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Paulo Coelho revela que estava escrevendo livro com Kobe Bryant

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Publicado na IstoÉ

Entre as personalidades que lamentaram a morte de Kobe Bryant, um dos maiores jogadores de basquete da história, está o escritor Paulo Coelho. Em sua mensagem, o brasileiro revelou que estava escrevendo um livro para crianças em parceria com o astro e afirmou que iria “deletar o rascunho” após a trágica notícia.

“Você era mais do que um grande jogador, querido Kobe Bryant. Eu aprendi muito interagindo com você. Vou deletar o rascunho agora, esse livro perdeu a razão de existir”, escreveu Paulo Coelho em sua conta no Twitter.

A publicação do escritor conta com mais de dezenas de milhares de interações. Entre os comentários estão pedidos para que ele publique o livro. “Talvez fosse uma maneira de honrá-lo se você ainda o escrevesse. Mas somente se você tiver vontade”, disse um dos fãs.

“Dê tempo suficiente à esposa para lamentar e então deixe-a decidir. Oro para que haja compaixão para não forçá-la a tomar decisões prematuras neste momento inacreditavelmente difícil de ter perdido o marido e a filha. Estou até surpreso que isso seja publicado”, comentou outro internauta.

Em 2016, o astro do basquete já havia afirmado que tinha o sonho de fazer um livro voltado para crianças e teria entrado em contato com Paulo Coelho. Depois disso, o ex-jogador e o escritor não comentaram sobre o desenvolvimento do projeto.

Antes de morrer, Bryant chegou a lançar dois livros. O “Mamba Mentality”, que comenta sobre a preparação para o jogo, e o “Wizenard Series”, uma série contando a história de cinco jovens jogadores de basquete.

Paulo Coelho: “Não dou autógrafo”

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O escritor Paulo Coelho, que lança seu 28º livro, o romance 'Adultério'

O escritor Paulo Coelho, que lança seu 28º livro, o romance ‘Adultério’

Morris Kachani, na Folha de S.Paulo

Aos 66 anos, o escritor Paulo Coelho se prepara para lançar seu 28º livro. “Adultério” será publicado inicialmente no Brasil, com uma tiragem de 100 mil exemplares. Até o final do ano, será lançado em mais de 34 países.

A história é um triângulo amoroso formado por Linda, uma jornalista que vive aparentemente um conto de fadas, seu marido rico e um antigo namorado dos tempos de escola, político em ascensão, também casado.

Coelho conta que a ideia de escrever sobre adultério surgiu após consultar seus seguidores na internet. São 19 milhões no Facebook e 9 milhões no Twitter.

“Oitenta por cento das pessoas consultadas falavam em depressão induzida por uma infidelidade conjugal. Comecei a entrar em fóruns de maneira anônima para entender por que reagiam dessa maneira”, diz. “Terminei em duas ou três pessoas que me serviram de base para a composição dos personagens.”

Ocupante da cadeira de número 21 da Academia Brasileira de Letras, Paulo Coelho tem 165 milhões de livros vendidos no mundo, traduzidos em 80 idiomas.

Para esta entrevista, o escritor recebeu 22 perguntas por e-mail. Decidiu selecioná-las e gravou as respostas em um podcast. Leia os principais trechos.

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Folha – Por que escolheu o adultério como tema?
Paulo Coelho – Eu tinha visto um filme sobre um estudo que marcou a geração dos meus pais, que foi o relatório Kinsey, no qual um cientista desenvolveu uma pesquisa de comportamento sexual.

Depois dele, as pessoas passaram a ficar menos preocupadas e encucadas com seu próprio comportamento sexual. Antes, todo mundo achava que era único, que só ele tinha esse problema, que só ele se masturbava, que só ele gostava disso ou daquilo.

Com o relatório, houve uma espécie de alívio geral, ficou evidente que ninguém estava sozinho. Daí pensei, ‘puxa vida, qual seria o grande problema hoje em dia?’.

A que conclusão chegou?
Perguntei aos meus leitores na web sobre o que achavam da depressão, que me parecia ser o maior problema humano hoje. Efetivamente as pessoas começaram a falar a respeito, mas, na verdade, 80% delas falavam em depressão induzida por uma infidelidade conjugal. Deduzi que o tema era adultério.

Oitenta por cento das pessoas com depressão induzida por uma infidelidade conjugal é um número muito alto, não?
No final das contas, infidelidade conjugal e depressão são duas coisas diferentes. O verdadeiro deprimido não quer saber de conversar sobre depressão. Uma coisa são esses problemas que a gente têm na vida diária, outra são as questões médicas, a serem tratadas com remédio.

Qual seu entendimento sobre a depressão e a melancolia na vida contemporânea, e o uso disseminado de remédios de tarja preta?
É engraçado porque quando entrei nos fóruns sobre adultério, nenhuma das pessoas se tratava com remédio. Acho que o remédio sufoca teu enfrentamento com o problema, ele não mostra. Ninguém ali estava se tratando. As pessoas realmente deprimidas não participaram da discussão, nem estão em fóruns nem nada. Estão tomando seus remédios de tarja preta.

O adultério deve ser considerado um pecado?
Eu não julguei o casamento, o adultério, não julguei nada. Acho que um escritor muitas vezes é apenas um repórter do seu tempo.

O que representa este livro para você e no contexto de sua obra?
Foi um desafio interessante. Não posso viver sem desafios. Meus ciclos são de dois anos. Posso falar de qualquer assunto. Em outros livros já tratei do espiritual, da prostituição, da lenda, da loucura ou da cultura das celebridades. Mas o que marca todos é a ideia do estilo. Você pode ser simples sem ser superficial.

Qual é seu momento atual?
Vivo de maneira praticamente isolada. Não faço lançamento e não dou autógrafo. Atualmente tenho comunidades muito fortes. No Facebook, já cheguei a 19 milhões de seguidores, no Twitter tenho 9 milhões. Vinte por cento são brasileiros. Isso tudo me permite interagir com meu leitor, coisa que não podia fazer antigamente.

A superficialidade das relações nas redes sociais não te incomoda?
Eu discordo quando você diz que tem superficialidade. Acho que pode ser superficial. Mas existe uma relação muito intensa também. Acabei conhecendo gente muito interessante nas comunidades sociais. É só saber o mapa da mina e procurar pessoas que te interessam. Mas sobre passar muito tempo nas redes sociais, é verdade. Fico aqui muito tempo, mais tempo do que deveria.

O caminho do sucesso dos novos escritores

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Publicado originalmente no No Mundo e Nos Livros

O escritor Paulo Coelho acaba de afirmar que a nova geração de escritores não está prestando atenção e aproveitando todas possibilidades que tem diante de si hoje em dia. Para isso citou o caso do livro “A batalha do Apocalipse” de Eduardo Sphor que entrou em todas as listas de mais vendidos com comentários simples na internet que se propagam mesmo não sendo da crítica especializada.

Hoje com o advento da internet, os escritores podem expressar o que pensam inclusive sobre qualquer obra literária. Paulo Coelho lembrou ainda que quando alguém vai comprar um livro, esse leitor “não vai procurar os comentários da crítica especializada, mas daqueles que já leram. Isso pode determinar o sucesso global ou a morte súbita de um texto.”

Paulo Coelho que sempre foi muito criticado pela mídia lembrou os leitores que nunca faltou espaço para ele na mídia. Lembrou ainda que as previsões sobre ele, era de que fosse apenas um fenômeno de moda, mas com o crescimento da internet, passou a escrever para blogs e redes sociais, ampliando o alcance daquilo que julgava interessante dizer.

Para Paulo Coelho os escritores sofrem da “síndrome de Van Gogh” (ser reconhecido apenas após a morte). O grande erro dos novos escritores é que tentam “agradar a um sistema falido da cultura construída com verbas de ministérios e cimentada com resenhas misteriosas e ilegíveis. Gastam uma imensa energia em busca de reconhecimento que já não está nas mãos daqueles que pensam detê-lo.”

Paulo Coelho diz ainda “A esses, eu digo: os meios de produção e divulgação estão a seu alcance – e isso nunca aconteceu antes. Se ninguém presta atenção ao que estão fazendo, não se preocupem. Continuem adiante, porque cedo ou tarde (mais cedo que tarde) alguém entenderá o que dizem. Os brasileiros não são lidos no exterior porque ninguém se interessa em traduzi-los.” Hoje os autores podem fazer todos esse trabalho sozinho e sem gastar muito. Podem traduzir seu livro e publica-lo tanto no Brasil como no Exterior de maneira totalmente gratuita.

Os autores britânicos, por exemplo, revelaram em um pesquisa já preferem eliminar seus editores e publicar seus livros por conta própria. Estas são talvez as duas revelações mais surpreendentes da pesquisa “Do you love your publisher?” (“Você ama sua editora?”), feita para identificar a atitude de escritores britânicos em relação a seus editores por encomenda do Writer’s Workshop. A auto publicação de e-books também é mais atrativa, pois o retorno financeiro também é maior. Quem sabe você autor muda de atitude agora?

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