – que é o que as pessoas gostam de fazer nas férias”, disse Blackwell ao The Guardian.

Soneva Fushi (Foto: Reprodução Facebook)

A livraria no Soneva Fushi é um novo negócio para Blackwell, empresário conhecido no meio literário britânico e que comanda a Ultimate Library. A empresa cria coleções de livros para resorts, cruzeiros e residências privadas de bilionários. Já a ilha, onde localiza-se o resort, está a 30 minutos de distância de avião do aeroporto Internacional de Malé e está inserida em uma reserva da Biosfera da Unesco.

A vaga foi publicada no site Book Brunch, que exige cadastro para acesso.

O que é escrita criativa e como ela pode salvar qualquer carreira

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Mulher digitando texto em máquina de escrever (peshkov/Thinkstock)

Mulher digitando texto em máquina de escrever (peshkov/Thinkstock)

 

Cursos de redação literária podem trazer um salto para a sua vida profissional — mesmo que você não queira ser o próximo Machado de Assis

Claudia Gasparini, na Exame

São Paulo — Se você bater os olhos na definição de “escrita criativa”, dificilmente achará que ela tem alguma coisa a ver com o trabalho de um administrador, médico, contador ou empresário — ou qualquer outro profissional que não atue no universo da literatura.

Faça o teste: “campo de estudo acadêmico que nos permite investigar, refletir e teorizar sobre o texto literário, a partir da prática”, define o escritor gaúcho Reginaldo Pujol Filho, coordenador do curso de criação textual “.TXT” na escola Perestroika e autor do livro “Só faltou o título” (Record, 2015).

A atividade se refere a “tudo que é escrito de modo criativo, ou seja, nem técnico, nem copiado”, explica o jornalista Ronaldo Bressane, autor do romance “Escalpo” (Reformatório, 2017) e professor de cursos sobre narrativas breves.

Bulas de remédio, manuais, teses acadêmicas e livros científicos não se encaixam no conceito; já poemas, crônicas, contos, romances e roteiros de cinema, sim.

Até aí, parece razoável que cursos de escrita criativa só interessem a quem ambiciona ser artista. Na prática, porém, Pujol e Bressane dizem que suas aulas também são frequentadas por figuras que não têm nada a ver com o universo das letras.

São chefs de cozinha, engenheiros, advogados, contadores, médicos e psicólogos. Sem aspirações literárias, profissionais de áreas tão heterogêneas como saúde, finanças e gastronomia também pagam para aprender a fazer redações menos previsíveis.

Mas por quê?

A resposta varia. “Tenho alunos advogados que buscam os cursos para fugir do jargão jurídico; engenheiros e contadores que querem ‘pensar fora da caixa’; cozinheiros que pretendem dar mais sabor à descrição de suas receitas; modelos que desejam contar com riqueza suas desventuras pelo mundo da moda; médicos e psicólogos que querem colocar no papel as experiências estranhas a que tiveram acesso”, explica Bressane.

Entre pupilos e colegas, Pujol conta que encontrou uma imensa diversidade de interessados em cursos de escrita criativa, inclusive do ponto de vista etário. “Já me deparei com todas as faixas de idade, dos 17 aos 80 anos”, afirma. “Vejo gente querendo avidamente escrever literatura, gente preocupada em publicar um livro, mas também gente que encara tudo isso como um passatempo, mas sem ambições de fazer uma carreira artística”.

Segundo Pujol, um dos grandes benefícios do curso de escrita criativa é aprender a ler melhor. “A prática de ler e criticar textos de colegas para além do ‘gostei’, ‘chato’, ‘legal’ obriga a pessoa a pensar nos efeitos que a leitura provoca nela, e certamente o seu modo de ler se transforma”.

Bressane também diz que muitos alunos descobrem nas técnicas de redação criativa uma fonte inesgotável para algo que faz falta no cotidiano de qualquer profissão: concentração.

“Somos a geração da distração, porque é difícil segurar a atenção em uma coisa só quando temos gadgets tecnológicos nos dispersando o tempo todo”, diz o professor. “Sem querer, o curso de escrita criativa traz foco, porque garantir algumas horas de concentração total sobre uma história que você mesmo escreveu é algo muito desafiador”.

Vida real ou ficção?

Além de prazer pela leitura, concentração e criatividade, esse tipo de curso também pode enriquecer a vida de um profissional de qualquer área com doses cavalares de empatia, um recurso indispensável para travar boas relações dentro e fora do trabalho.

“Tentar dar voz a personagens diferentes de nós, exercitar olhares sobre o mundo que não sejam o nosso, tentar criar mundos, vidas diferentes das nossas, acredito, é um exercício de tentativa de alteridade”, diz Pujol. “A escrita literária é, em si, um exercício de empatia, mesmo que utópico”.

Um estudo do psicólogo Keith Oatley, professor emérito da Universidade de Toronto, confirma essa tese. Segundo o trabalho, publicado na revista “Trends in Cognitive Sciences”, ler ficção ajuda a compreender melhor os seres humanos e suas intenções — e isso vale tanto para personagens fictícios quanto para pessoas reais que convivem com você.

O treino em redação criativa também apresenta exercícios específicos para se colocar na pele do outro. Frequentemente o aluno deve criticar a produção de seus colegas, e não consegue fazer isso se não se esforçar para imaginar o que o outro se propôs a escrever.

“Se não entendermos a motivação do colega, não estaremos ajudando em nada”, explica. “Precisamos ter uma abertura aos projetos e ideias de uma outra pessoa, o que é um esforço de empatia também”.

Escritores (e leitores) do mundo

Seja para escrever um simples e-mail ou fazer uma apresentação no trabalho, qualquer profissional precisa articular raciocínios e contar histórias de uma maneira interessante.

Ter contato com técnicas de produção literária também pode ser útil, nesse sentido, ao despertar a sua sensibilidade estética para a riqueza das palavras com seus ritmos, sons e sentidos.

Nas palavras de Pujol, exercitar a escrita criativa é útil para qualquer pessoa porque permite que o aluno se torne um leitor melhor dos seus próprios textos e dos alheios, e também um “leitor do mundo”.

A oportunidade também vale para fugir de uma mentalidade excessivamente pragmática, que visa ao resultado imediato e à “busca pela resposta certa, que nos sufoca desde as provas do colégio até o mercado de trabalho”.

Bressane conta que, no começo, achava estranho haver tanta procura por cursos de escrita criativa — supondo, aí, que o interesse se limitasse ao pequeno círculo de aspirantes a escritores no Brasil.

“Depois notei que mesmo os alunos que não têm ambições literárias querem exercitar a sua capacidade de contar histórias de modo criativo e garantir seu domínio sobre a linguagem”, afirma.

Para o professor, a redação é “muito mal cuidada pelo ensino no Brasil” e deveria ser uma questão prioritária, como a matemática. “Quem não sabe narrar sua própria vida de modo intrigante não é dono dela, assim como quem vai mal em matemática na escola gere pessimamente sua vida financeira”, conclui.

Qual o segredo de escrever bem?

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Escrever é ler | Divulgação

Escrever é ler | Divulgação

 

Afonso Borges, em O Globo

A primeira regra não é escrever muito, como todos pensam. Esta é a terceira ou quarta regra. O que define um bom texto é a leitura. Leia, leia, leia, leia muito e, depois comece a escrever. Você já ouviu falar de um concertista que não estuda? De um jogador de xadrez que não conhece as regras? Ou um arquiteto que não sabe desenhar? É por aí. O analfabetismo funcional começa aí: as pessoas estão escrevendo sem terem lido (muitos) livros.

Os livros, em especial, os de ficção, ensinam o enredo da língua, as tramas da linguagem, os segredos do novelo que alinhava a mente e o coração das pessoas. Os livros são a semente da inteligência, são a forma com a qual a linguagem oral se articula. Os grande oradores, com raras exceções, são bons redatores. Depois de muita leitura, continue lendo. Aí sim, você pode começar a escrever, com a música da literatura na cabeça, na alma. Então tudo começa a acontecer, tudo se conjuga.

Vou contar um segredo: sabe o que os escritores antigos faziam para aprimorar a sua técnica?? Copiavam livros de grandes clássicos. Copiavam, mesmo, à mão ou à máquina, livros de Flaubert, Dostoiévski, Sthendal, Thomas Mann, Ernest Heminguay. Há anos que não ouço falar disso, mas era uma coisa natural entre os grandes escritores. Perguntem a Jaime Prado Gouvêia, autor do fantástico livro de contos “Fichas na Vitrola”? Ele cansou de fazer isso.

Depois, sim, vem o tempo, vem a labuta dos dias, vem a prática que o texto nos impõem, vem os novos desafios que a linguagem nos concede. E, por fim, o mais difícil: criar o próprio estilo. Isso, sim, é a grande batalha da vida de um escritor, ou jornalista. Um estilo que a pessoa quando lê, na hora, diz: isso é Humberto Werneck. Isso é Luis Vilela. Isso é Adélia Prado. Isso é Luis Giffoni, Carlos Herculano Lopes, Jorge Amado, João Ubaldo Ribeiro. Este é o maior desafio da vida de um escritor: criar o próprio estilo. E depois, pergunte para o próprio os quilômetros de palavras que ele já leu, para chegar até ali. Só os livros e a leitura nos nos ensinam a escrever bem. Este é o segredo.

Dicas simples para escrever um livro

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Torne seu sonho de escrever um livro em realidade seguindo alguns passos.

Felipe Souza Santos, no Blasting News

Talvez muitos achem que escrever um livro é algo demasiado difícil, não apenas por achar que só intelectuais podem fazer, mas também usando a desculpa da falta de tempo. Esse tipo de pensamento é até comum para a maioria, porém hoje quebraremos esse conceito por completo. Você descobrirá que escrever um livro não é uma missão impossível e sim algo fácil e divertido.

Um dos empecilhos que dificulta a #Escrita de um livro é a falta de tempo. Já foi provado que um lugar ótimo para se escrever e poupar parte do seu tempo é dentro do ônibus. Se você não é muito fã de escrever em transportes públicos, tire parte do seu tempo de almoço para escrever (mesmo que sejam apenas quinze minutos). Se possível faça a meta de escrever 300 palavras por dia (que corresponde a uma página A5), assim em um ano você terá um livro de 365 páginas.

Organize suas ideias em um bloco de papel ou em uma agenda. Analise para ver se as ideias são boas. Crie uma espécie de roteiro para seu livro, pois você não quer começar a escrever algo sem ter uma base de onde quer chegar. Se nunca escreveu, comece com histórias pequenas de no máximo 60 páginas.

Procure #Livros que falem sobre o assunto que quer escrever. Absorva conhecimento, ler é uma grande fonte de inspiração para quem quer começar a escrever. Leia livros que falem sobre a escrita, existem muitos livros sobre o assunto (um ótimo livro que fala sobre o assunto é o Sobre a escrita — a arte em memórias de Stephen King).

E talvez a dica mais importante: escreva todos os dias, reescreva o que já escreveu. Não existe problema algum em reescrever um capítulo duas, três, dez vezes. Escrever constantemente é o que te tornará melhor na escrita. Faça metas de onde você quer chegar, faça datas para concluir um capítulo, assim você se tornará bem mais comprometido com o que está criando.

Não existe nenhuma fórmula mágica para escrever um livro. São simples as dicas, porém poupará parte do tempo que você gastaria pensando por onde começar, tornando algo que inicialmente parecia difícil em algo divertido e simples.

Algoritmo revela como criar o best-seller perfeito

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Foto: pixabay)

(Foto: pixabay)

 

Bruno Vaiano, na Galileu

Livros com grandes quantidades dos verbos “need” (precisar), “want” (querer) e “do” (fazer) têm até duas vezes mais chances de ser um sucesso de vendas. Se o termo “OK” aparecer com frequência, são três vezes mais, confirmando nossas suspeitas sobre o apelo da capa de A Culpa é das Estrelas, de John Green. Fique longe de unicórnios, duendes e outras criaturas mágicas: ao contrário do que a saga O Senhor dos Anéis parece indicar, o público leitor, na média, prefere gente como a gente nos papéis principais. E uma última dica: se seus personagens pensam, agarram, seguram e perguntam mais que a média, você pode estar na trilha do estrelato.

Essas são algumas das descobertas de Jodie Archer, que costumava ser responsável pelas seleções da editora Penguin, e Matthew Jockers, professor de inglês da Universidade de Nebraska-Lincoln, que mapearam 20 mil romances aleatórios das últimas três décadas para tentar descobrir a fórmula do livro perfeito. Eles não se limitaram, claro, a simples palavras. Aspectos muito mais sutis de cada obra, como a construção do enredo e das personagens e as curvas da narrativa, foram levados em consideração.

O resultado é um algoritmo apelidado de “bestseller-ometer”, algo como “sucesso de vendômetro”, que, segundo os autores do estudo, é capaz de identificar um futuro hit das livrarias com até 80% de precisão. Os detalhes do sonho de consumo de qualquer editor foram publicados, é claro, em um livro, chamado The Bestseller Code: Anatomy of the Blockbuster Novel (St. Martin’s Press, R$ 83,00), ainda sem edição em português. Arte não é estatística, mas se você ainda não chegou lá, talvez a ciência possa dar aquele empurrão que falta.

*Com a supervisão de Isabela Moreira

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