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Posts tagged escritos por mulheres

Mulheres ganham 50% de desconto em livros na Saraiva no dia 8 de março

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Publicado no Metro

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a Livraria Saraiva vai oferecer 50% de desconto em livros para mulheres no dia 8 de março. A ação também tem como objetivo incentivar a leitura.

A promoção vale tanto para as lojas físicas como para o site da livraria. Para comprar on-line, as clientes precisam se cadastrar no site até o dia 7.

Ao todo, 18 categorias de títulos estarão disponíveis para compra, inclusive alguns dos mais vendidos. Alguns itens de papelaria também estarão com desconto.

Quem está em dúvida sobre as ofertas pode dar uma olhada no Clube de Leitura Leia Mulheres, da Saraiva, que montou uma lista com livros escritos por mulheres que tratam de diversos temas relacionados ao universo feminino, como Chimamanda Ngozi Adichie, Clarice Lispector, Carolina Maria de Jesus e Margaret Atwood.

O selo editorial dos anos 1990 que só publicava livros feministas no Brasil está de volta

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Arquivo Pessoal
Rose Marie Muraro autografa seu livro “Os seis meses em que fui homem”, em meados dos anos 2000.

‘Rosa dos Tempos’ foi criado por Rose Marie Muraro e publicou clássicos do movimento feminista brasileiro e mundial em 1990.

Andrea Martineli, no HuffpostBrasil

Duas mulheres importantes para a evolução do feminismo no Brasil, Rose Marie Muraro e Ruth Escobar, há mais de 15 anos, se uniram para ampliar as vozes das mulheres brasileiras por meio da literatura. Ambas acreditavam que com educação era possível transformar um mundo guiado pela opressão às mulheres. Em 1990, juntas, as escritoras fundaram um selo editorial chamado “Rosa dos Tempos”, dedicado exclusivamente à temática feminista que, em 2018, está de volta.

“Só existe um editor homem trabalhando com a gente. Todas as demais são mulheres”, conta Ana Lima, editora-executiva da Editora Record, que é uma das responsáveis pelo retorno do selo, em entrevista ao HuffPost Brasil. O time é composto por 3 editoras-executivas, Ana Lima, Ana Paula Costa e Andreia Amaral, 2 gerentes de marketing, Rafaella Machado e Livia Vianna, e Roberta Machado, que é diretora comercial e vice-presidente da empresa.

O projeto de Muraro e Escobar tornou-se realidade, no passado, com o apoio da jornalista Laura Civita, da socióloga Neuma Aguiar e do fundador e então editor da Record, Alfredo Machado. No entanto, depois de 2005, e com 170 livros lançados — que hoje estão de catálogo — , o selo acabou esquecido. Segundo Lima, o fato de ter um time essencialmente feminino trabalhando em conjunto neste momento possibilitou que a ideia de retomar o selo feminista se tornasse realidade.

“Essa conversa [de retomar o Rosa dos Tempos] começou a virar uma constante. Toda hora a gente esbarrava em algum material interessante que seria bom publicar de qualquer forma, mas que, com o selo, teria uma visibilidade diferente”, constata Lima.

E a ideia começou a tomar corpo em outubro do ano passado. Juntas, as editoras começaram a trabalhar em cima do antigo catálogo, o logo foi reformulado, uma seleção de livros que serão reeditados foi feita, assim como a aquisição de publicações inéditas no Brasil. E sim, todos são livros escritos por mulheres e para mulheres.

“A história das mulheres em vários campos foi abafada. Existe toda uma história da medicina de mulheres, de mulheres cientistas e ninguém fala sobre isso porque não há interesse. E não interessa porque não foi priorizado. Assim como foi priorizada uma história branca, foi priorizada uma história masculina”, afirma a editora-executiva.

Para Roberta Machado, vice-presidente e diretora comercial da Record, além de uma demanda de mercado, retomar o selo é contribuir ainda mais para o debate sobre direitos das mulheres: “Ficou bacana, porque montamos um modelo bem ‘feminino’ de gestão. A ‘Rosa’ é totalmente colaborativa, sem hierarquia, com editoras de perfis distintos, todas motivadas e unidas pelo objetivo que é gerar o melhor conteúdo para contribuir pro debate, sempre”.

Feminismo em Comum – Para todas, todes e todos, da filósofa Márcia Tiburi, foi o primeiro livro publicado pelo selo, lançado em janeiro deste ano. Em 2018, serão publicadas oito obras. Para o primeiro semestre, já estão em produção os livros O mito da beleza, de Naomi Wolf; Mamãe&Eu&Mamãe, de Maya Angelou, e A terra das mulheres, de Charlotte Perkins Gilman.

Em parceria com o Instituto Rose Marie Muraro, sediado na Glória, no Rio de Janeiro, cada exemplar publicado pelo selo será enviado à biblioteca mantida pela instituição.

“O relançamento do selo Rosa dos Tempos é importante porque sua criação foi para dar voz as mulheres. Foi a primeira editora dedicada aos diversos temas que são importantes para o desenvolvimento das mulheres e consequentemente para a sociedade. É importante também manter viva a história de duas mulheres guerreiras [Rose e Ruth]”, completa Tonia Muraro, diretora-executiva do Instituto e filha de Rose Marie Muraro, em entrevista ao HuffPost Brasil.

Quem foi Rose Marie Muraro

Arquivo/Instituto Cultural Rose Marie Muraro
A escritora e editora Rose Marie Muraro, uma das líderes do movimento feminista no Brasil.

Uma das maiores representantes do movimento feminista no Brasil, Rose Marie Muraro morreu em junho de 2014, aos 83 anos, após complicações de um câncer na medula óssea que já tratava há dez anos. A autora de Os seis meses em que fui homem (1993) e Por que nada satisfaz as mulheres e os homens não as entendem (2003), escreveu mais de 44 livros ao longo de sua carreira.

Em 1999, ela contou sua história na autobiografia Memórias de uma mulher impossível. Nele, ela conta como aprendeu desde cedo a lutar contra as dificuldades, físicas e sociais, com força e determinação em meio às limitações. Muraro nasceu praticamente cega, e somente aos 66 anos conseguiu recuperar parcialmente a visão com uma cirurgia. Estudou Física, foi escritora e editora de livros, assumindo a responsabilidade por publicações polêmicas e contestadoras.

“O homem também tem que se rever. É natural, com a mulher se liberando, que o homem tenha ficado perdido, entregado os pontos. Mas mulher autoritária é o mesmo que mulher submissa. O objetivo (do feminismo) é integrar homem e mulher, e só se pode integrar dois sujeitos”, disse Rose Marie Muraro em entrevista à Folha de S. Paulo, em 1999.

Após a morte da intelectual, o Instituto Cultural Rose Marie Muraro foi criado para resguardar o legado dela e garantir às futuras gerações o direito de conhecer sua história. Enquanto viva, ela trabalhou arduamente para abrir espaço para “cabeças pensantes se reunirem e se aliarem em um objetivo comum para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa”.

“Nossa missão hoje é continuar proporcionando este espaço principalmente para as mulheres, mas homens também, que tenham como objetivo uma sociedade mais humana e menos desigual”, afirma Tonia que, também afirma que, no momento, a Instituição busca novas possibilidades de gestão para conservar o espaço e o acervo daprimeira biblioteca especializada em estudos de gênero do Brasil.

Segundo Tonia, sua mãe finalizou sua última obra pouco antes de falecer, em que retrata sua “impossível história de amor”. “Tenho uma vontade muito grande de lançar este livro inédito pelo ICRM e agora, se for possível, com o selo da Rosa dos Tempos. Acho que Rose e Ruth estão conspirando a nosso favor”.

Isis Valverde elege 4 livros – e escritoras – que marcaram sua vida

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Daniela Carasco, no UOL

Se em frente às câmeras Isis Valverde tem paixão pela atuação, fora delas, é a escrita e a leitura que lhe entusiasmam. “Você procura o que está dentro de você e, na sabedoria dos livros, acaba encontrando algo maravilhoso, a iluminação”, diz.

Isis Valverde Imagem: Reprodução Instagram

Isis Valverde Imagem: Reprodução Instagram

 

Além de ser uma leitora assídua, Isis diz que também a escrever contos e poesias, que ela tem planos de publicar. Enquanto seus versos não saem, ela usa seu Instagram, para compartilhar com seus 7 milhões de seguidores alguns dos títulos preferidos, como “Minutos de Sabedoria”, de Carlos Torres Pastorino, e “Farda Fardão – Camisola de Dormir”, de Jorge Amado.

Ao UOL, a atriz contou aqueles que marcaram sua vida e foram escritos por mulheres.

1. “A Maçã no Escuro”, de Clarice Lispector

“Conta a história de um homem, fugitivo da cena de um crime. Durante a fuga, ocorrem diversos pensamentos que remetem ao existencialismo e à filosofia hindu.”

2. “Pensar é Transgredir”, de Lya Luft

“Sobre a preocupação com o social, à inquietação pelo mistério da vida.”

3. “A Bolsa Amarela”, de Lygia Bojunga

“É um clássico da literatura infantojuvenil. Fala sobre uma menina que entra em conflito consigo mesma e com a família ao reprimir suas vontades.”

4. “Mulheres que Correm com Lobos”, de Clarissa Pinkola Estés

“A partir da interpretação de lendas e histórias antigas, como as de ‘Barba-Azul’, ‘Patinho Feio’, ‘Sapatinhos Vermelhos’ e ‘La Llorona’, a autora redescobre o que é a ‘Mulher Selvagem’.”

7 livros de escritos por mulheres para ler ainda em 2017

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São livros fluídos, deliciosos e íntimos, como só uma mulher sabe fazer.

Daniela Kopsch, no HuffpostBrasil

A cada ano que passa me parece que os meses encurtam. Eu sinto muito informar, mas já estamos em setembro, quase dezembro o que significa que amanhã já é 2018. Sei que você não leu ainda todos os livros que gostaria e daqui a pouco vai começar a se culpar por ter desperdiçado tanto tempo lendo as minhas bobagens. Mas antes que isso aconteça, tenho algumas dicas de leitura que podem me redimir. São livros fluídos, deliciosos e íntimos, como só uma mulher sabe fazer. Foram os meus destaques de 2017. Espero que gostem.

1. Contos completos, Clarice Lispector

Este é um livro para morar na sua mesa de cabeceira e ter com ele um longo relacionamento íntimo. Os contos estão organizados em ordem cronológica, de forma que dá para perceber o desenvolvimento do estilo de Clarice ao longo do tempo. Curiosamente, os meus preferidos são os que ela escreveu ainda muito jovem: Viagem a Petrópolis e Feliz Aniversário.

2. O Conto da Aia, Margaret Atwood

Por que todo mundo está falando sobre o Conto de Aia? Porque a autora é um gênio. É maravilhoso que ela esteja finalmente ganhando destaque nas livrarias depois de ter o livro adaptado para a TV. Outro livro que deve bombar em breve é Alias Grace, que também vai virar série. Em resumo, ler tudo da Margaret Atwood é excelente objetivo de vida.

3. Resta um, Isabela Noronha

Isabela conta a história de uma mãe em busca de sua filha perdida. Acompanhamos o processo do luto-que-não-é-um-luto, a esperança que não morre nunca, tudo aquilo que a gente já sabe que é terrível, mas é ainda pior quando se olha de perto. O livro tem uma força de suspense muito poderosa. Grudei e não larguei mais.

4. Isso também vai passar, Milena Busquets

Este é um livro sobre luto, muito sincero e delicado. O título é a melhor sinopse. Apesar da dor inacreditável de perder a mãe, a personagem está passando o verão na praia, onde a acompanhamos viver um dia depois do outro e outro depois do outro…

5. Vida querida, Alice Munro

“Mestre contemporânea dos contos”, Alice Munro venceu o Nobel de Literatura em 2013. Particularmente, eu fico sempre surpresa com a habilidade dela em contar uma vida inteira dentro de um conto. E se ela não mostra, parece que mostrou, parece que você viu tudo. Vida querida tem uma grande parte autobiográfica, o que a diferencia dos outros livros da autora.

6. Operação impensável, Vanessa Barbara

O livro conta o breve curso de uma história de amor até a sua inevitável derrocada. O estilo levemente profundo e altamente irônico nos livros da Vanessa é o que a torna tão irresistível. Não é à toa que ela foi considerada pela revista Granta como um dos 20 melhores jovens escritores brasileiros. Para ler imediatamente.

7. Dias de abandono, Elena Ferrante

Elena Ferrante dominou o meu ano. Desde janeiro, eu li tudo o que ela escreveu e agora sinto um buraco no meu estômago, tenho fome de mais. Dias de Abandono é um de seus trabalhos mais elogiados e pode ser uma boa porta de entrada no universo da autora. Retrata a dor de uma separação com muita sinceridade, dor e alguma dose de humor. Vale também investir na série napolitana, formada por quatro livros: A amiga genial, História do novo sobrenome, História de quem foge e de quem fica e História da menina perdida. Já são bem mais de sete livros nessa lista. Acho melhor me despedir. Boa leitura!

Principais atrações da Bienal do Livro, escritoras também dominam vendas

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 Uma das principais atrações internacionais da Bienal do Livro, Paula Hawkins atraiu centenas de fãs no Riocentro - Analice Paron / Agência O Globo


Uma das principais atrações internacionais da Bienal do Livro, Paula Hawkins atraiu centenas de fãs no Riocentro – Analice Paron / Agência O Globo

Nas mesas e nas listas de mais vendidos, mulheres foram destaque no evento

Publicado em O Globo

RIO – Um dos principais termômetros do mercado editorial, a 18ª Bienal do Livro do Rio, que termina neste domingo, seguiu a tendência de outros eventos literários e multiplicou sua presença feminina. Mais numerosas na programação geral (42%, contra 36% na edição passada), as escritoras dominam os dois principais espaços da feira: correspondem a 11 das 19 atrações dos Encontros com Autores e a 27 dos 50 convidados da arena #SemFiltro, que atraíram multidões. As grandes estrelas internacionais que passaram pelo Riocentro são quase todas mulheres, como as americanas Jenny Han, Abbi Glines e Karin Slaughter, a britânica Paula Hawkins e a australiana Gayle Forman.

Uma representatividade que, segundo os balanços parciais das editoras, está se refletindo nas vendas. Até o fechamento desta edição, apenas um autor homem aparecia na lista dos dez mais do Grupo Record, o poeta paulistano Zack Magiezi, cujos livros atraem justamente o público feminino. De resto, brilharam nomes como a niteroiense FML Pepper (única brasileira escolhida pela Amazon americana entre as 12 personalidades femininas do mundo que fizeram diferença na literatura em 2015), a britânica Paula Hawkins e a paulista Carina Rissi. Na Rocco, as mulheres também ocupam todas as primeiras posições, com veteranas (JK Rowling, Clarice Lispector, Thalita Rebouças, Margaret Atwood) e representantes da nova geração (Marie Lu e Veronica Roth). Já na Intrínseca, quatro mulheres ocupam a segunda metade da lista, incluindo Jojo Moyes, a escritora que mais vendeu livros no Brasil em 2016. A britânica, aliás, ganhou um espaço só dela no estande da editora.

— Vejo um crescimento consistente de mulheres em filas de autógrafos — diz Rafaella Machado, gerente de marketing do Grupo Record. — E, com o feminismo em alta, elas têm preferido ler livros escritos por mulheres. Buscam uma representação mais multifacetada da mulher. Muitas vezes, os homens as representam, em seus livros, de uma maneira muito idealizada ou sexualizada. A gente não quer mais ser a princesa que é salva, a gente quer salvar o príncipe.

Dados do Instituto Pró-Livro para o projeto Retratos da Leitura no Brasil, de 2015, apontam que mulheres leem mais do que homens no país. Segundo a pesquisa, que é realizada a cada quatro anos, 59% das mulheres se dizem leitoras, enquanto, para os homens, a porcentagem cai para 52%. Como na última edição, o público da Bienal foi majoritariamente feminino: 62% dos visitantes eram mulheres.

— Acho que 90% do meu público é de mulheres — diz Carina Rissi, que eletrizou o público jovem da arena #SemFiltro em sua mesa desta sexta. — Elas se identificam com minhas personagens, que são reais. É como se o leitor estivesse lendo a história de uma amiga, de uma irmã, de uma vizinha. Aquela ideia da mulher perfeita ruiu. As minhas heroínas estão sempre errando, apresentando defeitos, têm sempre problemas de relacionamento, neuras, traumas…

Mais do que volume de produção, o foco nas mulheres também se vê na concepção dos livros. Neste ano, a Bienal mostrou que gêneros como thriller e terror não apenas não são mais dominados por homens, como também podem ganhar um novo fôlego — e um novo público — quando passam pela sensibilidade de uma escritora. Uma das maiores atrações do evento, Paula Hawkins atraiu centenas de fãs em sua mesa no último sábado. Seus thrillers conquistaram o público feminino ao abordar temas como a violência contra as mulheres. Mesmo caso de Karin Slaughter, que fala neste sábado, às 15h, na arena Maracanã (Pavilhão Verde).

Editora de Karin, que já vendeu mais de 16 milhões de livros no mundo todo, a HarperCollins só tem escritoras nas primeiras posições de sua lista de mais vendidos no evento. Um de seus selos, o Harlequin, tem como slogan “Todo o poder feminino”. Gerente de marketing da casa, Daniela Kfuri acredita que os temas relacionados às mulheres estiveram em alta nesta Bienal.

— A gente sente que, no caso da Karin, por exemplo, a temática ajuda muito — diz Daniela. — Ela fala sobre violência contra a mulher, está muito forte na voz dela, e isso é um assunto do qual se evitava falar até há pouco. As mulheres estão querendo falar sobre isso.

Além de consagrar nomes já esperados, esta edição da Bienal também viu o surgimento de novas escritoras. Foi o caso da americana Jenna Evans Welsh, cujas boas vendas de seu romance de estreia, “Amor & gelato”, surpreenderam até a Intrínseca, sua editora brasileira.

— Parece ter caído de vez no gosto dos leitores, com uma velocidade que não esperávamos, por ser um livro novo e ter tido pouco tempo de boca a boca — diz Lucas Telles, editor de aquisições da Intrínseca. — Mesmo assim, teve muita procura no estande. Acho que casou com o público jovem e feminino da Bienal.

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