Contando e Cantando (Volume 2)

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10 dicas e macetes para quem quer realmente escrever textos mais interessantes

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Publicado no Amo Direito

Mais do que ter um bom domínio da gramática, para escrever bem é preciso ter criatividade. No começo, é normal ter dificuldade e ficar confuso, mas existem muitas táticas que podem ser úteis para quem está se preparando para redações de vestibular ou precisa escrever artigos acadêmicos. Conheça alguns hábitos úteis para quem quer aprimorar seu texto conferindo a lista abaixo:

1- Pratique
Quanto mais você tiver contato com a escrita, mais fácil isso se torna. A ideia é tornar o ato de escrever um hábito, pois mesmo que você já tenha muito domínio das técnicas sempre existem pontos a serem melhorados.

2- Ler em voz alta
Essa técnica ajuda a desenvolver o texto, pois assim é mais fácil identificar frases arrastadas e cacófatos, evitando que os parágrafos se tornem prolixos.

3- Tenha boas referências
Ao expandir seu repertório cultural, você terá mais argumentos e entrará em contato com ideias novas, o que sempre colabora para a criatividade.

4- Leia
Um bom escritor é também um bom leitor. Esse hábito é útil não apenas para as referências, mas para entrar em contato com novos vocabulários e estilos de escrita.

5- Faça registros
Anotar suas ideias é sempre uma boa pedida, principalmente aquelas que surgem em momentos de divagação. É justamente pelo fato de o cérebro estar relaxado que pode surgir um pensamento inovador que será bem aproveitado nos seus textos futuros.

6- Se esforçar é importante
Bons textos são fruto de um trabalho apurado. Releia, edite e, se caso for necessário, reescreva seus textos: sua dedicação transparecerá no resultado final.

7- Edite corretamente
Seja preciso ao editar. Procure deixar apenas o que for fundamental e corte os excessos para deixar o texto o mais significativo possível.

8- Prepare-se antes de escrever
Quando estiver escrevendo, tente se concentrar completamente e evitar interrupções. Alongue-se, vá ao banheiro e alimente-se antes de começar.

9- Saiba desenvolver a história
Para que o leitor continue a ler seu texto, ele precisa ser envolvido. Trabalhe a sua habilidade de desenvolver o texto com coesão, criando uma redação com começo, meio e fim.

10- Saiba quando fugir das regras
O processo criativo varia de pessoa para pessoa. Conheça seus limites e saiba o que funciona para você, mesmo que sejam hábitos incomuns. Crie seu próprio método!

Fonte: noticias universia

Confira 5 ótimos hábitos diários que ajudam qualquer pessoa a escrever bem melhor

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Publicado no Amo Direito

“O escritor é um homem que, mais do que qualquer outro, tem dificuldade para escrever”, disse o alemão Thomas Mann, vencedor do prêmio Nobel de literatura de 1929.

A frase é um alento para aqueles que sofrem diante da página em branco. As palavras, afinal, exigem suor e empenho até dos artistas mais brilhantes.

Apesar disso, fatores como a influência da tecnologia têm trazido prejuízos adicionais para a escrita do cotidiano, afirma Diogo Arrais, professor de português no Damásio Educacional.

“Com a rapidez trazida pela internet, a maioria dos profissionais precisa se comunicar de uma forma praticamente imediata no trabalho”, diz ele.

Com a pressa, sobram mensagens ambíguas e mal construídas – que, por sua vez, podem levar a erros operacionais, conflitos com colegas e até prejuízos financeiros para a empresa.

A influência da comunicação oral e a falta de familiaridade com a escrita também fazem com que muitos textos corporativos sejam infestados de problemas estruturais, diz Rosângela Cremaschi, professora de comunicação escrita na Faap.

“Ambiguidades, redundâncias, clichês, jargões, erros de sintaxe, pontuação incorreta e excesso de estrangeirismos são extremamente comuns”, afirma ela.

A boa notícia é que todas essas “pragas” têm remédio. Veja a seguir cinco hábitos sugeridos pelos professores para melhorar a sua redação:

1. Adote um livro de cabeceira
Você certamente já ouviu que, para escrever bem, é preciso ler muito. Arrais corrobora o conselho e diz mais: escolha um livro do seu interesse e não passe um dia sem abri-lo, nem que seja para ler poucas páginas.

O ideal é priorizar obras de ficção. “Além de trazer repertório gramatical e vocabular, a literatura apresenta analogias e metáforas, o que ajuda a escrever melhor sobre qualquer assunto”, diz o professor do Damásio.

2. Use qualquer pretexto para escrever
Se você prestar atenção, verá que o cotidiano abre espaço para pequenas redações o tempo todo. “Escreva e-mails, recados, bilhetes, lembretes, cartas e até poemas”, sugere Rosângela. O importante é usar todas as oportunidades possíveis para treinar a escrita.

Arrais vai além e propõe alimentar um blog ou até um perfil nas redes sociais com textos mais “autorais”. Nesse exercício, diz o professor, a prioridade não é tanto o conteúdo dos artigos, mas sim a atenção que você dedicará à sua forma.

3. Pense no leitor (e peça feedback)
Na pressa do dia a dia, é comum apertar o botão “enviar” do e-mail sem revisar nada. Nada pode ser mais nocivo para a qualidade da comunicação, dizem os professores.

Se você quer aperfeiçoar a sua redação, é importante investir alguns segundos para reler o que você escreveu. Falta alguma informação? A mensagem está realmente clara? Segundo Arrais, é fundamental se imaginar no lugar do leitor ou até pedir comentários e críticas sobre o seu texto a colegas, familiares e amigos.

4. Desabilite o corretor ortográfico
Rosângela diz que não são poucos os profissionais que ficam “reféns” de corretores automáticos. “O problema é que esse tipo de instrumento é incapaz de compreender nossas ideias e nosso estilo de escrita”, afirma a professora da Faap. Em vez de ajudar, a tecnologia acaba confundindo e gerando insegurança.

Para ganhar confiança e independência, a dica é substituir a ferramenta por bons materiais de consulta, como um dicionário atualizado pelo novo acordo ortográfico e uma gramática confiável.

5. Investigue o que você (ainda) não sabe
Ao se deparar com uma dúvida de português, você costuma mudar a frase para evitar a construção que está causando insegurança? Esse tipo de “fuga” é muito frequente, mas desperdiça grandes chances de aprendizado, afirma Rosângela.

Quando você questiona a escrita de alguma palavra, o uso de determinada expressão ou a construção de uma frase, essa é a hora de consultar os materiais de referência mencionados no item anterior. Segundo a professora, a pior alternativa é ignorar o problema e, assim, perpetuar a dúvida.

Fonte: Exame

5 vantagens de escrever com frequência

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Fonte: Shutterstock

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Conheça os benefícios que a escrita pode trazer para a sua vida

Publicado no Universia Brasil

A escrita é uma atividade presente no cotidiano de praticamente todos os profissionais, seja no momento de redigir um e-mail ou um texto importante solicitado pelo chefe. No entanto, muitos funcionários, além de não terem facilidade para escrever, não gostam da prática. Para que você comece a escrever mais, confira quais são os benefícios:

1 – Você será mais organizado

À medida que você se identificar com a escrita, irá querer praticá-la cada vez mais. Por isso, você organizará melhor os seus compromissos para que tenha tempo de exercer uma atividade que se tornou um hobby ao longo do tempo.

2 – Você terá um vocabulário melhor

Quanto mais você escreve, mais cria um estilo próprio de texto, ampliando consideravelmente o seu potencial. Pela necessidade de encontrar sinônimos para expressar as ideias que deseja, você começará a entrar em contato com palavras até então desconhecidas do seu vocabulário. Assim, ele será ampliado, trazendo benefícios para sua própria escrita.

3 – Você falará melhor

A escrita faz com que o pensamento flua de maneira mais coesa e concisa. Por isso, você perceberá mudanças positivas na forma como fala e se comunica com os outros. Assim, sua autoconfiança ao falar com alguém será muito maior.

4 – Você lerá mais

O gosto pela escrita desperta também o gosto pela leitura. Possivelmente você se sentirá mais conectado com os livros e passará mais tempo do seu dia lendo notícias, textos e qualquer outro material que seja do seu interesse. Consequentemente sua bagagem cultural será ampliada.

5 – Você pode escolher sua carreira

Muitas vezes a escrita é algo tão importante na sua vida que pode levá-lo a escolher uma carreira em que ela seja essencial. Você pode optar pela carreira de escritor, de jornalista ou qualquer outra em que você acredite precisar das palavras com frequência.

Como se tornar um escritor best-seller após os 60 anos

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Parece que é exceção, mas não. O sucesso na literatura tem relação proporcional aos anos de vida: as chances de dar certo crescem com a idade. Só que as portas desse mercado estão fechadas por preconceitos, é preciso arrombar com persistência, confiança e talento.

Christiane Britto, no Pé na Alcova

Aqui vamos falar dos escritores temporões, especificamente, os de 65 anos (ou mais): que chances têm de se tornar best-sellers? Esse tópico de discussão surgiu em uma rede social e gerou quase mil comentários, inclusive o meu, ingênuo: “sim, lógico, no Brasil temos a Cora Coralina”…

Consegui me divertir e me instruir, divido com vocês estatísticas, previsões e reflexões que acrescentei.

1.Metade dos escritores publicados têm, na media, 64 anos. Então “65” é uma idade razoável para se lançar.

2.Mais de 4,2 milhões de livros publicados no mundo foram escritos por pessoas com mais de 80 anos.

3.Em 2014, 79% dos escritores, nos Estados Unidos, faturaram menos de 30 mil dólares, subtraídas todas as despesas. É pouco, por isso pessoas que trabalham com artes têm avaliação negativa de crédito nos bancos e dificuldade para pagar contas. Considerando-se que essa média incorpora também o faturamento dos best-sellers, pode-se dizer que muitos escritores não recebem nada por seus livros em um ano.

4.Já o escritor britânico médio ganha £11.000 por ano. “Eles adorariam ganhar £22.000 (30 mil dólares)”, garante um autor veterano.

5.Uma senhora — que estreou na literatura com 83, tem 86 e já lançou o segundo livro em 2014 — se dedica a escrever o terceiro. Sente-se realizada, embora distante de um título best-seller. Admirável empenho o dela na discussão, questionou, foi questionada (todos discutiram como se tivessem a mesma idade, coisa bem americana que achei legal, o excesso de respeito sacrificaria a honestidade das respostas), e não perdeu o ânimo.

6.Uma autora de 61 anos, estreante, diz que se sente realizada porque a sua visão de sucesso é: “a)Termina de escrever a porra do livro; b)Publique via Kindle (KDP); c)Acompanhe o “aguarde aqui” nas vendas pela Amazon.” Publicar pela primeira vez foi uma “experiência gloriosa” que quer repetir: “Durante 40 anos fui uma pessoa de hábitos rígidos, agora, com a aposentadoria, quero agenda livre. Há dias em que escrevo muito, em outros, nem uma linha. Talvez a disciplina venha com o segundo livro.”

7.Há outras motivações para a escrita após os 65, como o contato com um público interessado: “Eu nunca tive nenhuma inclinação para escrever poesia ou qualquer outro gênero até que conheci as crianças e elas sabiam exatamente o que queriam. Produzi 400 poemas para elas, já publiquei 344 em cinco livros. O bom de ser aposentada, é que não preciso do dinheiro das vendas para sobreviver. Faço por diversão e realização”, revela uma autora de quase 70.

8.Um escritor definiu duas regras para se dar bem com publicações após aposentadoria (e antes), afinal, o mercado literário está despontando como oportunidade de segunda carreira para uma grande maioria de maiores de 60. A regra número 1 é “nenhum editor ou editora pode garantir o sucesso do seu livro”. Regra número 2: nunca se esqueça da regra número 1.

9.A vocação pode despertar cedo, aos 12, caso de Brian Morgan. Mas só se realizar décadas depois. Conta Morgan: “Publiquei o primeiro livro aos 62 e me tornei best-seller. Aos 72, me tornei um escritor independente, hoje, com 74, já tenho sete livros no total. Pretendo me aposentar aos 100.”

10.Certamente a indústria discrimina os escritores velhos, sempre foi assim, diz uma autora consagrada. Conta que publicou seu primeiro romance pela Harper Collins quando estava com 55 anos. As vendas foram excelentes. A partir daí, sua idade deixou de contar. Hoje tem 85 anos, 15 livros publicados nos Estados Unidos, Irlanda e Inglaterra.

11.Cassie Harte, best-seller aos 64 anos com a biografia I did tell I did, 2009, discorda: “Eu escrevi minha autobiografia com 64 anos e fui para a posição número 1 nos rankings de não ficção de jornais como o Sunday Times”. O livro ficou nessa posição por quatro semanas, vendeu 90 mil cópias e está publicado em quatro países. “Meu segundo livro está em fase de lançamento”, diz,”portanto, se você tem uma boa história, escreva e boa sorte!”

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12.Uma atriz e também autora afirma que, lamentavelmente, aos 65 anos, o autor é praticamente impublicável porque não tem longevidade – na visão do mercado – para fazer uma carreira: “Do ponto de vista tradicional de publicação, a possibilidade de um escritor se lançar aos 65 com sucesso é mínima. Em nossa edição de inverno 2015, fizemos uma peça sobre James Anderson, que escreveu um livro verdadeiramente magistral, chamado The Never-Open Desert Diner. Ele tem sido elogiado por alguns realmente importantes meios de comunicação e é um grande sucesso do ponto de vista de vendas. Mas quase não foi publicado. Por quê? Porque – com 62 anos de idade – agentes e editoras disseram que James não tinha nenhuma “longevidade”. Em outras palavras, ele era velho demais para escrever mais livros. Felizmente, a Caravel Books, em Nova York, publicou o livro simplesmente porque é muito bom, do contrário a obra nunca teria visto a luz do dia. Se um escritor talentoso como James quase “perdeu o barco da oportunidade” – que será do destino de outros escritores “mais velhos”. “Por outro lado, a história dele prova que talento + persistência = sucesso. Está vendendo bastante em quatro países”, diz a atriz e autora.

13.Há autor que até tem nome para os jovens que julgam suas obras com má vontade e pouco conhecimento: “O problema é que existem (mais…)

História da Leitura

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Publicado em História do Mundo

A história da leitura tornou-se um campo de estudos muito profícuo a partir dos anos 1970, sobretudo com a matriz da historiografia desenvolvida na França que ficou conhecida como nova história. Foi com essa “nova história”, ou nova história cultural, que se desenvolveu o interesse por novos objetos de estudo, novas abordagens e novos problemas para a História. Um desse novos “objetos” foi exatamente a “prática de leitura”, isto é, como nas várias épocas da história humana a prática da leitura foi transformando-se de acordo com a construção social de cada uma dessas épocas.

O enfoque da “nova história” tinha como objetivo abolir os velhos esquemas dos estudos históricos que se prendiam a análises esquematizadas e generalizantes do passado que não ofereciam elementos para apreender a atmosfera das várias situações em que se encontravam os vários grupos humanos. Para realizar a tentativa de tal apreensão, fez-se necessária a canalização das pesquisas para a “história das práticas.”

A história das práticas de leitura está intimamente associada à história dos suportes de acomodação da escrita. Esses suportes podem ser desde as tabuinhas com escrita cuneiforme da antiga Mesopotâmia até a escrita virtual dos monitores de computador, passando por rolos de papiros, códices, escritos em pedra, escritos em couro, entre outros. Esses suportes determinaram ou, no limite, contribuíram decisivamente para moldar a prática da leitura em cada época específica. Por exemplo, nas sociedades antigas, em que a escrita era um privilégio de sacerdotes, escribas e demais pessoas ligadas a funções hierárquicas, a leitura era, por definição, uma prática oral e coletiva. Lia-se em voz alta para uma grande quantidade de pessoas. Aprendia-se, com maior frequência, de cor vários textos literários, com era o caso da educação das crianças em Atenas, que decoravam e recitavam trechos das epopeias de Homero.

A prática da leitura silenciosa, isto é, o hábito de leitura individual e em silêncio, só nasceu com os monges copistas na Idade Média. E nasceu nesse contexto específico e com esses atores sociais em razão das circunstâncias nas quais eles estavam inseridos. Os monges que tinham por dever a cópia, isto é, a réplica de manuscritos, fossem clássicos (gregos e romanos) ou cristãos, e o ornamento dos códices (livros em que era inserida a cópia) com iluminuras (arte de ilustração dos códices), necessitavam de um ambiente silencioso que favorecesse a leitura atenta e a precisão para o trabalho. Desde então, essa prática de leitura silenciosa laicizou-se, tornou-se comum, sobretudo após a invenção da imprensa por Gutenberg no século XV.

Códice medieval com iluminuras

No século XVIII, com o advento do romantismo literário e das feiras de livros em várias cidades europeias, a prática da leitura tornou-se um hábito realmente popular e com grande impacto na sociedade. Basta dizer que a leitura de panfletos políticos e escritos filosóficos dos iluministas mobilizou, em grande parte, os burgueses da França à ação revolucionária de 1789.

Um dos principais representantes dos estudos sobre a história da leitura, o historiador Roger Chartier, dedicou-se a perceber o impacto que as práticas de leitura exerceram naquelas que ele denominou “comunidades interpretativas” ao longo da história. A relação que temos hoje com a leitura, por exemplo, está associada intimamente às construções de hábitos sociais dependentes da tecnologia, como a tela de computador e a internet.

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