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Caligrafia de sem-teto vira fonte de renda

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Uma ONG de Barcelona resolveu transformar a caligrafia usada em cartazes feitos por moradores de rua da cidade em fontes tipográficas.

O desenhista Miquel Fuster Juca é um dos que criararam fontes para o projeto

O desenhista Miquel Fuster Juca é um dos que criararam fontes para o projeto

Liana Aguiar, na BBC Brasil

Com a venda das fontes para marcas corporativas e usuários da internet, a ONG Arrels Fundació pretende apoiar projetos para os sem-teto.

A ideia é, a um só tempo, dar novo sentido às inscrições características feitas por moradores de rua, resgatar pessoas em situação de risco e sensibilizar a sociedade sobre um problema que afeta cada vez mais gente na Espanha.

Caligrafia de moradores de rua é digitalizada e posta à venda

Caligrafia de moradores de rua é digitalizada e posta à venda

Com a colaboração da agência de publicidade The Cyranos McCann, designers digitalizaram a caligrafia dos sem-teto. As fontes são vendidas no site Homelessfonts.org.

Olga García, responsável pelo projeto, explica que a campanha foi lançada no dia 8 de junho e já teve bons resultados nas redes sociais e nas vendas para internautas de vários países, inclusive do Brasil.

Francisco Cáceres viveu mais de 50 anos no Brasil, mas virou sem-teto na Espanha

Francisco Cáceres viveu mais de 50 anos no Brasil, mas virou sem-teto na Espanha

Em apenas três semanas, o vídeo no Youtube que apresenta a iniciativa teve 100 mil visualizações.

As primeiras fontes já começam a ser usadas em rótulos de alguns produtos, como vinho e azeite.

Cada tipografia vale 19 euros (R$ 57) para uso particular ou 290 euros (R$ 870) para uso corporativo.

A Fundação Arrels, que há 27 anos ajuda os sem-teto de Barcelona, estima que existam 3 mil pessoas sem teto na cidade.

Sensibilização

Olga García reforça que, mais do que um incentivo financeiro ao trabalho da fundação, o objetivo da campanha é dar visibilidade ao problema. Para ela, a grande mensagem que a iniciativa transmite é que “essas pessoas não são um pedaço de papelão que caminham pela rua”.

"Não se trata apenas de comprar a fonte, mas de conhecer a história por trás daquela letra", diz responsável por projeto

“Não se trata apenas de comprar a fonte, mas de conhecer a história por trás daquela letra”, diz responsável por projeto

“Não se trata apenas de comprar a fonte, mas de conhecer a história por trás daquela letra”, explica.
“Queremos despertar um novo olhar para as pessoas sem lar. A letra que antes servia para pedir ajuda agora serve para ajudar a outras pessoas”, afirma.

Ela conta que uma equipe de voluntários está desenvolvendo um aplicativo para que as fontes possam futuramente ser usadas no Facebook e no Twitter.

Olga afirma que a força das redes sociais na divulgação da iniciativa tem sido fundamental. “As redes sociais são a chave do êxito desse projeto. Estamos muito satisfeitos com a difusão internacional que (o projeto) está tendo.”

Experiência

O desenhista aposentado Miquel Fuster Jaca, 70 anos, morou durante 15 anos nas ruas de Barcelona e participa do projeto.

Sua letra é uma das dez fontes já disponibilizadas no site. “Quero colaborar para dar visibilidade a esse problema e acabar com o estigma dos moradores de rua”, conta ‘a BBC Brasil.

Loraine, nascida em Londres, conta que foi morar nas ruas em Barcelona em 2009, após ter o passaporte roubado

Loraine, nascida em Londres, conta que foi morar nas ruas em Barcelona em 2009, após ter o passaporte roubado

Ele lembra que viu a vida desmoronar junto com o apartamento em que morava, que se incendiou.

Nas primeiras noites após perder a casa, dormiu em uma praça no bairro onde morava. Era um consolo ver caras conhecidas. Com o tempo, afirma que sentiu que sua presença já não era mais bem-vinda e passou a perambular pela cidade.

Agora, as fontes criadas por ela ilustram os rótulos de garrafas de vinho, graças ao projeto

Agora, as fontes criadas por ela ilustram os rótulos de garrafas de vinho, graças ao projeto

Miquel conta que, no tempo em que viveu na rua, tornou-se alcoólatra e foi vítima de agressões. Sobrevivia dos desenhos que fazia e vendia para turistas e transeuntes.

“Na rua, o primeiro sentimento é de incredulidade. Depois vem a raiva contra si e contra todos, pois vivemos em um mundo hostil. Logo vem o sentimento de luto pela vida que já não podemos recuperar”, descreve Miquel.

Hoje ele vive em um apartamento protegido pela fundação e colabora com projetos da entidade. Ministra palestras sobre sua experiência como sem-teto, que pode servir de exemplo para muitas pessoas.

Como quando fazia cartazes, mais uma vez Miquel pegou a caneta para escrever. Dessa vez, o que está pedindo é que os moradores de rua deixem de ser invisíveis.

Lionel Messi ganha sua primeira biografia autorizada

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AFP/AFP - Lionel Messi ganhará sua primeira biografia autorizada na Espanha.

AFP/AFP – Lionel Messi ganhará sua primeira biografia autorizada na Espanha.

Argentino falou sobre Ronaldinho, Guardiola e outros nomes que tiveram importância em sua carreira

Publicado no Esporte Interativo

Eleito melhor jogador do mundo por quatro vezes, o argentino Lionel Messi, do Barcelona, ganhou sua primeira biografia autorizada. O livro foi escrito pelo jornalista espanhol Guillem Balagué, tem mais de 600 páginas e, no primeiro momento, será vendido apenas na Espanha.

O livro contará curiosidades sobre a vida do jogador desde sua infância na Argentina até o estrelato no time principal dos blaugranas. Messi falará também sobre a seleção argentina, suas expecitativas para o futuro e alguns outros detalhes de sua vitoriosa carreira.

Alguns nomes de peso foram citados no livro, como o técnico da seleção argentina, Alejandro Sabella, e Pep Guardiola. Outro que tem uma participação destacada é Ronaldinho Gaúcho, que foi companheiro do argentino quando foi promovido ao elenco principal do Barcelona. Messi afirma que Ronaldinho foi como um pai para ele, ajudando-o a se desenvolver melhor no futebol. Na época, o brasileiro era o melhor jogador do mundo.

Pesquisadores buscarão restos mortais de Cervantes em convento na Espanha

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Historiador quer descobrir se esqueletos do escritor e sua mulher continuam no convento onde, acredita-se, foram enterrados

Miguel de Cervantes: localização do túmulo no convento é incerta (Georgios Kollidas)

Miguel de Cervantes: localização do túmulo no convento é incerta (Georgios Kollidas)

Publicado na Veja on-line

A Comunidade Autônoma (governo regional) de Madri, na Espanha, autorizou nesta sexta-feira a busca pelos restos mortais do escritor Miguel de Cervantes, no Convento de las Trinitarias Descalzas. O historiador Fernando de Prado procura descobrir se os esqueletos do escritor e de sua mulher, Catalina de Salazar, continuam no convento, onde, acredita-se, foram enterrados — Cervantes teria sido sepultado em 22 de abril de 1616.

Serão analisados tanto a superfície do mosteiro como seu subsolo, por meio de um radar. A investigação deve começar entre março e abril e terá duração máxima de dois meses. Após esse período, os pesquisadores deverão apresentar um estudo histórico do imóvel.

​Situado no centro de Madri, o Convento de las Trinitarias Descalzas foi fundado em 1612. Nele, moraram Irmã Isabel, filha de Cervantes, e Irmã Marcela, filha do escritor Lope de Vega. Uma placa comemorativa colocada na fachada do mosteiro de clausura lembra que ali está enterrado o autor da maior obra escrita em língua espanhola, O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de la Mancha. Ninguém sabe ao certo a localização do corpo. Por causa de sucessivas reformas realizadas no convento, o túmulo de Cervantes foi trocado de lugar, de modo que os restos mortais se perderam.

Nielsen BookScan vai monitorar venda de livros impressos no Brasil

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Serviço que mapeia vendas no mercado editorial cobre dez países, entre Estados Unidos, Reino Unido e Austrália

Publicado no Uai

  (sxc.hu / stockphoto)

Destacando o crescimento do Brasil como uma potência literária, os analistas de varejo da Nielsen lançam seu primeiro serviço de monitoramento da América Latina no país de Machado de Assis, Euclides da Cunha e Ferreira Gullar.

O novo serviço BookScan vai mapear os 600.000 livros impressos que são vendidos a cada semana, o que equivale a R$ 20 milhões em receitas. A Nielsen também vai comparar o preço real de venda com o preço de venda recomendado como medida de desconto aos varejistas.

Com o Brasil, o serviço BookScan cobre agora dez países, entre eles os EUA, o Reino Unido, a Irlanda, a Austrália, a Nova Zelândia, a África do Sul, além de Itália, Espanha e Índia.

Amazon, Google e Kobo abriram lojas virtuais para consumidores brasileiros no fim do ano passado, com a Apple já estabelecida de longa data no país.

 

Concurso de blogs ajuda estudantes a compartilhar leituras

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bandeira uruguai

O país com a maior participação foi o Uruguai, com 224 blogs criados


Amanda Cieglinski, na Exame.com

Salamanca – Um dos principais desafios atuais em todos os sistemas educacionais do mundo é encontrar uma maneira de estimular o hábito da leitura entre os jovens. Um projeto da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e da Fundação SM buscou unir o livro à internet, principal meio de comunicação entre os jovens. E o resultado surpreendeu os organizadores: mais de 800 alunos entre e 12 e 15 anos participaram da iniciativa ¿Qué estás leyendo? (O que estás lendo?), que incentivou os participantes a compartilhar informações sobre livros e outras plataformas de leitura.

Os participantes usaram diferentes ferramentas – imagens, texto e vídeos – para compartilhar dicas de obras que estão lendo ou que recomendam que sejam lidas. O concurso recebeu de março a agosto de 2012 a inscrição de mais de 800 jovens de 16 países – a maioria de língua espanhola. O país com a maior participação foi o Uruguai, com 224 blogs criados. A experiência foi apresentada durante reunião preparatória do Congresso das Línguas na Educação e na Cultura, em Salamanca, na Espanha.

A coordenadora do projeto, Inés Miret, avalia que o saldo foi muito positivo. Segunda ela, essa primeira edição do projeto funcionou como um piloto e na próxima etapa o objetivo é ampliar a participação, incluindo estudantes brasileiros. Até o fim do ano, será escolhido o melhor blog de cada país por um grupo de jurados que está sendo montado. Inés aposta que muitas páginas já têm um formato mais consolidado e deverão continuar funcionando depois do fim do concurso. Houve grande interação entres os blogueiros, que compartilhavam dicas e conteúdos.

Inés destaca que a internet, muitas vezes vista como inimiga pelas escolas, pode ser grande impulsionadora do hábito de leitura. “É interessante ver um recurso desse tipo, que aporta coisas diferentes para que as experiências sejam diferentes. A experiência literária sempre fez parte da educação, mas é interessante ver o que acontece quando transcendemos o âmbito da sala de aula ou da escola e o encontro entre leitores se dá por afinidade e não por proximidade física”, aponta Inés.

Além da experiência dos blogs, outros projetos de estímulo à leitura foram apresentado aos representantes dos países íbero-americanos. Na Costa Rica, o Ministério da Educação produziu uma campanha de televisão em que atletas, cantores, atores e músicos apresentavam seus livros preferidos e convidavam o público a “ler com eles”. O ministro da Educação, Leonardo Garnier, sugeriu que outros países façam isso, convocando os ídolos locais.

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