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Quem é a artista homenageada pelo Doodle por seus 90 anos?

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A escritora e ativista Maya Angelou – Reprodução Instagram

Falecida em 2014, Maya Angelou foi uma escritora, poetisa e ativista negra

Jan Niklas, em O Globo

RIO — Nome que lutou ao lado de Martin Luther King e Malcom X, escritora, poetisa e ativista, Maya Angelou completaria 90 anos nesta quarta-feira. A americana recebeu uma homenagem em um “Doodle”, onde um de seus poemas mais famosos “Still I Rise”, é recitado por ela e artistas como Alicia Keys e Oprah Winfrey.

Nascida em 4 de abril de 1928 no Missouri, Estados Unidos, Maya ( seu nome de nascimento era Marguerite Johnson), ficou conhecida por sua série de sete livros autobiográficos, onde aborda temas como racismo, gênero, identidade e família (principalmente sua condição de mãe solteira). Sua obra não é traduzida no Brasil.

Doodle de Maya Angelou – Reprodução

Seu primeiro livro “I Know Why the Caged Bird Sings ” (“Eu sei porquê os pássaros presos cantam”, em tradução livre), conta sobre suas primeiras experiências como criança e adolescente negra nos EUA até completar 17 anos.

DANÇARINA, JORNALISTA E ATÉ PROSTITUTA ANTES DA FAMA

Antes de obter reconhecimento internacional como escritora e intelectual, Maya teve diversas ocupações. Chegou a ser cozinheira e até dançarina de clubes noturnos e prostituta.

Depois despontou na carreira artística como atriz atuando em alguns musicais e programas na TV americana. Também atuou como produtora, diretora e chegou a gravar alguns álbuns, como o “Miss calypso” de 1957.

Nos anos 1960 atuou ainda como jornalista, cobrindo na África os processos de independência do Egito e de Gana.

Na década seguinte, tornou-se a primeira mulher negra a escrever o roteiro de um filme: “Georgia-georgia”, produção sueco-americana de 1972.

Com o reconhecimento de seu trabalho literário e político, foi nomeada para uma cátedra de estudos americanos na Wake Forest University, no estado da Carrolina do Norte.

Teve um dos seus momentos mais lembrados em 1993, quando foi convidada a recitar seu poema “On the Pulse of Morning” (“No pulsar da manhã”) na cerimônia de posse de Bill Clinton.

Maya Angelou morreu aos 85 anos em 2014. Ela trabalhava em um novo livro que iria contar sobre suas experiências com líderes americanos e internacionais.

‘A Livraria’ mostra a doce luta de uma mulher apaixonada por literatura

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Emily Mortimer no papel de Florence Green. Foto: Cineart Filmes

André Carmona, no Estadão

A Livraria começa com uma descrição em tom literário, como se o trecho de um romance estivesse sendo lido para o espectador. Assim, somos apresentados à história de Florence Green (Emily Mortime). Ela é uma viúva, cheia de boas intenções, que se muda para uma pequena cidade costeira da Inglaterra alimentando o sonho de abrir o próprio negócio – justamente uma loja de livros. Mas, para isso, terá de lutar. Contra tudo e contra todos.

O filme, adaptação da diretora espanhola Isabel Coixet para a obra homônima de Penelope Fitzgerald, é ambientado nos anos 1950. A população do pequeno e conservador vilarejo, ainda que sem motivo aparente, logo passa a se opor à ideia de uma livraria ali. Todos querem distância de Florence Green e de seu ‘subversivo’ empreendimento cultural.

Atacada, principalmente, pela elite local, a protagonista ameniza seu drama encontrando refúgio nas poucas e incipientes amizades. Uma delas é o sr. Brundich (Bill Nighy). Leitor inveterado, o milionário recluso desperta, ao mesmo tempo, a curiosidade e a admiração de todos. Juntos, os dois travam diálogos interessantes e, de certa maneira, cômicos sobre como lidar com a situação.

A atriz Emily Mortime se encaixa harmoniosamente na personagem que interpreta. É verdade que seu jeito frágil e a feição de eterno sofrimento contrastam com o discurso atual de empoderamento feminino, de mulheres fortes e prontas para a guerra. Nem por isso somos menos cativados por sua doce luta literária.

10 famosos de outras áreas que escreveram best-sellers – e você nem sabia!

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Caio Coletti, no Observatório do Cinema

É curioso pensar nos nossos atores preferidos como autores de livros – isso porque costumamos pensar em famosos do cinema como pessoas muito públicas, e escritores não tanto. É difícil separar a personalidade desses famosos de suas narrativas, mas a verdade é que eles são muito talentosos no papel!

LAUREN GRAHAM | Você a conhece como a Lorelai Gilmore, mas Graham também é chegada a uma boa máquina de escrever. Intitulada Quem Sabe um Dia, sua estreia no mundo da ficção conseguiu status de best-seller do New York Times contando a história de uma jovem tentando sucesso na Broadway.

 

GENE HACKMAN | Após anunciar sua aposentadoria dos cinemas em 2004, o lendário Lex Luthor de Superman (1978) conseguiu realizar um sonho: ter tempo para escrever romances históricos. Nenhum de seus livros foram traduzidos no Brasil, mas títulos incluem Justice for None (Justiça para Ninguém), Escape from Andersoville (Escape de Andersonville) e Pursuit (Perseguição).

CHRIS COLFER | Sentindo falta do Kurt de Glee nas telas? Bom, é melhor você não esperar sentado, porque atualmente Chris Colfer está muito ocupado com sua carreira de escritor best-seller. A série de livros infanto juvenis Terra de Histórias, publicada em onze volumes entre 2012 e 2017, é dele.

TOM HANKS | O lendário astro de Forrest Gump e Toy Story não se caracterizava como um escritor até recentemente – ele lançou seu livro de contos, Tipos Incomuns, em outubro de 2017. O livro foi um sucesso de crítica e público – inspirado pela coleção de máquinas de escrever antigas que possui, Hanks criou contos nostálgicos e criativos.

CARRIE FISHER | A eterna Princesa Leia se considerava mais escritora do que atriz. Seu best-seller Lembranças de Hollywood é talvez o mais lembrado de uma grande bibliografia – isso porque o livro de inspiração autobiográfica virou filme, estrelado por Meryl Streep e Shirley MacLaine em versões pouco disfarçadas de Fisher e sua mãe, Debbie Reynolds.

STEVE MARTIN | O comediante publica ensaios, peças, livros autobiográficos e novelas de ficção desde 1979, mas seu trabalho mais reconhecido no campo literário é provavelmente A Balconista, que ele mesmo transformou em um filme em 2005, estrelado por Claire Danes. Vale a pena ler – e ver!

HUGH LAURIE | Em 1996, ainda conhecido primariamente como um comediante britânico, Laurie lançou seu primeiro livro, O Vendedor de Armas, uma comédia de humor negro muito elogiada pelos críticos. Desde então, ele promete um segundo tomo, intitulado The Paper Soldier (O Soldado de Papel, em tradução livre), mas por enquanto nada…

ETHAN HAWKE | Fãs da trilogia Antes do Amanhecer, de Richard Linklater, sabem que Ethan Hawke (assim como sua colega de elenco, Julie Delpy) ajudaram a escrever o roteiro dos três românticos filmes que a compõem. Mesmo assim, é curioso saber que Hawke também já publicou três livros de ficção, dois dos quais foram enormes sucessos, traduzidos para o Brasil: Quarta-Feira de Cinzas (2002) e Código de Um Cavaleiro (2015).

AMBER TAMBLYN | Você a conhece por Quatro Amigas e Um Jeans Viajante, Joan of Arcadia ou 127 Horas, mas Tamblyn é também uma poetisa realizada, que publica seus próprios livros e os vende independentemente, em meio a muita aclamação crítica. Seus dois livros até agora se chamam Of the Dawn (Da Alvorada) e Plenty of Ships (Muitos Navios).

MEG TILLY | Após indicação ao Oscar por Agnes de Deus (1985) e papel marcante em O Reencontro (1983), é curioso que Tilly não tenha conseguido mais sucesso na carreira pós-anos 1980, mas isso pode ter acontecido por sua predileção pela literatura. Desde 1994, ela publicou seis livros – o mais bem sucedido deles sendo Porcupine, de 2007.

Trilogia de Margaret Atwood, ‘MaddAddam’ será adaptada para a TV

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Margaret Atwood – Darren Calabrese / The Canadian Press via AP

Após sucesso de ‘The Handmaid’s Tale’, autora teve direitos de suas obras disputados por produtoras

Publicado em O Globo

RIO – Depois de uma disputa acirrada pelos direitos, o canal Paramount Television e a Anonymous Content anunciaram hoje que serão os responsáveis por mais uma adaptação para a TV de uma obra da escritora canadense Margaret Atwood. A bola da vez é a trilogia “MaddAddam” (publicada no Brasil pela editora Rocco). Não se sabe ainda qual canal deverá exibir a produção, que também não tem prazo para começar.

A série deverá surfar no sucesso de “The Handmaid’s Tale”, sucesso do canal Hulu, que ganhará sua segunda temporada em abril (mesmo mês em que a primeira temporada será exibida no Brasil, no Paramount Channel). Outro romance da autora, “Alias Grace”, foi adaptado para a TV em 2017, com seis episódios de 45 minutos;

Assim como o premiado “The Handmaid’s Tale”, vencedor do Emmy e do Globo de Ouro de melhor série dramática, “MaddAddam” também é uma distopia. Os três livros da série (“Oryx e crake”, “O ano do dilúvio” e “MaddAddam”), se encaixam no que Atwood descreve como “ficção especulativa”, abordando assuntos como catástrofes biológicas, experiências genéticas e regimes totalitários provocados por colapsos ambientais.

Em nota, a autora, de 78 anos, disse estar satisfeita com a “deslumbrante apresentação visual” que a produtora imagina para a adaptação.

3 livros que todo aspirante a escritor deve ler

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Sarah Ferragoni, no Beco Literário

Há muitos manuais de escrita espalhados pelas livrarias que prometem ajudar os aspirantes a escritores a aprimorarem suas habilidades mas, muitos deles, são repletos de regras e fórmulas que pouco ajudam quem está começando. Esses 3 livros te ajudarão de forma verdadeira e inspiradora a tirar da cabeça suas histórias e colocá-las, enfim, no papel.

Sobre Escrita – Stephen King

Nesse livro, o leitor pode entrar na cabeça do autor e entender o processo de criação de seus livros. A obra é separada em “Currículo” parte na qual ele apresenta sua história de vida e todos os acontecimentos que o levaram a ser o escritor que é – desde sua infância e suas inúmeras histórias que enviava à revistas, até a publicação de livros bem sucedidos como “Carrie, a estranha”. Essa primeira parte leva o leitor a conhecer as inspirações e motivações de King, por meio das peculiaridades e interesses do autor que conta, inclusive, sobre seu problema com álcool e o acidente que quase o matou em 1999.
A segunda e terceira parte, “Caixa de ferramentas” e “Sobre Escrita”, trazem um compilado de dicas e sugestões aos aspirantes a escritores, mostrando as ferramentas necessárias para aprimorar a escrita. De maneira muito inspiradora e sem ditar regras absolutas, King traça os caminhos para produzir uma boa obra, analisando alguns livros seus e de outros autores. Os conselhos vão desde questões técnicas, até organização e manejamento do seu espaço de trabalho. Segundo ele, não é possível transformar um escritor ruim em um bom escritor, mas é possível transformar um escritor competente em um bom. A leitura é quase obrigatória para todos que se interessam por escrita, seja de horror ou ficção no geral.

Para ler como um escritor – Francine Prose

O livro da escritora, jornalista e professora é de grande importância para quem deseja tornar-se autor de romances. Ela divide, didaticamente, o livro em capítulos como “Leitura atenta”, “Palavras”, “Parágrafos” e “Diálogos”, analisando obras de grandes autores como Fitzgerald, Virginia Woolf e Tchekov. Francine defende o método “close reading”, no qual há uma leitura atenta às obras, pensando sobre questões como a estruturação dos parágrafos e a escolhas das palavras feita pelo autor ao escrever o livro. Além disso, o livro traz uma vasta e excelente gama de referências bibliográficas – livros que são importantes para serem tomados como guia, devendo ser lidos atentamente por aquele que deseja escrever. Sem apresentar regras fixas de escrita, a autora analisa os livros e, através de exemplos, defende que há o aprendizado ocorre por meio de uma leitura minuciosa e atenta das grandes obras.

A Jornada do Escritor – Christopher Vogler

Vogler construiu a obra com base na teoria da Jornada do Herói, de Joseph Campbell (O Herói de Mil Faces), teoria na qual se apresenta o percurso similar que os heróis da ficção percorrem. O livro de Christopher Vloger apresenta, então, a jornada de um escritor de modo a dividir o livro em 19 partes, desde a primeira, com “O mundo comum”, até O “Chamado à aventura” e, por fim, o “Retorno com o elixir”. O autor analisa o estudo de Campbell acerca do herói através de diversos filmes importantes na indústria cinematográfica. A obra não é um manual de escrita, mas apresenta pontos importantes em relação à construção de um enredo e personagens.
Vale mencionar que o livro remete muito ao ambiente cinematográfico, portanto, é uma boa opção para quem se interessa pelo assunto, sobretudo construção de roteiro. É interessante a análise feita pelo autor acerca das histórias famosas hollywoodianas, como Star Wars.

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