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Promoção: “Tinta”

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O espanhol Fernando Trías de Bes conta a história de um livreiro, um matemático, um impressor, um revisor e um editor, na Mogúncia de 1900, que sofrem do mesmo mal: sentem-se angustiados e não sabem qual é o motivo de seu desatino; veem a vida com desencanto e insatisfação e estão a ponto de desistir de encontrar uma solução. Mas o destino faz com que cada um deles dê sua contribuição para que todos encontrem um motivo para seguir adiante.

Tinta é um livro insólito e inesquecível, que se move entre o real e o imaginário. De narrativa aparentemente simples, na verdade esconde uma trama complexa, conduzida por personagens extremamente originais que nos mostram o poder que a literatura e a imaginação têm de transformar vidas.

Uma homenagem original ao universo das palavras e ao livro impresso; uma pequena joia, uma história que se lê com o coração e que nos captura do começo ao fim.

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Vamos sortear 3 exemplares de “Tinta”, lançamento da Autêntica Editora que vai agradar em cheio quem ama os livros.

Para participar é muito fácil:

* Faça o login e siga os requisitos do aplicativo.

O resultado será divulgado no dia 10/4 no perfil do twitter @livrosepessoas e os ganhadores terão 48 horas para enviar seus dados completos para o e-mail [email protected].

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Os requisitos são:- Tweet about the giveaway: é só clicar no botão “twitter” que será dado RT automaticamente no seu perfil. Se você clicar diariamente nesse botão, mais pontos você faz e melhor a chance de ganhar o livro.
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Formaturas que valem um apartamento

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Confraternizações de alunos dão lugar a concorridas festas de arromba, que chegam a custar R$ 800 mil

Nos medaeventos, a bebidaé liberada, e uma ambulância fica de prontidão para quem se exceder Reprodução

Nos medaeventos, a bebidaé liberada, e uma ambulância fica de prontidão para quem se exceder Reprodução

Catharina Wrede, em O Globo

Até o fim de 2013, os alunos do terceiro ano do ensino médio do Colégio Santo Inácio (CSI) vão pagar R$ 3 mil cada um para custear a festa de formatura, em dezembro. Ao todo, são 230 jovens. O total (R$ 690 mil), porém, não é suficiente, por isso ao longo do ano, eles vão organizar duas outras noitadas para arrecadar mais R$ 110 mil. A exorbitante cifra de R$ 800 mil — o valor de um apartamento de dois quartos em Copacabana — será usada para produzir uma festança de proporções nababescas para três mil pessoas.

Eles não estão sós. Nos últimos anos, os formandos das mais tradicionais escolas do Rio transformaram o que seria o fim de um ciclo em megaeventos disputadíssimos, cuja qualidade é medida pelo que a grana torrada em uma única noite pode pagar.

— O preço aumenta a cada ano porque impressionar o público ficou cada vez mais difícil — diz M. P., de 17 anos, da comissão de formatura deste ano do colégio PH de Ipanema, cuja festa está orçada em R$ 633.600.

Hoje, uma festa de formatura que se preze precisa ter, no mínimo, cinco atrações. Todas brasileiras? Claro que não. Além de pratas da casa como os funkeiros MC Catra, Valeska Popozuda e Anitta, e dos DJs nacionais queridinhos dos adolescentes (Tomás Troia, Johnny Glövez, Ask2Quit e OMG), o negócio só fica bom mesmo se tiver alguma estrela internacional das carrapetas. De preferência, que toque em Ibiza.

Só no ano passado, vieram ao Rio para formaturas DJs como o português Pete Tha Zouk (CSI), o espanhol Sak Noel (Santo Agostinho do Leblon), e o americano Sex Panther (Santo Agostinho da Barra).

— As formaturas são as melhores festas do ano hoje em dia — afirma A. M., de 16 anos, que se forma este ano no Teresiano. — Tem tudo: DJ internacional, seus amigos, bebida liberada… porque não existe formatura sem bebida.

Pais veem distorção

De fato não existe. Além de champanhe Veuve Cliquot, vodka Belvedere e uísque Johnny Walker Green Label, o pacote etílico inclui ambulâncias para casos de coma alcoólico. No banquete, quitutes da Koni Store e do picolé Itália — ano passado, o CSI gastou R$ 15 mil só em Kinder Ovo. Para o café da manhã, Domino’s Pizza, com direito a motoqueiro entrando no palco. Na festa de 2012 do Santo Inácio, a pizzaria mobilizou quatro lojas e fez 750 pizzas. As fornadas tomaram a madrugada inteira.

— Hoje, esse mercado representa 50% do nosso faturamento anual — conta Gustavo Mendes, sócio da Koni Store.

Por trás dos megaeventos, quase sempre está o mesmo nome: a Formaideal Obah!. Preferida entre os formandos, a empresa abocanhou o mercado de formaturas, rebatizando-as de “galas”. Bruno Guedes, um dos sócios, conta que a gala do PH Barra em 2008, no Morro da Urca, foi um marco. Segundo ele, o evento foi “sucesso, explosão, sensação”:

— O lema da nossa empresa é: pode tudo. Mas a gente explica os valores. Os meninos contratam a gente para realizar um sonho. E a gente tem que dizer quanto custa esse sonho.

Em vídeos das festas da Formaideal Obah!, os formandos aparecem extasiados, proferindo ao microfone frases como: “É pegação total”; “Já perdi tudo, menos a dignidade”, e “Você já viu uma formatura igual a essa?!”.
Do outro lado estão os pais, já que a direção dos colégios não se envolve nas festas.

— Houve uma distorção tanto da parte financeira quanto da social. Não é mais uma confraternização entre alunos. São eventos alienatórios — diz Angela Maia Ohanian, mãe de uma aluna do Teresiano. — Acho que 80% dos pais acharam (o valor) exagerado.

Pela primeira vez, os pais do CSI criaram uma comissão este ano. A ideia é acompanhar as decisões. Se vão cortar os excessos, bem, isso é outra história.

Ex-estudante devolve livro à biblioteca depois de 51 anos. Multa chega a R$ 5.300

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Escritor de livros de arte devolveu o material depois que governo perdoou a dívida

David Black "surrupiou" livro e devolveu meio século depois

David Black “surrupiou” livro e devolveu meio século depois

Publicado por R7

Quando estudante, o escocês David Black, pegou um livro emprestado na Biblioteca de Edimburgo, capital do país, em 1962. Mais de 50 anos depois, o livro voltou às estantes da biblioteca.

A multa pelo atraso na devolução do livro chegou a R$ 5.423,88 (£ 2.762,55), mas Black foi informado de que a prefeitura da cidade estava dando anistia a quem estivesse com altas cobranças nas bibliotecas.

— Quando li sobre a anistia das multas, decidi devolver o livro, de uma vez por todas, só para ver a cara do bibliotecário. É boa a sensação de devolvê-lo depois de todos esses anos.

O estudioso de arte e escritor, que alugou o título sobre artista espanhol Goya, conta que se lembrou várias vezes de devolver o material da biblioteca no decorrer dos anos, mas sempre se esquecia.

— Até assisti a uma peça, há dois anos, na qual o bibliotecário procura quem devolveu um título atrasado há 113 anos.

Mas apesar de tantos anos para ser devolvido à biblioteca escocesa, David Black não foi o recordista do atraso. Em 2011, um livro foi devolvido à Biblioteca de Edimburgo 123 anos após ser retirado.

Livros de verão e literatura de verdade

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Milton Hatoum, em O Estado de S.Paulo

Há poucos meses atrás, na Feira do Livro de Guadalajara, vi uma cena que, de algum modo, diz muito sobre a literatura e a solidão, essas irmãs siamesas.

A Feira estava cheia de gente, mas não necessariamente de leitores. Ao visitar o estande de uma editora, vi um escritor de língua espanhola, sentado diante de uma mesinha, à espera de leitores. Ele tinha um ar desolado e conversava com uma mulher. Quando eu passava perto dos dois, ele perguntou à mulher onde estavam os leitores. Ela sorriu e apontou para uma fila de leitores excitados, que queriam comprar a edição espanhola de Cinquenta Tons de Cinza, o best-seller do momento.

É improvável que os leitores dessas historinhas de sexo e violência – ou sexo com violência – leiam romances de Conrad, de Dostoievski ou de Graciliano Ramos. Quantos se aventuram a ler Coração das Trevas, Crime e Castigo ou Infância? Para a maioria dos leitores, um livro de ficção é puro entretenimento, algo que não convida a pensar nas relações humanas, no jogo social e político, na passagem do tempo e nas contradições e misérias do nosso tempo, muito menos na linguagem, na forma que forja a narrativa. Talvez por isso o poeta espanhol Juan Ramón Jiménez tenha afirmado que a poesia é a arte da imensa minoria. Isso serve para a literatura e para todas as artes. Os poucos, mas felizardos espectadores da peça O Idiota, dirigida por Cibele Forjaz, sabem disso.

Flaubert costumava lamentar a época em que viveu: a crença entusiasmada e cega no progresso e na ciência, as batalhas fratricidas na França, a carnificina das guerras imperialistas, e a idiotice e bestialidade humanas, que ele explorou com ironia em sua obra. Em uma carta de sua vasta correspondência, escreveu que o ser humano não podia devorar o universo. Referia-se ao consumismo crescente na segunda metade do século 19.

O que o “Ermitão de Croisset” diria dos dias de hoje, quando a propaganda insidiosa na tevê não poupa nem as crianças e tudo gira em torno da vida de celebridades, de uma fulana famosa que teve um bebê, de sicrano que se separou de beltrana ou traiu uma fulaninha? Qual o interesse em saber que a princesa da Inglaterra está grávida?

Essas baboseiras são ainda mais graves num país como o Brasil, cuja modernidade manca ou incompleta exclui milhões de jovens de uma formação educacional consistente.

No começo da década de 1990, quando eu passava uma temporada em Saint-Nazaire, um jovem operário entrou no meu apartamento para consertar o vazamento de uma tubulação. Quando passou pela sala, viu um romance em cima da mesa e exclamou:

Ah, Stendhal. Li vários livros dele, e o que mais aprecio é esse mesmo: A Cartuxa de Parma.

E onde você os leu? Quando?

Aqui mesmo, ele disse. Na escola secundária.

Era uma das escolas públicas daquela pequena cidade no oeste da França.

Nicolas Sarkozy e outros presidentes conservadores tentaram prejudicar o ensino de literatura e ciências humanas na escola pública francesa, mas nenhum deles teve pleno êxito. Aprender a ler e a pensar criticamente é um dos preceitos de uma sociedade democrática, e esse mandamento republicano ainda vigora na França. O que os prefeitos e secretários de Educação dos quase 5.700 municípios brasileiros dizem a esse respeito?

A precariedade da educação pública é um dos problemas estruturais da América Latina. Até mesmo a Argentina, que já foi uma exceção honrosa, começa a padecer desse mal.

Comecei essa crônica evocando a solidão de um escritor em Guadalajara. Melhor assim: a solidão está na origem do romance moderno, é um de seus pilares constitutivos e faz parte do trabalho da imaginação do escritor e do leitor.

O tempo se encarrega de apagar todos os cinquenta tons de cinza, e ainda arrasta para o esquecimento os crepúsculos, cabanas e toda essa xaropada que finge ser literatura. Enquanto isso, Coração das Trevas, publicada há mais de um século, é uma das novelas mais lidas por leitores de língua inglesa.

Sistema de ensino espanhol estreia em 150 escolas

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Thinkstock

Uno Internacional, do grupo Santillana, chega à rede privada brasileira de olho no gigantesco mercado municipal de ensino

Publicado na Veja on-line

A partir do ano que vem, 150 escolas particulares do Brasil vão iniciar as aulas com um novo sistema de ensino, já presente em alguns países da América Latina. Apoiado no uso de tablet, bilinguismo, capacitação de professores e avaliações, o sistema Uno Internacional, do grupo espanhol Santillana, chega à rede privada brasileira de olho no gigantesco mercado de redes municipais de ensino.

O modelo foi desenvolvido no Brasil, mas adotado antes em outros países da região. Neste primeiro ano, estarão envolvidos 75.000 alunos da rede privada, mas três prefeituras já estão com a negociação avançada. “Temos um objetivo forte de chegar à rede pública. Para isso, o antecedente em escolas particulares é importante”, diz o diretor global da Uno Internacional, Pablo Doberti.

No México, o Uno Internacional atende 130.000 alunos de 420 escolas. A ideia é chegar a 1 milhão na América Latina em quatro anos. Para começar a operar no Brasil, o Santillana investiu 22 milhões reais. Como diferencial, o sistema oferece parcerias com Apple, Discovery, Animal Planet e Unesco.

Em um país com 5.565 municípios, a rede pública é vista com muito interesse pelas empresas de sistemas de ensino. Gigante no setor, a Pearson já trabalha com 150 cidades. “No Brasil, a área pública é um dos nossos vieses mais importantes. Além da competição, inovação e profissionalização serão as batalhas”, diz o superintendente de Educação Básica da Pearson, Mekler Nunes.

Pesquisa realizada pelo setor em 2011 mostrou que 44% das prefeituras paulistas adotavam algum sistema de ensino – os primeiros contratos de municípios com sistemas privados foram feitos em 1999 pelo Grupo COC, em cerca de 90 cidades. Cada município adota um sistema diferente. Alguns abandonam totalmente o uso dos livros didáticos distribuídos pelo governo federal. Outros usam as apostilas, mas mantêm os livros como complemento.

Além disso, compras e aquisições impulsionaram a disputa. Há dois anos, em uma batalha com a própria Santillana, a Abril Educação comprou o Grupo Anglo. Dias depois, a Pearson Education comprou parte do controle acionário do Sistema Educacional Brasileiro (SEB), controlador do COC, Pueri Domus, Dom Bosco e Name, em uma operação de 888 milhões de reais. Já a Kroton, dono da Rede Pitágoras, com 226.000 alunos no ensino básico, também teve 50% do controle acionário vendido para o Advent, fundo financeiro internacional.

O Uno Internacional é estruturado para o uso de projetores em vez de lousa digital, além dos tablets, com aplicativos, vídeos, jogos e textos. Segundo os coordenadores do sistema, cada escola decide quantos tablets vai comprar e se os utilizará em todas as aulas.

Nas salas de aula, a presença do equipamento e sua aplicabilidade parece conquistar os alunos. “Com o iPad é muito mais fácil. Acho que aprendo mais, é mais divertido”, explica o estudante mexicano Isaac Garrido Morales, de 10 anos. Isaac é um dos 400 alunos da escola Green Valley, em Puebla, a 130 quilômetros da Cidade do México.

Na escola Green Hills, no bairro San Jerónimo, na capital federal, o professor de espanhol Hector Avila propôs que os alunos escrevessem um poema baseado em uma música. Depois deveriam, no iPad, buscar imagens na internet que melhor representassem cada verso, musicar a composição e transformar tudo em um vídeo. O material seria encaminhado depois por e-mail para todos os colegas. “Todas as aulas mudaram, mas espanhol foi a que ficou melhor”, diz Tamara Junqueira, de 14 anos, já acostumada a usar seu tablet em casa.

O professor Avila afirma que o caminho da tecnologia na sala de aula é inevitável. “É um instrumento dessa geração. Nós, professores, temos de nos adaptar a ele.” O educador Paulo André Cia, diretor do Colégio Arbos, no ABC Paulista, que decidiu pela adoção do sistema, concorda. “Com a possibilidade de usar iPad, a escola consegue desenvolver uma sala com ambiente digitalizado que permite o uso de aplicativo”, diz.

(Com Estadão Conteúdo)

Foto: Thinkstock

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