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Ana Maria Machado é a homenageada da Flica 2016

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Ana Maria estará na Flica, onde participará da mesa O Mar, um Mapa, a Audácia, que acontece no dia 14, às 19h

Publicado no Correio 24 Horas

A 6ª edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que acontece de 13 a 16 de outubro, no município de Cachoeira, no Recôncavo, já tem homenageada: será a escritora carioca Ana Maria Machado, vencedora de três Prêmios Jabutis.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

 

Além de receber todas as honras da festa literária, Ana Maria estará na Flica, onde participará da mesa O Mar, um Mapa, a Audácia, que acontece no dia 14, às 19h.

Na Flica, evento realizado pela iContent, a autora baterá um papo com a professora Mônica Menezes, responsável pelo projeto de pesquisa na área de literatura infantojuvenil da Ufba. Ana Maria Machado é vista pela crítica como uma das mais versáteis e completas escritoras brasileiras contemporâneas. Ela mesma diz: “Já fui professora, já fui jornalista, já fiz programa de rádio, já tive uma livraria e nesse tempo todo nunca parei de escrever”.

Autora popular e muito conceituada no segmento infantil, Ana Maria foi presidente da Academia Brasileira de Letras e em sua gestão deu especial ênfase a programas sociais de expansão do acesso ao livro e à leitura nas periferias e comunidades carentes. Ao longo de 40 anos escrevendo, publicou mais de cem livros (dos quais 9 romances e 8 de ensaios), com mais de vinte milhões de exemplares vendidos, lançados em vinte idiomas e 26 países.

#LeiaMulheres: Como o mercado editorial perpetua a desigualdade de gênero na literatura

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Ana Beatriz Rosa, no Brasil Post

Basta uma olhada rápida nas prateleiras para perceber: quantas são as autoras que você conhece? Ou melhor, quantos são os livros escritos por mulheres que você já leu?

Provavelmente esse número será muito menor se comparado ao de autores homens, e isso porque há uma grande diferença de representatividade de gênero no mercado editorial.

2014 foi o ano em que este tema foi bastante discutido.

Foi o ano em que foi publicada uma antologia que listou 101 autores contemporâneos essenciais, mas entre eles, apenas 14 eram mulheres.

Foi o ano em que a hashtag #LeiaMulheres foi criada.

Iniciado pela ilustradora e jornalista britânica Joanna Wash, o #LeiaMulheres (#ReadWomen2014) alcançou diversos países.

Aqui no Brasil, o trio de amigas Juliana Gomes, Juliana Leuenroth e Michelle Henriques criou um clube de leitura inspirado no movimento. A ideia dos clubes começou com elas em São Paulo e se espalhou para 21 cidades do País, com participação livre e gratuita da comunidade.

Em entrevista ao HuffPost Brasil, as fundadoras detalham o surgimento dos clubes de leitura:

“Depois da campanha #ReadWomen, tivemos a ideia de fazer um grupo presencial para discutir literatura feita por mulheres. Começou em março de 2015, na livraria Blooks de São Paulo. Hoje são 21 cidades e 4 em implantação. Nós rechaçamos o termo ‘literatura feminina’. A literatura existe. Ela é feita por homens ou mulheres. Ela pode escrever o que ela quiser. Não existe literatura feminina porque não existe literatura masculina. Existe literatura escrita por homem, mulher, cis, trans.”

Mensalmente, o grupo se reúne para discutir o livro do mês. A escolha das obras é livre. Em São Paulo, fica a cargo das três mediadoras.

Março foi o único mês em que todos os clubes do País leram o mesmo livro para marcar o aniversário da rede e reverenciar a poeta Ana Cristina Cesar, escolhida pela Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) como homenageada.

Juliana Gomes mergulhou profundamente no universo da poeta.

“A Ana Cristina foi uma poeta polêmica. Seus poemas vão além da poesia. Ela faz uma pincelada de muitos autores. Ela é contracultura, é poeta marginal, cometeu suicídio e ficou esquecida por um tempo. Os livros estavam esgotados e agora houve um relançamento de sua obra. Ela morreu muito jovem e não teve muitas republicações. Os seus escritos são uma poesia pungente. Aqui em SP nunca tínhamos lido algo tão forte. A poesia é diferente da prosa. A Ana é tao visceral que você sente a necessidade de entrar em tudo sobre ela. Ler poesia não é fácil.”

Juliana Leuenroth e Michelle Henriques, ainda, comentam sobre a escolha das obras:

“Quando finalizamos o encontro, apresentamos o próximo livro e todo mundo tem um mês para completar a leitura. O objetivo é que as escolhas sejam as mais diversas possíveis: raças, gêneros literários, países e narrativas. Mas sempre mulheres. Os encontros não são aulas nem palestras, são conversas. Queremos levantar questões sobre os livros. É uma discussão livre sobre a experiência de leitura. Em muitos casos, a narrativa tem uma relação com a vida da pessoa e ela compartilha. É bem dinâmico. Não queremos criar um elitismo cultural; pelo contrário, qualquer pessoa pode sentar e conversar — inclusive homens. Não seguimos muito as teorias literárias, podemos nos apoiar em alguns textos, mas não é esse o foco.”

Criadoras do clube de leitura de escritoras (esq-dir): Juliana Leuenroth, Michelle Henriques e Juliana Gomes

Criadoras do clube de leitura de escritoras (esq-dir): Juliana Leuenroth, Michelle Henriques e Juliana Gomes

 

Curitiba, Fortaleza, Sorocaba, Rio de Janeiro, Juiz de Fora, Salvador e Goiânia são algumas das cidades que fazem parte da rede. Quando iniciaram o clube, o trio de amigas não imaginava essa expansão.

“É muito gratificante ver que as pessoas têm interesse e apoiam a ideia. Elas têm outros compromissos, mas conseguem se encontrar à noite, durante a semana. A gente sabe que é difícil. Mas aí você vê que tem muitas pessoas querendo debater o livro com você, e é muito legal poder compartilhar.

A gente nunca sonhou grande, foi acontecendo de maneira orgânica. Isso dá o senso de comunidade e de simplicidade. Nós fomos o fio condutor para algo muito maior. Acho que criar o buzz e gerar o desconforto com essa campanha e com os dados sobre o mercado editorial foi o nosso ganho em 2015.”

Literatura e empoderamento

Em 1929, Virginia Woolf já falava das “dificuldades materiais” que a mulher sem emancipação tinha para escrever.

Em Um Teto Todo Seu, a autora usa sua ironia para traçar um painel da presença feminina na literatura, não como personagens, mas como autoras. Nos ensaios, ela faz uma análise sobre a situação das mulheres que são impedidas de ter um espaço próprio de reflexão e como o peso do machismo e da “autorização do patriarcado” recai sobre elas.

Mas será que hoje, décadas depois, o cenário editorial mudou tanto assim?

Em 2012, Regina Dalcastagné publicou o livro Literatura brasileira contemporânea — Um território contestado.

De acordo com a sua pesquisa, 72% dos autores publicados no Brasil são homens, brancos, de classe média, moradores do Rio de Janeiro e São Paulo, professores ou jornalistas.

A análise examinou 258 obras publicadas entre 1990 e 2004 pelas maiores editoras do setor – Companhia das Letras, Rocco e Record.

O texto final do livro demonstrou em números uma tendência nada surpreendente da nossa literatura tradicional atual.

Quase três quartos dos romances publicados (72,7%) foram escritos por homens; 93,9% dos autores são brancos; o local da narrativa é a metrópole em 82,6% dos casos; o contexto de 58,9% dos romances é a redemocratização, seguido da ditadura militar (21,7%).

Além de o protagonista ser, na maior parte das vezes, representado como artista ou jornalista, os negros aparecem quase sempre como marginais e as mulheres, como donas-de-casa ou objetificadas sexualmente.

Esses números revelam uma estrutura histórica em que as desigualdades continuam persistindo.

Em novembro de 2014, a autora Luisa Geisler, conhecida após ter levado o Prêmio Sesc de Literatura aos 19 anos, com um livro escrito sob pseudônimo masculino, afirmou ao jornal fluminense O Globo que escreve “como mulher, sim”.

No contexto da fala, Luisa foi contra aos “elogios sinceros” que costuma receber: os de que escreve como um homem.

Em entrevista ao HuffPost Brasil, a escritora questionou o local ocupado por mulheres na literatura:

“Não vejo ‘um’ papel específico, até porque não vejo ‘a’ mulher. Existem muitas literaturas, muitos papéis e muitos tipos de mulheres. É difícil determinar um papel só, se é que ele existe. Mas ao mesmo tempo, ressalto que escrever é uma arte, e a mulher não deveria ter a obrigação de ‘educar sobre o feminino’, se ela assim não quiser, em sua criação. Talvez a função que eu possa indicar seja esta: é fazer a melhor arte que ela pode.”

Sobre o machismo e o empoderamento, ela refletiu:

“O mercado editorial é tão machista quanto a maioria dos meios. Acho complicado dizer ‘X é machista’, porque no Brasil o machismo é estrutural. O mercado editorial não é uma bolha machista em um país de paz, amor e igualdade. Ele reflete problemas que existem além dele.

Escrever sempre é um ato político, mesmo que a autora (ou autor) não tenha essa intenção. A criação de uma história, de um universo, tudo isso dialoga com a realidade de maneira política. No entanto, não sei se escrever é uma forma de empoderamento. Adianta escrever se não se é lida? Escrever para o vácuo seria se empoderar? Não sei dizer. Claro que escrever como mulher é um passo em direção à igualdade, mas a ideia de empoderamento é mais abrangente. Talvez o ato de escrever por si só não seja garantia de empoderamento.”

Por isso, fica a sugestão: leia mulheres.

11 livros escritos por mulheres que vão brilhar na Flip 2016

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Clarice Lispector: escritora foi a primeira mulher a ser homenageada na Flip. Este ano o festival traz a segunda homenageada - Ana Cristina Cesar

Clarice Lispector: escritora foi a primeira mulher a ser homenageada na Flip. Este ano o festival traz a segunda homenageada – Ana Cristina Cesar

 

Caio Delcolli na Exame via HuffPost Brasil

A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) deste ano tem como marco ser a edição com a maior quantidade de mulheres convidadas até hoje.

Dos 39 autores a participarem do evento, 17 são escritoras – ou 44% do total. Em relação à festa de 2015, estamos diante de um aumento de representatividade: foram 32 homens e 11 mulheres.

Na edição de 2014, nove mulheres marcaram presença. Um número muito pequeno diante dos 38 homens. Em 2003, na estreia da Flip, apenas três autoras foram convidadas: Ana Maria Machado, Adriana Falcão e Patrícia Melo. Os homens, em contrapartida, eram 22.

O aumento – ainda longe do ideal – se deve à pressão que a Flip tem encontrado para expandir a representatividade de minorias neste que é um dos principais eventos literários do país.

Neste ano, a autora homenageada é a carioca Ana Cristina Cesar (1952-1983), a segunda em 14 anos de Flip. A primeira mulher a ser laureada na festa foi Clarice Lispector, em 2005.

Além de Ana C. estar no centro do debate, outras poetas brasileiras de porte estarão no rolê, como Marília Garcia, Laura Liuzzi e Annita Costa Malufe.

Entre as convidadas internacionais, estão Svetlana Aleksiévitch, Helen Macdonald e Kate Tempest lançando seus livros.

A Flip começa nesta quarta-feira (29) e vai até dia 3 de julho. Confira abaixo alguns exemplos de lançamentos das autoras que estarão por lá:

1 – ‘Crítica e Tradução’, de Ana Cristina Cesar

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Reunindo ensaios sobre vários temas – como mulheres na poesia, tradução e documentários brasileiros –, textos críticos e traduções – como a do conto Bliss (1918), de Katherine Mansfield –, Crítica e Tradução revela facetas da autora que vão além da poesia que a consagrou.

Editora: Companhia das Letras Páginas: 544 Preço: R$ 64,90

2 – ‘F de Falcão’, de Helen Macdonald

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Um dos livros mais elogiados pela crítica em 2014 e 2015, F de Falcão traz o relato sincero e tocante da autora, que entrou em depressão após a morte do pai. A inglesa Helen Macdonald superou o luto de uma forma inusitada: treinando um falcão. Isolada das pessoas ao seu redor, Macdonald compra o animal e decide – e explica como – domesticá-lo e caçar com ele. Macdonald encontrou na companhia de um dos animais mais ferozes do mundo e de leituras sobre o escritor T. H. White a possibilidade de se recompor e encontrar um rumo para sua vida. Vencedor do Costa Book Award.

Editora: Intrínseca Páginas: 288 Preço: R$ 44,90; e-book R$ 29,90

3 – ‘Os Tijolos nas Paredes das Casas’, de Kate Tempest

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Rapper, escritora e artista de palavra falada, a inglesa Kate Tempest é a autora de Os Tijolos nas Paredes das Casas. Nele, duas jovens, Becky e Harry, estão entediadas na região sudeste de Londres, onde trabalham em empregos insignificantes e têm namorados ciumentos. Becky serve mesas e faz massagens eróticas à noite, enquanto Harry trafica cocaína – mas apenas até elas decidirem fugir da cidade. O Guardian elogiou o livro; classificou as metáforas como “explosivas” e destacou o “lirismo” da história.

Editora: Casa da Palavra/LeYa Páginas: 336 páginas Preço: R$ 44,90

4 – ‘A Teus Pés’, de Ana Cristina Cesar

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O primeiro e único livro que Ana Cristina Cesar lançou em vida por uma editora, em 1982, condensa material inédito até aquele momento e publicações feitas antes de maneira independente: Luvas de Pelica (1980), Cenas de Abril (1979) e Correspondência Completa (1979). Elogiada por romper barreiras entre poema, prosa e ensaio, e o eu lírico e biográfico, Ana C. – como era chamada pelos amigos – deixou em A Teus Pés um registro de sua intimidade com as palavras e de sua escrita vertiginosa, desafiadora e direta. Um marco da poesia considerada “marginal” feita naquela época.

Editora: Companhia das Letras Páginas: 144 Preço: R$ 19,90

5 – ‘A História dos Meus Dentes’, de Valeria Luiselli

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O discreto Gustavo Sánchez Sánchez, ou simplesmente “Estrada”, quer trocar todos os dentes. Ele viaja pelo mundo aperfeiçoando habilidades que podem ajudá-lo nisso, como sua imitação da cantora Janis Joplin. O romance mostra a importância da arte em nossas vidas e da construção de nossas identidades. Entrou na lista do BuzzFeed de melhores livros de ficção de 2015.

Editora: Alfaguara Páginas: 126 Preço: R$ 34,90

6 – ‘A Guerra Não Tem Rosto de Mulher’, de Svetlana Aleksiévitch

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A jornalista bielorrussa vencedora do Nobel de Literatura de 2015 traz neste livro de não ficção relatos sobre a Segunda Guerra Mundial de um ponto de vista pouco lembrado: o das mulheres. Algumas soviéticas encararam de fato o confronto contra os nazistas – e trouxeram consigo lembranças de fome, tristeza, violência sexual e angústia, entre outras. A Guerra Não Tem Rosto de Mulher dá voz a voluntárias, enfermeiras e franco-atiradoras, por exemplo.

Editora: Companhia das Letras Páginas: 392 Preço: R$ 49,90

7 – ‘Um Caderno para Coisas Práticas’, de Annita Costa Malufe

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Em seu novo livro, Annita Costa Malufe tece com suas poesias histórias sobre o cotidiano que se interligam. Além disso, a autora dá sinais de que, como o Estadão a classificou, ela é uma “herdeira” de seu principal objeto de estudo: a homenageada da Flip Ana Cristina Cesar. Malufe também é professora universitária de literatura.

Editora: 7Letras Páginas: 104 Preço: R$ 34,90

8 – ‘Paris Não Tem Centro’, de Marília Garcia

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O novo lançamento de Marília Garcia, um dos principais nomes da poesia brasileira atual, é um longo poema que desafia as barreiras entre os gêneros de prosa e ensaio literário. Com edição artesanal limitada de 120 exemplares, a editora aposta que Paris Não Tem Centro se tornará item de colecionador.

Editora: 7Letras Páginas: 24 Preço: R$ 15 (mais…)

Bienal do Livro de SP anuncia Yeonmi Park, Marian Keyes e Becky Albertalli

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A jovem Yeonmi Park, autora de 'Para poder viver – A jornada de uma garota norte-coreana para a liberdade' (Foto: Divulgação)

A jovem Yeonmi Park, autora de ‘Para poder viver – A jornada de uma garota norte-coreana para a liberdade’ (Foto: Divulgação)

 

Best-sellers são destaques; veja lista de convidados divulgados até agora.
Youtubers terão espaço; evento acontece de 26/8 a 4/9 no Anhembi.

Publicado no G1

A organização da 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo anunciou nesta segunda-feira (13) a participação de mais três best-sellers estrangeiras: Yeonmi Park, autora da biografia “Para poder viver – A jornada de uma garota norte-coreana pela liberdade”; a psicóloga americana Becky Albertalli, autora de “Simon vs. a agenda homo sapiens”, que tem como um adolescente gay; e a irlandesa Marian Keyes, dos hits “Melancia”, “Sushi” e “Tem alguém aí?”.

Com forte presença de Yoububers brasileiros, o evento vai acontecer entre 26 de agosto de 4 de setembro de 2016 no Pavilhão de Exposições Anhembi. Os ingressos custam R$ 20 (visitas entre segunda e quinta-feira) e R$ 25 (visitas entre sexta-feira e domingo). As vendas começaram em 6 de maio no site da Tickets for Fun (clique aqui) e em pontos de venda (clique aqui para ver os endereços). Há pacotes promocionais (veja opções abaixo).

Os outros autores estrangeiros anteriormente confirmados são Jennifer Niven, Kevin Hearne, Ava Dellaria, Tarryn Fisher, Lucinda Riley, Amy Ewing e Jen Sterling, além dos Youtubers RezendeEvil, Maju Trindade, Lucas Rangel, Kéfera Buchmann, Bruna Vieira, Jout Jout e PC Siqueira.

Leia série do G1 sobre Youtubers.

Também participam escritores com obras de sucesso entre os jovens, como Thalita Rebouças, Paula Pimenta e Babi Dewet. Estão escalados ainda Mário Sérgio Cortella, Luiz Felipe Pondé e Alexandre Matias.

Todos os nomes anunciados até aqui vão estar no espaço chamado Arena Cultural, voltado ao público jovem. A programação completa deve ser divulgada no final de julho.

O tema da Bienal do Livro 2016
O tema da Bienal do Livro de São Paulo em 2016 é “Histórias em Todos os Sentidos”. Em nota, Luiz Antônio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), que organiza o evento, descreve: “Existem várias Bienais dentro da Bienal do Livro, e queremos que cada visitante descubra a sua. Para os mais cults, conversas com autores conceituados no Salão de Ideias, para os mais jovens, presença de best-sellers de literatura Young Adults na Arena Cultural; para os fãs de gastronomia, oficinas no Cozinhando com Palavras; para as crianças, muita diversão e literatura infantil no Espaço Mauricio de Sousa e BiblioSesc, e por aí vai”..

Além do Salão de Ideias, da Arena Cultural e do Espaço Mauricio de Sousa, a Bienal terá, pela quarta edição seguida, o espaço chamado “Cozinhando com Palavras”, que mistura culinária, literatura e cultura. A curadoria é novamente do chef André Boccato.

De acordo com a organização, a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo tem 150 expositores individuais e autores independentes.

Veja abaixo os estrangeiros confirmados até agora na Bienal do Livro de SP 2016

Amy Ewing – sem data confirmada
Autora do segmento Young Adults e frequentadora da lista de best-sellers do jornal “The New York Times”, a americana Amy Ewing é famosa pela trilogia “A cidade solitária” (Leya). O segundo capítulo, cujo título original é “The white rose”, sai no Brasil em 2016. Já o (previsto) desfecho da saga, “The black key”, chega às livrarias dos Estados Unidos no final do ano.

Ava Dellaira – 28 de agosto, às 16h, na Arena Cultural
Publicado no Brasil em 2014, o juvenil “Cartas de amor aos mortos” (Seguinte) já está sendo adaptado para o cinema. Um indicativo considerável do sucesso da autora nascida em Los Angeles. E é a própria Ava quem assina o roteiro do longa. Ela atualmente trabalha na indústria cinematográfica enquanto escreve seu segundo romance, “17 years”, que deve sair em 2018.

Becky Albertalli – 3 de setembro, às 19h, na Arena Cultural
Psicóloca de formação, a americana Becky Albertalli é conhecida pelo livro “Simon vs. a agenda homo sapiens” (Intrínseca), que tem como protagonista um adolescente gay de 16 anos que vive o drama de assumir ou não a homossexualidade. A autora também foi, durante sete anos, orientadora de um grupo de apoio em Washington que atendia crianças com não conformidade de gênero.

Jen Sterling – 28 de agosto, às 14h, na Arena Cultural
Best-seller do jornal “The New York Times”, Jen Sterling – ou J. Sterling – é conhecida pelo best-seller “O jogo perfeito” (Faro Editorial). A mesma editora lançou no Brasil “O jogo mais doce” e “Virando o jogo”. Na Bienal, debate com Tarryn Fisher.

Jennifer Niven – 27 de agosto, às 16h, na Arena Cultural
Foi apenas aos 46 anos de idade, em 2015, que a americana Jennifer Niven lançou seu primeiro livro voltado aos leitores jovens, “Por lugares incríveis” (Seguinte). Virou best-seller do jornal “The New York Times” e teve os direitos vendidos para 37 países. No ano que vem, estreia a adaptação para o cinema, que tem Elle Fanning (“Super 8”) no papel da protagonista.

Kevin Hearne – 27 de agosto, às 14h, na Arena Cultural
Nascido em 1970 no Arizona, Estados Unidos, Kevin Hearne é antes de escritor um fã devoto de “Star Wars”. Escreveu “Herdeiro do Jedi” (Aleph). Também é dele a série de fantasia urbana “The Iron Druid Chronicles”.

Lucinda Riley – 3 de setembro, às 15h, na Arena Cultural
Traduzida para 22 línguas em 36 países, a irlandesa é famosa por seus romances históricos. Esta vai ser a segunda Bienal Internacional do Livro de Lucinda, que vem para lançar dois livros: “A garota italiana” (Arqueiro) e o terceiro volume da série “As sete irmãs” (Arqueiro).

Marian Keyes – 28 de agosto, às 11h, na Arena Cultural
Nascida em Limerick, na Irlanda, em 1963, a autora é uma das maiores best-sellers do Reino Unido. Traduzida para mais de 20 idiomas, já vendeu 30 milhões de cópias de seus livros, informa seu site oficial. Suas obras mais conhecidas são “Melancia”, “Férias!”, “Sushi”, “Casório?!” e “É agora… ou nunca!”, todos lançados no Brasil pela Bertrand Brasil, do Grupo Editorial Record. Por aqui, os livros de Marian venderam 1 milhão de cópias.

Tarryn Fisher – 28 de agosto, às 14h, na Arena Cultural
Outra best-seller do “The New York Times”. Além de ter um blog de moda com uma amiga, a americana Tarryn Fisher escreveu a trilogia “Love me with lies”. O volume incial, “A oportunista” (Faro Editorial), chega agora ao Brasil. É sua estreia em português. Depois, virão “A perversa” e “O impostor”. No ano passado, leitores do portal Goodreads colocaram “Marrow”, escrito por Tarryn, em quinto lugar na votação dos melhores do ano na categoria Mistério & Suspense.

Yeonmi Park – 26 de agosto, às 19h, na Arena Cultural
A norte-corena escreveu, com ajuda de Mryanne Vollers, a biografia “Para poder viver – A jornada de uma garota norte-coreana pela liberdade” (Companhia das Letras), em que conta sua fuga, aos 13 anos, da Coreia do Norte. Nascida na cidade de Hyesan em 1993, Yeonmi hoje mora em Nova York, nos Estados Unidos, e trabalha na organização Liberty in North Korea (LiNK), que atua no resgate de norte-coreanos refugiados na China.

Bienal de Livro de São Paulo 2016

Quando: de 26 de agosto a 4 de setembro
Onde: Pavilhão de Exposições Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1209, Santana)
Ingressos: R$ 20 (visitas de segunda a quinta-feira) e R$ 25 (visitas de sexta-feira a domingo)
Onde comprar: site da Tickets For Fun (clique aqui) e em pontos de venda (clique aqui para ver os endereços)
* Menores de 12 anos e maiores de 60 anos não pagam ingresso

17 livros escritos por famosos e que vale a pena ler

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Fernanda Torres também já escreveu livros Créditos: Reprodução

Fernanda Torres também já escreveu livros
Créditos: Reprodução

Confira obras de autores que também fazem sucesso fora do âmbito literário

Publicado no Guia da Semana

O universo literário está recheado de grandes e incríveis escritores. Entretanto, muitos deles são famosos por outras atividades e não pela literatura. Pensando nisso, o Guia da Semana lista alguns livros incríveis escritos por famosos e que vale a pena a leitura. Confira:

Muitas pessoas só conhecem o lado de Chico Buarque cantor. Entretanto, além de músico, é também dramaturgo e escritor. Dois de seus livros – “Leite Derramado” e “Budapeste” – ganharam o Prêmio Jabuti de Melhor Romance.

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O IRMÃO ALEMÃO

É um romance em busca da verdade e dos afetos. O autor já publicou os romances “Estorvo”, “Benjamim”, “Budapeste” e “Leite derramado”, que lhe renderam três prêmios Jabuti e venderam quase um milhão de exemplares, ficando por meses nas listas de livros mais vendidos do país. Ele também é autor de peças como “Roda viva” e “Ópera do malandro”. A narrativa de Chico se faz mais daquilo que escorre entre as palavras do que com as verdades que elas costuram. […] Ele está entre os grandes narradores brasileiros contemporâneos.


LEITE DERRAMADO

Um homem muito velho está num leito de hospital. Membro de uma tradicional família brasileira, ele desfia, num monólogo dirigido à filha, às enfermeiras e a quem quiser ouvir, a história de sua linhagem desde os ancestrais portugueses, passando por um barão do Império, um senador da Primeira República, até o tataraneto, garotão do Rio de Janeiro atual. Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e econômica, tendo como pano de fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos. A imagem de capa do livro foi desenvolvida em duas versões – nas cores branca e laranja.

BUDAPESTE

Ao concluir a autobiografia romanceada ‘O ginógrafo’, a pedido de um bizarro executivo alemão que fez carreira no Rio de Janeiro, José Costa, um ghost-writer de talento fora do comum, se vê diante de um impasse criativo e existencial. Meio sem querer, vai parar em Budapeste, onde buscará a redenção no idioma húngaro, segundo as más línguas, a única língua que o diabo respeita. Narrado em primeira pessoa, combinando alta densidade narrativa com um senso de humor muito particular, é a história de um homem exaurido por seu próprio talento, que se vê emparedado entre duas cidades, duas mulheres, dois livros, duas línguas e uma série de outros pares simétricos que conferem ao texto o caráter de espelhamento que permeia todo o romance.

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Além de arrasar nas telas de televisão – seja apresentando o Saia Justa, em novelas ou filmes – Maria Ribeiro também dirigiu um documentário e escreveu seu primeiro livro recentemente. Com crônicas incríveis e deliciosas, a atriz, apresentadora e jornalista nos transporta para seus pensamentos sobre pequenas (e grandes) coisas do dia a dia.

TRINTA E OITO E MEIO

Estas crônicas, reflexões e desabafos, escritos com curiosidade sem fim, mas também com senso de humor, mostram os bastidores da cabeça e do coração de Maria Ribeiro. A atriz, que confessa, neste livro, o seu interesse (se não mesmo obsessão) pelas histórias dos outros, junta, em ‘Trinta e oito e meio’, textos que escreveu nos últimos anos, e que, com as ilustrações de Rita Wainer, formam um inesperado diário e um guia de viagem pela sua vida.

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Atriz e apresentadora, Maitê Proença também já deixou sua marca na literatura. Com 3 livros publicados, aborda temas simples, com uma escrita gostosa e um texto fluido.

ENTRE OSSOS E A ESCRITA

As memórias do passado distante ou do presente imediato, a sabedoria e as dores do amadurecimento, a indignação da cidadã e os encontros e desencontros do amor e do sexo foram a matéria-prima de sua estréia na literatura, em 2005. Nesta edição ampliada, Maitê mostra como se apossou do texto como forma de expressão – o que não é fácil para alguém que trabalha e vive para o texto dos outros.

TODO VICIOS

Stella, uma bela e madura atriz e escultora, se apaixona por João, um publicitário cinquentão, feio e viciado em remédios tarja preta. A partir desse encontro, Maitê Proença escreveu a bela trama de ‘Todo vícios’. Essa paixão improvável torna-se um retrato de um tipo de relacionamento cada vez mais comum nesses dias em que as redes sociais substituíram o contato profundo. Alternando as perspectivas de Stella e João, Maitê descreve um caso de amor que não rompe a superfície, em que mensagens de celular substituem o diálogo. Além de uma profunda análise do momento presente, ela consegue a proeza de inserir no enredo um tempero de thriller.

É DURO SER CABRA NA ETIÓPIA

Maitê Proença agora se lança na aventura de organizar um livro interativo e multiautoral, desde a sua concepção. A partir de um blog, a autora reuniu a contribuição, textos e imagens de anônimos (agora revelados) a grandes escritores, como Carlos Heitor Cony e Tatiana Salem Levy, e muitos outros, costurados pelas reflexões e provocações de Maitê.

miguelfalabella

Se houvesse uma categoria para definir aquele tipo de pessoa que arrasa em tudo o que faz, Miguel Falabella, sem dúvidas, estaria no topo da lista. Famoso por suas atuações e peças de teatro, também marca presença nos livros e, como era de se esperar, também é um sucesso como escritor.

VIVENDO EM VOZ ALTA

Memórias podem ajudar a viver com sabedoria. E se elas vierem acompanhadas de muita emoção, podem ajudar a tornar a vida mais pulsante. Em ‘Vivendo em Voz Alta’, Miguel Falabella escreve na velocidade de suas emoções e procura se abrir. Um cachorro branco, frutas da infância, (mais…)

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