Contando e Cantando (Volume 2)

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Nova Friburgo tem oito ruas que homenageiam grandes escritores brasileiros

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Rua Machado de Assis, no bairro Perissê, em Nova Friburgo, homenageia escritor brasileiro que publicou mais de 50 obras | Foto: Reprodução/Portal Multiplix

Homenagear escritores pode ser um incentivo à leitura

Sara Schabb, no Portal Multiplix

Quem será que mora na Rua Machado de Assis, no Perissê, bairro de Nova Friburgo, Região Serrana do Rio? Será que há alguma mulher com ideias de vanguarda, enigmáticas e com olhos de ressaca semelhantes a Capitu? Será que também há algum homem tão ciumento quanto Bentinho, sempre desconfiado da mulher? Morar em uma rua que homenageia grandes escritores, além de ser um incentivo a conhecer seus livros, é um convite a entrar no imaginário das obras do autor e a refletir sobre como essas histórias e poesias se relacionam no tempo e no cotidiano de quem mora ou passa por ali.

A reportagem do Portal Multiplix identificou oito ruas em Nova Friburgo que homenageiam escritores brasileiros famosos: Machado de Assis, no Perissê; José de Alencar, no Cordoeira; Álvares de Azevedo, na Ponte da Saudade e em Amparo; Olavo Bilac, no Centro; Cecília Meireles, no Prado; Graciliano Ramos, em Jardinlândia; e Castro Alves, nas Braunes.

Apaixonada por literatura, Heloísa Vianna, que trabalhou 34 anos como bibliotecária e diz ter lido mais de mil livros, afirma que é uma honra morar em uma rua em homenagem a Machado de Assis.

“Morar numa rua com o nome de um dos escritores mais lidos e mais populares do Brasil, que, apesar de ter vivido há mais de século, traduz na sua obra contexto e tema sociais muito atuais, só nos dá honra e inspiração para viajar para outros mundos e imaginar situações inusitadas.”

Professora de História da Escola Estadual Dr. João Bazet, que fica próxima à Rua Machado de Assis, Camila Amaduro acredita ser importante que as ruas façam homenagem a escritores, principalmente porque estamos vivendo em um tempo que o hábito da leitura não está sendo muito incentivado.

“Por fazer parte do cotidiano de quem vive na rua, no bairro, pode ser um incentivo para buscarmos mais informações sobre essas personalidades. Gosto muito de Machado de Assis, ainda não consegui ler todas as suas obras, mas li Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro, dentre outras. E suas histórias nos ajudam a compreender a mentalidade do séc. XIX. E, para mim, essa compreensão do passado é fundamental para entendermos muito da realidade do nosso presente.”, diz.

A escolha do nome de uma rua

As ruas precisam ter nomes para que possam servir de referência para pessoas e empresas se localizarem e se situarem nas regiões. Essa atribuição fica por conta Câmara de Vereadores de cada município. Ainda que a decisão seja tomada pelos vereadores, as reuniões são abertas para a população participar. E, com maior participação popular, os nomes das ruas podem ter, inclusive, mais sentido para aqueles que nelas transitam e habitam.

Nomes de ruas costumam homenagear pessoas famosas, políticos, personalidades locais, momentos históricos, nomes de flores e árvores e podem estar ligados à história da cidade ou do país ou a algum fato relevante à época, pois essas nomenclaturas costumam ser escolhidas em consequência à alguma situação importante para aquele lugar, município ou país, no momento em que a rua, estrada ou avenida foi criada.

Escritores brasileiros homenageados pelas ruas de Nova Friburgo:

Rua Machado de Assis, no bairro Perissê

Machado de Assis (1839 -1858) nasceu no Rio de Janeiro e produziu mais de 50 obras de quase todos os gêneros literários, com destaque para os romances e contos, entre eles, A Mão e a Luva (1874), Helena (1876), Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), O Alienista (1882), Quincas Borba (1891), Dom Casmurro (1899) e Esaú e Jacó (1904). Machado de Assis faleceu no Rio de Janeiro no dia 29 de setembro de 1908. Relatos históricos apontam que o escritor visitou Nova Friburgo em duas ocasiões. Em uma delas, inclusive, teria dado início a uma de suas obras mais famosas: Memórias Póstumas de Brás Cubas.

Livros e flores

Teus olhos são meus livros.

Que livro há aí melhor,

Em que melhor se leia

A página do amor? (…)

Rua Álvarez de Azevedo, no distrito de Amparo e no bairro Ponte de Saudade

Manoel Antônio Álvares de Azevedo (1831-1852) foi escritor, contista, dramaturgo, poeta e ensaísta brasileiro, autor da famosa “A Noite na Taverna”. É considerado um nome importante do Ultra Romantismo, que são os poetas que passaram a falar do mundo interior em vez de falar de temas nacionalistas e indigenistas. Seus poemas falam de tédio, frustrações amorosas e do sentimento de morte. A figura da mulher aparece em seus versos como um ser platônico. Deixou como legado, além de dezenas de poesia, as obras: Macário, 1850; Lira dos Vinte Anos, 1853 (poesia); A Noite na Taverna, 1855 (prosa); e Conde Lopo, 1866 (poesia).

Invejo as flores que murchando morrem,

E as aves que desmaiam-se cantando

E expiram sem sofrer…

Rua Olavo Bilac, no Centro

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (1865-1918), nascido no Rio de Janeiro, foi jornalista, contista, cronista e autêntico poeta brasileiro, tido como o principal representante do parnasianismo no país. Foi considerado um dos maiores poetas líricos com suas poesias de amor e sensualidade em versos vibrantes. Publicou: Poesias, Via Láctea e Sarças de Fogo, em 1888; Crônicas e Novelas, 1894; O Caçador de Esmeraldas, 1902; As Viagens, 1902; Alma Inquieta, 1902; Poesias Infantis, 1904; Crítica e Fantasia, 1904; Tratado de Versificação, 1905; Conferências Literárias, 1906; Ironia e Piedade, crônicas, 1916; e Tarde, 1919 (obra póstuma). Também é o autor do Hino à Bandeira.

Dormes…

Dormes… Mas que sussurro a umedecida

Terra desperta? Que rumor enleva

As estrelas, que no alto a Noite leva

Presas, luzindo, à túnica estendida?

São meus versos! Palpita a minha vida (…)

Rua Cecília Meireles, no bairro Prado

Cecília Benevides de Carvalho Meireles (1901 – 1964) nasceu no Rio de Janeiro, foi jornalista, pintora, poetisa e professora brasileira. Cronologicamente vinculada a segunda fase do modernismo brasileiro, sua obra também traz influências simbolistas, românticas barrocas e parnasianas. Publicou mais de 60 livros, dentre os quais destacam-se: Nunca Mais (1923), Poema dos Poemas (1923), Baladas para El-Rei (1925), Viagem (1939), Vaga Música (1942), Mar Absoluto e Outros Poemas (1945), Retrato Natural (1949), Doze Noturnos da Holanda (1952), Poemas Escritos na Índia (1950), Metal Rosicler (1960) e Solombra (1963).

Motivo

Eu canto porque o instante existe

e a minha vida está completa.

Não sou alegre nem sou triste:

sou poeta. (…)

Rua José de Alencar, no bairro Cordoeira

José de Alencar (1829-1877) nasceu em Messejana, no Ceará. Foi romancista, dramaturgo, jornalista, advogado e político brasileiro. É considerado um dos maiores representantes da corrente literária indianista, famoso pela obra “O Guarani”. Publicou mais de 20 livros, dentre eles: Cinco Minutos, romance, 1856; Cartas Sobre a Confederação dos Tamoios, crítica, 1856; O Guarani, romance, 1857; Verso e Reverso, teatro, 1857; A Viuvinha, romance, 1860; Lucíola, romance, 1862.

O amor, porém, é contagioso, com especialidade na solidão, onde a alma tem necessidade de uma companheira, e quando de todo não a encontra, divide-se ela própria para ser duas: uma, esperança; outra, saudade.

Rua Graciliano Ramos, no bairro Jardinlândia

Graciliano Ramos de Oliveira, nasceu em Quebrângulo, em Alagoas. Foi romancista, cronista, contista, jornalista, político e memorialista brasileiro do século XX. Uma de suas obras que se tornou clássico da literatura brasileira é o romance “Vidas Secas”. Algumas de suas obras de destaque: São Bernardo – romance – 1934; Angústia – romance, 1936; Vidas Secas – romance, 1938; A Terra dos Meninos Pelados – contos infanto-juvenis, 1939; Histórias de Alexandre – contos infanto-juvenis, 1944; Insônia – contos, 1947; Memórias do Cárcere -1953; (obra póstuma).

Cartas de amor a Heloísa

Dizes que brevemente serás a metade de minha alma. A metade? Brevemente? Não: já agora és, não a metade, mas toda. Dou-te a minha alma inteira, deixe-me apenas uma pequena parte para que eu possa existir por algum tempo e adorar-te.

Rua Castro Alves, no bairro Braunes

Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871) nasceu em Salvador e é autor de clássicos como Espumas Flutuantes e Hinos do Equador. Foi considerado “poeta nacional social, humano e humanitário”.

As duas flores

“São duas flores unidas

São duas rosas nascidas

Talvez do mesmo arrebol,

Vivendo no mesmo galho,

Da mesma gota de orvalho,

Do mesmo raio de sol.”(…)

Quantos livros escritos por mulheres você já leu?

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A escritora Monique Wittig Imagem: Reprodução

Lais Modelli, no Terra [via Deutshe Welle]

Grupos se unem na internet para traduzir para o português e difundir textos feministas e obras de escritoras que não chegariam ao Brasil através de editoras.”Mulheres que conjuram traduções”: assim o coletivo feminista brasileiro “Sycorax” define sua missão.

Tudo começou em 2013, quando um grupo de brasileiras conheceu a obra “Caliban and the Witch: Women, the Body and Primitive Accumulation”, da italiana Silvia Federici.

Historiadora com foco na luta feminina, Federici estudou a relação entre o surgimento do capitalismo e a onda de perseguição de mulheres no final do feudalismo.

Em “Caliban and the Witch”, a italiana descreve como a caça às bruxas teve por objetivo exterminar mulheres rebeldes, independentes e importantes em suas comunidades – como curandeiras e parteiras – para criar um novo sistema baseado em parte na exploração e na submissão das mulheres, o capitalismo.

“Algumas das mulheres que viriam a formar o coletivo moravam em países da América Latina, onde a obra de Federici havia se transformado em importante debate para o feminismo local”, conta a advogada e assistente editorial Leila Giovana Izidoro, membro do Sycorx.

Leila conta que, quando voltaram ao Brasil, as mulheres do grupo procuraram textos de Federici para compartilhar com amigas e movimentos, mas descobriram que não havia nada dela traduzido para o português.

Elas se uniram então para traduzir coletivamente “Caliban and the Witch”. Nascia o coletivo Sycorax, onde brasileiras “conjurariam” traduções feministas, chamando a atenção para a necessidade de se quebrar barreiras linguísticas que existem entre brasileiras e autoras estrangeiras.

O grupo levou três anos para traduzir a obra. Em 2016, disponibilizaram a tradução de graça na internet, fazendo com que Federici passasse a ser conhecida entre leitoras brasileiras.

Com a repercussão, a Fundação Rosa Luxemburgo apoiou o coletivo a publicar uma edição do livro no Brasil: “Calibán e a Bruxa: Mulheres, Corpo e Acumulação Primitiva”, lançado no ano passado com a presença da própria Silvia Federici em São Paulo e Rio de Janeiro.

A escritora e ativista Silvia Federici Imagem: Reprodução

“O lançamento virou reuniões e discussões com leitoras que queriam conhecer a obra de Federici”, conta Lia Urbini, socióloga e revisora de textos, membro do Sycorax.

“No final, percebemos que foi mais que um trabalho de tradução, o projeto havia se transformado em um ponto de partida para abrir diálogos entre feministas brasileiras e as estrangeiras”, afirma a revisora.

Rede de solidariedade

A cientista social Shisleni Macedo, membro do Sycorax, lembra a filósofa Angela Davis, por exemplo, como outra autora clássica feminista que demorou para chegar ao Brasil por meio de uma editora: somente em 2017, 37 anos depois do lançamento original, a obra mais importante de Davis, “Mulheres, Raça e Classe”, foi lançada em português.

Antes disso, contudo, redes de mulheres organizadas em grupos de estudos feministas, clubes de leitura e grupos nas redes sociais na internet já traduziam e trocavam textos de Davis entre si.

“Muitas autoras ainda permanecem sem tradução oficial, como Monique Wittig, Sandra Harding, Bell Hooks e Patricia Hill Collins”, lista Macedo, ressaltando a importância da união dessas leitoras no Brasil para driblar o mercado editorial nacional.

De acordo com pesquisa da UnB, o perfil dos escritores brasileiros publicados no Brasil ainda é o mesmo desde 1965: mais de 70% são homens. Os personagens na literatura nacional, por exemplo, também são sobre o universo masculino: 60% dos livros são protagonizados por homens.

O coletivo “Leia Mulheres” é outra iniciativa nascida da união de brasileiras que buscavam incentivar e disseminar a leitura de autoras no Brasil.

A escritora Patricia Hill Collins Imagem: Reprodução

O grupo nasceu em 2014, na internet, com a provocação: quantos livros escritos por mulheres você já leu? Naquele mesmo ano, a hashtag #Leiamulheres viralizou, criando uma roda de discussão, indicações e troca de livros escritos por mulheres.

Atualmente, o Leia Mulheres é o maior clube no Brasil de leitura de escritoras, com ações tanto na internet como em encontros físicos que ocorrem em cerca de 30 cidades do país.

Mulheres para ler em 2018

1. “Memoirs of a Woman Doctor”, de Nawal el-Saadawi

A escritora egípcia Nawal el-Saadawi entrou para a história como a primeira mulher árabe a ter escrito sobre sexo. Em Memoirs of a woman doctor, a escritora narra a luta de uma jovem egípcia para estudar medicina. Além de enfrentar o machismo da família tradicional em que foi criada, a personagem também tem que lidar com a situação de ser a única mulher de sua turma. O livro não tem tradução para o português.

2. “A Guerra não tem Rosto de Mulher”, de Svetlana Alexijevich

Depois de ganhar o Nobel de Literatura em 2015, a jornalista bielorrussa Svetlana Alexijevich conseguiu publicar uma edição em português do seu livro A guerra não tem rosto de mulher. A obra reúne depoimentos em primeira pessoa de mulheres do Leste europeu que lutaram pela Rússia na Segunda Guerra Mundial. Hoje, idosas, as mulheres contam histórias que foram forçadas a viver ainda na adolescência, servindo como enfermeiras, cozinheiras, francoatiradoras, pilotas, paraquedistas e diversas outras posições, inclusive no front, combatendo os nazistas.

3. “As Boas Mulheres da China: vozes ocultas”, de Xinran

A jornalista Xinran entrevistou em seu programa de rádio, por uma década – fim dos anos 80 e começo dos 90 – mulheres da sociedade chinesa para discutir temas femininos ignorados na China do final do século 20. Xinran conseguiu importantes relatos, que iam de estupros a casamentos forçados. Com o fim do programa de rádio, a jornalista escreveu As boas mulheres da China: vozes ocultas para não deixar que esses depoimentos de mulheres chinesas se perdessem.

4. “The Stone Virgins”, de Yvonne Vera

Yvone Vera escreve ficção sobre mulheres do Zimbabwe, retratando uma sociedade regida pelo patriarcalismo das famílias africanas e pelos valores de um governo opressor. Em The stone virgins, sem edição em português, a escritora ambienta o romance nos anos 80, numa África do Sul marcada por forte agitação civil e lutas por independência. O momento histórico do país é contado sob o ponto de vista de duas irmãs que, em meio a inúmeras violências, tentam encontrar maneiras de sobreviver e de buscar dignidade.

Gente Boa Livros chineses vão ocupar livrarias brasileiras

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Prateleira de livros | Divulgação

Publicado em O Globo

As prateleiras das principais livrarias do país vão ganhar o reforço de obras chinesas, traduzidas para o bom português. Especialmente para o projeto, foi criado o selo Shu que, no nosso idioma, significa livro. O vice-ministro de Administração, Imprensa, Rádio, Cinema e Televisão da China, Zhou Huilin, chega hoje ao Rio. Ele mesmo vai assinar o acordo.

Mão dupla

O próximo passo é a inversão da parceria: as obras de escritores brasileiros também vão aterrissar na China. (Marluci Martins)

Perfil do escritor brasileiro não muda desde 1965, diz pesquisa da UnB

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Análise de 692 romances de 383 escritores mostra que mais de 70% deles são homens, 90% brancos e pelo menos a metade veio do Rio e de SP

Paulo Lannes, no Metropoles

Uma pesquisa realizada na Universidade de Brasília (UnB) traz um relato desanimador sobre a literatura nacional: as grandes editoras seguem publicando obras de escritores brasileiros com o mesmo perfil há mais de 50 anos. O trabalho compreende livros nacionais lançados entre 1965 e 2014. Mais de 70% deles foram escritos por homens, 90% são brancos e pelo menos a metade veio do Rio de Janeiro e de São Paulo.

A análise também entrou no enredo da literatura nacional, chegando à conclusão de que os personagens retratados se aproximam da realidade dos escritores. Cerca de 60% são protagonizados por homens, sendo 80% deles brancos e 95% heterossexuais.

“Os dados mostram que há uma homogeneidade entre os escritores e os romances publicados no Brasil. Isso praticamente não mudou ao longo das décadas. É muito preocupante”, afirma a professora do Departamento de Teoria Literária Regina Dalcastagnè, coordenadora da pesquisa.

Pesquisa
O trabalho, realizado pelo Grupo de Estudos em Literatura Contemporânea da UnB ao longo de 14 anos, contou com a participação de mais de 30 universitários. A pesquisa fez um recorte por editoras em três períodos diferentes.

O primeiro deles foi entre 1965 e 1979, que contava com publicações da José Olympio e da Civilização Brasileira. O segundo recorte foi de 1990 a 2004, com a presença da Companhia das Letras, da Rocco e da Record. Já o último compreende 2005 a 2014 e quase as mesmas editoras, trocando apenas a Rocco pela Objetiva.

“Com a pesquisa, percebemos que as editoras não estão dispostas a diversificar o cenário literário. Assim, caso o leitor esteja atrás de literatura produzidas por mulheres, negros e de diferentes regiões terá que buscar independentes, com menor alcance às livrarias brasileiras”, conclui Regina Dalcastagnè.

Confira, em detalhes, o resultado do estudo da UnB:

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Bienal do Rio terá espaço nerd este ano

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Bruno Aires, no Nerdsite

Faltam apenas 5 dias para a 18ª edição da Bienal do Livro do Rio de Janeiro. A feira literária, que já é considerada o terceiro maior evento do Brasil, acontece entre os dias 31 de agosto e 10 de setembro, no Riocentro. Os números impressionam: são mais de 300 convidados confirmados, ao longo 360 horas de programação, em um espaço de 80 mil m².

Como bons apaixonados pela leitura, os nerds terão mais destaque este ano. O release oficial do evento indica que a grande novidade da edição é o espaço Geek & Quadrinhos, com temas sobre a representatividade feminina e a realidade atual da profissão de quadrinista. O espaço abrigará mesas de jogos, batalhas medievais e realidade virtual. Há ainda uma programação especial para os “pequenos nerds”, desenvolvida pelo Mundinho Geek, com oficinas de Quadrinhos, Cosmaker e Poções, pintura facial geek e quiz sobre Star Wars.

O Café Literário, sucesso todos os anos, está dividido em três grupos de assunto. O primeiro aborda temas como igualdade e política, o segundo tratará da literatura e o terceiro grupo vai abordar variedades e celebrações. Além disso, o espaço terá sessões infantis, o Cafezinho Literário. Rita Lobo, Arthur Xexéo, André Trigueiro, Fabrício Carpinejar e Ruy Castro, Ana Paula Maia, Fernando Gabeira, Martinho da Vila, Alberto Mussa, Heloisa Seixas, Muniz Sodré, Bruna Beber e Miriam Leitão são alguns nomes que compõem a programação.

O público jovem também poderá aproveitar a Arena #SemFiltro, que esse ano passará a receber 400 pessoas para debates sobre games, representatividade LGBT, feminismo, música e poesia, com nomes como Maisa, Helio de la Peña, Larissa Manuela, Mario Sérgio Cortella, Kéfera, Marcelo Yuka, Rafael Vitti e Marina Ruy Barbosa. A programação dos espaços se completa com o EntreLetras, para pequenos leitores. O espaço vai oferecer ao visitante letras e palavras para que cada um possa criar suas narrativas em diversas estações de brincadeiras.

A equipe do evento diz que a Bienal do Livro vai reunir este ano o maior elenco de escritores brasileiros de todos os tempos. Ao longos dos 11 dias, serão mais de 300 autores como Ana Paula Maia, Martinho da Vila, Pedro Siqueira, Lilian Schawarcz, Fernando Gabeira, Alessandro Molon, Alberto Mussa, Marcelino Freire, Ilona Szabo, Artur Xéxeo, Gabriel Bá e Fabio Moon, Will Conrad, Cris Peter, Carlos Ruas, Tico Santa Cruz, Maju Trindade, Malena Nunes, dentre outros.

Grandes nomes internacionais também estão confirmados, entre eles a britânica Paula Hawkins, que vendeu mais de 20 milhões de exemplares com a publicação “A garota do trem”; Gayle Forman, do best-seller “Se eu ficar”; Jenny Han, da trilogia iniciada com “Para todos os garotos que já amei”; Sofia Silva, da série “Quebrados”; Abbi Glines, da coleção “Rosemary Beach”; Charles Duhigg, de “O Poder do hábito”; Carl Hart, autor de “Um preço muito alto”; Karin Slaughter, de “Cega”; Victoria Schwab, da série “Um tom mais escuro de magia”.

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