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Quantos livros o brasileiro possui em casa? E você, quantos livros tem em casa?

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Gustavo Magnani, no Literatortura

Bem, esse é mais um post da Pesquisa do Instituto Pró Livro – Retrato da leitura no Brasil. Aquela que, lentamente, vou tratando dos aspectos mais interessantes e curiosos. Como de costume, no final do tópico linkarei todos os posts que já foram publicados: qual o escritor preferido do brasileiro, 75% dos brasileiros nunca entraram numa biblioteca, quantos livros o brasileiro lê por ano e tantas outras. Se você ainda não conferiu, vale a pena.

Mas, vamos falar desse, que será um post um tanto breve: Quantos livros você possui em casa? Sinceramente, sem exageros ou mentiras, devo ter, no total, uns 400 [livros comprados, doados, e incrementados pela coleção da minha mãe e avó]. Pra um apreciador da leitura, considero um número razoável. Ainda longe de montar uma biblioteca respeitável, mas, de pouco em pouco, vou chegando lá. Quase todos foram adquiridos numa febre que tive por comprar literatura. Hoje, consigo me remediar mais e já cheguei até a sair da livraria sem um livro [nesse dia, comprei minha máscara do Coringa e a edição especial da HQ “Ano Um” – batman]. No entanto, estranhamente, não possuo um hábito gigantesco de ir às livrarias, até porque não vou muito ao shopping. Sempre comprei mais livros pela internet. Tanto pelo preço quanto pela “facilidade”. Sim, não é tão prazeroso, MAS, quando você se depara com Ulysses custando 85R$, e na internet encontra por 20. Mesma edição. Bem, o bolso agradece.

Ok, mas, por que diabos estou falando disso? Justamente porque o trecho da pesquisa que trago hoje é sobre quantos exemplares o brasileiro possui em casa. Já dei o meu número, vamos à média do brasileiro:

Veja bem, na primeira coluna “Média de Livros em Casa”, temos uma aparente contradição. Que, na verdade, não é contradição, mas causa estranheza. O número de livros aumentaram. UHUL! O número de casas sem livros TAMBÉM aumentaram. ?!. Difícil de explicar, talvez seja uma possível divisão. Aqueles que possuem livros, querem, cada vez mais, possuí-los. Seja por prazer da leitura ou por status [nunca compreendi esse negócio de livro ser Status. Aliás, já compreendi, mas nunca aceitei. Não me desce à garganta.]. Aqueles que não possuem livros, seja por motivo social, opcional etc, talvez, tenham repúdio da leitura [e isso me estranha tanto quanto aqueles que só querem aparecer. Não me desce à garganta haha]. Vale ressaltar que as pessoas que não possuem nenhum livro cresceu aproximadamente em 80%. Um número altíssimo.

Já na questão dos livros “próprios”, vemos também um aumento em ambas categorias. Um aumento mais tímido, é verdade, porém, absolutamente lógico. Afinal, a média da família brasileira residente em uma casa é de 3 pessoas. Portanto, cada pessoa aumentou 3 livros por “conta própria”, assim, somando um total de 9 livros por casa. Tan-dan! É só olharmos na primeira coluna, um aumento de 9 livros por casa. Gente, a lógica matemática é linda. A mesma lógica se aplica à coluna abaixo [com o devido arredondamento].

A média de livros didáticos aumentou. Não há muito como afirmar por qual razão. Talvez seja o maior interesse, se comparado aos anos anteriores, pela educação. Talvez sejam as escolas impondo apostilas aos alunos. Sabe-se lá. Mas, interessante notar que o número de pessoas que NÃO possui livros didáticos, permaneceu exatamente o mesmo. É um dado, no mínimo, curioso. E já emendo aqui a coluna da Bíblia, que revelava algo que eu, na minha mente, já prenunciava desde o princípio. Acreditem, o número de pessoas que “não possuem livro em casa” diminuiria se TODAS considerassem a Bíblia como um livro.

“Abusrdo, Gustavo, afinal, todos sabemos que a Bíblia é um livro”. Negativo, meu caro amigo. Pra algumas pessoas, chamar a Bíblia de livro é calúnia [seja pelo bem ou pelo mal]. Pra outras, é algo tão natural de se ter em casa [e muitas vezes objeto decorativo], que ela perdeu a função da leitura. E isso, poxa vida, é interessantíssimo. Um livro que, muitas vezes, não é lido. É, em alguns casos, apenas objeto decorativo! Ok… Ok… Ok… que possuem pessoas, como já disse, que tem livros apenas por status e é alguém poderia dizer que é quase a mesma coisa. Mas não é. Porque mesmo esses livros “decorativos” são considerados como livros. As pessoas se lembram deles. Da existência deles como objeto de leitura. Diferente, pra algumas [veja bem, algumas] pessoas que enxergam a Bíblia unicamente como objeto decorativo. Se você perguntar, óbvio que ela responderá que não, que foi feita pra ler. Mas isso, a gente chama de “estado monitorado”, é quando o alarme de “parecer o que não sou, fingir o que não faço” está apitando. Agora, quando o alarme está no silencioso, a resposta é natural e podemos perceber isso.

“Ok Gustavo… Você falou, mas eu não entendi da onde você tirou isso.” Veja bem, dos números! “10 não possui Bíblias”. “11% não possui livros”. Não percebeu? É simples. Se apenas 10% das pessoas não possuem Bíblia e a Bíblia é um livro, por que diabos 11% das pessoas não possuem livros? Se a Bíblia é um livro, logo o número de “pessoas que não possuem livros” jamais poderia ser MAIOR do que “pessoas que não possuem Bíblia”.

O inverso seria aceitável. Afinal, nem todo livro é uma Bíblia. Mas, toda Bíblia é um livro. Então, é “impossível” que existam mais pessoas que não possuam livros do que pessoas que possuam Bíblia. “Mas, Gustavo, não é impossível… Os números estão aí”. Pois bem, justamente por aquilo que explanei no início desse “momento Bíblia”: ela não é vista, por alguns, como um livro.

“cara, o número de pessoas é ínfimo. Apenas 1%”. Não. A lógica não chega até aqui. Afinal, não dá pra saber quando pessoas não possuem Bíblia, mas possuem livros. Ou quantas pessoas não possuem livros, mas possuem Bíblia e não mencionaram isso. Ou seja, pode ser 1%, ou pode ser bem mais. Enfim, dediquei alguns parágrafos pra isso, pois acho algo interessante de notar na cultura do brasileiro. E essa pesquisa aponta bem isso. Além de “cultura do brasileiro”, foca-se em algo ainda mais bacana para nós “a cultura literária do brasileiro.” [e essas incoerências são fantásticas da analisar, haha].

Espero que tenham gostado do post. Se algum ponto sobre essa “pequena análise da visão do brasileiro acerca da Bíblia”, ficou obscuro, pergunte nos comentários. E claro, acho mais do que interessante pontuarmos o número de livros que possuímos em casa. Não como disputa, nem nada. Longe disso. Mas como comparação com os números da pesquisa, como curiosidade. Não esqueçam de curtir/compartilhar e claro, se puderem, votar no literatortura para TOPBLOG2012. Seu voto é imprescindível.

E você, quantos livros tem em casa?

Todas as cartas de amor de Fernando Pessoa e Ofélia

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Publicado originalmente na Revista Cult

Pela primeira vez, um único volume reune a correspondência completa entre Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz, tida como único amor do poeta. Ambos se conheceram no final de 1919, em um escritório onde Ofélia, então com 19 anos, trabalhava como secretária, e Pessoa, com 31, como tradutor.

Uma das curiosidades da compilação é a presença de cartas do heterônimo Álvaro de Campos, sobre o qual Ofélia diz, em carta de junho de 1920: “não gosto dele, é mau”. Em novembro do mesmo ano, o casal rompe, para se unir novamente dali a 9 anos, em 1929, e romper definitivamente em 1931.

Em depoimento ao jornal espanhol El Pais, a organizadora da obra Manuela Parreira da Silva, da Universidade Nova Lisboa, diz que a linguagem de algumas das cartas dá a entender que os dois não tiveram uma relação de amor platônico como se pensava. Além disso, ressalta a reticência de Pessoa em conhecer a família de Ofélia e um constante desejo por parte dela para que ele se comprometesse mais.

A obra ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.

Clarice Lispector entrevista Pablo Neruda

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Pablo Neruda e Clarice Lispector

Publicado originalmente no Jornal Opção

Cheguei à porta do edifício de apartamentos onde mora Rubem Braga e onde Pablo Neruda e sua esposa Matilde se hospedavam — cheguei à porta exatamente quando o carro parava e retiravam a grande bagagem dos visitantes. O que fez Rubem dizer: “É grande a bagagem literária do poeta”. Ao que o poeta retrucou: “Minha bagagem literária deve pesar uns dois ou três quilos”.

Neruda é extremamente simpático, sobretudo quando usa o seu boné (“tenho poucos cabelos, mas muitos bonés”, disse). Não brinca porém em serviço: disse-me que se me desse a entrevista naquela noite mesma só responderia a três perguntas, mas se no dia seguinte de manhã eu quisesse falar com ele, responderia a maior número. E pediu para ver as perguntas que eu iria fazer. Inteiramente sem confiança em mim mesma, dei-lhe a página onde anotara as perguntas, esperando Deus sabe o quê. Mas o quê foi um conforto. Disse-me que eram muito boas e que me esperaria no dia seguinte. Saí com alívio no coração porque estava adiada a minha timidez em fazer perguntas. Mas sou uma tímida ousada e é assim que tenho vivido, o que, se me traz dissabores, tem-me trazido também alguma recompensa. Quem sofre de timidez ousada entenderá o que quero dizer.

Antes de reproduzir o diálogo, um breve esboço sobre sua carga literária. Publicou “Crepusculário” quando tinha 19 anos. Um ano depois publicava “Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada”, que até hoje é gravado, reeditado, lido e amado. Em seguida escreveu “Residência na Terra”, que reúne poemas de 1925 a 1931, da fase surrealista. “A Terceira Residência”, com poemas até 1945, é um intermediário com uma parte da Espanha no coração, onde é chorada a morte de Lorca, e a guerra civil que o tocou profundamente e despertou-o para os problemas políticos e sociais. Em 1950, “Canto Geral”, tentativa de reunir todos os problemas políticos, éticos e sociais da América Latina. Em 1954: “Odes Elementares”, em que o estilo fica mais sóbrio, buscando simplicidade maior, e onde se encontra, por exemplo, “Ode à cebola”. Em 1956, “Novas Odes Elementares” que ele descobre nos temas elementares que não tinham sido tocados. Em 1957, “Terceiro Livro das Odes”, continuando na mesma linha. A partir de 1958, publica “Estravagario, Navegações e Regressos”, “Cem Sonetos de Amor”, “Contos Cerimoniais” e “Memorial de Isla Negra”.

No dia seguinte de manhã, fui vê-lo. Já havia respondido às minhas perguntas, infelizmente: pois, a partir de uma resposta, é sempre ou quase sempre provocada outra pergunta, às vezes aquela a que se queria chegar. As respostas eram sucintas. Tão frustrador receber resposta curta a uma pergunta longa. Contei-lhe sobre a minha timidez em pedir entrevistas, ao que ele respondeu: “Que tolice”. Perguntei-lhe de qual de seus livros ele mais gostava e por quê. Respondeu-me: “Tu sabes bem que tudo o que fazemos nos agrada porque somos nós — tu e eu — que o fizemos”.
A entrevista foi concedida em 19 de abril de 1969 e publicada no livro “De Corpo Inteiro”, Editora Rocco, em 1999.

Você se considera mais um poeta chileno ou da América Latina?

Poeta local do Chile, provinciano da América Latina.

Escrever melhora a angústia de viver?

Sim, naturalmente. Tra­ba­lhar em teu ofício, se amas teu o­fí­cio, é celestial. Senão é infernal.

Quem é Deus?

Todos algumas vezes. Nada, sempre.

Como é que você descreve um ser humano o mais completo possível?

Político, poético. Físico.

Como é uma mulher bonita para você?

Feita de muitas mulheres.

Escreva aqui o seu poema predileto, pelo menos predileto neste exato momento?

Estou escrevendo. Você pode esperar por mim dez anos?

Em que lugar gostaria de viver, se não vivesse no Chile?

Acredite-me tolo ou patriótico, mas eu há algum tempo es­crevi em um poema: Se tivesse que nascer mil vezes. Ali quero nascer. Se tivesse que morrer mil vezes. Ali quero morrer…

Qual foi a maior alegria que teve pelo fato de escrever?

Ler minha poesia e ser ouvido em lugares desolados: no deserto aos mineiros do norte do Chile, no Estreito de Ma­ga­lhães aos tosquiadores de ovelha, num galpão com cheiro de lã suja, suor e solidão.

Em você o que precede a criação, é a angústia ou um estado de graça?

Não conheço bem esses sentimentos. Mas não me creia in­sensível.

Diga alguma coisa que me surpreenda.

748. (E eu realmente surpreendi-me, não esperava uma harmonia de números)

Você está a par da poesia brasileira? Quem é que você prefere na nossa poesia?

Admiro Drummond, Vinícius, Jorge de Lima. Não conheço os ma­is jovens e só chego a Paulo Men­des Campos e Geir Campos. O poema que mais me agrada é o “Defunto”, de Pedra Nava. Sem­pre o leio em voz alta aos meus amigos, em todos os lugares.

Que acha da literatura engajada?

Toda literatura é engajada.

Qual de seus livros você mais gosta?

O próximo.

A que você atribui o fato de que os seus leitores acham você o “vulcão da América Latina”?

Não sabia disso, talvez eles não conheçam os vulcões.

Qual é o seu poema mais recente?

“Fim do Mundo”. Trata do século 20.

Como se processa em você a criação?

Com papel e tinta. Pelo menos essa é a minha receita.

A critica constrói?

Para os outros, não para o criador.

Você já fez algum poema de encomenda? Se não o fez faça agora, mesmo que seja bem curto.

Muitos. São os melhores. Este é um poema.

O nome Neruda foi casual ou inspirado em Jan Neruda, poeta da liberdade tcheca?

Ninguém conseguiu até agora averiguá-lo.

Qual é a coisa mais importante no mundo?

Tratar para que o mundo seja digno para todas as vidas humanas, não só para algumas.

O que é que você mais deseja para você mesmo como indivíduo?

Depende da hora do dia.

O que é amor? Qualquer tipo de amor.

A melhor definição seria: o amor é o amor.

Você já sofreu muito por amor?

Estou disposto a sofrer mais.

Quanto tempo gostaria você de ficar no Brasil?

Um ano, mas depende de meus trabalhos.

E assim terminou a entrevista com Pablo Neruda. An­tes falasse ele mais. Eu poderia prolongá-la quase que indefinidamente. Mas era a primeira entrevista que ele dava no dia seguinte à sua chegada, e sei quanto uma entrevista pode ser cansativa. Esponta­nea­mente, deu-me um livro, “Cem Sonetos de Amor”. E depois de meu no­me, na dedicatória, escreveu: “De seu amigo Pa­blo”. Eu também sinto que ele poderia se tornar meu amigo, se as circunstâncias facilitassem. Na contracapa do livro diz: “Um todo manifestado com uma espécie de sensualidade casta e pagã: o amor co­mo uma vocação do homem e a poesia co­mo sua tarefa”. Eis um retrato de corpo inteiro de Pablo Neruda nestas últimas frases.

(mais…)

10 Números impressionantes da Bienal do Livro de São Paulo 2012

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Publicado originalmente no Listas Literárias

No próximo dia 09 de agosto se inicia o maior evento literário no Brasil. A Bienal do Livro de São Paulo, dominará a pauta sobre o mercado editorial nos próximos dias, e abaixo alguns números que comprovam a grandiosidade do evento:

 

1 – Foram investidos cerca de R$ 32 Milhões de Reais para o desenvolvimento das atividades da Bienal do Livro de São Paulo;

2 – Estão confirmados 480 expositores, sendo destes, 346 nacionais, e 134 internacionais;

3 – 34 Mil metros quadrados é a área utilizada pela Bienal do Livro de São Paulo, numa área total de 60 mil metros quadrados;

4 – 1.100 Selos editoriais estarão presentes na Bienal do Livro;

5- serão 10 dias de evento, de 09 de agosto, a 19 de agosto;

6 – 1.250 Horas de programação cultural estão prevista durante a Bienal do Livro;

7 – 17 Autores internacionais estão confirmados na programação da Bienal do Livro, e grande parte deles visitará o Espaço Jovem, destacando neste público a autora Cecicly Von Ziegezar

8 – R$ 470,00 foi o valor do metro quadrado cobrado da Bienal do Livro das editoras expositoras;

9 – A estimativa da Bienal do Livro é de um crescimento de 8% em seu público visitante;

10 – São esperados 800.000 visitantes durante a edição de 2012 da Bienal do Livro de São Paulo;

Wand, sobre biografia de Anderson: ‘Ele não tinha que dizer certas coisas’

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Anderson Silva e Rudimar Fedrigo (Foto: Victor Hugo C. Leite/Arquivo Pessoal)

Da esquerda para a direita, Rafael Cordeiro, Anderson Silva, Wanderlei Silva e Rudimar Fedrigo na época
em que todos estavam na academia paranaense Chute Boxe(Foto: Victor Hugo C. Leite/Arquivo Pessoal)

Publicado originalmente no SporTv

A publicação da biografia de Anderson Silva não foi muito bem recebida na academia Chute Boxe, onde o atual campeão dos médios do UFC treinou no início de carreira. No livro, o Spider cita o professor de muay thai e fundador da academia, Rudimar Fedrigo, como uma pessoa do “mal”, questiona sua faixa-preta e o acusa de tentar prejudicá-lo por várias vezes.

Fedrigo conseguiu uma liminar que proíbe a circulação da publicação e também entrou com um pedido indenização por danos morais, além de pedir que os trechos em que é citado sejam retirados. Contemporâneo de Anderson na Chute Boxe, Wanderlei Silva comentou sobre a polêmica em entrevista ao “Sherdog”. Segundo o “Cachorro Louco”, certos trechos do livro poderiam ser evitados.

– Certas coisas não precisam ser ditas, sejam elas verdadeiras ou não. Ele não tinha que dizer certas coisas. Então, uma pessoa diz que algo é verdadeiro, e outro diz que não é. Isso não é bom para ninguém. Nem para ele, como um campeão, e nem para a outra pessoa, que pode ter sido injustiçada – disse Wand, que na sequência afirmou, em tom de brincadeira, que também produzirá uma biografia, mas só quando estiver perto de morrer.

Wanderlei Silva concedeu uma longa entrevista ao site americano e falou de outros assuntos, como a rivalidade com Vitor Belfort e o aproveitamento dos lutadores do TUF Brasil por parte do UFC. Confira os principais trechos:

Luta entre Anderson Silva e Chael Sonnen

“Sonnen teve um bom momento no primeiro round, e eu pensei que ele ia fazer isso até o fim da luta. Para nós, era como: “Será que vai acontecer de novo”? Mas no segundo round, Anderson conseguiu acertar o tempo, evitou a queda e terminou lindamente. Ele honrou o nome de todos os brasileiros que foram desrespeitados várias vezes pelo Sonnen. Parabéns ao Anderson, ele acabou com qualquer dúvida sobre a outra luta.”

Vontade de enfrentar Sonnen

“Eu gostaria de enfrentá-lo. Ele é um grande adversário. Adoraria ser o próximo brasileiro a vencer o Sonnen. Então, Joe Silva (dirigente responsável por casar as lutas no UFC), meu nome está na lista. Eu aceitaria sem problema algum.”

Lutadores do TUF Brasil que têm chance de ser campeão no UFC

“Rony Jason tem chance, porque ele é um lutador bem rodado, é bom na trocação e no chão. Massaranduba é bom em sua categoria de peso (leve). Ele é um cara que pode enfrentar qualquer um. Thiago Bodão é um cara que cresce nas adversidades. Todo mundo lá, cada um tem chance. Se eles consertarem seus erros, todos têm chance. Na minha mente, eu não vejo muitas limitações para as pessoas. Todo mundo pode evoluir quando eles estão comprometidos com seu trabalho.”

Convivência com Vitor Belfort no reality show

“Nós não tínhamos muito contato, graças a Deus. O contato que tinha era quando estávamos escolhendo as lutas. Então, o cara vinha e soltava suas pérolas de sabedoria. Há pessoas que não nasceram para trabalhar juntas, e eu não nasci para trabalhar com ele. Há pessoas cujos espíritos não coincidem e não tem jeito. O que posso fazer? Ele é um cara que eu não teria perto de mim.”

Crescimento do MMA no Brasil

“Conseguimos realmente popularizar o esporte agora. Todo brasileiro gosta de luta, mas eles não tinham acesso, só tarde da noite em pay per view. Agora que temos mais acesso ao esporte, todo mundo se apaixonou. Fico feliz em fazer parte deste momento do MMA no Brasil. O esporte é finalmente reconhecido, e a estrada para os atletas mais novos é um pouco mais fácil. Eles recebem patrocínios, as melhores academias, os melhores treinadores.”

Polêmica sobre a biografia de Anderson Silva

“Certas coisas não precisam ser ditas, sejam elas verdadeiras ou não. Ele não tinha que dizer certas coisas. Então, uma pessoa diz que algo é verdadeiro, e outro diz que não é. Isso não é bom para ninguém. Nem para ele, como um campeão, e nem para a outra pessoa, que pode ter sido injustiçada. Minha biografia, eu vou liberá-la quando estiver perto de morrer. Então, posso falar sobre tudo (risos). Acho que vou escrever um livro também. Há um monte de histórias que vivemos. Não posso deixar os problemas que eu já passei sem uma solução.”

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